sábado, 13 de outubro de 2012

As libélulas gigantes

A libelinha, ou libélula, é um inseto alado pertencente à sub-ordem Anisoptera. Como características distintivas contam-se o corpo fusiforme, com o abdómen muito alongado, olhos compostos e dois pares de asas semi-transparentes. As libelinhas são predadoras e alimentam-se de outros insectos, nomeadamente mosquitos e moscas. Este grupo tem distribuição mundial e tem preferência por habitats nas imediações de corpos de água estagnada (poças ou lagos temporários), zonas pantanosas ou perto de ribeiros e riachos. 

As larvas de libelinha (chamadas ninfas) são aquáticas, carnívoras e extremamente agressivas, podendo alimentar-se não só de insetos mas também de girinos e peixes juvenis.

  Meganeura monyi. Eis o nome científico da fabulosa libélula de 75 centímetros de largura, o maior inseto de que se tem conhecimento e que viveu na idade do Carbonífero, há uns 300 milhões de anos. O nome pode parecer estranho, mas está relacionado com a vasta rede de veias que tinha nas asas. Quanto ao seu tamanho, especula-se que tal se deva à atmosfera rica em oxigénio que existia na Terra pré-histórica, embora esta teoria não recolha a predilecção de muitos cientistas. Ao contrário das divertidas libélulas que costumamos encontrar, estas não eram nada simpáticas, comportando-se antes como verdadeiros predadores na caça a outros insetos ou a pequenos anfíbios e répteis.
 O vídeo é em inglês com dublagem em espanhol, mas dá pra entender direitinho...

Os cientistas criam libélula gigante!
"Durante a era Paleozóica, período da história da Terra que acabou há 245 milhões de anos, o mundo era dominado por insetos e plantas gigantes. O principal motivo que garantia a sobrevivência dessas criaturas era a alta concentração de oxigênio na atmosfera, que chegava a ser o dobro do que é hoje.

Cientistas americanos do estado do Arizona reproduziram essas condições construindo uma câmara enriquecida com 30% de oxigênio. A equipe liderada por Dr John VandenBrook começou a criar libélulas no ambiente, que tomaram proporções gigantescas, com asas de 70cm de envergadura.

Os pesquisadores também tentaram criar baratas gigantes em cativeiro, mas, felizmente, não foram bem sucedidos." fonte: Olha Digital

Tentem imaginar um inseto gigante voando por aí... Seria legal né?
Fonte: http://avidadaterra.blogspot.com.br/ 

Peixe com patas?

Tiktaalik roseae é a única espécie conhecida de Tiktaalik, um género de peixes sarcopterígeos (que possuem barbatanas com músculo) extintos do período Devoniano tardio e com muitas características típicas de tetrápodes (animais de quatro patas). É um exemplo de várias linhas de sarcopterígeos antigos que desenvolveram adaptações aos habitats pobres em oxigénio das águas pouco profundas presentes no seu tempo, e que levaram à evolução dos primeiros anfíbios. Fósseis bem preservados foram encontrados na Ilha Ellesmere em Nunavut, Canadá.



Os primeiros fósseis do Tiktaalik roseae foram encontrados em 2004 no ártico do Canadá. Considerado um Fóssil de transição entre o Panderichthys e o Acanthostega, é conhecido e divulgado como Fóssil de transição que prova a transição dos peixes da água para a terra e sua descoberta é comparável à importância do Archaeopteryx. O fóssil encontrado possui características comuns de peixes, como escamas e barbatanas; e de criaturas terrestres, como cabeça achatada, indício de pescoço, ombros, cotovelos e pulso.

Animais pré-históricos raros!

Hoje em dia existem várias criaturas exóticas, mas o que poucas pessoas sabem é quão bizarros os animais eram antigamente. Confira a nossa lista de quinze estranhos animais pré-históricos, desde dinossauros até peixes. Todos eles são desconhecidos pelo homem moderno.

15. Dinotério

Este animal era uma espécie de elefante pré-histórico e podia chegar a até 4,5 metros de altura. Ele é considerado um dos maiores mamíferos que já habitaram a terra. Além do seu assustador tamanho, eles tinham presas na parte de baixo da face, que provavelmente eram utilizadas para revirar o solo atrás de raízes e vegetais para sua alimentação.

14. Therizinossauro

Esta família de estranhos terópodes tinha longos pescoços e grandes garras de foice. Diferentemente de outros terópodes, eles eram primordialmente herbívoros, e acredita-se que alguns tinham penas. Estes animais são conhecidos apenas por poucos fósseis, mas eles são famosos pelas garras, que podiam chegar a um metro de comprimento.

13. Epidexipteryx

Este dinossauro, semelhante a um pássaro, revela uma interessante parte da evolução destes animais. Ele não tinha penas para voo, e apenas apresentava quatro longas penas no rabo. Este animal viveu na China há aproximadamente 152 milhões de anos, e mostra evidências que as penas evoluíram milhões de anos antes dos pássaros desenvolverem o voo. O Epidexipteryx tinha aproximadamente o tamanho de um pombo.

12. Epidendrosaurus

Este outro dinossauro, que também era semelhante a um pássaro, pertencia à mesma família que o Epidexipteryx. Ele foi o primeiro dinossauro conhecido a se adaptar à vida em árvores, um importante momento na evolução dos pássaros. Uma de suas características mais bizarras era a presença de um terceiro dedo, muito mais comprido que os outros. Acredita-se que ele utilizava isto para procurar insetos em buracos.

11. Microraptor

Mais um dos dinossauros-pássaro, o Microraptor tinha quatro asas e um rabo com penas, mas não podia voar. Acredita-se que ele planava, como um esquilo voador. Cientistas acreditam que esta espécie é o mais recente ancestral comum entre pássaros e dinossauros, e que a sua habilidade para planar eventualmente se transformou no voo dos pássaros.

10. Longisquama

Esta curiosa criatura viveu durante o período Jurássico. O Longisquama era um animal pequeno, semelhante a um lagarto, e acredita-se que ele tinha longas penas nas costas. Por este motivo, alguns cientistas acreditam que os pássaros podem não ter evoluído a partir de terópodes, e sim de animais deste tipo.

9. Tanystropheus

Este enorme réptil tinha aproximadamente seis metros de comprimento, e três metros eram apenas do seu pescoço. Acredita-se que esses animais eram ao menos semi-aquáticos, e que a sua alimentação era a base de peixes, pois os fósseis da espécie foram encontrados em locais próximos à água.

8. Sharovipteryx


Este outro réptil se movia de modo semelhante ao Microraptor, mas tinha duas “asas” nas patas traseiras e duas pequenas “asas” nas da frente. Essas “asas” podem ter sido usadas para que o animal pulasse no chão.

7. Nictossauro
Este gênero de pterossauros é o único que não tem garras nas asas. Esta espécie foi descoberta em 2003, e tinha um enorme chifre, semelhante a uma crista.

6. Pterodaustro

 Este pterossauro tinha dentes bastante incomuns, semelhantes às barbas de baleias. placas flexíveis de queratina utilizadas pelas baleias para se alimentarem a partir da filtragem da água. Os cientistas acreditam que o Pterodaustro se alimentava de modo semelhante aos flamingos, que adquirem sua cor rosada a partir da água. Por este motivo, acredita-se que o dinossauro também tinha esta cor.

5. Dunkleosteus terreli
Este peixe foi uma das criaturas mais assustadoras a habitar o oceano. Ele chegava a ter quase dez metros de comprimento, e tinha uma face bastante sólida. Acredita-se que este peixe tinha uma das mordidas mais fortes de todos os animais, e ele utilizava a sua boca em forma de bico para devorar suas presas.

4. Stethacanthus

Os tubarões existem há mais de 400 milhões de anos, e, de acordo com registros fósseis, sofreram poucas modificações durante todo este tempo. Mesmo assim, existem alguns animais diferentes no meio, como o Stethacanthus, que tinha uma nadadeira dorsal no formato de bigorna, com pequenos espinhos. Um crescimento estranho, similar à nadadeira, também era presente na sua cabeça.

3. Helicoprion

Inicialmente os cientistas acreditavam que este animal era um amonite. espécie de moluscos. devido à sua concha circular. Entretanto, exames revelaram que o que se acreditava ser uma concha era, na realidade, um conjunto de dentes em espiral.

O tubarão Ornithoprion tem dentes deste tipo na mandíbula inferior, mas os cientistas ainda não têm certeza da exata localização dos dentes do Helicoprion. Ao colocar os dentes na mesma posição que do outro tubarão, o Helicoprion ficaria mais lento, levando os cientistas a acreditar que os dentes ficassem dentro da boca do animal.

2. Deinocheirus

O único fóssil conhecido deste dinossauro é um par de braços de quase 2,5 metros. o que pode significar duas coisas: ou o Deinocheirus era enorme, chegando a quase 12 metros, ou ele simplesmente tinha braços enormes para o tamanho do seu corpo. Existe muito debate sobre o uso dos braços deste animal: alguns cientistas acreditam que eram utilizados para atacar outros dinossauros, enquanto outros acreditam que eram apenas uma arma de defesa, não de ataque. Alguns especialistas chegam a crer que o animal usava os braços para escalar em árvores, mas a falta de corpo do fóssil deixa muitas perguntas sem respostas.

1. Amphicoelias fragillimus

O único fóssil encontrado deste animal é um único fragmento da vértebra do animal. Esta vértebra tem 1,5 metro, mas estima-se que ele pudesse ter até 2,5 metros se estivesse intacta. Compare isso com a sua vértebra. Pois é: cientistas acreditam que o animal pudesse ter quase 60 metros de comprimento, o que faria com que ele fosse o animal mais longo a caminhar sobre a Terra. Infelizmente, nenhum outro fragmento do seu corpo foi encontrado para comprovar esta teoria.
Fonte: http://avidadaterra.blogspot.com.br
Fonte: Listverse

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Extinção do Permiano-Triássico - [3 de 3] - A Maior de Todos os Tempos - History

Extinção do Permiano Triássico - (The Day The Earth Nearly Died) - BBC - Discovery Channe

Extinção Permo-Triássica - Documentário - BBC - Discovery Channel (Dublado)    
          
Veja o documentário inteiro, apesar de dividido em partes no Youtube, aqui ele passará completo como se fosse apenas um único Vídeo:

Extinção do Permiano

 
Por Juliana, Grupo Escolar
A extinção do Permiano aconteceu no fim da era Paleozóica, há cerca de 251 milhões de anos. O episódio foi a extinção em massa mais severa que a Terra já viveu.

Aproximadamente 95% de todas as espécies marinhas e 70% de todas as espécies terrestres morreram.


Uma das hipóteses levantadas para explicar esse fato diz que a extinção esteve relacionada com a
evolução dos oceanos e com a formação do supercontinente Pangea, que ocasionou o desaparecimento de vários habitats.

No entanto, a teoria mais aceita por cientistas chama-se
“Hipótese da arma de clatratos”, que afirma que uma erupção vulcânica gigantesca teria acontecido na Sibéria. Com isso, houve a liberação de enormes quantidades de dióxido de carbono, o que teria acelerado o efeito estufa e aumentado a temperatura da Terra em até 5 graus.

A BBC de Londres produziu um documentário sobre a Extinção do Permiano, ou Extinção Permo-Triássica.

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Um prelúdio ao fim dos tempos?


O prognóstico maia para o fim do mundo e a sua procedência do ponto de vista geológico. Será mesmo possível que o fim dos tempos tenha hora marcada para 2012? A previsão maia é tão acurada que o “dia-d” dar-se-ia, segundo cálculos, exatamente em 21 de dezembro desse ano. Se isso for verdade, você teria apenas 10 meses para realizar seus maiores anseios em vida e além do mais, aproveitar seu o último carnaval…

Mas mantenha a calma. Não é necessário pânico… ainda.
Vamos destrinchar essa história e entender se realmente há motivo para preocupar-se e aproveitar esses 10 meses como se fossem os últimos de sua existência.
Este post será dividido em 2 partes. Na primeira daremos uma breve introdução ao assunto – quem são os maias e que história é essa de fim do mundo – e na segunda, entraremos em algumas minúcias geológicas….
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Para começar, quem foram “os Maias” e porque dão tanto crédito para ‘esses caras’?

Pirâmide maia
 civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, famosa por sua notável língua escrita, arte, arquitetura, matemática e astronomia. Seu império se estendia desde Honduras até o México, passando por El Salvador, Guatemala e Belize.
No seu auge, foi uma das sociedades mais densamente povoadas e culturalmente dinâmicas do mundo. Possuíam uma religião politeísta e adoravam deuses relacionados a natureza.
Arte maia
Ergueram notáveis pirâmides e templos, que ainda hoje surpreendem pelo grande avanço arquitetônico. Além disso, elaboraram um eficiente e complexo calendário, que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano, possuíam um estudo astronômico evoluído e, no campo da matemática, desenvolveram as casas decimais e o valor do zero.
Durante a chegada dos espanhóis, a civilização já lidava com os seus próprios conflitos internos. No momento da chegada dos europeus, no século XVI, as cidades maias já haviam abandonado seu período de esplendor e grandeza. A erosão do solo, a degradação ecológica, a crise demográfica e a fragmentação do poder dos reis figuram como a combinação de causas que podem explicar a situação de crise atravessada por essa cultura.

O Calendário Maia

O calendário
Graças à exatidão de seu calendário, considerado o mais perfeito entre os povos mesoamericanos, os maias eram capazes de organizar suas atividades cotidianas e registrar simultaneamente a passagem do tempo e os acontecimentos históricos, políticos e religiosos que consideravam cruciais a sua sociedade.
Entre os maias, um dia qualquer pertence a uma quantidade maior de ciclos do que no calendário ocidental. O ano astronômico de 365 dias, denominado Haab, era acrescentado ao ano sagrado de 260 dias chamado Tzolkin. Ambos formavam ciclos, ao estilo de nossas décadas ou séculos, mas contados de vinte em vinte dias, ou integrados por cinqüenta e dois anos.
Quanto ao “dia zero” deles, este aparentemente corresponderia ao nosso dia 12 de agosto de 3113 a.C. Não se sabe ao certo o que aconteceu nesta data, mas provavelmente era um dia mítico na história desse povo. A partir desta data, os ciclos se repetiam.
Apesar de bem estruturado, a forma do calendário maia cria alguns problemas de tradução para as datas de nosso calendário. Eles eram, simultaneamente, textos de história e também de predição do futuro. Na perspectiva desse povo, passado, presente e futuro estariam em uma mesma dimensão.
Os historiadores contemporâneos freqüentemente recorrem às profecias para conhecer episódios do passado desta sociedade. Uma profecia, portanto, pode se expressar como uma forma de memória desse povo.
O tempo para eles não era linear. Os ciclos terminavam e recomeçavam.

O problema da ‘previsão maia para o fim do mundo’

Fim dos tempos?
O problema é que na verdade, não há uma previsão maia para o fim do mundo! Do ponto de vista científico, isso é um grande mito.
A concepção de tempo maia não permite pensar em um fim absoluto. Todo alarme seria apenas um problema de interpretação. Na verdade, 21 de dezembro de 2012 seria apenas a data que marca a renovação de um grande ciclo de acontecimentos. Assim como para nós, é o dia 31 de dezembro.
 
A visão apocalíptica é algo que caracteriza os povos ocidentais – seja por fantasias religiosas ou parasitismo midiático e capitalista -, porém não representa a filosofia maia.
Nessa data de dezembro, os maias simplesmente esperavam o regresso de Bolon Yokte´, entidade que indica nada mais, que a renovação do presente ciclo.
Quanto a isso, portanto, não há porque se preocupar.
(“Ufa, posso curtir meu carnaval em paz?)”
Porém … como sempre há um porém:
(“droga, eu sabia!”)
Na próxima parte deste post:

A perspectiva geológica do fim do mundo: agora sim, pode começar a se preocupar

 O ‘fim do mundo’ é algo mais do que natural na expectativa geológica. Não que o planeta vá ser vaporizado, na verdade esse deve continuar por aí por mais algumas centenas de milhões de anos, mas sua configuração como conhecemos… essa é mais volátil do que você pode imaginar….

Parte 2 

O ‘fim do mundo’ é algo mais do que natural na expectativa geológica. Não que o planeta vá ser vaporizado, na verdade ele deve continuar por aí por mais algumas centenas de milhões de anos, mas sua configuração como conhecemos… essa é mais volátil do que você pode imaginar.
O ‘fim do mundo’ aconteceu diversas vezes durante a história do planeta e pelo menos 5 ou 7 dessas vezes foram realmente marcantes. A pior delas foi há 250 milhões de anos atrás e delimita o fim do período conhecido como Permiano.
Esse sim foi o verdadeiro apocalipse terrestre. Trata-se do maior evento de extinção conhecido, que quase acabou com a vida no planeta.
Nessa época, pelo menos dois pulsos catastróficos aconteceram. As extinções foram sentidas tanto em terra quanto no mar. A partir deste episódio, a vida nunca mais seria a mesma.
O golpe foi sentido primeiramente entre os seres marinhos e posteriormente refletido em terra. Calcula-se que mais de 96% das espécies marinhas foram exterminadas, assim como 70% das espécies de vertebrados terrestres. O cenário era realmente desolador. Até mesmo os insetos, que passaram ilesos por todas as outras extinções terrestres, sofreram perdas consideráveis.
A causa? Ainda muito discutida, mas provavelmente uma massiva erupção vulcânica que liberou centenas de  milhares de toneladas rochas derretidas na região que hoje corresponde a Sibéria, além de ter também envenenado a atmosfera com outros milhares de toneladas de gases venenosos.
Apesar de ter sido o pior, este não foi o único ‘apocalipse’ terrestre. O evento de extinção dos dinossauros também é bem conhecido, assim como a extinção da megafauna pleistocênica durante o fim do período de grandes glaciações, há 11.000 anos atrás.
Há 65 milhões de anos um asteróide com entre 10 e 15 km colidiu com a Terra
A vida na Terra já sucumbiu por meio de uma variedade de catástrofes. Desde frio intenso até o aquecimento global, passando por erupções vulcânicas, atividades tectônicas e até mesmo a queda de bólidos extraterrestres.
Grandes eventos de extinção parecem quasi-periódicos e geralmente estão associados a fenômenos geológicos ou astronômicos expressivos (deriva continental, vulcanismo massivo, alterações no campo magnético terrestre, alterações na intensidade de atividade solar, geometria da órbita, impacto de bólidos extraterrestres, etc.). A interação de grandes ciclos dessa natureza (geo-astronômicos) é que gera as aparentes ‘coincidências’ e o conhecimento de algumas dessas variáveis é que nos dá poder aproximado de previsão.
Grandes eventos de extinção ao longo do tempo geológico
Bem, isso sim nos leva a ficar preocupados!
Alguns ciclos astronômicos já foram bastante estudados e os seus efeitos calibrados olhando-se para o passado geológico. A influência dos ciclos de Millankovich nas grandes glaciações terrestres, por exemplo, já foi corroborada por diversos trabalhos. Assim como a influência dos grandes picos de radiação solar no mesmo tipo de evento de resfriamento.
Fora isso, apesar de menos compreendido, os eventos de alteração do campo magnético terrestre também podem ser reconhecidos, assim como podemos calcular a probabilidade de um asteróide de grande magnitude atingir a Terra.
E então? Estamos em perigo?
Bem, estamos vivenciando um período de grande estabilidade geológica e isso se estende para dentro do Cenozóico. Essa ‘calmaria’ favoreceu imensamente a ascensão dos mamíferos após a extinção dos dinossauros e ajudou, sobretudo, a humanidade: Nós evoluímos na sombra do melhor período de calmaria.
Sim, temos tido muita sorte! Porém, temos que lembrar que, “quanto mais tempo passa, mais próximos de um desastre estamos”…..

O prenúncio de um desastre

Estudos procuram calcular a probabilidade de colisões de asteróides de grande magnitude com o planeta.  Para isso, astrônomos verificam não somente bólidos gigantes que ainda estão em órbita, como gigantes cicatrizes de impacto que ficaram preservadas no registro geológico.
Alguns estudiosos do assunto dizem que corpos extraterrestres com mais de 13 km de diâmetro colidem com a Terra em períodos entre 60 e 65 milhões de anos, causando um desastre descomunal. O último impacto gigante que se tem notícia causou a extinção dos dinossauros, há exatos 65 milhões de anos. Segundo essa idéia, portanto, a qualquer momento poderia haver uma colisão daquela grandeza.
Outros cientistas, todavia, discordam da idéia. Eles acreditam que a probabilidade de impacto não é maior agora do que há 20 milhões de anos, por exemplo…. Eles dizem, que, na verdade, a qualquer momento estamos sujeitos a esse tipo de catástrofe e que isso é muito pouco previsível. A única coisa que poderiam nos assegurar é que, de 250 milhões de anos para cá, o número de impactos com o nosso pequeno planeta azul tem sido muito maior.
Outro fator preocupante é o enfraquecimento e a inversão do magnetismo terrestre. Periodicamente, o campo magnético da Terra sofre um progressivo enfraquecimento, seguido por uma inversão, devido a alterações de fluxo no núcleo líquido da Terra. Sabe-se que a grande extinção em massa do Permo-Triássico veio também acompanhada de intensas oscilações do campo magnético em um curto período de tempo geológico, porém o que causou esse fenômeno e se ele influenciou na extinção, é tudo muito pouco compreendido.
Os verdadeiros impactos das inversões magnéticas não passam de grandes especulações. Não se tem idéia do que pode acontecer! Acredita-se que o enfraquecimento do magnetismo terrestre nos deixaria mais vulneráveis a radiações cósmicas letais (os ventos solares, por exemplo) e a alteração de pólos poderia causar uma massiva desorientação em grupos animais que baseiam-se no sistema de localização magnética. Isso influenciaria seu padrão migratório, por exemplo, e poderia levá-los a extinção.
Por muito tempo acreditou-se que essas inversões magnéticas eram aleatórias, porém, recentemente descobriu-se que, na verdade, as inversões seguem um padrão de distribuição. Atualmente o campo magnético está a enfraquecer e poderíamos estar a beira de um fenômeno dessa natureza.
Atividade de manchas solares
Outro fator preocupante, são as oscilações na atividade solar. O sol funciona como um grande protetor para o nosso planeta. Sua composição e atividade ajudam a nos proteger de partículas e raios cósmicos provenientes do espaço. As oscilações de atividade do Sol, podem, portanto, nos deixar mais ou menos vulneráveis aos efeitos deletérios de radiações cósmicas. Fora isso, acredita-se haver uma forte ligação entre a atividade solar e o clima na Terra. Detecta-se uma notável relação entre resfriamento global e a atividade de manchas solares. Os grandes períodos de glaciação coincidem com o aumento de atividade das mesmas.
A atividade de manchas é previsível, ela segue um ciclo regular, e estaríamos para entrar em um período de maior atividade. Não só estaríamos sujeitos aos efeitos negativos de radiações extraterrestres, como a um iminente resfriamento global em grande escala.
Um resfriamento global seria exponencialmente pior do que um grande aquecimento…
Procurando não ser alarmista, todavia, uma outra corrente de cientistas acredita que o ciclo de manchas solares pode, na verdade, estar entrando em um período indeterminado de ‘hibernação’.
Pagar para ver?

A certeza da catástrofe

A vida funciona em equilíbrio com o seu meio e está sujeita a mudanças com a transformação do mesmo. Enumeramos alguns fatores de ordem natural que desencadeiam essas alterações, mas não podemos deixar de discutir um novo elemento, de apenas algumas centenas de milhares de anos, que tem demonstrado poder causar efeitos devastadores na biosfera: o homem.
Sim, nós também estamos gerando mudanças expressivas. Essas já desencadeiam conseqüências severas para os ecossistemas terrestres. Atualmente a taxa de extinções é tão alta, que já podemos nos considerar em uma nova extinção em massa - quiçá, a maior de todas. No meio dessa história, nós, primatas bípedes com polegares opositores, ainda estamos ‘ilesos’ (o que depende muito do ponto de vista), mas muito em breve começaremos a sentir as conseqüências severas de nossas atitude.
O nosso descuido levará a escassez severa de alimentos, o aumento no número de doenças e pragas letais, a alterações climáticas em grande escala e maior expressividade de seus extremos. A miséria, a peste e a fome serão os nossos predestinados cavaleiros do apocalipse. Isso se a guerra não vir antes deles.
Seja lá qual for a natureza do fator que nos leve ao ‘apocalipse’, não podemos esquecer que o mais certo deles é aquele que geramos com nossas próprias atitudes. É a simples lei da ação e reação.

Uma luz no fim do túnel: Terminando com o conceito antropocentrista do ‘fim do mundo’

Essa história toda de fim do mundo gira muito em torno do nosso umbigo.
Mesmo após as grandes catástrofes naturais, como aquela do Permiano, há 250 milhões de anos, a vida se recuperou. Nem o asteróide gigante dos dinossauros conseguiu acabar com essa história toda! A vida sempre floresceu depois de um golpe duro. As grandes extinções funcionaram, na verdade, como grandes gatilhos evolutivos de surpreendente criatividade.
No que diz respeito a nossas atitudes descontroladas, vejam bem:
O primeiro grande registro de ‘poluição’ do planeta foi o oxigênio. Liberado de forma massiva por esteiras microbianas durante o Proterozóico. Ele foi tanto, que envenenou toda a atmosfera. Porém, abriu as portas para um novo tipo de vida – a que nós conhecemos (aeróbica). Temos que lembrar que, se estamos cavando a nossa própria cova, o nosso ‘fim do mundo’, estaremos criando a oportunidade de um novo começo para outras formas de vida.

Então, no fim, “Life finds a way”

 
Se quisermos acompanhar a história do planeta por mais algumas dezenas ou centenas de milhares de anos, precisamos começar a mudar nossas atitudes.
Quanto aos desastres naturais, bem… quanto a esses, só dependemos da sorte.
A lição que podemos tirar dos maias, é a de que tudo faz parte de um grande ciclo e essa história de fim do mundo, seja lá quando acontecer, é somente parte dele. Funciona apenas como uma renovação, um novo começo… o 22 de dezembro ou o 1 de janeiro de uma nova era.
Quanto ao seu carnaval: O nosso tempo de vida no planeta depende muito da sorte, mas principalmente de nossas atitudes. A única certeza é que, de qualquer forma, tudo se acaba um dia. O melhor é aproveitar cada dia como se fosse o último de sua existência.



Para saber mais sobre os mais, visite http://discoverybrasil.uol.com.br/guia_maia/index.shtml