terça-feira, 9 de outubro de 2012

História de Formação do Planeta Terra



A teoria mais aceita da história da Terra é a do Big Bang, onde há aproximadamente 15 bilhões de anos uma enorme explosão lançou matéria (poeira cósmica) em todas as direções e deu origem ao agrupamento de galáxias que compõem o Universo. A gravidade começou a juntar os grãos de poeira em pedaços cada vez maiores e há cerca de 4,5 bilhões de anos surgiu a Terra. O planeta desde então, era uma bola incandescente frequentemente bombardeada por meteoros formando assim sua atmosfera e causando o surgimento de formas de vida mais complexas.
Para entender melhor o parágrafo acima vale a pena assistir os 5 minutos do vídeo abaixo sobre a criação do Planeta Terra
Clique na figura abaixo da história da Terra e aprecie uma apresentação em flash sobre o assunto.


Como vimos ao clicar na figura anterior e analisar a apresentação em flash, é justamente na região de encontro entre uma placa e outra que ocorrem os fenômenos tectônicos (movimentação de placas por limites convergentes, divergentes e tangenciais ou transformantes) e as conseqüentes modificações na crosta terrestre. Por isso, as regiões mais sujeitas a fenômenos como vulcanismo e terremotos como o Japão, a Califórnia, o México, entre outras, estão situadas nos limites das placas tectônicas. As áreas mais estáveis, como, por exemplo, o território brasileiro, localizam-se no interior (parte central) das placas.

Foto de erupção vulcânica no Equador em maio de 2010. VulcãoTungurahua.
Sobre fenômenos tectônicos, entenda melhor o terremoto do Chile acontecido em 27/02/2010 com as figuras abaixo (para uma melhor visualização clique nas imagens). Fonte: Revista Veja. Colaboração do Prof. Heliton Leal.

Após o maior tremor no Chile de intensidade 8,8, no dia 27/02/2010, houveram nos cinco dias posteriores diversos tremores de menor magnitude. Verifique a figura abaixo em forma de relógio para um melhor entendimento. Fonte: Revista Época, 8/03/2010, p. 97.

Após o tremor de sábado (27/02/2010) de 8,8 na escala Richter, o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA registrou nesse domingo (28/02/2010) um tremor de magnitude 6,2, depois revisada para 6,1, às 8h25 locais (mesmo horário de Brasília), na região de Maule, a 184 km ao sul de Santiago. O tremor, ocorrido no continente, foi localizado a uma profundidade de 32 km.
Em 11 de março de 2011, um terremoto de 8,8 graus na escala Richter seguido de tsunami atingiu o nordeste do Japão, se configurando no maior terremoto que o território japonês sofreu e o sétimo do mundo em termos de destruição. O Japão encontra-se entre o limite de três placas tectônicas (Euro-Asiática, Filipinas e Pacífica) que convergem e tangenciam causando tremores constantes – veja na figura que segue as placas cruzando a superfície do Japão.


Veja abaixo reportagem completa da BBC Brasil com imagens impressionantes do tsunami japonês…
… E imagens da tv japonesa no momento do tsunami
Sobre limites divergentes veja na figura abaixo a explicação sobre a Deriva Continental. Teoria apresentada em 1912 pelo geofísico alemão Alfred Wegener e comprovada na década de 1960 na década de 1960 pelos geólogos americanos Harry Hess e Robert Dietz.



Fotógrafo britânico registrou a falha geológica divergente da Islândia. Clique na foto para ver reportagem e outras fotos dessa falha geológica ou veja abaixo reportagem do programa da Rede Globo, Fantástico de 12 de junho de 2011.

Imagens retiradas do Guia do Estudante. Geografia Vestibular, 2009, p. 6, 25 e 43, respectivamente.
 

Vídeos 
Vídeos

 


 

 Fonte: http://marcosbau.com.br/geogeral/tectonica-das-placas/

Applets Geográficos

Localize os países (jogo)
Clique sobre o continente desejado e localize os países desse continente.

Tectônica de placas






Colóides


Destrua os mísseis do inimigo lançando anti-mísseis nas cidades indicadas. Localize a cidade no mapa clicando sobre ela com o mouse e dipare o anti-míssel. Boa sorte!

Clique com o mouse sobre a cidade indicada e pressione a tecla indicada para o avião partir de NYC até a cidade indicada.



Escala Tempo Geológico

Escala de tempo geológico representa a linha do tempo desde o presente até a formação da Terra, dividida em éons, eras, períodos, épocas e idades, que se baseiam nos grandes eventos geológicos da história do planeta. Embora devesse servir de marco cronológico absoluto à Geologia, não há concordância entre cientistas quanto aos nomes e limites de suas divisões. A versão aqui apresentada baseia-se na edição de 2004 do Quadro Estratigráfico Internacional da Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas.



Milhões de Anos

Tabela do tempo geológico

Fonte: Tecnirama, N. 16, Editorial Codex S.A. 1962.

Mapa do Magdalenense? (Ou seja… muito antigo!)


Uma rocha descoberta na Gruta de Abauntz (Arraiz, Navarra), em 1993, pode ter gravado o mais antigo mapa (conhecido) da Europa Ocident

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Climas e Climogramas do Brasil


São determinados pelo movimento das massas de ar que atuam no nosso território. É do encontro dessas massas de ar que vai se formando toda a climatologia brasileira.
Por possuir 92% do território na zona intertropical do planeta, grande extensão no sentido norte-sul e litoral com forte influência das massas de ar oceânicas, o Brasil apresenta predominância de climas quentes e úmidos. Em apenas 8% do território, ao sul do Trópico de Capricórnio, ocorre o clima subtropical, que apresenta maior variação térmica e certo delineamento das estações do ano.
Cinco são as massas de ar que influenciam o clima do Brasil como explicadas abaixo e demonstradas nos mapas que seguem:
mEc – Massa Equatorial Continental – Nasce no Noroeste da Amazônia e é quente e úmida devido à floresta ombrófila e latifoliada, sua capacidade de evapotranspiração e seus mananciais perenes. Atua durante todo o ano na Amazônia, com predomínio no inverno na Amazônia ocidental. Por ser uma massa quente e úmida, no verão sua área de atuação é abrangida para quase todo o Brasil levando grande quantidade de chuvas para as regiões Norte, Centro-Oeste, parte do Nordeste, Sudeste e Sul (influenciando nas chuvas de verão até Santa Catarina).
Por um corredor de vales leva grande umidade contribuindo para as chuvas de verão da região Sudeste do Brasil ao se cruzar com outra massa quente e úmida vinda do Oceano Atlântico, a mTa – Massa Tropical Atlântica. Tais chuvas são intensas e associadas à ocupação irregular nas encostas dos centros urbanos causam catástrofes naturais como os desmoronamentos/escorregamentos acontecidos recentemente em Santa Catarina (dez. 2008), Rio de Janeiro (abr. 2010) e Região Serrana do RJ (Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo – jan. 2011).
mEa – Massa Equatorial Atlântica – Massa quente e úmida que nasce no Atlântico Norte próximo ao arquipélago dos Açores. Forma os ventos alísios (sopram do trópico em direção ao Equador) e atinge o litoral do Norte e Nordeste do Brasil no equinócio de primavera e solstício de verão.
mTa – Massa Tropical Atlântica – Quente e úmida e se forma no Atlântico Sul próximo ao Trópico de Capricórnio. Atua durante todo o ano nos litorais das regiões Nordeste, Sudeste (chuvas de relevo ou orográficas na Serra do Mar) e Sul do Brasil. No verão leva chuvas desde o litoral das regiões NE, SE e S ao interior da região Centro-Oeste (região do Distrito Federal) chegando a atingir o Pantanal matogrossense levando umidade. No inverno provoca chuvas frontais no litoral do NE, SE e S ao se cruzar com a mPa – Massa Polar Atlântica.
 

Atuação das massas de ar no verão da América doSul. Nota-se a atuação restrita da fria mPa e maior abrangência das massas quentes devido à incidência solar no Trópico de Capricórnio. Fonte: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 149.
mTc – Massa Tropical Continental – Quente e seca, forma-se na depressão do Chaco (prolongamento do Pantanal em território boliviano e paraguaio). Na primavera e no verão encontra-se com a mEc – Massa Equatorial Continental contribuindo para precipitações no interior da região Centro-Oeste. No inverno contribui para a estação seca no oeste do Estado de Minas Gerais e na região Centro-Oeste até o Pantanal ao se cruzar com a mPa – Massa Polar Atlântica que chega seca nessa região e traz as baixas temperaturas no outono-inverno.
mPa – Massa Polar Atlântica – Nasce fria e úmida no Atlântico Sul nas imediações do litoral da Patagônia e chega ao Brasil fria e seca (seu resto de umidade é precipitado na região Sul do Brasil). Sabendo-se que quanto mais uma massa de ar se desloca do seu centro de origem perde suas características originais, a mPa atua nas regiões Sul (ventos periódicos minuano e pampeiro) e Sudeste com mais intensidade e no inverno, pela menor incidência solar no hemisfério sul, chega a atingir o litoral da região Nordeste, provocando chuvas ao encontrar-se com a mTa – Massa Tropical Atlântica que é quente e úmida. Outra vertente de penetração no inverno faz a mPa chegar ao vale do Tapajós na Amazônia provocando quedas de temperatura em um fenômeno chamado friagem.

 

Atuação das massas de ar no inverno da América do Sul. Maior atuação da mPa devido à menor incidência solar no hemisfério sul. Fonte: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 150.
Este artigo atende aos fins de leitura e pesquisa e pertence ao blog GeoBau (http://marcosbau.com). Proibida a reprodução pelo Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610/98 de Direitos Autorais. PLÁGIO É CRIME. DENUNCIE. 

Climogramas do Brasil
Tendo por base a dinâmica das massas de ar, o cientista Arthur Strahler propôs uma classificação climática que estuda a dinâmica atmosférica através da circulação das massas de ar (climatologia dinâmica).
Veja o mapa que segue e alguns climogramas brasileiros e suas respectivas explicações.

Climogramas

Clima Equatorial
Fica nas proximidades da linha do Equador, abarcando a Amazônia, norte de Mato Grosso e oeste do Maranhão. Chove durante o ano todo, e em grande quantidade; é bastante úmido e a temperatura varia pouco no decorrer ao longo do ano, com média de 26º C. O climograma de Manaus (AM), localizada nessa faixa de clima, traz informações sobre a pluviosidade e a temperatura. Repare como, no gráfico, a quantidade de precipitação (representada pelas barras verticais) é bem alta, atingindo mais de 300 milímetros no mês de março, com apenas uma pequena queda no meio do ano (em julho, agosto e setembro), quando fica abaixo dos 100 milímetros. A pequena variação de temperatura, típica do clima equatorial, também pode ser vista no climograma de Manaus; a linha horizontal, formada pelas temperaturas médias de cada mês, quase não sobe nem desce, ficando em torno dos 26º C.
Clima Tropical, Tropical Típico, Tropical Semi-úmido ou ainda Tropical alternadamente úmido e seco
Predominante no território brasileiro, pega toda faixa do centro do país, leste do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia e de Minas Gerais. Inverno e verão são estações bem marcadas pela diferença de pluviosidade: o verão é bastante chuvoso e há seca no inverno. No climograma de Goiânia (GO), conseguimos enxergar essa diferença pela variação na altura das barras de precipitação: em julho, a precipitação chega a quase zero, e em janeiro ultrapassa 250 milímetros. A temperatura no clima tropical é alta e não varia muito; a média fica entre 18º C em locais de serra e 28º C na maior parte do território.
Clima Tropical Semi-Árido
É o clima das zonas mais secas do interior do Nordeste. Caracteriza-se pela baixa umidade, pouca chuva e temperaturas elevadas. O climograma da cidade baiana de Juazeiro, na divisa com Pernambuco, representa graficamente essas características: nas barrinhas de precipitação, a mínima de chuva chega a 1,7 milímetro, em agosto, com a linha de temperatura variando entre cerca de 24,5º C e 28,5º C, médias térmicas elevadas. A chuva se concentra entre os meses de novembro e abril, mas o total anual de precipitação não chega a 550 milímetros – o volume é inferior ao atingido em apenas dois meses (fevereiro e março) no clima equatorial.
Clima Tropical de Altitude
É o clima das áreas com altitude acima de 800 metros em Minas Gerais, No Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os verões são quentes e chuvosos e os invernos, frios e secos. Isso pode ser visto no climograma acima, que mostra as médias de temperatura e pluviosidade de Belo Horizonte (MG). No inverno, as barras de chuva atingem o mínimo de cerca de 10 milímetros, e, no verão, passam de 300 milímetros. Em comparação ao clima tropical, o tropical de altitude tem o mesmo comportamento pluvimétrico, mas as médias anuais de temperatura são menores, ficando em torno dos 20º C – no inverno, as temperaturas são bem mais baixas.
Clima Tropical Atlântico ou Tropical Úmido
Esse clima cobre quase todo o litoral do país: começa no Rio Grande do Norte e vai até o Paraná. A quantidade de chuvas varia conforme a latitude da localidade. Por exemplo, enquanto no Nordeste chove muito no inverno, no Sudeste chove mais no verão, como pode ser visto no climograma de João Pessoa (PB) e no do Rio de Janeiro (RJ). A variação de temperatura é maior na porção mais ao sul do litoral. No Rio de Janeiro, oscila entre 21,5º C e 26,5º C e, em João Pessoa, entre 24º C e 28º C.
Clima Subtropical (no hemisfério Norte é chamado de Temperado)
É o clima das regiões ao sul do trópico de Capricórnio: sul de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A quantidade de chuva não varia muito durante o ano, mas as temperaturas mudam bastante: o inverno é frio e o verão, quente. No climograma de Curitiba (PR), por exemplo, a temperatura oscila entre 12,5º C e 20º C, enquanto as barras de precipitação apresentam pouca variação (a média anual é de 110 milímetros).
Fonte da parte de climogramas: Guia do Estudante: geografia. Mais que tropical. São Paulo: Abril, 2009, p. 48, 49.
Fonte: http://marcosbau.com.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Clima

Clima
Para entender sobre clima primeiramente temos que saber o que é atmosfera. A atmosfera é uma camada gasosa, incolor e insípida que envolve os seus movimentos, prendendo-se a ela pela ação da gravidade. Formada de uma mistura de gases, que constituí o ar, ela é indispensável à existência do mundo vegetal e animal: fornece oxigênio necessário à respiração, atua na manunteção do equilibrio térmico do planeta, possibilita a combustão, a transmissão do som, a difusão da luz e principalmente, absorve grande parte da energia emitidado pelo Sol, permitindo apenas a passagem da radiação solar necessária a vida.
Composição Química da Atmosfera
Gás
Volume (%)
Nitrogenio
78,08
Oxigênio
20,94
Argônio
0,93
Dióxido de Carbono
0,03
Neônio
0,0018
Hélio
0,0005
Ozônio
0,00006
Hidrogênio
0,00005
Criptônio
Indícios
Xenônio
Indícios
Metano
Indícios
A atmosfera é constituída de cinco camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. O ar se torna mais rarefeito quanto mais a gente sobe, e é por isso que os alpinistas normalmente levam oxigênio com eles quando escalam altas montanhas. A troposfera é a única camada em que os seres vivos podem respirar normalmente.
Troposfera - As condições climáticas acontecem na camada inferior da atmosfera, chamada troposfera. Essa camada se estende até 20 km do solo, no equador, e a aproximadamente 10 km nos pólos.
Estratosfera - A estratosfera chega a 50 km do solo. A temperatura vai de 60ºC negativos na base ao ponte de congelamento na parte de cima. A estratosfera contém ozônio, um gás que absorve os prejudiciais raios ultravioleta do Sol. Hoje, a poluição está ocasionando "buracos" na camada de ozônio.
Mesosfera - O topo da mesosfera fica a 80 km do solo. É muito fria, com temperaturas abaixo de 100ºC negativos. A parte inferior é mais quente porque absorve calor da estratosfera.
Termosfera - O topo da termosfera fica a cerca de 450 km acima da Terra. É a camada mais quente, uma vez que as raras moléculas de ar absorvem a radiação do Sol. As temperaturas no topo chegam a 2.000ºC.
Exosfera - A camada superior da atmosfera fica a mais ou menos 900 km acima da Terra. O ar é muito rarefeito e as moléculas de gás "escapam" constantemente para o espaço. Por isso é chamada de exosfera (parte externa da atmosfera).
Clima
O conhecimento do tempo e do clima, que sempre foi essencial para a sobrevivencia do homem, no mundo atual ganha cada vez mais importancia, pois dele dependem não só a obtenção de melhores resultados economicos na agricultura e o planejamento de grande obras (como barragens, por exemplo), como também a elaboração de políticas de preservação do meio ambiente, que se tornaram imperiosas com a recente multiplicação humana. Para se compreender o condeito clima, é preciso partir do conceito tempo: tempo tempo é o conjunto das condições atmosféricas desse lugar, ou seja, é o resultado da repetição de um determinado tipo de tempo, por anos sucessivos, nesse lugar.
O tipo de tempo é definido pela infiltração de alguns elementos básicos da atmosfera: a tem´peratura, a pressão, a umidade e a precipitação, que variam sob ação de inumeros fatores, entre os quais se destacam a altitude, a latitude, a maritimidade, o relevo e, sobretudo, as massas de ar. Em síntese, são fatores climáticos característicos do clima de determinado lugar.
Elementos e fatores climáticos
clique na foto para ampliar
A energia emitida pelo Sol na forma de radiação solar, ao atingir a superfície terrestre, transforma-se em calor. Entretanto, a temperatura resultante dessa radiação não é a mesma em todas as partes do plantea, pos sofre a interferência de diversos fatores, dentre os quais, a maritimidade e a continentalidade.
  • Latitude: em geral, quanto maior a latitude, menor a temperatura. Devido à inclinação do eixo de rotação terrestre, a partir do equador (área de latitude alta), os raios solares tornam-se cada vez mais longos e seu alongamento acrreta uma perda progressiva de energia calorífera e luminosa.
  • Altitude: em geral, quanto maior a altitude, menor a temperatura. Depois de aquecidos pelo Sol, o solo e as águas superfícíais devolvem parte do calor à atmosfera. Nas áreas mais baixas, o ar é mais denso, portanto retém mais calor; à medida que a altitude aumenta, o ar se torna mais rarefeito e sua capacidade de reter calor diminui.
  • Maritimidade e Continentalidade: como a água é um verdadeiro regulador témico, nas áreas marítimicas ou litorâneas a umidade ameniza as temperaturas, portanto a amplitude térmica diária (diferença entre a temperatura máxima e mínima) é bem pequena. À medida que se avança para o interior dos continetes, o teor de umidade do ar mininui e por isso a amplitude térmica vai se acentuando.
Pressão Atmosférica
A atmosfera “presa” ao planeta pela força da gravidade, exerce pressão sobre todos os pontos da superfície terrestre, sobre cada centímetro quadrado dessa superfície, ao nível do mar, existe uma coluna de ar que tem a altura de toda atmosfrea e cujo peso foi calculado em 1.033 kg. Entretanto, a pressão atmosférica sofre a superfície terrestre sobre a superfície terrestre, por influência de fatores como a umidade, tempertura e as precipitações, pode variar a horizontalmente, conforme a latitude e verticalmente conforme a altitude.
  • Latitude: nas áreas de baixa latitude, caracterizadas por altas temperaturas, a pressão atmosférica é mais baixa, pois o aquecimento do ar equatorial provoca dilatação e expansãp das moléculas dos gases, assim em 1 m3 de ar quente há menor quantidade de moléculas de gases do que em 1 m3 de ar frio, no qual as moléculas ficam mais contraídas e mais próximas.
  • Altitude: como a atmosfera é bastante compressível, nas áreas de baica altitude a preesão é mais elevada, pois as camadas atmosféricas superiores pressionam as camadas inferiores, aumentando a densidade so ar. Nas áreas mais altas, as pressões atmosféricas são mais baixas, pois o ar é mais rarefeito (menos denso).
Frentes de Ar
Esta massa de ar é a responsável pelas ondas de frio no centro-sul do país. Ela pode causar geadas e neve no sul do Brasil e friagens no oeste amazônico. A frente fria que acompanha a massa de ar na borda frontal causa chuvas de intensidade moderada a forte, porém de rápida duração. Os esporádicos episódios de neve na região serrana do sul, ocorrem quando um sistema de baixa pressão acompanha a massa de ar sobre a costa litorânea da região sul. A massa pode ser de deslocamento continental e atlântica. A representada na animação ao lado é a continental. As de deslocamento atlântico tem sua área de influência mais restrita e em algumas vezes atinge apenas a região sul. As massas polares continentais ocorrem com maior freqüência de abril a agosto, porém há a possibilidade de ocorrer nos outros meses do ano. A massa polar atlântica ocorre com maior freqüência que a continental e pode chegar com maior facilidade nos outros meses do ano.


c
Esta massa de ar é também conhecida como bloqueio atmosférico e tem sua origem no interior do continente. Pode durar mais de 15 dias. Durante o final de maio e começo de junho é comum ocorrer fortes episódios e na região sul é conhecido como "veranico" em função de provocar um grande aumento de temperatura para uma época que já é frio na região. A ocorrência maior é durante os meses de primavera, começo do outono e final do inverno. A massa de ar tem como característica ser seca e quente. É conhecida como bloqueio atmosférico em função de ela bloquear a entrada de frentes frias e nuvens de instabilidades responsáveis por chuvas quando sua intensidade é forte. Ela tem grande atuação na parte central do país e atinge o sudeste, centro-oeste, parte do nordeste, pequena área da região norte e parte da região sul.

Massa Tropical e Equatorial Atlântica
a
As características destas massas de ar é serem quentes e úmidas. Os ventos alísios, que são gerados pela rotação da terra, e a passagem de centros de alta pressão sobre o oceano fazem com que os ventos tenham sua direção voltada para o continente e sendo assim eles carregam a umidade marítima para a faixa leste mais próxima do litoral do Brasil, como pode-se observar no mapa ao lado. Os valores acumulados de precipitação são baixos, pois estas massas de ar não causam chuvas significativas.
 

Massa Equatorial Continental
b
Esta massa de ar é originada na Amazônia central. Existem alguns fatores que influenciam na formação desta massa de ar e um dele é a atuação da zona de convergência intertropical (ZCIT). O encontro dos ventos alísios do hemisfério norte com os alísios do hemisfério sul se da na ZCIT onde há a formação de instabilidades associadas a nuvens convectivas (grande desenvolvimento vertical). Esta instabilidade produzida é responsável por grande presença de nebulosidade sobre a região central amazônica e nesta região há outro importante fator para o surgimento da massa de ar. O alto calor produzido associado a alta umidade da região provoca o surgimento de nuvens de instabilidade que associadas as instabilidades geradas da ZCIT provoca uma grande área de nebulosidade e alta temperatura, que é a massa equatorial continental. Sua atuação é constante na região norte, porém durante os meses de verão pode atingir o centro-oeste, parte do nordeste e sudeste além de uma pequena área mais ao noroeste da região sul. A massa de ar provoca valores elevados de precipitação acumulada, principalmente sobre a região norte.
Climas que ocorrem no Brasil
 
O Brasil, pelas suas dimensões continentais, possui uma diversificação climática bem ampla, influenciada pela sua configuração geográfica, sua significativa extensão costeira, seu relevo e a dinâmica das massas de ar sobre seu território. Esse último fator assume grande importância, pois atua diretamente sobre as temperaturas e os índices pluviométricos nas diferentes regiões do país.
Em especial, as massas de ar que interferem mais diretamente no Brasil, segundo o Anuário Estatístico do Brasil, do IBGE, são a Equatorial, tanto Continental como Atlântica; a Tropical, também Continental e Atlântica; e a Polar Atlântica, proporcionando as diferenciações climáticas.
Nessa direção, são verificados no país desde climas superúmidos quentes, provenientes das massas Equatoriais, como é o caso de grande parte da região Amazônica, até climas semi-áridos muito fortes, próprios do sertão nordestino.O clima de uma dada região é condicionado por diversos fatores, dentre eles pode-se citar temperatura, chuvas, umidade do ar, ventos e pressão atmosférica, os quais, por sua vez, são condicionados por fatores como altitude, latitude, condições de relevo, vegetação e continentalidade.
De acordo com a classificação climática de Arthur Strahler, predominam no Brasil cinco grandes climas, a saber:
  • clima equatorial úmido da convergência dos alísios, que engloba a Amazônia;
  • clima tropical alternadamente úmido e seco, englobando grande parte da área central do país e litoral do meio-norte;
  • clima tropical tendendo a ser seco pela irregularidade da ação das massas de ar, englobando o sertão nordestino e vale médio do rio São Francisco; e
  • clima litorâneo úmido exposto às massas tropicais marítimas, englobando estreita faixa do litoral leste e nordeste;
  • clima subtropical úmido das costas orientais e subtropicais, dominado largamente por massa tropical marítima, englobando a Região Sul do Brasil.
Quanto aos aspectos térmicos também ocorrem grandes variações. Como pode ser observado no mapa das médias anuais de temperatura a seguir, a Região Norte e parte do interior da Região Nordeste apresentam temperaturas médias anuais superiores a 25oC, enquanto na Região Sul do país e parte da Sudeste as temperaturas médias anuais ficam abaixo de 20oC.
a   Acima de 25ºC
b
Entre 20ºC e 25ºC


c   Abaixo de 20ºC

De acordo com dados da FIBGE, temperaturas máximas absolutas, acima de 40oC, são observadas em terras baixas interioranas da Região Nordeste; nas depressões, vales e baixadas do Sudeste; no Pantanal e áreas rebaixadas do Centro-Oeste; e nas depressões centrais e no vale do rio Uruguai, na Região Sul. Já as temperaturas mínimas absolutas, com freqüentes valores negativos, são observadas nos cumes serranos do sudeste e em grande parte da Região Sul, onde são acompanhadas de geadas e neve.
O quadro a seguir apresenta as temperaturas do ar, máximas e mínimas absolutas, das capitais estaduais brasileiras.
 
UF 
CAPITAIS 
MÁXIMA (oC) 
MÍNIMA (oC) 
RO
Porto Velho (4) 
34.8
15.0
AC
Rio Branco (4) 
35.6
-
AM.
Manaus (5) 
36.3
18.3
RO
Boa Vista 
-
PA
Belém (5) 
33.8
20.8
AP
Macapá (1) 
34.0
21.2
TO
Palmas 
-
MA
São Luís (1) 
32.8
20.6
PI
Teresina (1) 
38.1
17.8
CE
Fortaleza (5) 
33.3
21.3
RN
Natal (5) 
31.0
18.3
PB
João Pessoa (5) 
31.2
19.0
PE
Recife (5) 
32.0
18.4
AL
Maceió (1) 
34.4
18.0
SE
Aracaju (3) 
32.6
18.0
BA
Salvador (1) 
32.8
19.6
MG
Belo Horizonte (3) 
32.3
10.0
ES
Vitória (1) 
35.5
15.1
RJ
Rio de Janeiro 
-
SP
São Paulo (5) 
33.9
4.4
PR
Curitiba (4) 
31.6
-0.7
SC
Florianópolis (3) 
34.8
1.5
RS
Porto Alegre (5) 
37.2
-0.2
MS
Campo Grande (4) 
35.3
4.1
MT
Cuiabá (5) 
39.1
8.3
GO
Goiânia (3) 
36.2
8.9
DF
Brasília (2) 
31.6
7.0
 
Fonte:FIBGE
Notas: (1) dados referentes a 1989; (2) dados referentes a 1990; (3) dados referentes a 1991; (4) dados referentes a 1992; e (5) dados referentes a 1993.



Região Norte
A região Norte do Brasil compreende grande parte da denominada região Amazônica, representando a maior extensão de floresta quente e úmida do planeta. A região é cortada, de um extremo a outro, pelo Equador e caracteriza-se por baixas altitudes (0 a 200 m). São quatro os principais sistemas de circulação atmosférica que atuam na região, a saber: sistema de ventos de Nordeste (NE) a Leste (E) dos anticiclones subtropicais do Atlântico Sul e dos Açores, geralmente acompanhados de tempo estável; sistema de ventos de Oeste (O) da massa equatorial continental (mEc); sistema de ventos de Norte (N) da Convergência Intertropical (CIT); e sistema de ventos de Sul (S) do anticiclone Polar. Estes três últimos sistemas são responsáveis por instabilidade e chuvas na área.
Quanto ao regime térmico, o clima é quente, com temperaturas médias anuais variando entre 24o e 26oC.
Com relação à pluviosidade não há uma homogeneidade espacial como acontece com a temperatura. Na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará e no setor ocidental da região, o total pluviométrico anual, em geral, excede a 3.000 mm. Na direção NO-SE, de Roraima a leste do Pará, tem-se o corredor menos chuvoso, com totais anuais da ordem de 1.500 a 1.700 mm.
O período chuvoso da região ocorre nos meses de verão - outono, a exceção de Roraima e da parte norte do Amazonas, onde o máximo pluviométrico se dá no inverno, por influência do regime do hemisfério Norte.


Região Nordeste
A caracterização climática da região Nordeste é um pouco complexa, sendo que os quatro sistemas de circulação que influenciam na mesma são denominados Sistemas de Correntes Perturbadas de Sul, Norte, Leste e Oeste.
O proveniente do Sul, representado pelas frentes polares que alcançam a região na primavera - verão nas áreas litorâneas até o sul da Bahia, traz chuvas frontais e pós-frontais, sendo que no inverno atingem até o litoral de Pernambuco, enquanto o sertão permanece sob ação da alta tropical.
O sistema de correntes perturbadas de Norte, representadas pela CIT, provoca chuvas do verão ao outono até Pernambuco, nas imediações do Raso da Catarina. Por outro lado, as correntes de Leste são mais freqüentes no inverno e normalmente provocam chuvas abundantes no litoral, raramente alcançando as escarpas do Planalto da Borborema (800 m) e da Chapada Diamantina (1.200 m).
Por fim, o sistema de correntes de Oeste, trazidas pelas linhas de Instabilidade Tropical (IT), ocorrem desde o final da primavera até o início do outono, raramente alcançando os estados do Piauí e Maranhão.
Em relação ao regime térmico, suas temperaturas são elevadas, com médias anuais entre 20o e 28oC, tendo sido observado máximas em torno de 40oC no sul do Maranhão e Piauí. Os meses de inverno, principalmente junho e julho, apresentam mínimas entre 12o e 16oC no litoral, e inferiores nos planaltos, tendo sido verificado 1oC na Chapada da Diamantina após a passagem de uma frente polar.
A pluviosidade na região é complexa e fonte de preocupação, sendo que seus totais anuais variam de 2.000 mm até valores inferiores a 500 mm no Raso da Catarina, entre Bahia e Pernambuco, e na depressão de Patos na Paraíba. De forma geral, a precipitação média anual na região nordeste é inferior a 1.000 mm, sendo que em Cabaceiras, interior da Paraíba, foi registrado o menor índice pluviométrico anual já observado no Brasil, 278 mm/ano. Além disso, no sertão desta região, o período chuvoso é, normalmente, de apenas dois meses no ano, podendo, em alguns anos até não existir, ocasionando as denominadas secas regionais.


Região Sudeste
A posição latitudinal cortada pelo Trópico de Capricórnio, sua topografia bastante acidentada e a influência dos sistemas de circulação perturbada são fatores que conduzem à climatologia da região Sudeste ser bastante diversificada em relação à temperatura.
A temperatura média anual situa-se entre 20oC, no limite de São Paulo e Paraná, e 24oC, ao norte de Minas Gerais, enquanto nas áreas mais elevadas das serras do Espinhaço, Mantiqueira e do Mar, a média pode ser inferior a 18oC, devido ao efeito conjugado da latitude com a freqüência das correntes polares.
No verão, principalmente no mês de janeiro, são comuns médias das máximas de 30oC a 32oC nos vales dos rios São Francisco e Jequitinhonha, na Zona da Mata de Minas Gerais, na baixada litorânea e a oeste do estado de São Paulo.
No inverno, a média das temperaturas mínimas varia de 6oC a 20oC, com mínimas absolutas de -4o a 8oC, sendo que as temperaturas mais baixas são registradas nas áreas mais elevadas. Vastas extensões de Minas Gerais e São Paulo registram ocorrências de geadas, após a passagem das frentes polares.
Com relação ao regime de chuvas, são duas as áreas com maiores precipitações: uma, acompanhando o litoral e a serra do Mar, onde as chuvas são trazidas pelas correntes de sul; e outra, do oeste de Minas Gerais ao Município do Rio de Janeiro, em que as chuvas são trazidas pelo sistema de Oeste. A altura anual da precipitação nestas áreas é superior a 1.500 mm. Na serra da Mantiqueira estes índices ultrapassam 1.750 mm, e no alto do Itatiaia, 2.340 mm.
Na serra do Mar, em São Paulo, chove em média mais de 3.600 mm. Próximo de Paranapiacaba e Itapanhaú, foi registrado o máximo de chuva do país (4.457,8 mm, em um ano). Nos vales dos rios Jequitinhonha e Doce são registrados os menores índices pluviométricos anuais, em torno de 900 mm.
O máximo pluviométrico da região Sudeste normalmente ocorre em janeiro e o mínimo em julho, enquanto o período seco, normalmente centralizado no inverno, possui uma duração desde seis meses, no caso do vale dos rios Jequitinhonha e São Francisco, até cerca de dois meses nas serras do Mar e da Mantiqueira.


Região Sul
A região Sul está localizada abaixo do Trópico de Capricórnio, em uma zona temperada, É influenciada pelo sistema de circulação perturbada de Sul, responsável pelas chuvas, principalmente no verão, e pelo sistema de circulação perturbada de Oeste, que acarreta chuvas e trovoadas, por vezes granizo, com ventos com rajadas de 60 a 90 km/h.
Quanto ao regime térmico, o inverno é frio e o verão é quente. A temperatura média anual situa-se entre 14o e 22oC, sendo que nos locais com altitudes acima de 1.100 m, cai para aproximadamente 10oC.
No verão, principalmente em janeiro, nos vales dos rios Paranapanema, Paraná, Ibicuí-Jacuí, a temperatura média é superior a 24oC, e do rio Uruguai ultrapassa a 26oC. A média das máximas mantém-se em torno de 24o a 27oC nas superfícies mais elevadas do planalto e, nas áreas mais baixas, entre 30o e 32oC.
No inverno, principalmente em julho, a temperatura média se mantém relativamente baixa, oscilando entre 10o e 15oC, com exceção dos vales dos rios Paranapanema e Paraná, além do litoral do Paraná e Santa Catarina, onde as médias são de aproximadamente 15o a 18oC. A média das máximas também é baixa, em torno de 20o a 24oC, nos grandes vales e no litoral, e 16o a 20oC no planalto. A média das mínimas varia de 6o a 12oC, sendo comum o termômetro atingir temperaturas próximas de 0oC, ou mesmo alcançar índices negativos, acompanhados de geada e neve, quando da invasão das massas polares.
A pluviosidade média anual oscila entre 1.250 e 2.000 mm, exceto no litoral do Paraná e oeste de Santa Catarina, onde os valores são superiores a 2.000 mm, e no norte do Paraná e pequena área litorânea de Santa Catarina, com valores inferiores a 1.250 mm. O máximo pluviométrico acontece no inverno e o mínimo no verão em quase toda a região.


Região Centro-Oeste
Três sistemas de circulação interferem na região Centro-Oeste: sistema de correntes perturbadas de Oeste, representado por tempo instável no verão; sistema de correntes perturbadas de Norte, representado pela CIT, que provoca chuvas no verão, outono e inverno no norte da região; e sistema de correntes perturbadas de Sul, representado pelas frentes polares, invadindo a região no inverno com grande freqüência, provocando chuvas de um a três dias de duração.
Nos extremos norte e sul da região, a temperatura média anual é de 22oC e nas chapadas varia de 20o a 22oC. Na primavera-verão, são comuns temperaturas elevadas, quando a média do mês mais quente varia de 24o a 26oC. A média das máximas de setembro (mês mais quente) oscila entre 30o e 36oC.
O inverno é uma estação amena, embora ocorram com freqüência temperaturas baixas, em razão da invasão polar, que provoca as friagens, muito comuns nesta época do ano. A temperatura média do mês mais frio oscila entre 15o e 24oC, e a média das mínimas, de 8o a 18oC, não sendo rara a ocorrência de mínimas absolutas negativas.
A caracterização da pluviosidade da região se deve quase que exclusivamente ao sistema de circulação atmosférica. A pluviosidade média anual varia de 2.000 a 3.000 mm ao norte de Mato Grosso a 1.250 mm no Pantanal mato-grossense.
Apesar dessa desigualdade, a região é bem provida de chuvas. Sua sazonalidade é tipicamente tropical, com máxima no verão e mínima no inverno. Mais de 70% do total de chuvas acumuladas durante o ano se precipitam de novembro a março. O inverno é excessivamente seco, pois as chuvas são muito raras.

Fonte: http://www.tudomaisumpouco.com/AulaGeo4.html

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A Força de Atração da Gravidade


A Força de Atração da Gravidade
A terra atrai todos os corpos para sua superfície
Quando deixamos um objeto cair, ele segue a orientação de todos os outros, o chão. Mas por que isso acontece? Isso ocorre em razão de uma força de atração existente no planeta Terra, chamado de força da gravidade. Ela é responsável por todas as coisas estarem na superfície, inclusive nós. Se a força da gravidade não existisse, seria impossível viver na Terra, pois todos os objetos e seres vivos estariam soltos no espaço. 

imagem a seguir representa pessoas que estão em um local que reproduz acontecimentos sem a presença da força da gravidade. Note que as duas mulheres estão flutuando em virtude da falta de atração da gravidade. 

 

Laboratório da NASA nos Estados Unidos

Essa força invisível que atrai todos os corpos para sua superfície foi descoberta por volta de 1660, pelo cientista inglês Isaac Newton. Diz a história que Newton estava repousando à sombra de uma macieira e, ao ser acertado por uma maçã, resolveu estudar a razão de os corpos serem atraídos para a superfície da Terra. 

Em todos os planetas do sistema solar existem diferentes forças da gravidade. Em alguns locais a força é menor que na Terra, como na Lua. Nesses lugares, se você pular levará um tempo maior de retorno à superfície em comparação ao planeta em que vivemos. 

Você já deve ter observado a Lua encantando nossas noites. Ela é atraída pela força de gravidade do nosso planeta, mas não atinge a superfície terrestre, pois de alguma forma ela também atrai nosso planeta. Portanto, a Terra atrai a Lua e a Lua atrai a Terra, por isso ela realiza seu movimento em torno da Terra. 
Podemos dizer, de forma imaginária, que a Lua está presa no planeta Terra. Da mesma forma dizemos que o nosso planeta atrai o sol e o sol atrai nosso planeta, por isso realizamos um movimento em torno do sol, chamado de translação, que demora 365 dias e 6 horas, o que equivale a 1 ano.

Por Marcos Noe
Matemático
Equipe Brasil Escola