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domingo, 17 de novembro de 2013
Datação relativa das rochas e tempo geológico
Datação relativa das rochas
Para conseguir estabelecer a ordem cronológica pela qual as formações geológicas se constituíram é essencial conhecer a idade dos estratos e dos fósseis. Há séculos que os geólogos determinam a idade relativa das rochas, ou seja, se as rochas são mais velhas, mais novas ou da mesma idade, umas em relação às outras, aplicando princípios gerais da estratigrafia.
A estratigrafia é, portanto, o ramo da Geologia que se ocupa do estudo das rochas sedimentares e das suas relações espaciais e temporais.
Princípio da sobreposição: numa sequência estratigráfica sedimentar não deformada, os estratos mais antigos são os que localizam por baixo e os mais recentes são os que se localizam por cima.

Princípio da continuidade lateral: um estrato sedimentar permanece lateralmente igual a si próprio ou varia de um modo contínuo.

Princípio da identidade paleontológica: admite que os grupos de fósseis aparecem numa ordem definida e que se pode reconhecer um período do tempo geológico pelas características dos fósseis. Estratos que apresentem fósseis idênticos são da mesma idade. Estes são fósseis de idade, correspondentes a seres vivos que viveram durante intervalos de tempo curtos e que tiveram uma grande área de dispersão.

Princípio da intersecção e princípio da inclusão: toda a estrutura que intersecta outra é mais recente do que ela.


Reflexão:No final desta matéria, podemos concluir que podem ser utilizados diferentes principios para fazer a datação relativa de formações geológicas. Através de princípios básicos, os geólogos conseguem interpretar os estratos sedimentares e conhecer as histórias que estes albergam, nomeadamente sobre formas de vida do passado da Terra e também sobre os grandes conhecimentos geológicos!
http://pt.wikipedia.org/
Escala do tempo geológico
Combinando técnicas de datação absoluta e de datação relativa, os geólogos determinaram a sequência cronológica dos acontecimentos que marcaram, ao longo dos tempos, a história da Terra. A partir desta sequência construíram aescala de tempo geológico.
A escala dos tempos geológicos está organizada em quatro grandes categorias hierárquicas de unidades de tempo: eons, eras, períodos, e épocas, sendo o eon a unidade maior.

A escala do tempo geológico tem várias divisões com diferentes amplitudes. Entre essas divisões situam-se as Eras.
Os Eons encontram-se acima das Eras.
As Eras encontram-se divididas em unidades menores chamadas períodos, cujos se subdividem em épocas.

Reflexão:
Esta escala reúne o trabalho de várias gerações de geólogos, pois foi baseada essencialmente na datação relativa das rochas e informações recolhidas em afloramentos por todo o mundo. Assim, podemos afirmar que cada intervalo nesta escala está correlacionado com um conjunto de rochas e fósseis característicos.
http://pt.wikipedia.org/
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Tempo Geológico
Posso ouvir o vento passar
Assistir a onda bater
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver ...
Essa letra de música da banda carioca Los Hermanos, composta pelo Rodrigo Amarante, ilustra bem a maneira como nós, seres humanos, percebemos o tempo.
Nossos referenciais de tempo são limitados. Concebemos o tempo em termos de eventos bem recentes. Somos capazes de imaginar o tempo transcorrido durante a história da humanidade, não mais que alguns séculos, e isso já nos parece muito tempo! Mas a idéia de um período de tempo que envolve milhões ou bilhões de anos se torna bastante abstrata para o nosso entendimento. Nossa espécie está nesse planeta há muito pouco tempo, não mais que 200 mil anos. E o que isso significa quando comparado aos 4,6 bilhões de anos de história da Terra?
De fato, a magnitude desse tempo profundo é muito difícil de ser compreendida por nós. Um meio de se tentar entender essa vastidão de tempo é imaginarmos um livro contendo 460.000 páginas, em que cada página contivesse 10.000 anos da história da Terra. Assim a página 1 relataria a formação da Terra, os primeiros organismos unicelulares surgiriam somente na página 70.000, as primeiras plantas terrestres estariam registradas a partir da página 418.000, os dinossauros apareceriam pela primeira vez na página 440.000 e o ser humano surgiria somente na página 459.600.
Esse livro é um exemplo de metáfora ou analogia que nos ajuda a começar a entender que a história da Terra envolve uma vastidão de tempo muito maior do que aquela que conhecemos e que podemos conceber. Chamamos de "Tempo Geológico" esse tempo profundo que foge aos nossos padrões de referência. Tal escala de tempo pode ser medida através de relógios naturais, bem menos óbvios para a nossa experiência, que refletem o ritmo da Terra. Esses relógios naturais são, entre outros, os movimentos dos continentes, o soerguimento de montanhas, o aumento e a diminuição dos níveis dos oceanos, e também, o surgimento e a extinção das espécies. Assim, cada rocha e cada fóssil existentes na crosta terrestre constituem-se em arquivos naturais que guardam os segredos de muitos eventos do passado e são ferramentas que podem nos ajudar a reconstituir a história do planeta.
Quando falamos em fósseis, logo nos lembramos dos já mencionados dinossauros. Na verdade, esses fascinantes animais são a porta de entrada para muitas crianças tomarem um primeiro contato com a ciência, já que todos nós temos uma curiosidade natural sobre nossa origem e sobre o passado da Terra. Mas a diversidade da vida no passado vai muito além dos dinossauros. Muito antes dessas criaturas reinarem no planeta, inúmeras formas de vida surgiram e se diversificaram, formando uma grande árvore da vida. A maioria delas já se extinguiu, mas algumas deixaram descendentes que ainda hoje habitam a Terra, como nós.
A coluna do tempo geológico
A coluna do tempo geológico, como vemos abaixo, é dividida em ons, Eras, Períodos e pocas. Essa divisão não é arbitrária, ela reflete grandes acontecimentos que ocorreram nas histórias geológica e biológica da Terra. Assim, os ons Arqueano e Proterozóico correspondem a grupos de rochas ígneas e metamórficas que formam grande volume da crosta continental, com um registro fóssil escasso, composto somente de seres microscópicos. No final do Proterozóico é que começaram a aparecer os primeiros seres multicelulares. Já o on Fanerozóico significa "vida visível", refletindo a fase em que a vida se tornou abundante no planeta.
Cada uma das três Eras do on Fanerózóico - Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica - ilustra um momento especial da história da Terra e o limite entre as Eras é pautado por eventos de extinção em massa. Dentro da Era Paleozóica ("vida antiga") estão vários períodos. O nome Cambriano vem de Cambria, que é o nome latino para Gales, onde suas rochas foram primeiramente estudadas.Ordoviciano vem de Ordovices, que é o nome de uma antiga tribo celta. Siluriano homenageia a tribo dos Silures, que habitava uma região de Gales. Devoniano é uma homenagem a Devonshire, na Inglaterra onde estão expostas rochas dessa idade. O nomeCarbonífero refere-se aos depósitos de carvões que se encontram acima das rochas devonianas. O nome Permiano foi dado porque as rochas desta idade situavam-se próximas à província de Perm, na Rússia. A Era Paleozóica termina com o maior evento de extinção em massa de todos os tempos.
A Era Mesozóica ("vida do meio"), inclui os períodos Triássico,Jurássico e Cretáceo. O nome Triássico tem a ver com a divisão em três camadas das rochas dessa idade na Alemanha, que se sobrepunham às rochas paleozóicas. Jurássico faz referência às montanhas Jura, na Suíça, já Cretáceo vem do termo latim Creta que significa giz, relativo às rochas da França e Inglaterra.
A Era Cenozóica significa "vida recente". Ela inicia depois da grande extinção que marcou o final do período Cretáceo. dividida em dois períodos: Paleógeno e Neógeno, cada um deles contendo épocas.
Modificado de Gradstein & Ogg, 1996
Ao nos depararmos com a coluna do tempo geológico, com suas divisões já bem estabelecidas, não nos damos conta de todo o conhecimento geológico e biológico que foi se acumulando ao longo dos séculos e que possibilitou a sua construção. Como a idade das rochas pôde ser estimada? Como os fósseis auxiliaram na tarefa de datação das rochas? Como se chegou à idéia de uma Terra muito antiga, com bilhões de anos? Como se chegou às idades que limitam cada período? Essas são algumas das questões que serão elucidadas nos próximos itens.
Leituras Complementares
FAIRCHILD, T.; TEIXEIRA, W.; TAIOLI, F. 2000. Decifrando a Terra. Editora Oficina de Textos, São Paulo. 558 p.
DOTT, R.H. & PROTHERO, D.R. 1994. Evolution of the Earth. McGraw-Hill. 569 p.
NIELD, E.W. & TUCKER, V.T. Paleontology - an introduction. Pergamon Press.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
A medida do tempo geológico
A medida do tempo geológico e a idade da Terra
O tempo geológico é um tempo longo. A Terra tem uma idade aproximada de 4600 Ma. Ao longo do tempo a superfície da Terra mudou, tanto em termos geológicos como biológicos. As rochas guardam os acontecimentos da história da Terra nos estratos sedimentares e nos fósseis.
Fósseis são restos de organismos que se extinguiram ou vestígios da sua existência. Constituem fósseis, ossos, dentes, conchas e carapaças, pegadas ou ovos. O registo fóssil de animais e plantas ocorre numa ordem cronológica definida, pelo que um determinado período geológico pode ser reconhecido pelos seus fósseis característicos.
O Princípio da sobreposição estabelece que, numa sequência de estratos sedimentares não deformados, um estrato sedimentar é sempre mais antigo do que aquele que o cobre e mais recente do que aquele que lhe serve de base.
A localização no tempo de acontecimentos que marcaram a história da Terra pode ser feita em termos de idade relativa ou idade radiométrica.
A escala do tempo geológico baseia-se na seriação, em termos cronológicos, dos acontecimentos que marcaram a história da Terra, desde a sua formação até à actualidade. Esta escala está graduada em divisões de várias ordens: era, período, época e idade.
As eras em que se divide a história da Terra são: Pré-Câmbrica, Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica. A transição de eras corresponde a períodos marcados por grandes extinções. A extinção de uma espécie verifica-se quando esta desaparece sem deixar descendentes, pelo que a linha evolutiva poderá ser quebrada deixando de ter continuidade.
O tempo geológico é um tempo longo. A Terra tem uma idade aproximada de 4600 Ma. Ao longo do tempo a superfície da Terra mudou, tanto em termos geológicos como biológicos. As rochas guardam os acontecimentos da história da Terra nos estratos sedimentares e nos fósseis.
Fósseis são restos de organismos que se extinguiram ou vestígios da sua existência. Constituem fósseis, ossos, dentes, conchas e carapaças, pegadas ou ovos. O registo fóssil de animais e plantas ocorre numa ordem cronológica definida, pelo que um determinado período geológico pode ser reconhecido pelos seus fósseis característicos.
O Princípio da sobreposição estabelece que, numa sequência de estratos sedimentares não deformados, um estrato sedimentar é sempre mais antigo do que aquele que o cobre e mais recente do que aquele que lhe serve de base.
A localização no tempo de acontecimentos que marcaram a história da Terra pode ser feita em termos de idade relativa ou idade radiométrica.
A escala do tempo geológico baseia-se na seriação, em termos cronológicos, dos acontecimentos que marcaram a história da Terra, desde a sua formação até à actualidade. Esta escala está graduada em divisões de várias ordens: era, período, época e idade.
As eras em que se divide a história da Terra são: Pré-Câmbrica, Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica. A transição de eras corresponde a períodos marcados por grandes extinções. A extinção de uma espécie verifica-se quando esta desaparece sem deixar descendentes, pelo que a linha evolutiva poderá ser quebrada deixando de ter continuidade.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Eras pré-históricas
Eras pré-históricas
PRÉ-CÂMBRIO
O Pré-Cambriano está compreendido entre o aparecimento da Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos, até o surgimento de uma larga quantidade de fósseis, que marca o início do período Cambriano da era Paleozóica do éon Fanerozóico, há cerca de 540 milhões de anos.
Sabe-se pouco dos eóns pré-cambrianos, apesar de corresponderem a sete oitavos da vida da Terra, já que as modificações a que a crosta terrestre foi submetida posteriormente dificultam a interpretação dos vestígios deste. A maioria dos conhecimentos atuais deve-se a descobertas efetuadas nas últimas quatro ou cinco décadas. Foi durante o Pré-Cambriano que os eventos mais importantes da história da Terra aconteceram:o início do movimento das placas tectônicas; o início da vida na Terra; o aparecimento das primeiras células eucarióticas;
a formação da atmosfera,
o apatecimento dos primeiros animais e vegetais.
PALEOZÓICA
A seguir veio a era Mesozóica, assinalando-se pelo desenvolvimento dos répteis, que atingiram formas gigantescas. Os foraminíferos, os rudistas, os belemnites e sobretudo as amonitas dominam entre os invertebrados são, com mais freguência, répteis, adaptados aos diversos modos de existência (aéreos, terrestre, marinho). As aves aparecem no jurássico e os mamíferos começam a se diferenciar, embora conservando-se de pequeno porte. Durou aproximadamente 170 milhões de anos.
Período Cambriano durou 70.000.000 de anos à 3.570.000.000 de anos.
Período Ordoviciano durou 50.000.000 de anos à 3.620.000.000 de anos. Período Siluriano durou 50.000.000 de anos à 3.670.000.000 de anos. Período Devoniano durou 60.000.000 de anos à 3.730.000.000 de anos. Período Carbonífero durou 60.000.000 de anos à 3.790.000.000 de anos. Período Permiano durou 50.000.000 de anos à 3.840.000.000 de anos.
MESOZÓICA
A seguir veio a era Cenozóica, idade dos mamíferos. Nos mares vive uma multidão de foraminíferos (sobretudo numulites); os gastrópodes multiplicam-se e entre os peixes dominam os teleósteos. No meio aéreo, os insetos e os pássaros têm os caracteres atuais. O reino dos mamíferos na terra sucede ao dos répteis. Os símios, muito diversificados, anunciam a próxima aparição do homem. Durou 60 milhões de anos.
Período Triásico que durou 50.000.000 de anos. Período Jurássico que durou 50.000.000 de anos. Período Cretáceo que durou 68.000.000 de anos.
CENOZÓICA
A seguir veio a Era Antropozóica. Surgem novas espécies (hoje desaparecidas), adaptadas ao frio; rinocerontes lanudos, mamutes. Mas o grande evento é o aparecimento e disseminação do homem, iniciou há 2 milhões de anos. O Plistoceno caracteriza-se pelo resfriamento geral da atmosfera e pela ocorrência sucessiva de quatro períodos glaciais que foram divididos em Épocas Glaciais.
Período Paleoceno que durou 5.000.000 de anos.
Período Eoceno que durou 20.000.000 de anos. Período Oligoceno que durou 11.000.000 Período Mioceno que durou 12.000.000 de anos. Período Plioceno que durou 12.000.000 de anos |
Escala geológica do tempo convertida para 1 dia ( 24 horas)
Escala geológica do tempo convertida para 1 dia ( 24 horas)
Veja acima uma das divisões do tempo geológico mais conhecidas, que é a divisão clássica e sua conversão ao tempo de 1 dia ( 24 horas ) o que facilita muito a compreensão, pois trabalhar com unidades de tempo superiores a milhares ou milhões de anos torna o assunto bastante abstrato.
Escala geológica com melhor subdivisão dos períodos recentes.
Esta tabela traz alguns indicadores muito interessantes, como a evolução das temperaturas e do nível do mar ao longo do tempo (note, que o conceito que se prega com a questão do aquecimento global e o aumento do nível dos oceanos pode ser relativo, se tomarmos como base a comparação entre a linha de temperatura e do nível do mar que esta tabela traz); além disso, esta tabela traz os fenômenos de extinção e atividades tectônicas representadas pelas atividades vulcânicas.
A história geológica da Terra é atualmente descrita por uma espiral temporal indicando que processos atuais ocorreram no passado (Uniformitarismo), mas não da mesma forma, com mesma intensidade e não necessariamente todos os processos do passado ocorrem no presente e vice-versa.
Tempo Geológico e Evolução
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
Compreender, analisar e interpretar a história da vida na Terra segundo uma perspectiva evolutiva, percorrendo os fenômenos envolvidos na origem e na extinção das diferentes formas de vida. Desta maneira, o estudo dos diferentes saberes que compõem os currículos dos cursos de Ciências Biológicas substituiria o ensino de uma Biologia classificatória e estanque pelo ensino de uma Biologia dinâmica e histórica, que reúne e interpreta o passado para explicar o presente e vice-versa, pois traria a dimensão do tempo geológico para explicar a vida na Terra, favorecendo assim uma visão holística dos eventos ocorridos durante os 4,6 bilhões de anos da Terra.
Duração das atividades
De duas a quatro aulas de 50 minutos cada.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Estratégias e recursos da aula
Noções de Tempo
Na tentativa de favorecer a compreensão de que o tempo constitui uma medida relativa, necessitando de outros meios para se estabelecer comparações, é interessante que o professor desenvolva com seus alunos este conceito com problematizações sobre
"Quantos dias equivalem a 1 milhão de segundos? E a 1 bilhão de segundos?".
Estes questionamentos são a primeira ferramenta para gerar o interesse dos alunos pela temática.
Posteriormente às discussões e tentativas dos alunos em descobrir as equivalências, sugerimos que o professor efetue os cálculos na lousa junto aos alunos:
- 1 milhão de segundos equivalem a aproximadamente 16.667 minutos, que equivalem a aproxiamdamente 278 horas, que correspodem a aproximadamente 12 dias.
- 1 bilhão de segundos equivalem a aproximadamente 16.666.667 minutos, que correspondem a aproximadamente 277.778 horas, que equivalem a aproximadamente 11.574 dias, que são quase 32 anos.
Após estas discussões iniciais, introduza o conceito de Tempo Geológico, ressaltando que este é utilizado para medir a idade do planeta Terra que é estimada em torno de 4,6 bilhões de anos. Os alunos poderão impressionar-se com tamanha estimativa temporal, sendo interessante neste momento utilizar uma medida métrica, por exemplo, para estabelecer comparações com a dimensão temporal de vida na Terra.
A Escala do Tempo Geológico
Na tentativa de favorecer a compreensão por parte dos alunos da dimensão temporal, sugerimos que o professor construa uma Escala do Tempo Geológico utilizando folhas deformulário contínuo. Esta construção poderá ser realizada somente pelo professor ou em conjunto com seus alunos. (Acreditamos que esta atividade torne-se mais significativa quando realizada em parceria com os alunos).
Para a construção da escala, serão necessários:
- 64 folhas de formulário contínuo (ainda unidas) - aproximadamente 17 metros;
- Lápis, borracha e régua;
- Canetas hidrocor, giz de cera, ou lápis de cor.
Utilizando uma Tabela da Escala do Tempo Geológico como a que segue, por exemplo, divida os 17 metros de formulário contínuo de maneira proporcional às datas contidas na tabela (a regra de três auxilia nesta tarefa) priorizando as Eras e Períodos para a construção da Grande Escala. (Pinte cada Era de uma única cor ou em de maniera degradê - por exemplo, o Paleozóico de será colorido com vrmelho ou em tons de vermelho - isto facilitará a visualização da escala como um todo). Lembre-se também de colocar em sua escala as datas do ínicio de cada período. Após a elaboração da escala, cole-a na parede da sala de aula, de modo que a escala possa dar uma volta na sala ou pelo menos ocupar o espaço de três paredes.
OBSERVAÇÂO: Caso a construção da tarefa seja realizada em parceria com os alunos, é importante que o professor utilize uma tabela que não contenha imagens ou referências aos organismos viventes nas diversas Eras e Períodos. Isto será importante para a realização da dinâmica após a colagem da escala na parede da sala de aula.
Tempo e Evolução dos Seres Vivos
Após a construção e colagem da Escala do Tempo Geológico, distribua aos alunos figuras (previamente pesquisadas) dos diferentes grupos de seres vivos viventes nos diversos Períodos Geológicos. Estas figuras podem ser encontradas em sites como:
- Karen Carr Studio Inc. (disponível em http://www.karencarr.com)
Ou ainda efetuando pesquisas em buscadores gratuitos disponíveis na internet.
Neste momento, convide os alunos a associarem as figuras que têm em mãos com a Escala do Tempo Geológico, solicitando que colem os organismos nos Períodos que considerarem pertinentes. Esta atividade poderá durar de 10 a 20 minutos. Após todos os alunos colarem as figuras, inicie a caminhada pela escala, ou seja, comece a construir os conceitos de Terra Primitiva, surgimento da vida, surgimento dos primeiros eucariotos, surgimento dos diversos grupos de organismos, e assim por diante até os dias atuais (Cenozóico).
Abaixo seguem algumas sugestões de temas a serem desenvolvidos durante o percurso pela Escala do Tempo Geológico.
Era Cenozóica
- Quartenário (1,6 milhões de anos) - Clima flutuando entre frio e ameno. Avanços e recuos glaciais. Extinção de muitos mamíferos e aves de grande porte. Primeiros humanos modernos do gênero Homo. A era dos sers humanos.
- Neógeno (23 milhões de anos) - Vários surgimentos e formações de montanhas. Inicicío de glaciação nos Hemisférios Norte e Sul. Elevação do Panamá e conseqüente união das Américas do Norte e do Sul. Primeiros macacos do Velho Mundo. Mamíferos pastadores em abundância. Primeiros hominídeos eretos. Grandes carnívoros. Aves e mamíferos marinhos diversificam-se.
- Paleógeno (65 milhões de anos) - Clima ameno a frio. Mares continentais largos e rasos. Elevação dos Alpes e Himalaia. A América do Sul separa-se da Antártida. Clima ameno a muito quente no final do período. Primeiros mamíferos insetívoros e primatas. Radiação extensiva de mamíferos e aves. Irradiação de famílias de mamíferos placentários. Primeiros macacos do Novo Mundo. Formação inicial de pradarias. Aves carnívoras gigantes, incapazes de voar, eram predadores comuns.
Era Mesozóica
- Cretáceo (135 milhões de anos) - Clima uniforme em todo o período. Níveis dos mares elevados. A África e a América do Sul se separam. Clímax dos dinossauros e répteis marinhos, seguido da extinção destes grupos. Início da irradiação de mamíferos marsupiais e placentários. Primeiras angiospermas. Declínio das gimnospermas. Aparecimento de muitos grupos de insetos.
- Jurássico (205 milhões de anos) - Clima ameno. Os níveis dos continentes são baixos com grandes áreas cobertas pelos mares. Primeiras aves. Abundância de dinossauros. Crescimento exuberante de florestas.
- Triássico (250 milhões de anos) - Continentes montanhosos, unidos em um super continente (Pangea). extensas áreas áridas. Primeiros dinossauros. Primeiros mamíferos. Crecimento exuberante de florestas com predomínio de coníferas.
Era Paleozóica
- Permiano (290 milhões de anos) - Glaciação extensiva no Hemisfério Sul no início do período. Elevação dos Apalaches. aridez marcante em algumas áreas. Origem das coníferas, cicadófitas e ginkgos. Desparecem os anteriores tipos de florestas. Irradiação dos répteis. O período termina com extinção em massa.
- Carbonífero (355 milhões de anos) - Clima quente com pequena variação sazonal nos trópicos. Níveis das terras baixos. Áreas pantanosas com a formação de depósitos de carvão. Irradiação dos anfíbios. Abundância de tubarões. Samambaias com esporos e árvores com "casca". Primeiros répteis. Insetos gigantes. Grandes florestas de pteridófitas.
- Devoniano (410 milhões de anos) - Mares na maior parte das terras, com montanhas locais. Primeiros peixes com nadadeiras raiadas e nadadeiras lobadas. Primeiros tetrápodes terrestres.
- Siluriano ( 438 milhões de anos) - Clima ameno. Topografia em geral plana. Primeiros peixes com maxilas. Primeiros invertebrados terrestes.
- Ordoviciano (510 milhões de anos) - Clima ameno. Mares rasos. Continentes em geral com topografia plana. Os mares cobrem boa parte do atual território dos Estados Unidos. Glaciação no final do período. Primeiros vertebrados (peixes sem maxila). Invertebrados marinhos em abundância. Primeiras plantas terrestres.
- Cambriano (570 milhões de anos) - Extensos mares invadindo os continentes existentes. Origem de vários filos e classes de invertebrados. Primeiros cordados. Moluscos com conchas. Abundância de trilobitas.
Proterozóico (2,5 bilhões de anos) - Extensivo bombardeamento de meteoritos e instabilidade geológica nas primeiras fases desta era. Os primeiros organismos eucariotos aparecem a cerca de 2 bilhões de anos. Grande diversificação da vida há 1 bilhão de anos, surgindo os organismos pluricelulares, inclusive as algas. Os primeiros metazoários aparecem a mais ou menos 600 milhões de anos, logo após uma grande glaciação.
Arqueano (4,6 bilhões de anos) - Formação da crosta terrestre e início dos movimentos continentais. Os primeiros fósseis (seres unicelulares) são conhecidos de 3,5 bilhões de anos atrás - Origem da vida.
Durrante este percurso, recomendamos que o professor enfatize que nossa espécie (Homo sapiens), assim como tantas outras, é muito recente na história da vida na Terra e que organismos que têm sua origem em épocas mais remotas como as bactérias, por exemplo, ainda estão presentes nos dias atuais. Durante a construção destes conceitos, é fundamental que o professor saliente que a grande diversidade de organismo observada hoje é fruto das adaptações dos seres vivos ao meio ambiente em que estão inseridos. Resalte que osorganismos estão constantemente sofrendo pressões seletivas do meio e somente os mais adaptados (e não os mais fortes) sobrevivem.
Neste momento, os alunos podem vir a confundir evolução com transformação. Sendo assim, é interessante que o professor discuta que:
Durrante este percurso, recomendamos que o professor enfatize que nossa espécie (Homo sapiens), assim como tantas outras, é muito recente na história da vida na Terra e que organismos que têm sua origem em épocas mais remotas como as bactérias, por exemplo, ainda estão presentes nos dias atuais. Durante a construção destes conceitos, é fundamental que o professor saliente que a grande diversidade de organismo observada hoje é fruto das adaptações dos seres vivos ao meio ambiente em que estão inseridos. Resalte que osorganismos estão constantemente sofrendo pressões seletivas do meio e somente os mais adaptados (e não os mais fortes) sobrevivem.
Neste momento, os alunos podem vir a confundir evolução com transformação. Sendo assim, é interessante que o professor discuta que:
(...) mudanças das características hereditárias de grupos de organismos ao longo das gerações. Grupos de organismos, denominados populações e espécies, são formados pela divisão de populações ou espécies ancestrais; posteriormente, os grupos descendentes passam a se modificar de forma independente. Portanto, numa perspectiva de longo prazo, a Evolução é a descendência, com modificações, de diferentes linhagens a partir de ancestrais comuns. Desta forma, a História da Evolução tem dois componentes principais: a ramificação das linhagens e as mudanças dentro das linhagens (incluindo a extinção) (FUTUYMA, 2002, p. 3). (O livro está disponível de maneira integral no site http://www.sbg.org.br/ebook/Novo/ebook_evolucao.pdf).
Ainda em relação ao conceito de transformação dos seres vivos, o professor poderá abrir uma discussão com seus alunos a partir do vídeo The Simpsons - Homer Evolution (disponível em http://br.youtube.com/watch?v=faRlFsYmkeY), ressaltando que a linearidade evolutiva que o vídeo traz não representa a visão científica, na qual a evolução biológica ocorre com o acúmulo gradual de modificações (mutações) nas diversas populações dos seres vivos.
Como está aula têm uma característica dialógica, é interessante que o professor estimule uma verdadeira discussão, na qual o aluno verbalize a todo momento, expondo suasdúvidas e percepções sobre o tema.
Neste contexto, os alunos podem questionar ou posicionar-se de maneira a remeter sobre a visão criacionista e a evolução. Sendo assim, recomendamos a leitura do texto "Criação do universo, evolução dos seres vivos e o pensamento religioso" de Warwick Estevam Kerr (disponível integralmente emhttp://www.sbg.org.br/GeneticaEscola2/web/vol2pdf/13CRIACAO%20DO%20UNIVERSO.pdf) que fornecerá subsídios ao professor para conduzir uma discussão significativa sobre esta temática - o embate entre criacionismo e evolucionismo. Ressaltamos que o importante é que o aluno compreenda as duas visões, conhecendo seus fundamentos e perspectivas sobre a evolução dos seres vivos.
O professor poderá ainda utlizar outros meios para favorecer a compreensão da magnitude dos 4,6 bilhões de anos de idade da Terra utilizando:
- Calendário cósmico, como por exemplo - Hoje, a quantidade real de tempo geológico decorrido significa pouco quando não se estabelece qualquer base de comparação. Para tanto, usam-se numerosos esquemas nos quais, eventos geológicos chaves são localizados proporcionalmente, em unidades de comprimento ou tempo atuais, tornando o tempo geológico um tanto mais compreensível. Por exemplo, todos os 4,5 bilhões de anos do tempo geológico podem equivaler a um só ano. Nesta escala, as rochas mais antigas reconhecidas datam de março. Os seres vivos apareceram inicialmente nos mares em maio. As plantas e animais terrestres surgiram no final de novembro. Os dinossauros dominaram a Terra em meados de dezembro, mas desapareceram no dia 26 deste mês, mais ou menos na época que as montanhas rochosas se elevaram. Primatas humanóides apareceram em algum momento da noite de 31 de dezembro. Roma governou o mundo ocidental por 5 segundos, das 23h59mim45s até às 23h59mim50s. Colombo descobriu a América três segundos antes da meia-noite. Comparações como esta nos dá a idéia de surgiu recentemente na escala do tempo geológico.
Ou ainda
Recursos Complementares
Abaixo seguem alguns sites que poderão auxiliar no desenvolvimento da(s) aula(s):
http://www.algosobre.com.br/geografia/tempo-geologico.html
http://br.geocities.com/geologo98/espiral.html http://www.unb.br/ig/glossario/verbete/escala_de_tempo_geologico.htm
http://www2.igc.usp.br/replicas/tempo.htm
http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/DIDATICOS/M%20RITA/aula13r.pdf
http://www.ofitexto.com.br/conteudo/deg_231046.pdf http://www.educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/evolucao.htm
http://lablogatorios.com.br/marcoevolutivo http://lablogatorios.com.br/rainha/category/evolucao http://charlesmorphy.blogspot.com
http://evolution.berkeley.edu
Avaliação
Devido ao caráter dialógico desta(s) aula(s), a avaliação deverá ocorrer de maneira contínua, ou seja, o professor deverá estar atento aos questionamentos e comentários realizados pelos alunos uma vez que estes revelaram a maneira pela qual os estudantes estão se apropriando dos conteúdos abordados. O professor poderá também solicitar que os alunos elaborem um relato ao final da aula contando quais assuntos chamaram mais sua atenção, quais as dúvidas ainda existentes, etc., revelando assim como assimilaram a temática abordada.
Fonte:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br
O Tempo Geológico
O Tempo Geológico
Para se entender o tempo Geológico, é preciso ter o conhecimento de que este é muito mais longo do que o tempo humano. Todos os acontecimentos geológicos da Terra, demoraram centenas, milhares e milhões de anos para se desenvolver, tendo em vista que um homem raramente passa de 100 anos de vida. Portanto ao falarmos em um soerguimento de montanhas, é algo que levou muito tempo para acontecer.
O texto a seguir foi escrito por Don L. Eicher, professor da Universidade do Colorado, retirado do livro "Tempo Geológico" e representa um pouco essa dimensão do tempo geológico em função da curta vida que o homem tem.
Mesmo hoje a quantidade real de tempo geológico decorrido, visto que e tremendamente grande, significa pouco, sem qualquer base de comparação. Para este fim, têm sido inventados numerosos esquemas nos quais, eventos geológicos chaves são localizados proporcionalmente, em unidades de comprimento ou tempo atuais, de modo a tornar o tempo geológico um tanto mais compreensível.Comprimam-se. Por exemplo, todos os 4,5 bilhões de anos do tempo geológico em um só ano. Nesta escala, as rochas mais antigas reconhecidas datam de março. Os seres vivos apareceram inicialmente nos mares em maio. As plantas e animais terrestres surgiram no final de novembro e os pântanos, amplamente espalhados que formaram os depósitos de carvão pensilvanianos, “floresceram” durante cerca de quatro dias no início de dezembro. Os dinossauros dominaram nos meados de dezembro, mas desapareceram no dia 26, mais ou menos na época que as montanhas rochosas se elevaram inicialmente. Criaturas humanóides apareceram em algum momento da noite de 31 de dezembro, e as recentes capas de gelo continentais começaram a regredir da área dos Grandes lagos e do norte da Europa a cerca de 1 minuto e 15 segundos antes da meia-noite do dia 31. Roma governou o mundo ocidental por 5 segundos, das 23h: 59mim: 45s até às 23h: 59mim: 50s. Colombo descobriu a América 3 segundos antes da meia-noite, e a ciência da geologia nasceu com os escritos de James Hutton exatamente há mais que 1 segundo antes do final de nosso movimentado ano dos anos.Os especialistas interessados na idade total da Terra comumente consideram o princípio quando a Terra alcançou sua presente massa. Provavelmente, este era o mesmo ponto em que a crosta sólida da Terra se formou de início, mas não se tem rochas que datem deste tempo inicial. Na verdade, as evidências atualmente disponíveis sugerem que nenhuma rocha permaneceu do primeiro bilhão de anos, mais ou menos, da história da Terra. Antes do princípio, processos cósmicos desconhecidos estavam produzindo a matéria, como a conhecemos hoje, para a Terra e para o nosso sistema solar. Este intervalo incluímos no tempo cósmico. É o tempo, desde o início da Terra, que constitui propriamente o tempo geológico.
A história da terra está hierarquicamente segmentada em divisões para descrever o tempo geológico. Com unidades crescentes de tempo, as divisões geralmente aceitadas são eon, era, período, época e idade. Na escala do tempo mostrada, são representados só os dois níveis mais altos desta hierarquia. O Eon de Fanerozóico representa o tempo durante o qual a maioria de organismos macroscópicos, algas, fungos e plantas viveram.
Quando foi proposta a primeira divisão de tempo geológico, começando pelo Fanerozóico (aproximadamente 540 milhões de anos ) pensava-se que o mesmo coincidia com o começo de vida. Em realidade, esta coincidia com o aparecimento de animais que eram envolvidos por esqueletos externos, como conchas e alguns animais mais recentes com esqueletos internos, tais como os elementos ósseos.
O tempo antes do Fanerozóico normalmente era chamado Pré-cambriano, o que qualifica como um " eon " ou " era ". Em todo caso, o Eon Pré-cambriano normalmente é dividido nas três eras: Hadeano, Arqueano e Proterozóico. O Fanerozóico possui três divisões principais: as eras Cenozóico, Mesozóico e Paleozóico.
O " Zoic " vem de "Zoo" que significa animal. Esta é a mesma raiz como nas palavras Zoologia e Parque Zoológico (ou Jardim zoológico). "Cen " quer dizer recente, "Meso" quer dizer meio, e "Paleo" quer dizer antigo.
Estas divisões refletem as principais mudanças na composição das faunas antigas, cada era sendo reconhecida por dominação por um grupo particular de animais. O Cenozóico, às vezes foi chamado a " Idade de Mamíferos ", o Mesozóico a "Idade de Dinossauros" e o Paleozóico a " Idade de Pesca ". Esta é uma visão demais simplificada que tem pouco valor . Por exemplo, outros grupos de animais viveram durante o Mesozóico. Além dos dinossauros, animais como mamíferos, tartarugas, crocodilos, rãs, e variedades incontáveis de insetos também viveram na terra.
Adicionalmente, havia muitos tipos de plantas que viveram no passado e já não vivem hoje. Floras antigas também passaram por grandes mudanças, e nem sempre nos mesmos momentos em que os grupos animais mudaram
Fonte: http://www.grupoescolar.com/materia/a_magnitude_do_tempo_geologico.html.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Períodos geológicos
Um período geológico é a divisão de uma era na escala de tempo
geológico. Somente as eras do éon Arqueano não se dividem em períodos.
Os períodos das eras do éon Fanerozóico subdividem-se em épocas.
Na escala de tempo geológico, o Fanerozóico (grego: phaneros=visível;
oikos=vida) é o éon geológico que abrange os últimos 542 milhões de
anos. Tem início após o Cambriano no éon Proterozoico com o surgimento
de vários animais de concha e é o éon ao longo do qual a abundância de
vida é maior.
A fronteira entre o Fanerozoico e o Proterozoico não está claramente definida. No século XIX ela coincidia com o aparecimento dos primeiros fósseis metazoários abundantes. Porém, foram identificadas várias centenas de taxa de metazoários do Proterozoico desde o início de estudos sistemáticos destes seres na década de 1950. A maioria dos geólogos e paleontólogos provavelmente consideraria que a fronteira Fanerozoico-Proterozoico ocorre no ponto clássico em que surgem as primeiras trilobites e Archaeocyatha; com a primeira aparição de complexas tocas de alimentação (Trichophycus pedum); ou com a primeira aparição de um grupo de pequenas e geralmente desarticuladas formas couraçadas designadas 'pequena fauna conquífera'. Estes três diferentes pontos de fronteira encontram-se separados entre si por alguns milhões de anos.
Nesse Eon houve o aparecimento rápido de numerosos filos animais; a evolução destes filos para formas diversas; o aparecimento de plantas terrestres; desenvolvimento de plantas complexas; a evolução dos peixes; o aparecimento de animais terrestres; e o desenvolvimento das faunas modernas. Durante este período de tempo, os continentes derivaram, eventualmente colididindo para forma Pangeia e dividindo-se em seguida nas massas continentais atuais.
Na escala de tempo geológico, o Proterozoico (do grego proteros,
anterior + zoikos, de animais) é o éon que está compreendido entre 2,5
bilhões e 542 milhões de anos, abrangendo quase metade do tempo de
existência da Terra. Sendo o mais recente éon do Pré-Câmbrico, sucede o
éon Arqueano e precede o éon Fanerozoico. Divide-se em três eras.
Em algumas obras ainda se pode encontrar o termo Algônquico (ou Algonquiano) que, entretanto, entrou em desuso.
O registo geológico do Proterozoico é muito melhor que o do Arqueano. Ao contrário dos depósitos de águas profundas do Arqueano, no Proterozoico ocorrem muitos estratos que foram depositados em extensos mares epicontinentais pouco profundos; além disso, muitas destas rochas foram menos metamorfizadas que as do Arqueano, são abundantes e inalteradas. O estudo destas rochas mostra que neste éon ocorreu acreção continental rápida e maciça (exclusiva do Proterozoico), ciclos supercontinentais, e actividade orogénica totalmente moderna.
Por volta de 900 Ma as massas continentais parecem estar reunidas no supercontinente Rodínia que irá sofrer uma fragmentação no final do Proterozoico, a qual dará origem aos paleocontinentes da Laurêntia (América do Norte, Escócia, Irlanda do Norte, Groenlândia), Báltica (parte centro-norte da Europa), Sibéria unida ao Cazaquistão e Gonduana (América do Sul, África, Austrália, Antártida, Índia, Península Ibérica - sul da França.
As primeiras glaciações ocorreram durante o Proterozoico; uma delas iniciou-se pouco depois do início deste éon, enquanto que ocorreram pelo menos quatro durante o Neoproterozoico, culminando na Terra bola de neve da glaciação Varangiana.
Um dos acontecimentos mais importantes do Proterozoico foi a acumulação de oxigénio na atmosfera da Terra. Ainda que, indubitavelmente, o oxigénio começou a ser libertado por fotossíntese ainda em tempos do Arqueano, a sua acumulação na atmosfera não era possível enquanto a capacidade dos sumidouros químicos - enxofre e ferro não-oxidados - não fosse esgotada; até aproximadamente 2.3 mil milhões de anos, a concentração de oxigénio atmosférico era talvez apenas 1 ou 2% da atual. As formações de ferro bandado, que fornecem a maioria do ferro produzido no mundo, foram também um importante sumidouro químico; a maior parte da acumulação cessou a partir de há 1.9 mil milhões de anos, quer devido ao aumento da concentração de oxigénio ou a uma melhor mistura da coluna de água oceânica.
As camadas vermelhas, coloridas pela hematite, indicam um aumento da concentração de oxigénio atmosférico a partir de há 2 mil milhões de anos; não ocorrem em rochas mais antigas. A acumulação de oxigénio deveu-se provavelmente a dois fatores: esgotamento dos sumidouros químicos, e um aumento do enterramento de carbono, que sequestrou compostos orgânicos que de outra forma teriam sido oxidados pela atmosfera.
O aparecimento das primeiras formas de vida unicelulares avançadas e multicelulares coincide aproximadamente com o início da acumulação de oxigénio livre; tal poderá dever-se ao aumento da disponibilidade dos nitratos oxidados que os eucariontes usam, ao contrário das cianobactérias. Foi também durante o Proterozoico que evoluíram as primeiras relações simbióticas entre mitocôndrias (para quase todos os eucariontes) e cloroplastos (apenas nas plantas e alguns protistas), e os seus hospedeiros.
O surgimento de eucariontes como os acritarcas não foi anterior à expansão das cianobactérias; de facto, os estromatólitos atingiram a sua maior abundância e diversidade durante o Proterozoico, culminando há cerca de 1.2 mil milhões de anos.
Tradicionalmente, a fronteira entre o Proterozoico e o Fanerozoico foi colocada na base do Câmbrico, quando os primeiros fósseis de trilobites e Archaeocyatha apareceram. Na segunda metade do século XX foram encontradas várias formas fósseis em rochas do Proterozoico, mas o limite superior do Proterozoico manteve-se inalterado na base do Câmbrico, atualmente fixada nos 542 de milhões de anos de idade.
Na escala de tempo geológico, o Arqueano ou Arcaico (antes Arqueozóico) é
o éon que está compreendido entre 3,85 bilhões de anos e 2,5 bilhões de
anos atrás, aproximadamente. O éon Arqueano sucede o éon Hadeano e
precede o éon Proterozóico.
No começo do Arqueano, o fluxo de calor da Terra era aproximadamente três vezes maior que é hoje, e era ainda duas vezes o nível corrente no começo do Proterozóico. O calor extra pode ter sido remanescente da acreção planetária, da formação do núcleo de ferro, e parcialmente causado pela maior produção radioativa de núcleos atômicos de vida curta, tais como urânio-235.
Apesar de alguns poucos grãos minerais conhecidos serem mais antigos, as mais velhas formações rochosas expostas na superfície da Terra são arqueanas. As rochas arqueanas são provenientes da Groenlândia, do Escudo Canadense, Austrália ocidental e África meridional. Apesar de os primeiros continentes terem se formado durante este éon, rochas dessa idade compõem apenas 7% dos crátons atuais do mundo; mesmo considerando a erosão e a destruição de formações passadas, a evidência sugere que apenas 5-40% da crosta continental atual formou-se durante o Arqueano.
A maioria das rochas arqueanas que existem são metamórficas e ígneas, o grosso das últimas intrusivas. A atividade vulcânica era consideravelmente maior que hoje, com numerosos pontos quentes e vales de rachadura, e erupção de lavas incomuns como as comatitas. Rochas ígneas intrusivas como as grandes fatias fundidas e volumosas massas plutônicas de granito e diorito, intrusões em camadas máficas a ultramáficas, anortositos e monzonitos conhecidos como sanuquitóides predominam por todos os remanescentes cratônicos cristalinos da crosta arqueana que existem hoje.
Em contraste com o Proterozóico, as rochas arqueanas são com freqüência sedimentos de água profunda pesadamente metamorfizados, tais como grauvacas, lamitos, sedimentos vulcânicos e formações de ferro em bandas. Rochas carbonadas são raras, indicando que os oceanos eram mais ácidos do que durante o Proterozóico, devido ao dióxido de carbono dissolvido. Cintos de pedra verde são típicos das formações arqueanas, consistindo de rochas metamórficas alternadamente de alto e baixo grau. As rochas de alto grau eram derivadas de arcos de ilhas vulcânicas, enquanto as de baixo grau representam sedimentos do fundo do mar erodidos de arcos de ilhas vizinhas e depositados numa bacia adjacente. Em suma, cintas de pedra verde representam protocontinentes suturados.
Não houve grandes continentes até tarde no Arqueano; pequenos protocontinentes eram a norma, impedidos de coalescer em unidades maiores pela alta taxa de atividade geológica. Esses protocontinentes félsicos provavelmente se formaram em pontos quentes ao invés de zonas de subdução, a partir de uma variedade de processos: diferenciação ígnea de rochas máficas para produzir rochas intermediárias e félsicas, magma máfico fundindo mais rochas félsicas e forçando a granitização de rochas intermediárias, fusão parcial de rochas máficas, e alteração metamórfica de rochas sedimentares félsicas. Tais fragmentos continentais podem não ter sido preservados se eles não eram flutuantes ou afortunados o bastante para evitar zonas de subdução energéticas.
As temperaturas parecem ter sido próximas dos níveis modernos, com água líquida presente, devido à presença de rochas sedimentares dentro de certos gneisses altamente deformados. Astrônomos pensam que o sol era cerca de um terço menos quente, o que contribuiria para baixar as temperaturas globais em relação ao que de outra forma seria esperado. Pensa-se que esse efeito era contrabalançado por quantidades de gases de efeito estufa maiores do que as verificadas mais tarde na história da Terra. A ausência de grandes continentes impediria o consumo elevado de dióxido de carbono, através do intemperismo das rochas. A falta de organismos clorofilados também evitaria o consumo de dióxido de carbono. A atmosfera era então rica desse gás, e praticamente sem oxigênio.
Vida Arqueana
A vida provavelmente esteve presente por todo o Arqueano, mas deve ter sido limitada a simples organismos unicelulares não nucleados, chamados procariontes, pois não há fósseis de eucariotos tão antigos. Fósseis de tapetes de cianobactérias (estromatólitos) são encontrados por todo o Arqueano, tornando-se especialmente comum mais tarde no éon, enquanto uns poucos fósseis prováveis de bactérias são conhecidos de certos depósitos de chert. Em adição ao domínio Bactéria, microfósseis de extremófilos do domínio Arquena também têm sido identificados. Não se conhecem fósseis de eucariontes, apesar de que eles podem ter evoluído durante o Arqueano e simplesmente não ter deixado quaisquer fósseis.
Na escala de tempo geológico, o Cenozóico é a era do éon Fanerozóico que
se inicia há cerca de 65 milhões e 500 mil anos e se estende até o
presente. A era Cenozóica sucede a era Mesozóica de seu éon. Divide-se
nos períodos Paleogeno , Neogeno e Quaternário; do mais antigo para o
mais recente. O princípio da Era Cenozóica marca a abertura do capítulo
mais recente da história da Terra. O nome desta era provém de duas
palavras gregas que significavam "vida recente". Durante a Era
Cenozóica, a face da Terra assumiu sua forma atual. Houve muita
atividade vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do
mundo, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. A vida animal
transformou-se lentamente no que hoje se conhece.
Clima
A Era Cenozóica tem sido um período de resfriamento a longo prazo. Em seu princípio, as partículas ejectadas pelo impacto do evento K/T bloquearam a radiação solar. O K/T foi um evento geológico ocorrido no final do Cretáceo que teve importantes consequências na alteração das condições naturais do planeta. Depois da criação tectônica da Passagem de Drake, quando a Austrália se separou completamente da Antártida durante o Oligoceno, o clima se resfriou consideravelmente devido a aparição da Corrente Circumpolar Antártica que produziu um grande resfriamento do oceano Antártico.
No Mioceno se produziu um ligero aquecimento devido a liberação dos hidratos que desprenderam do dióxido de carbono. Quando o continente Sul-americano se uniu ao Norte-americano pela criação do Istmo do Panamá, a região do Ártico também se resfriou devido ao fortalecimiento das correntes de Humboldt e do Golfo e o fim da circulação de correntes marinhas primitivas de águas quentes que atravessavam o planeta de leste a oeste, levando ao último máximo glacial.
Por outro lado, um outro fator, ao lado do Ciclo de Milankovitch, contribuiu para as variações climáticas ocorridas durante o Cenozóico: o Evento Azolla.
Fauna
Com efeito a Era Cenozóica foi marcada pelo aparecimento de 28 ordens de mamíferos, 16 das quais ainda vivem. No paleoceno e no eoceno viveram mamíferos de tipo arcaico que no fim do Eoceno e no Oligoceno foram substituídos, exceto na América do Sul, pelos ancestrais dos mamíferos modernos. No decorrer de milhões e milhões de anos deu-se a modernização das faunas que culminou na produção de mamíferos adiantados, especializados, do mundo moderno. Os processos que conduziram à elaboração das faunas modernas datam do Pleistoceno e do pós-Pleistoceno. Distingue-se a fauna atual da fauna do Pleistoceno, principalmente pelo empobrecimento, advindo da extinção de várias formas.
A América do Sul achava-se unida à América do Norte no início da Era Cenozóica; tal união manteve-se interrompida durante grande parte dessa era, voltando a ser restabelecida no fim do Paleógeno. Isso explica certas peculiaridades faunísticas do nosso continente.
Por outro lado, a América do Norte manteve ligação com a Ásia através da região de Beríngia (hoje interrompida pelo Estreito de Bering) durante grande parte da Era Cenozóica, o que explica o porquê da homogeneidade faunística da América do Norte, Ásia Setentrional e Europa.
As peculiaridades faunística da Austrália, por sua vez, são devidas ao isolamento que manteve desde o Cretáceo em relação à Ásia.
A forma ancestral do cavalo data do Eoceno e recebeu o nome de Eohippus; viveu no hemisfério norte. O Equus, isto é, cavalo propriamente dito, surgiu na América do Norte bem mais tarde, donde migrou para a Ásia, no Pleistoceno.
Glaciação
No Pleistoceno, também chamado época Glacial ou Idade do Gelo, ocorreu uma vasta glaciação no hemisfério norte. Glaciação de muito menores proporções deu-se também no hemisfério sul.
Homem
Datam do Pleistoceno os mais antigos restos do homem (cerca de 450.000 anos). Acredita-se que o mais antigo deles seja o Homo heidelbergensis . Há controvérsia sobre a idade do Homo sapiens; segundo alguns autores o seu aparecimento deu-se há cerca de 250.000 anos, isto é, antes mesmo do Homo neanderthalensis. No Pleistoceno inferior vivem hominídeos vários: Australopithecus, da África do Sul; Pithecanthropus erectus ou homem de Java; Sinanthropus pekinensis ou homem de Pequim.
Fósseis Brasileiros
Inúmeras localidades brasileiras forneceram ossadas de mamíferos pleistocênicos.
Os achados mais famosos são os das grutas de Minas Gerais, pacientemente pesquisados por Peter Lund no século passado. Outra localidade curiosa é a de Águas do Araxá, também em Minas Gerais, onde parte do material obtido acha-se exposta. Aí foram descobertos cerca de 30 indivíduos de mastodontes fósseis (Haplomastodon waringi). Megatérios, gliptodontes, tigres dentes-de-sabre (Smilodon) e toxodontes figuram entre os mamíferos pleistocênos mais comuns.
A ligação entre as duas Américas no Pleistoceno trouxe como conseqüência uma imigração de carnívoros que não existiam por aqui, os chamados tigres dente-de-sabre.
A antiguidade do homem no Brasil é matéria de controvérsia. Não foi ainda cabalmente provada a Idade Pleistoceno do Homem de Lagoa Santa cujos ossos aparecem nas mesmas grutas em que ocorrem animais extintos.
Na escala de tempo geológico, o Mesozóico é a era do éon Fanerozóico que
está compreendida entre 251 milhões e 65 milhões e 500 mil anos atrás,
aproximadamente. A era Mesozóica sucede a era Paleozóica e precede a era
Cenozóica, ambas de seu éon. Divide-se nos períodos Triássico,
Jurássico e Cretáceo, do mais antigo para o mais recente.
O nome Mesozóico é de origem grega e refere-se a 'meio animal' sendo também interpretado como "a idade medieval da vida". Esta era é especialmente conhecida pelo aparecimento, domínio e desaparecimento polémico dos dinossauros, amonites e plantas com flor.
No início desta era, toda a superfície terrestre se concentrava num único continente chamado Pangéia (ou Pangea). Porém com o tempo este supercontinente começou a fragmentar-se em dois continentes: a Laurásia para o Hemisfério Norte e o Gondwana para o Sul.
O clima no início do Mesozóico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais úmida no Jurássico (POPP, 1995, p. 283).
Esta foi uma era onde dominaram répteis como os dinossauros, pterossauros e plesiossauros. Durante o Mesozóico estes animais conquistaram a Terra e desapareceram mais tarde de forma misteriosa, sendo a causa mais provável a colisão da terra com meteorito, sendo estimada como a segunda maior extinção em massa da terra. (A maior já estudada foi no final do pérmico, estima-se que tenha extinto 90% de todas as espécies que viviam na Terra.)
Os primeiros mamíferos se desenvolveram, apesar de não serem maiores que ratos. As primeiras aves apareceram durante o Jurássico, e embora a sua descendência seja motivo de grande discussão entre os cientistas, grande parte aceita que tenham origem nos dinossauros. As primeiras flores (Angiospérmicas) apareceram durante o período Cretáceo.
Também chamada de Era Secundária. Penúltima das eras em que se divide a história da Terra. Conhecida como a Idade dos Répteis ou Idade dos Amonides, pela importância que esses dois grupos atingiram durante os 140 milhões de anos da sua duração. O nome vem do grego mesos que significa meio, e zoé que indica vida, isto é, vida intermediária. Dos répteis mesozóicos os dinossauros são os mais conhecidos. Atingiram tamanhos gigantescos e se extinguiram no fim da Era Mesozóica. Alguns répteis adaptaram-se à vida terrestre e outros à vida aquática. Nos mares, proliferaram cefalópodes do grupo dos Amonites, que igualmente se extinguiram no ocaso desta era. Surgiram os peixes teleósteos, as primeiras aves (criaturas exóticas dotadas, no início, de dentes e de cauda), os primeiros mamíferos, as primeiras plantas do grupo dos angiospermas. A Era Mesozóica recebeu também o nome de Idade das Cicadófitas, graças à importância que tal grupo de vegetais alcançou nesta era. Divide-se em três períodos, do mais antigo para o mais moderno: Triásico, Jurássico e Cretáceo. Movimentos orogenéticos importantes afetaram durante a Era Mesozóica a região andina e a região das Montanhas Rochosas. Mas as presentes cadeias são devidas inteiramente a movimentos subseqüentes. No Brasil, os terrenos mesozóicos cobrem vastas áreas do interior do país, ocorrendo ainda na orla marítima no nordeste. No sul, no início da Era Mesozóica, o clima foi árido, originando-se vasto deserto com deposição abundante de áreas eólicas. Tal deposição foi entremeada de intenso vulcanismo, responsável por derrames de lava de grande extensão. Seguiu-se a deposição no Período Cretáceo, de areias que mais tarde foram consolidadas por cimento calcário e que encerraram restos de dinossauros e de outros répteis. Nos terrenos cretáceos do nordeste, boa parte dos quais marinhos, ocorrem importantes jazidas de calcário, fosforita e petróleo.Os dinossauros apareceram e desapareceram nessa era.
Na escala de tempo geológico, o Paleozoico é a era do éon Fanerozóico que está compreendida entre 540 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Paleozoica sucede a era Neoproterzoica do éon Proterozoico e precede a era Mesozoica de seu éon. Divide-se nos períodos Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano, do mais antigo para o mais recente.
O Paleozoico corresponde praticamente a metade do Fanerozóico, com aproximadamente 300 milhões de anos. Durante esta era havia seis massas continentais principais, que conheceram montanhas enormes ao longo de suas margens, e incursões e recuos dos mares rasos através de seus interiores, como mares continentais. Muitas rochas paleozoicas são economicamente importantes. Por exemplo, rochas calcárias para finalidades industriais de construção civil, assim como os depósitos de carvão, que foram formadas durante o paleozoico.
O Paleozoico é conhecido por dois dos eventos mais importantes na história da vida animal. Em seu começo houve uma grande diversificação evolutiva dos animais, a explosão cambriana, em que quase todos os filos animais atuais e vários outros extintos apareceram dentro dos primeiros milhões dos anos. Já no extremo oposto do Paleozoico ocorreu a extinção maciça, a maior da história da vida na Terra, que extinguiu aproximadamente 90% de todas as espécies animais marinhas. As causas de ambos estes eventos ainda não são bem conhecidas. Também pode ser chamada de Era Primária. Divisão do tempo geológico seguinte à Era Proterozoica e a antecedente à Era Mesozoica. A sua duração foi de aproximadamente 380 milhões de anos. Embora a vida já se achasse presente na Era Proterozoica, é nos terrenos mais antigos da Era Paleozoica que os vestígios de organismos se mostram mais abundantes. Divide-se em seis períodos que, na ordem dos mais antigos para os mais modernos, são os seguintes: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano.
De acordo com os dados paleontológicos, no Cambriano achavam-se presentes todos os grandes grupos de invertebrados. As formas ancestrais da fauna cambriana são desconhecidas ou porque o elevado metamorfismo e os dobramentos a que foram sujeitas as rochas da Era Proterozoica as destruíram, ou porque a erosão apagou grande parte dessa documentação antes da deposição dos sedimentos cambrianos. Os animais do início da Era Paleozoica viveram dominantemente em ambiente marinho: graptólitos, trilobites, moluscos, briozoários, braquiópodes, equinodermos, corais, etc. Os peixes surgiram no Ordoviciano, nas águas doces. As plantas terrestres mais antigas conhecidas datam do Siluriano (Austrália). No Carbonífero e também no Permiano constituíram grandes florestas das quais se originaram carvões em várias partes do mundo. Daí a designação de Antracolítico dada em esses dois períodos conjuntamente. Especialmente curiosas foram as Pteridospermae, vulgarmente conhecidas como "fetos com sementes". Os insetos mais antigos datam do Devoniano. Os anfíbios surgiram no Devoniano e os répteis no Carbonífero. Angiospermas, aves e mamíferos apareceram mais tarde, na Era Mesozoica.
A paleogeografia da Era Paleozoica é a matéria de controvérsia. As similaridades demonstradas entre a geologia da parte meridional da América do Sul, África do Sul, Índia e Austrália- flora fóssil comum, designada flora de Glossopteris, vestígios de glaciação tipo inlandsis, aparentemente da mesma idade, levaria, segundo certos autores, à aceitação de um antigo continente, Continente de Gonduana, reunindo tais regiões, ou, segundo outros, à suposição de que elas estiveram diretamente unidas até o fim da Era Mesozoica (teoria de Wegener). Dois ciclos orogenéticos importantes ocorreram na Era Paleozoica: dobramentos coledonianos do Siluriano e dobramentos hercinianos do Carbonífero. Vários grupos de animais e de plantas foram privativos da Era Paleozo ica: Psilophytales, vegetais que desapareceram no Devoniano; trilobites, euripterídeos, granptólitos, corais dos grupos tetracorais e tabulados; briozoários dos grupos Trepostomados e Criptostomados; foraminíferos da família dos Fusulinídeos; equinodermos dos grupos cistoides, blastoides e heterostelados; peixes dos grupos Ostracodermas e Placodermas.
Na escala de tempo geológico, o Quaternário é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que congregava as épocas Pleistocena e Holocena.
Pleistoceno e Holoceno
As épocas do Pleistoceno e Holoceno, são classificadas por alguns em um período distinto, chamado Quaternário. Essa divisão por alguns e não por outros se dá porque não há diferenciação entre os sedimentos marinhos do Neógeno e do Quaternário, mas há entre os sedimentos terrestres. No pleistoceno a Terra já é bem semelhante ao atual, porém passa por períodos de glaciação, aonde as calotas polares se estendem até as regiões próximas dos trópicos (períodos conhecidos como "eras do gelo"), intercalados por períodos mais quentes. A última dessas "eras do gelo" terminou em torno de 12.000 anos atrás dando início ao Holoceno, que é a atual época em que vivemos atualmente, e extinguindo os animais que se adaptaram a viver com essas eras do gelo.
Na escala de tempo geológico, o Neogeno ou Neogénico é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que se inicia há cerca de 23 milhões e 30 mil anos e se estende até o o Pleistoceno (1.8 Ma). O período Neogeno sucede o período Paleogeno de sua era. Divide-se nas épocas Miocena e Pliocena, da mais antiga para a mais recente.
Neste período, ocorreu a expansão dos mamiferos de grande porte e o aparecimento dos hominideos.
No Mioceno o clima volta a esquentar e pastos e savanas se tornam os ambientes mais comuns. No final dessa época (cerca de 9 milhões de anos atrás) as Américas se unem através do istmo do Panamá, causando um intercâmbio de fauna. No Plioceno a Terra já começa a se tornar semelhante à que temos hoje. A fauna e a flora desse período se mostra com grande grau de parentesco com a atual, mais de 70% da fauna e flora dessas épocas sobreviveram até nossos dias. Sobre a fauna, vale salientar a grandiosidade dos animais, esta época possuí especies de mamíferos terrestres (ex.: Indricotherium), aves (ex.: Argentavis), lagartos (ex.:Megalania), crocodilianos (ex.:Purusaurus) e tubarões (ex.:megalodonte) com tamanhos nunca antes vistos e menores apenas que os maiores dinossauros. O período também viu as últimas aves do terror, que subsistiram na América do Sul, enquando essa esteve isolada.
Na escala de tempo geológico, o Paleogeno ou Paleogénico é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 65 milhões e 500 mil e 23 milhões e 30 mil anos atrás, aproximadamente. O período Paleogeno sucede ao período Cretáceo da era Mesozóica de seu éon e precede o período Neogeno de sua era. Divide-se nas épocas Paleocena, Eocena e Oligocena, da mais antiga para a mais recente.
A primeira época do período foi a época em que a Terra se recuperou da catástrofe que extinguiu os dinossauros. Os pequenos mamíferos proliferaram e as aves assumiram o topo da cadeia alimentar. O clima ainda era bem quente, e o mundo de uma forma geral se assemelhava ao do final do Cretáceo.
No início da época as aves ainda eram os predadores dominantes, porém com o tempo mamíferos carnívoros se desenvolveram e as substituíram. Também surgiram os primeiros grandes mamíferos. No início da época o clima tropical se espalhava até as regiões polares; porém, ao final dessa época, o clima começa a se esfriar, a vegetação próxima aos pólos começa a se tornar semelhante às de tundra e taiga e tem início o processo de congelamento dos pólos. Estas alterações causam uma considerável extinção nos animais da época.
O clima começa a se tornar mais semelhante ao atual, embora ainda seja, em geral, um pouco mais quente. O domínio dos mamíferos se confirma, com exceção das regiões mais isoladas.
A fauna do paleogeno se caracteriza pelos mamíferos primitivos (com parentesco distante aos atuais) e pelas aves do terror. As aves do terror foram as primeiras a ocupar o topo da cadeia alimentar após a extinção dos dinossauros, porém já em meados do Eoceno mamíferos primitivos carnívoros, como os mesoniquíos e os creodontes, já as haviam substituído na maior parte do mundo, exceto nas regiões mais isoladas. No tocante a flora do paleogeno, esta era, ainda, bem semelhante à predominante no Cretáceo.
Na escala de tempo geológico, o Cretáceo ou Cretácico é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 145 milhões e 500 mil e 65 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. O período Cretáceo sucede o período Jurássico de sua era e precede o período Paleogeno da era Cenozóica de seu éon. Divide-se nas épocas Cretáceo Inferior e Cretáceo Superior, da mais antiga para a mais recente.
O Cretácico Inferior está compreendido entre 145,5 milhões e 99,6 milhões anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Inferior sucede a época Jurássica Superior do período Jurássico de sua era e precede a época Cretácea Superior de seu período. Divide-se nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, Aptiana e Albiana, da mais antiga para a mais recente.
O Cretácico Superior está compreendido entre 99,6 milhões e 65,5 milhões anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Superior sucede a época Cretácea Inferior de seu período e precede a época Paleocena do período Paleogeno da era Cenozóica de seu éon. Divide-se nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana, da mais antiga para a mais recente.
Fauna e flora
Durante o Cretáceo, os dinossauros alcançam seu ápice (mais da metade das espécies conhecidas viveram neste período), mas ao fim do período acaba ocorrendo a extinção em massa desses grandes répteis e dos animais da Terra (cerca de 60% deles foi extinto).A teoria mais aceita é a de que a queda de um meteorito na Península de Yucatán, no México, levantou muita poeira e essa poeira cobriu a Terra evitando a passagem do Sol e causando um resfriamento da terra que levou à Era Glacial. Então os seres fotossintetizantes não puderam realizar a fotossíntese e acabaram morrendo.Com isso, houve uma quebra da cadeia alimentar e um desequilíbrio ecológico.
É no mesmo período que surgem os mamíferos placentários primitivos e as plantas com flores proliferam. Neste período os continentes começaram a se formar a caminho do que são hoje. Após a queda dos dinossauros, houve e a diversificação dos mamíferos (alguns tornaram-se enormes), e o auge das aves . História
Em 1822 o geólogo belga D'Omalius d'Halloy o nome de Terrain Cretace, para determinadas rochas brancas da Bacia de Paris, e para depósitos semelhantes na Bélgica e Holanda, Ingflora. laterra e para o leste da Suécia e Polônia. Este termo "Cretáceo" por causa disso tempos depois veio ser usado. Os Precipícios Brancos famosos de Dover é uma típica rocha desta formação. Depósitos extensos foram colocados na Europa e partes da América do Norte durante esta época. A rocha esbranquiçada é um calcário formado por conchas de micro-organismos.
Na escala de tempo geológico, o Jurássico é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 199 milhões e 600 mil e 145 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. O período Jurássico sucede o período Triássico e precede o período Cretáceo, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Jurássica Inferior (ou Lias), Jurássica Média (ou Dogger) e Jurássica Superior (ou Malm), da mais antiga para a mais recente. O nome Jurássico é devido as montanhas Jura, dos alpes franceses, contém grande quantidade de rochas deste período.
Paleogeografia
Com o aumento do nível dos oceanos, terras baixas foram encobertas pelo mar, o que dividiu Pangéia em dois continentes: Laurásia, ao norte, e Gondwana, ao sul. Essa divisão também permitiu que a umidade vinda do mar atingisse regiões que antes não atingia (por estarem nointerior de Pangéia), o que tornou o clima mais úmido.
Flora
Durante o Jurássico, o clima quente e umido fez com que as florestas se proliferassem, o que fez a diversidade de plantas se tornar muito maior que a do Triássico. As plantas predominantes são cicadáceas, ginkgos e coníferas gigantescas (sequóias). Também é neste período que surgem as primeiras plantas com flores.
Fauna
A fauna do Jurássico é marcada pela hegemonia dos répteis em todos os ambientes: dinossauros na terra, pterossauros no ar e plesiossauros no mar. O período também é marcado pelo surgimento das primeiras aves e dos primeiros mamíferos verdadeiros. Nos oceanos, além dos plesiossauros, também existem crocodilos marinhos, tubarões já muito parecidos com os atuais (ex.: Hybodus) e outros répteis marinhos (ex.: ictiossauros). Começaram a surgir dinossauros mais evoluidos e inteligentes, que eram superiores aos primitivos répteis do Triássico.
Na escala de tempo geológico, o Triássico (Triásico em Português europeu) é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 251 milhões e 199 milhões e 600 mil anos atrás, aproximadamente. O período Triássico sucede o período Permiano da era Paleozóica de seu éon e precede o período Jurássico de sua era. Divide-se nas épocas Triássica Inferior, Triássica Média e Triássica Superior, da mais antiga para a mais recente.
Clima, fauna e flora
No Triássico o clima era muito mais quente do que atualmente, a temperatura média do planeta era quase o dobro da atual. Nas florestas prosperavam samambaias, ginkgos e coniferas.
Durante o Triássico, a fauna teve que se recuperar da extinção permiana, os répteis voltam a dominar o mundo (todos os fósseis terrestres do Triássico são de répteis), porém com novas formas: surgem os primeiros dinossauros. Os dinossauros do Triássico eram bastante diferentes dos que iam surgir no Jurássico e no Cretáceo, pois eram mais baixos, e a maioria eram quadrúpedes.
Paleorrota
A Paleorrota é um caminho situado no centro do estado do Rio Grande do Sul, Brasil cujo percurso contém diversos fósseis do triássico. No tempo em que havia apenas o continente Pangéia. O caminho está situado dentro de uma grande área que pertence ao período triássico e que datam de 230 milhões de anos atrás. A região possui vários sítios paleontológicos, que pertence às camadas geológicas Formação Santa Maria e Formação Caturrita.
Na escala de tempo geológico, o Permiano ou Pérmico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 299 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Permiano sucede o período Carbonífero de sua era e precede o período Triássico da era Mesozóica de seu éon. Divide-se nas épocas Cisuraliana, Guadalupiana e Lopingiana, da mais antiga para a mais recente. Deve o seu nome à cidade e região de Perm, na Rússia.
No Brasil, a Formação Irati pertence a este periodo. No Sudoeste do geoparque da Paleorrota há uma área com fósseis do Permiano que datam a 270 milhões de anos.
Neste período, o clima na Terra começou a esquentar cada vez mais, e começaram a surgir grandes desertos no interior do unico continente Pangéia.
Relativamente à fauna, se destacam o maior desenvolvimento e diversificação dos répteis; que passam a dominar definitivamente o mundo, atingindo grandes porte (ex. Moschops) e o topo da cadeia alimentar (ex. Dimetrodon); e a decadência dos artrópodes gigantes; que se extinguem neste período. No permiano ainda não existiam lissanfíbios, mamíferos, tartarugas, lepidossauros, pterossauros e nem dinossauros, mas os ancestrais de todos estes grupos já existiam, prontos para evoluir e lhes dar origem durante o triássico. A fauna terrestre do período se destacam animais que não eram nem répteis nem mamíferos e pertenciam ao grupo dos synapsida. Nas águas doces havia anfíbios gigantes e no mar, tubarões primitivos, moluscos cefalópodes, braquiópodes, trilobitas (embora estes já estivessem se tornando mais raros) e artrópodes gigantescos conhecidos como eurypterida ou escorpiões do mar. As únicas criaturas voadoras do período eram parentes gigantes das libélulas.
A flora é caracterizada pelas suas glossopteris e pelo surgimento das primeiras coníferas. O fóssil mais antigo encontrado até hoje, do período Permiano, é de glossopteris.
O final do período Permiano é marcado por uma extinção em massa de proporções nunca antes vistas, onde 95% da vida na Terra desapareceu, incluindo os trilobites e os escorpiões marinhos, esse evento é conhecido como extinção Permo-triássica; porém alguns grupos sobreviveram e voltaram a se desenvolver, entre eles os amonites e os répteis terapsídeos.
Na escala de tempo geológico, o Carbonífero ou Carbónico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 359 milhões e 200 mil e 299 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Carbonífero sucede o período Devoniano e precede o período Permiano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Mississippiana e Pennsylvaniana, da mais antiga para a mais recente.
O Carbonifero tem este nome devido as grandes quantidades de carvão mineral encontradas em formações rochosas da época na Inglaterra, onde foram datadas pela primeira vez rochas do período. Estas grandes formações de carvão tem origem, segundo crêem os especialistas, nas grandes florestas e pântanos que cobriam a maior parte das terras imersas do período. Apesar disto, na América do Norte, a maioria das jazidas de carvão são datados do Pennsylvaniano, enquanto que as rochas do Mississippiano são formadas principalmente calcárias.
Nas florestas desse período ainda predominam licopódios e samambaias (embora com uma diversidade incomparavelmente maior do que nos períodos anteriores), merecendo destaque para as chamadas "samambaias com sementes", hoje extintas.
Dentre os animais, se destaca a extinção total dos graptólitos e a diversificação da vida terrestre, com artrópodes (dentre eles os primeiros animais capazes de voar, insetos semelhantes a libélulas), anfíbios e os primeiros repteis.
Na escala de tempo geológico, o Devoniano ou Devónico, é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 416 milhões e 359 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Devoniano sucede o período Siluriano e precede o período Carbonífero, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Devoniana Inferior, Devoniana Média e Devoniana Superior, da mais antiga para a mais recente.
Paleogeografia
Neste período os continentes de Laurentia e Báltica colidem e formam o continente de Euramérica, reduzindo o número de continentes do mundo para três (os outros dois são Sibéria, no norte, e Gondwana, no sul). Os continentes começam a se aproximar cada vez mais, já indicando sua futura união para formar Pangéia. O clima era quente e o nível dos oceanos alto. o que fez com que muitas terras fossem cobertas por mares rasos, onde proliferavam grandes recifes de coral.
Fauna
Durante o Devoniano, ocorre a proliferação dos peixes, que dominam de vez os ambientes aquáticos, motivo pelo qual o Devoniano é conhecido como "a idade dos peixes"; surgem os primeiros tubarões e os placodermos assumem o topo a cadeia alimentar, porém se extinguem no final do período, além disso, é neste período que surgem os primeiros anfíbios. Os graptólitos graptolóides extinguem-se e os trilobites iniciam sua decadência. Neste período também surgem as primeira formas de amonites, que só serão extintos no fianl do período Cretáceo, junto com os dinossauros.
Flora
Com relação as plantas, é neste período que licopódios, samambaias e progimnospermas formamos primeiros bosques.
Na escala de tempo geológico, o Siluriano ou Silúrico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 443 milhões e 700 mil e 416 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Siluriano sucede o período Ordoviciano e precede o período Devoniano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Llandovery, Wenlock, Ludlow e Pridoli, da mais antiga para a mais recente.
Fauna e Flora
No Siluriano a fauna teve que se recuperar da extinção em massa do final do Ordoviciano, porém ela manteve a predominância de invertebrados, principalmente trilobites, crinóides, euriptéridos (escorpiões marinhos) e cefalópodes; embora os peixes já estivessem de diversificando bastante. Com relação a flora, este período é marcado pelo surgimento das primeiras plantas terrestres.
Historiografia
O período Siluriano foi primeiro identificado por Sir Roderick Murchison, que estava examinado um estrato sedimentar rochoso fóssil ao sul do País de Gales no inicio de 1830. O nome para o período originou-se de uma tribo Celtica do País de Gales, os Siluares, estendendo a convenção que seu amigo Adam Sedgwick tinha estabelecido para o Cambriano. Em 1835 estes dois amigos apresentaram um trabalho conjunto, sob o titulo "On the Silurian and Cambrian Systems, Exhibiting the Order in which the Older Sedimentary Strata Succeed each other in England and Wales", o qual foi o germe da escala geológica moderna. Inicialmente, o período Siluriano se sobrepunha ao período Cambriano, provocando um furioso desentendimento que terminou com a amizade. Charles Lapworth eventualmente resolveu o conflito pela criação do período Ordoviciano.
Na escala de tempo geológico, o Ordoviciano ou Ordovícico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 488 milhões e 300 mil e 443 milhões e 700 mil anos atrás, aproximadamente. O período Ordoviciano sucede o período Cambriano e precede o período Siluriano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Ordoviciana Inferior, Ordoviciana Média e Ordoviciana Superior, da mais antiga para a mais recente.
Os limites do Ordoviciano são marcados pela ocorrência de graptozoários planctônicos. As rochas são geralmente os argilitos escuros, orgânico que carregam os restos dos graptolitos e podem ter sulfeto de ferro.Naquele período os terremotos eram frequentes.
Paleogeografia
No período Ordoviciano os Continentes ainda eram desérticos , rebaixados por epirogênese e invadidos por extensos mares rasos; o norte dos trópicos era quase inteiramente oceano, e a maior parte terrestre do mundo foi confinada ao sul, o supercontinente Gondwana. Durante todo o Ordoviciano, Gondwana foi deslocado para o pólo sul e muito dele ficou debaixo d'água. Os graptozoários comuns nesse período são ótimos fósseis guias pois delimitam zonas bioestrátigráficas.
O clima do ordoviciano era mais suave com temperaturas médias e a atmosfera muito úmida. Entretanto, quando o Gondwana se estabeleceu finalmente no pólo sul as geleiras maciças tomaram forma. Isto causou provavelmente extinções maciças que caracterizam o fim do Ordoviciano, em que 60% de todos os gêneros e 25% dos invertebrados marinhos de todas as famílias foram extintos.
Fauna e flora
Durante o Ordoviciano, os invertebrados ainda são as formas de vida animal dominantes, porém com formas mais "semelhantes" às atuais do que as do Cambriano.
O Ordoviciano é o mais conhecido pela presença de seus invertebrados marinhos diversos, incluindo graptozoários, trilobitess (estes atingiram seu auge neste período) e braquiopodes. Uma comunidade marinha típica conviveu com estes animais, algas vermelhas e verdes, peixes primitivos, cefalópodes, corais, crinóides, e gastrópodes. Mas recentemente, houve a evidência de esporos trietes que são similares àqueles de plantas primitivas terrestres, sugerindo que as plantas invadiram a terra neste período. A evolução dos protocordados desenvolveram os primeiros peixes sem mandíbulas.
Na escala de tempo geológico, o Cambriano ou Câmbrico é o período da era
Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 542 milhões e
488 milhões e 300 mil anos atrás, aproximadamente. O período Cambriano
sucede o período Ediacarano da era Neoproterozóica do éon Proterozóico e
precede o período Ordoviciano de sua era. Divide-se nas épocas
Cambriana Inferior, Cambriana Média e Cambriana Superior, da mais antiga
para a mais recente.
Paleogeografia
Existiam quatro continentes no Cambriano, três pequenos mais ou menos na região entre os trópicos: Laurentia (parte central da América do Norte), Báltica (parte da Europa) e Sibéria (mesma região no oeste russo); e um supercontinente no sul: Gondwana. Todos esses continentes eram de simples rocha nua e estério, já que neste período ainda não existiam plantas, ainda que alguns especialistas acreditem que nas regiões mais úmidas poderia crescer um manto composto de fungos, algas e líquens.
Fauna
Durante o Cambriano, ocorre maior diversificação da vida, evento conhecido como explosão cambriana, devido ao período de tempo relativamente curto em que esta diversidade de espécies aparece.
Os graptólitos dendróides surgem no Cambriano Superior. Os arqueociatos surgem no Cambriano Inferior e extinguem-se no Cambriano Médio.
O Cambriano marca um ponto importante na história da vida na Terra, é o período de tempo em que a maioria dos grupos principais de animais apareceram no registro do fóssil. Hoje sabe-se que os fósseis mais antigos são do vendiano.
Os animais mostraram uma diversificação dramática durante este período da história da Terra. O maior registro de grupos animais ocorreu durante os estágios Tomotiano e de Atdabaniano do Cambriano Superior, um período de tempo que pode ter sido tão curto quanto cinco milhões de anos. Os animais encontrados em todo o mundo são os anelídeos, artrópodes, braquiópodes, equinodermos, moluscos, onicofóros, esponjas, e priapulideos.
A idade Tomotiana, é a última subdivisão do Cambriano Superior. Nomeada devido a exposições da rocha na Sibéria, o Tomotiano viu a primeira radiação principal dos animais, incluindo a primeira aparência de um grande taxa de animais mineralizados tais como braquiopodes, trilobitas, archaeocyatideos, equinodermos.
Os climas do mundo eram suaves; não havia nenhuma glaciação. A maior parte América do Norte se colocava nas latitudes tropicais e temperadas do sul, que suportaram o crescimento de recifes extensivos do archaeocyathideos de água-rasa no Cambriano mais inferior.
Na escala de tempo geológico, o Ediacarano é o período da era
Neoproterozóica do éon Proterozóico que está compreendido entre 630
milhões e 542 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período
Ediacarano sucede o período Criogeniano de sua era e precede o período
Cambriano da era Paleozóica do éon Fanerozóico. Como os outros períodos
de seu éon, não se divide em épocas.
O nome antigo do período era Vendiano, proposto originalmente por Sokolov em 1952, com base em observações na plataforma siberiana que revelaram espectaculares achados fósseis, então chamados de Fauna Vendiana. No entanto, a Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas preferiu renomeá-lo recentemente para Ediacarano, que provém das Colinas Ediacara, no sul da Austrália – onde também foram encontrados fósseis similares, que constituem a Biota Ediacarana.
Na escala de tempo geológico, o Holoceno ou Holocénico é a época do
período Quaternário da era Cenozóica do éon Fanerozóico que se iniciou
há cerca de 11.500 anos e se estende até o presente. A época Holocena
sucede a época Pleistocena de seu período. Pode dividir-se em cinco
cronozonas baseadas nas flutuações climáticas: o
pré-boreal,boreal,atlântico,subboreal e subatlântico.
O Holoceno inicia-se com o fim da última era glacial principal, ou Idade do Gelo. A época é informalmente chamada Antropogeno, por abranger todo o período de civilizações.
Na escala de tempo geológico, o Pleistoceno ou Plistocénico é a época do
período Quaternário da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 1 milhão e 806 mil e 11 mil e 500 anos atrás,
aproximadamente.
A época Pleistocena sucede a época Pliocena e precede a época Holocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Pleistocena Inferior, Pleistocena Média e Pleistocena Superior, da mais antiga para a mais recente.
No Pleistoceno ocorreram as glaciações mais recentes. O clima e as temperaturas mudaram drasticamente, e o período é hoje estudado por paleontólogos na tentativa de compreender os climas da Terra no passado.
Os fósseis deste período são abundantes, bem preservados, e a datação é precisa. Entre eles, os foraminíferos, diatomáceas e pólen de plantas são muito informativos sobre os paleoclimas. Os paleontólogos estudam atualmente, a partir destes registros, a influência das mudanças climáticas sobre as biotas.
Fauna
Muitos dos gêneros e mesmo espécies que vivem hoje surgiram então. Houve, no entanto, naquele período, um bom número de animais de grande porte hoje extintos, como o mastodonte, o tigre-dente-de-sabre, o bisão-de-chifres-longos. Camelos e cavalos nativos existiam na América do Norte. Um dos maiores animais do Pleistoceno, cujas biotas eram muito semelhantes às atuais, foi o mamute.
Durante o Pleistoceno ocorreu a extinção dos grandes mamíferos e a evolução dos humanos modernos. Uma das teorias sobre essa extinção a atribui em parte à caça pela espécie Homo sapiens.
Na escala de tempo geológico, o Plioceno ou Pliocénico é a época do
período Neogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 5 milhões e 332 mil e 1 milhão e 806 mil anos atrás,
aproximadamente. A época Pliocena sucede a época Miocena e precede a
época Pleistocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Zancleana,
Piacenziana e Gelasiana, da mais antiga para a mais recente.
Na escala de tempo geológico, o Mioceno ou Miocénico é a época do
período Neogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 23 milhões e 30 mil e 5 milhões e 332 mil anos atrás,
aproximadamente. A época Miocena sucede a época Oligocena do período
Paleogeno de sua era e precede a época Pliocena de seu período.
Divide-se nas idades Aquitaniana, Burdigaliana, Langhiana,
Serravalliana, Tortoniana e Messiniana, da mais antiga para a mais
recente.
Na escala de tempo geológico, o Oligoceno ou Oligocénico é a época do
período Paleogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 33 milhões e 900 mil e 23 milhões e 30 mil anos
atrás, aproximadamente. A época Oligocena sucede a época Eocena de seu
período e precede a época Miocena do período Neogeno de sua era.
Divide-se nas idades Rupeliana e Chattiana, da mais antiga para a mais
recente.
Fauna
Os mamíferos multituberculados extinguiram-se no Oligoceno inferior.
Na escala de tempo geológico, o Eoceno ou Eocénico é a época do período
Paleogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendida
entre 55 milhões e 800 mil e 33 milhões e 900 mil anos atrás,
aproximadamente. A época Eocena sucede a época Paleocena e precede a
época Oligocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Ypresiana,
Lutetiana, Bartoniana e Priaboniana, da mais antiga para a mais recente.
Foi no Eoceno que se desenvolveu a diversificação dos mamíferos ungulados e quando surgiram grande parte das linhagens das atuais Angiospermas. Surgiu também a família Polypteridae de peixes actinopterígeos. A ordem de aves pelecaniformes surge pela primeira vez nesta época geológica, com os fósseis de Protophathon, um rabo-de-palha primitivo.
Na escala de tempo geológico, o Paleoceno ou Paleocénico é a época do
período Paleogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 65 milhões e 500 mil e 55 milhões e 800 mil anos
atrás, aproximadamente. A época Paleocena sucede a época Cretácea
Superior do período Cretáceo da era Mesozóica de seu éon e precede a
época Eocena de seu período. Divide-se nas idades Daniana, Selandiana e
Thanetiana, da mais antiga para a mais recente.
A família Albulidae de peixes actinopterígeos surgiu no Paleoceno inferior.
Na escala de tempo geológico, o Fanerozóico (grego: phaneros=visível;
oikos=vida) é o éon geológico que abrange os últimos 542 milhões de
anos. Tem início após o Cambriano no éon Proterozoico com o surgimento
de vários animais de concha e é o éon ao longo do qual a abundância de
vida é maior.
A fronteira entre o Fanerozoico e o Proterozoico não está claramente definida. No século XIX ela coincidia com o aparecimento dos primeiros fósseis metazoários abundantes. Porém, foram identificadas várias centenas de taxa de metazoários do Proterozoico desde o início de estudos sistemáticos destes seres na década de 1950. A maioria dos geólogos e paleontólogos provavelmente consideraria que a fronteira Fanerozoico-Proterozoico ocorre no ponto clássico em que surgem as primeiras trilobites e Archaeocyatha; com a primeira aparição de complexas tocas de alimentação (Trichophycus pedum); ou com a primeira aparição de um grupo de pequenas e geralmente desarticuladas formas couraçadas designadas 'pequena fauna conquífera'. Estes três diferentes pontos de fronteira encontram-se separados entre si por alguns milhões de anos.
Nesse Eon houve o aparecimento rápido de numerosos filos animais; a evolução destes filos para formas diversas; o aparecimento de plantas terrestres; desenvolvimento de plantas complexas; a evolução dos peixes; o aparecimento de animais terrestres; e o desenvolvimento das faunas modernas. Durante este período de tempo, os continentes derivaram, eventualmente colididindo para forma Pangeia e dividindo-se em seguida nas massas continentais atuais.
Na escala de tempo geológico, o Proterozoico (do grego proteros,
anterior + zoikos, de animais) é o éon que está compreendido entre 2,5
bilhões e 542 milhões de anos, abrangendo quase metade do tempo de
existência da Terra. Sendo o mais recente éon do Pré-Câmbrico, sucede o
éon Arqueano e precede o éon Fanerozoico. Divide-se em três eras.
Em algumas obras ainda se pode encontrar o termo Algônquico (ou Algonquiano) que, entretanto, entrou em desuso.
O registo geológico do Proterozoico é muito melhor que o do Arqueano. Ao contrário dos depósitos de águas profundas do Arqueano, no Proterozoico ocorrem muitos estratos que foram depositados em extensos mares epicontinentais pouco profundos; além disso, muitas destas rochas foram menos metamorfizadas que as do Arqueano, são abundantes e inalteradas. O estudo destas rochas mostra que neste éon ocorreu acreção continental rápida e maciça (exclusiva do Proterozoico), ciclos supercontinentais, e actividade orogénica totalmente moderna.
Por volta de 900 Ma as massas continentais parecem estar reunidas no supercontinente Rodínia que irá sofrer uma fragmentação no final do Proterozoico, a qual dará origem aos paleocontinentes da Laurêntia (América do Norte, Escócia, Irlanda do Norte, Groenlândia), Báltica (parte centro-norte da Europa), Sibéria unida ao Cazaquistão e Gonduana (América do Sul, África, Austrália, Antártida, Índia, Península Ibérica - sul da França.
As primeiras glaciações ocorreram durante o Proterozoico; uma delas iniciou-se pouco depois do início deste éon, enquanto que ocorreram pelo menos quatro durante o Neoproterozoico, culminando na Terra bola de neve da glaciação Varangiana.
Um dos acontecimentos mais importantes do Proterozoico foi a acumulação de oxigénio na atmosfera da Terra. Ainda que, indubitavelmente, o oxigénio começou a ser libertado por fotossíntese ainda em tempos do Arqueano, a sua acumulação na atmosfera não era possível enquanto a capacidade dos sumidouros químicos - enxofre e ferro não-oxidados - não fosse esgotada; até aproximadamente 2.3 mil milhões de anos, a concentração de oxigénio atmosférico era talvez apenas 1 ou 2% da atual. As formações de ferro bandado, que fornecem a maioria do ferro produzido no mundo, foram também um importante sumidouro químico; a maior parte da acumulação cessou a partir de há 1.9 mil milhões de anos, quer devido ao aumento da concentração de oxigénio ou a uma melhor mistura da coluna de água oceânica.
As camadas vermelhas, coloridas pela hematite, indicam um aumento da concentração de oxigénio atmosférico a partir de há 2 mil milhões de anos; não ocorrem em rochas mais antigas. A acumulação de oxigénio deveu-se provavelmente a dois fatores: esgotamento dos sumidouros químicos, e um aumento do enterramento de carbono, que sequestrou compostos orgânicos que de outra forma teriam sido oxidados pela atmosfera.
O aparecimento das primeiras formas de vida unicelulares avançadas e multicelulares coincide aproximadamente com o início da acumulação de oxigénio livre; tal poderá dever-se ao aumento da disponibilidade dos nitratos oxidados que os eucariontes usam, ao contrário das cianobactérias. Foi também durante o Proterozoico que evoluíram as primeiras relações simbióticas entre mitocôndrias (para quase todos os eucariontes) e cloroplastos (apenas nas plantas e alguns protistas), e os seus hospedeiros.
O surgimento de eucariontes como os acritarcas não foi anterior à expansão das cianobactérias; de facto, os estromatólitos atingiram a sua maior abundância e diversidade durante o Proterozoico, culminando há cerca de 1.2 mil milhões de anos.
Tradicionalmente, a fronteira entre o Proterozoico e o Fanerozoico foi colocada na base do Câmbrico, quando os primeiros fósseis de trilobites e Archaeocyatha apareceram. Na segunda metade do século XX foram encontradas várias formas fósseis em rochas do Proterozoico, mas o limite superior do Proterozoico manteve-se inalterado na base do Câmbrico, atualmente fixada nos 542 de milhões de anos de idade.
Na escala de tempo geológico, o Arqueano ou Arcaico (antes Arqueozóico) é
o éon que está compreendido entre 3,85 bilhões de anos e 2,5 bilhões de
anos atrás, aproximadamente. O éon Arqueano sucede o éon Hadeano e
precede o éon Proterozóico.
No começo do Arqueano, o fluxo de calor da Terra era aproximadamente três vezes maior que é hoje, e era ainda duas vezes o nível corrente no começo do Proterozóico. O calor extra pode ter sido remanescente da acreção planetária, da formação do núcleo de ferro, e parcialmente causado pela maior produção radioativa de núcleos atômicos de vida curta, tais como urânio-235.
Apesar de alguns poucos grãos minerais conhecidos serem mais antigos, as mais velhas formações rochosas expostas na superfície da Terra são arqueanas. As rochas arqueanas são provenientes da Groenlândia, do Escudo Canadense, Austrália ocidental e África meridional. Apesar de os primeiros continentes terem se formado durante este éon, rochas dessa idade compõem apenas 7% dos crátons atuais do mundo; mesmo considerando a erosão e a destruição de formações passadas, a evidência sugere que apenas 5-40% da crosta continental atual formou-se durante o Arqueano.
A maioria das rochas arqueanas que existem são metamórficas e ígneas, o grosso das últimas intrusivas. A atividade vulcânica era consideravelmente maior que hoje, com numerosos pontos quentes e vales de rachadura, e erupção de lavas incomuns como as comatitas. Rochas ígneas intrusivas como as grandes fatias fundidas e volumosas massas plutônicas de granito e diorito, intrusões em camadas máficas a ultramáficas, anortositos e monzonitos conhecidos como sanuquitóides predominam por todos os remanescentes cratônicos cristalinos da crosta arqueana que existem hoje.
Em contraste com o Proterozóico, as rochas arqueanas são com freqüência sedimentos de água profunda pesadamente metamorfizados, tais como grauvacas, lamitos, sedimentos vulcânicos e formações de ferro em bandas. Rochas carbonadas são raras, indicando que os oceanos eram mais ácidos do que durante o Proterozóico, devido ao dióxido de carbono dissolvido. Cintos de pedra verde são típicos das formações arqueanas, consistindo de rochas metamórficas alternadamente de alto e baixo grau. As rochas de alto grau eram derivadas de arcos de ilhas vulcânicas, enquanto as de baixo grau representam sedimentos do fundo do mar erodidos de arcos de ilhas vizinhas e depositados numa bacia adjacente. Em suma, cintas de pedra verde representam protocontinentes suturados.
Não houve grandes continentes até tarde no Arqueano; pequenos protocontinentes eram a norma, impedidos de coalescer em unidades maiores pela alta taxa de atividade geológica. Esses protocontinentes félsicos provavelmente se formaram em pontos quentes ao invés de zonas de subdução, a partir de uma variedade de processos: diferenciação ígnea de rochas máficas para produzir rochas intermediárias e félsicas, magma máfico fundindo mais rochas félsicas e forçando a granitização de rochas intermediárias, fusão parcial de rochas máficas, e alteração metamórfica de rochas sedimentares félsicas. Tais fragmentos continentais podem não ter sido preservados se eles não eram flutuantes ou afortunados o bastante para evitar zonas de subdução energéticas.
As temperaturas parecem ter sido próximas dos níveis modernos, com água líquida presente, devido à presença de rochas sedimentares dentro de certos gneisses altamente deformados. Astrônomos pensam que o sol era cerca de um terço menos quente, o que contribuiria para baixar as temperaturas globais em relação ao que de outra forma seria esperado. Pensa-se que esse efeito era contrabalançado por quantidades de gases de efeito estufa maiores do que as verificadas mais tarde na história da Terra. A ausência de grandes continentes impediria o consumo elevado de dióxido de carbono, através do intemperismo das rochas. A falta de organismos clorofilados também evitaria o consumo de dióxido de carbono. A atmosfera era então rica desse gás, e praticamente sem oxigênio.
Vida Arqueana
A vida provavelmente esteve presente por todo o Arqueano, mas deve ter sido limitada a simples organismos unicelulares não nucleados, chamados procariontes, pois não há fósseis de eucariotos tão antigos. Fósseis de tapetes de cianobactérias (estromatólitos) são encontrados por todo o Arqueano, tornando-se especialmente comum mais tarde no éon, enquanto uns poucos fósseis prováveis de bactérias são conhecidos de certos depósitos de chert. Em adição ao domínio Bactéria, microfósseis de extremófilos do domínio Arquena também têm sido identificados. Não se conhecem fósseis de eucariontes, apesar de que eles podem ter evoluído durante o Arqueano e simplesmente não ter deixado quaisquer fósseis.
Na escala de tempo geológico, o Cenozóico é a era do éon Fanerozóico que
se inicia há cerca de 65 milhões e 500 mil anos e se estende até o
presente. A era Cenozóica sucede a era Mesozóica de seu éon. Divide-se
nos períodos Paleogeno , Neogeno e Quaternário; do mais antigo para o
mais recente. O princípio da Era Cenozóica marca a abertura do capítulo
mais recente da história da Terra. O nome desta era provém de duas
palavras gregas que significavam "vida recente". Durante a Era
Cenozóica, a face da Terra assumiu sua forma atual. Houve muita
atividade vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do
mundo, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. A vida animal
transformou-se lentamente no que hoje se conhece.
Clima
A Era Cenozóica tem sido um período de resfriamento a longo prazo. Em seu princípio, as partículas ejectadas pelo impacto do evento K/T bloquearam a radiação solar. O K/T foi um evento geológico ocorrido no final do Cretáceo que teve importantes consequências na alteração das condições naturais do planeta. Depois da criação tectônica da Passagem de Drake, quando a Austrália se separou completamente da Antártida durante o Oligoceno, o clima se resfriou consideravelmente devido a aparição da Corrente Circumpolar Antártica que produziu um grande resfriamento do oceano Antártico.
No Mioceno se produziu um ligero aquecimento devido a liberação dos hidratos que desprenderam do dióxido de carbono. Quando o continente Sul-americano se uniu ao Norte-americano pela criação do Istmo do Panamá, a região do Ártico também se resfriou devido ao fortalecimiento das correntes de Humboldt e do Golfo e o fim da circulação de correntes marinhas primitivas de águas quentes que atravessavam o planeta de leste a oeste, levando ao último máximo glacial.
Por outro lado, um outro fator, ao lado do Ciclo de Milankovitch, contribuiu para as variações climáticas ocorridas durante o Cenozóico: o Evento Azolla.
Fauna
Com efeito a Era Cenozóica foi marcada pelo aparecimento de 28 ordens de mamíferos, 16 das quais ainda vivem. No paleoceno e no eoceno viveram mamíferos de tipo arcaico que no fim do Eoceno e no Oligoceno foram substituídos, exceto na América do Sul, pelos ancestrais dos mamíferos modernos. No decorrer de milhões e milhões de anos deu-se a modernização das faunas que culminou na produção de mamíferos adiantados, especializados, do mundo moderno. Os processos que conduziram à elaboração das faunas modernas datam do Pleistoceno e do pós-Pleistoceno. Distingue-se a fauna atual da fauna do Pleistoceno, principalmente pelo empobrecimento, advindo da extinção de várias formas.
A América do Sul achava-se unida à América do Norte no início da Era Cenozóica; tal união manteve-se interrompida durante grande parte dessa era, voltando a ser restabelecida no fim do Paleógeno. Isso explica certas peculiaridades faunísticas do nosso continente.
Por outro lado, a América do Norte manteve ligação com a Ásia através da região de Beríngia (hoje interrompida pelo Estreito de Bering) durante grande parte da Era Cenozóica, o que explica o porquê da homogeneidade faunística da América do Norte, Ásia Setentrional e Europa.
As peculiaridades faunística da Austrália, por sua vez, são devidas ao isolamento que manteve desde o Cretáceo em relação à Ásia.
A forma ancestral do cavalo data do Eoceno e recebeu o nome de Eohippus; viveu no hemisfério norte. O Equus, isto é, cavalo propriamente dito, surgiu na América do Norte bem mais tarde, donde migrou para a Ásia, no Pleistoceno.
Glaciação
No Pleistoceno, também chamado época Glacial ou Idade do Gelo, ocorreu uma vasta glaciação no hemisfério norte. Glaciação de muito menores proporções deu-se também no hemisfério sul.
Homem
Datam do Pleistoceno os mais antigos restos do homem (cerca de 450.000 anos). Acredita-se que o mais antigo deles seja o Homo heidelbergensis . Há controvérsia sobre a idade do Homo sapiens; segundo alguns autores o seu aparecimento deu-se há cerca de 250.000 anos, isto é, antes mesmo do Homo neanderthalensis. No Pleistoceno inferior vivem hominídeos vários: Australopithecus, da África do Sul; Pithecanthropus erectus ou homem de Java; Sinanthropus pekinensis ou homem de Pequim.
Fósseis Brasileiros
Inúmeras localidades brasileiras forneceram ossadas de mamíferos pleistocênicos.
Os achados mais famosos são os das grutas de Minas Gerais, pacientemente pesquisados por Peter Lund no século passado. Outra localidade curiosa é a de Águas do Araxá, também em Minas Gerais, onde parte do material obtido acha-se exposta. Aí foram descobertos cerca de 30 indivíduos de mastodontes fósseis (Haplomastodon waringi). Megatérios, gliptodontes, tigres dentes-de-sabre (Smilodon) e toxodontes figuram entre os mamíferos pleistocênos mais comuns.
A ligação entre as duas Américas no Pleistoceno trouxe como conseqüência uma imigração de carnívoros que não existiam por aqui, os chamados tigres dente-de-sabre.
A antiguidade do homem no Brasil é matéria de controvérsia. Não foi ainda cabalmente provada a Idade Pleistoceno do Homem de Lagoa Santa cujos ossos aparecem nas mesmas grutas em que ocorrem animais extintos.
Na escala de tempo geológico, o Mesozóico é a era do éon Fanerozóico que
está compreendida entre 251 milhões e 65 milhões e 500 mil anos atrás,
aproximadamente. A era Mesozóica sucede a era Paleozóica e precede a era
Cenozóica, ambas de seu éon. Divide-se nos períodos Triássico,
Jurássico e Cretáceo, do mais antigo para o mais recente.
O nome Mesozóico é de origem grega e refere-se a 'meio animal' sendo também interpretado como "a idade medieval da vida". Esta era é especialmente conhecida pelo aparecimento, domínio e desaparecimento polémico dos dinossauros, amonites e plantas com flor.
No início desta era, toda a superfície terrestre se concentrava num único continente chamado Pangéia (ou Pangea). Porém com o tempo este supercontinente começou a fragmentar-se em dois continentes: a Laurásia para o Hemisfério Norte e o Gondwana para o Sul.
O clima no início do Mesozóico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais úmida no Jurássico (POPP, 1995, p. 283).
Esta foi uma era onde dominaram répteis como os dinossauros, pterossauros e plesiossauros. Durante o Mesozóico estes animais conquistaram a Terra e desapareceram mais tarde de forma misteriosa, sendo a causa mais provável a colisão da terra com meteorito, sendo estimada como a segunda maior extinção em massa da terra. (A maior já estudada foi no final do pérmico, estima-se que tenha extinto 90% de todas as espécies que viviam na Terra.)
Os primeiros mamíferos se desenvolveram, apesar de não serem maiores que ratos. As primeiras aves apareceram durante o Jurássico, e embora a sua descendência seja motivo de grande discussão entre os cientistas, grande parte aceita que tenham origem nos dinossauros. As primeiras flores (Angiospérmicas) apareceram durante o período Cretáceo.
Também chamada de Era Secundária. Penúltima das eras em que se divide a história da Terra. Conhecida como a Idade dos Répteis ou Idade dos Amonides, pela importância que esses dois grupos atingiram durante os 140 milhões de anos da sua duração. O nome vem do grego mesos que significa meio, e zoé que indica vida, isto é, vida intermediária. Dos répteis mesozóicos os dinossauros são os mais conhecidos. Atingiram tamanhos gigantescos e se extinguiram no fim da Era Mesozóica. Alguns répteis adaptaram-se à vida terrestre e outros à vida aquática. Nos mares, proliferaram cefalópodes do grupo dos Amonites, que igualmente se extinguiram no ocaso desta era. Surgiram os peixes teleósteos, as primeiras aves (criaturas exóticas dotadas, no início, de dentes e de cauda), os primeiros mamíferos, as primeiras plantas do grupo dos angiospermas. A Era Mesozóica recebeu também o nome de Idade das Cicadófitas, graças à importância que tal grupo de vegetais alcançou nesta era. Divide-se em três períodos, do mais antigo para o mais moderno: Triásico, Jurássico e Cretáceo. Movimentos orogenéticos importantes afetaram durante a Era Mesozóica a região andina e a região das Montanhas Rochosas. Mas as presentes cadeias são devidas inteiramente a movimentos subseqüentes. No Brasil, os terrenos mesozóicos cobrem vastas áreas do interior do país, ocorrendo ainda na orla marítima no nordeste. No sul, no início da Era Mesozóica, o clima foi árido, originando-se vasto deserto com deposição abundante de áreas eólicas. Tal deposição foi entremeada de intenso vulcanismo, responsável por derrames de lava de grande extensão. Seguiu-se a deposição no Período Cretáceo, de areias que mais tarde foram consolidadas por cimento calcário e que encerraram restos de dinossauros e de outros répteis. Nos terrenos cretáceos do nordeste, boa parte dos quais marinhos, ocorrem importantes jazidas de calcário, fosforita e petróleo.Os dinossauros apareceram e desapareceram nessa era.
Na escala de tempo geológico, o Paleozoico é a era do éon Fanerozóico que está compreendida entre 540 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Paleozoica sucede a era Neoproterzoica do éon Proterozoico e precede a era Mesozoica de seu éon. Divide-se nos períodos Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano, do mais antigo para o mais recente.
O Paleozoico corresponde praticamente a metade do Fanerozóico, com aproximadamente 300 milhões de anos. Durante esta era havia seis massas continentais principais, que conheceram montanhas enormes ao longo de suas margens, e incursões e recuos dos mares rasos através de seus interiores, como mares continentais. Muitas rochas paleozoicas são economicamente importantes. Por exemplo, rochas calcárias para finalidades industriais de construção civil, assim como os depósitos de carvão, que foram formadas durante o paleozoico.
O Paleozoico é conhecido por dois dos eventos mais importantes na história da vida animal. Em seu começo houve uma grande diversificação evolutiva dos animais, a explosão cambriana, em que quase todos os filos animais atuais e vários outros extintos apareceram dentro dos primeiros milhões dos anos. Já no extremo oposto do Paleozoico ocorreu a extinção maciça, a maior da história da vida na Terra, que extinguiu aproximadamente 90% de todas as espécies animais marinhas. As causas de ambos estes eventos ainda não são bem conhecidas. Também pode ser chamada de Era Primária. Divisão do tempo geológico seguinte à Era Proterozoica e a antecedente à Era Mesozoica. A sua duração foi de aproximadamente 380 milhões de anos. Embora a vida já se achasse presente na Era Proterozoica, é nos terrenos mais antigos da Era Paleozoica que os vestígios de organismos se mostram mais abundantes. Divide-se em seis períodos que, na ordem dos mais antigos para os mais modernos, são os seguintes: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano.
De acordo com os dados paleontológicos, no Cambriano achavam-se presentes todos os grandes grupos de invertebrados. As formas ancestrais da fauna cambriana são desconhecidas ou porque o elevado metamorfismo e os dobramentos a que foram sujeitas as rochas da Era Proterozoica as destruíram, ou porque a erosão apagou grande parte dessa documentação antes da deposição dos sedimentos cambrianos. Os animais do início da Era Paleozoica viveram dominantemente em ambiente marinho: graptólitos, trilobites, moluscos, briozoários, braquiópodes, equinodermos, corais, etc. Os peixes surgiram no Ordoviciano, nas águas doces. As plantas terrestres mais antigas conhecidas datam do Siluriano (Austrália). No Carbonífero e também no Permiano constituíram grandes florestas das quais se originaram carvões em várias partes do mundo. Daí a designação de Antracolítico dada em esses dois períodos conjuntamente. Especialmente curiosas foram as Pteridospermae, vulgarmente conhecidas como "fetos com sementes". Os insetos mais antigos datam do Devoniano. Os anfíbios surgiram no Devoniano e os répteis no Carbonífero. Angiospermas, aves e mamíferos apareceram mais tarde, na Era Mesozoica.
A paleogeografia da Era Paleozoica é a matéria de controvérsia. As similaridades demonstradas entre a geologia da parte meridional da América do Sul, África do Sul, Índia e Austrália- flora fóssil comum, designada flora de Glossopteris, vestígios de glaciação tipo inlandsis, aparentemente da mesma idade, levaria, segundo certos autores, à aceitação de um antigo continente, Continente de Gonduana, reunindo tais regiões, ou, segundo outros, à suposição de que elas estiveram diretamente unidas até o fim da Era Mesozoica (teoria de Wegener). Dois ciclos orogenéticos importantes ocorreram na Era Paleozoica: dobramentos coledonianos do Siluriano e dobramentos hercinianos do Carbonífero. Vários grupos de animais e de plantas foram privativos da Era Paleozo ica: Psilophytales, vegetais que desapareceram no Devoniano; trilobites, euripterídeos, granptólitos, corais dos grupos tetracorais e tabulados; briozoários dos grupos Trepostomados e Criptostomados; foraminíferos da família dos Fusulinídeos; equinodermos dos grupos cistoides, blastoides e heterostelados; peixes dos grupos Ostracodermas e Placodermas.
Na escala de tempo geológico, o Quaternário é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que congregava as épocas Pleistocena e Holocena.
Pleistoceno e Holoceno
As épocas do Pleistoceno e Holoceno, são classificadas por alguns em um período distinto, chamado Quaternário. Essa divisão por alguns e não por outros se dá porque não há diferenciação entre os sedimentos marinhos do Neógeno e do Quaternário, mas há entre os sedimentos terrestres. No pleistoceno a Terra já é bem semelhante ao atual, porém passa por períodos de glaciação, aonde as calotas polares se estendem até as regiões próximas dos trópicos (períodos conhecidos como "eras do gelo"), intercalados por períodos mais quentes. A última dessas "eras do gelo" terminou em torno de 12.000 anos atrás dando início ao Holoceno, que é a atual época em que vivemos atualmente, e extinguindo os animais que se adaptaram a viver com essas eras do gelo.
Na escala de tempo geológico, o Neogeno ou Neogénico é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que se inicia há cerca de 23 milhões e 30 mil anos e se estende até o o Pleistoceno (1.8 Ma). O período Neogeno sucede o período Paleogeno de sua era. Divide-se nas épocas Miocena e Pliocena, da mais antiga para a mais recente.
Neste período, ocorreu a expansão dos mamiferos de grande porte e o aparecimento dos hominideos.
No Mioceno o clima volta a esquentar e pastos e savanas se tornam os ambientes mais comuns. No final dessa época (cerca de 9 milhões de anos atrás) as Américas se unem através do istmo do Panamá, causando um intercâmbio de fauna. No Plioceno a Terra já começa a se tornar semelhante à que temos hoje. A fauna e a flora desse período se mostra com grande grau de parentesco com a atual, mais de 70% da fauna e flora dessas épocas sobreviveram até nossos dias. Sobre a fauna, vale salientar a grandiosidade dos animais, esta época possuí especies de mamíferos terrestres (ex.: Indricotherium), aves (ex.: Argentavis), lagartos (ex.:Megalania), crocodilianos (ex.:Purusaurus) e tubarões (ex.:megalodonte) com tamanhos nunca antes vistos e menores apenas que os maiores dinossauros. O período também viu as últimas aves do terror, que subsistiram na América do Sul, enquando essa esteve isolada.
Na escala de tempo geológico, o Paleogeno ou Paleogénico é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 65 milhões e 500 mil e 23 milhões e 30 mil anos atrás, aproximadamente. O período Paleogeno sucede ao período Cretáceo da era Mesozóica de seu éon e precede o período Neogeno de sua era. Divide-se nas épocas Paleocena, Eocena e Oligocena, da mais antiga para a mais recente.
A primeira época do período foi a época em que a Terra se recuperou da catástrofe que extinguiu os dinossauros. Os pequenos mamíferos proliferaram e as aves assumiram o topo da cadeia alimentar. O clima ainda era bem quente, e o mundo de uma forma geral se assemelhava ao do final do Cretáceo.
No início da época as aves ainda eram os predadores dominantes, porém com o tempo mamíferos carnívoros se desenvolveram e as substituíram. Também surgiram os primeiros grandes mamíferos. No início da época o clima tropical se espalhava até as regiões polares; porém, ao final dessa época, o clima começa a se esfriar, a vegetação próxima aos pólos começa a se tornar semelhante às de tundra e taiga e tem início o processo de congelamento dos pólos. Estas alterações causam uma considerável extinção nos animais da época.
O clima começa a se tornar mais semelhante ao atual, embora ainda seja, em geral, um pouco mais quente. O domínio dos mamíferos se confirma, com exceção das regiões mais isoladas.
A fauna do paleogeno se caracteriza pelos mamíferos primitivos (com parentesco distante aos atuais) e pelas aves do terror. As aves do terror foram as primeiras a ocupar o topo da cadeia alimentar após a extinção dos dinossauros, porém já em meados do Eoceno mamíferos primitivos carnívoros, como os mesoniquíos e os creodontes, já as haviam substituído na maior parte do mundo, exceto nas regiões mais isoladas. No tocante a flora do paleogeno, esta era, ainda, bem semelhante à predominante no Cretáceo.
Na escala de tempo geológico, o Cretáceo ou Cretácico é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 145 milhões e 500 mil e 65 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. O período Cretáceo sucede o período Jurássico de sua era e precede o período Paleogeno da era Cenozóica de seu éon. Divide-se nas épocas Cretáceo Inferior e Cretáceo Superior, da mais antiga para a mais recente.
O Cretácico Inferior está compreendido entre 145,5 milhões e 99,6 milhões anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Inferior sucede a época Jurássica Superior do período Jurássico de sua era e precede a época Cretácea Superior de seu período. Divide-se nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, Aptiana e Albiana, da mais antiga para a mais recente.
O Cretácico Superior está compreendido entre 99,6 milhões e 65,5 milhões anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Superior sucede a época Cretácea Inferior de seu período e precede a época Paleocena do período Paleogeno da era Cenozóica de seu éon. Divide-se nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana, da mais antiga para a mais recente.
Fauna e flora
Durante o Cretáceo, os dinossauros alcançam seu ápice (mais da metade das espécies conhecidas viveram neste período), mas ao fim do período acaba ocorrendo a extinção em massa desses grandes répteis e dos animais da Terra (cerca de 60% deles foi extinto).A teoria mais aceita é a de que a queda de um meteorito na Península de Yucatán, no México, levantou muita poeira e essa poeira cobriu a Terra evitando a passagem do Sol e causando um resfriamento da terra que levou à Era Glacial. Então os seres fotossintetizantes não puderam realizar a fotossíntese e acabaram morrendo.Com isso, houve uma quebra da cadeia alimentar e um desequilíbrio ecológico.
É no mesmo período que surgem os mamíferos placentários primitivos e as plantas com flores proliferam. Neste período os continentes começaram a se formar a caminho do que são hoje. Após a queda dos dinossauros, houve e a diversificação dos mamíferos (alguns tornaram-se enormes), e o auge das aves . História
Em 1822 o geólogo belga D'Omalius d'Halloy o nome de Terrain Cretace, para determinadas rochas brancas da Bacia de Paris, e para depósitos semelhantes na Bélgica e Holanda, Ingflora. laterra e para o leste da Suécia e Polônia. Este termo "Cretáceo" por causa disso tempos depois veio ser usado. Os Precipícios Brancos famosos de Dover é uma típica rocha desta formação. Depósitos extensos foram colocados na Europa e partes da América do Norte durante esta época. A rocha esbranquiçada é um calcário formado por conchas de micro-organismos.
Na escala de tempo geológico, o Jurássico é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 199 milhões e 600 mil e 145 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. O período Jurássico sucede o período Triássico e precede o período Cretáceo, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Jurássica Inferior (ou Lias), Jurássica Média (ou Dogger) e Jurássica Superior (ou Malm), da mais antiga para a mais recente. O nome Jurássico é devido as montanhas Jura, dos alpes franceses, contém grande quantidade de rochas deste período.
Paleogeografia
Com o aumento do nível dos oceanos, terras baixas foram encobertas pelo mar, o que dividiu Pangéia em dois continentes: Laurásia, ao norte, e Gondwana, ao sul. Essa divisão também permitiu que a umidade vinda do mar atingisse regiões que antes não atingia (por estarem nointerior de Pangéia), o que tornou o clima mais úmido.
Flora
Durante o Jurássico, o clima quente e umido fez com que as florestas se proliferassem, o que fez a diversidade de plantas se tornar muito maior que a do Triássico. As plantas predominantes são cicadáceas, ginkgos e coníferas gigantescas (sequóias). Também é neste período que surgem as primeiras plantas com flores.
Fauna
A fauna do Jurássico é marcada pela hegemonia dos répteis em todos os ambientes: dinossauros na terra, pterossauros no ar e plesiossauros no mar. O período também é marcado pelo surgimento das primeiras aves e dos primeiros mamíferos verdadeiros. Nos oceanos, além dos plesiossauros, também existem crocodilos marinhos, tubarões já muito parecidos com os atuais (ex.: Hybodus) e outros répteis marinhos (ex.: ictiossauros). Começaram a surgir dinossauros mais evoluidos e inteligentes, que eram superiores aos primitivos répteis do Triássico.
Na escala de tempo geológico, o Triássico (Triásico em Português europeu) é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 251 milhões e 199 milhões e 600 mil anos atrás, aproximadamente. O período Triássico sucede o período Permiano da era Paleozóica de seu éon e precede o período Jurássico de sua era. Divide-se nas épocas Triássica Inferior, Triássica Média e Triássica Superior, da mais antiga para a mais recente.
Clima, fauna e flora
No Triássico o clima era muito mais quente do que atualmente, a temperatura média do planeta era quase o dobro da atual. Nas florestas prosperavam samambaias, ginkgos e coniferas.
Durante o Triássico, a fauna teve que se recuperar da extinção permiana, os répteis voltam a dominar o mundo (todos os fósseis terrestres do Triássico são de répteis), porém com novas formas: surgem os primeiros dinossauros. Os dinossauros do Triássico eram bastante diferentes dos que iam surgir no Jurássico e no Cretáceo, pois eram mais baixos, e a maioria eram quadrúpedes.
Paleorrota
A Paleorrota é um caminho situado no centro do estado do Rio Grande do Sul, Brasil cujo percurso contém diversos fósseis do triássico. No tempo em que havia apenas o continente Pangéia. O caminho está situado dentro de uma grande área que pertence ao período triássico e que datam de 230 milhões de anos atrás. A região possui vários sítios paleontológicos, que pertence às camadas geológicas Formação Santa Maria e Formação Caturrita.
Na escala de tempo geológico, o Permiano ou Pérmico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 299 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Permiano sucede o período Carbonífero de sua era e precede o período Triássico da era Mesozóica de seu éon. Divide-se nas épocas Cisuraliana, Guadalupiana e Lopingiana, da mais antiga para a mais recente. Deve o seu nome à cidade e região de Perm, na Rússia.
No Brasil, a Formação Irati pertence a este periodo. No Sudoeste do geoparque da Paleorrota há uma área com fósseis do Permiano que datam a 270 milhões de anos.
Neste período, o clima na Terra começou a esquentar cada vez mais, e começaram a surgir grandes desertos no interior do unico continente Pangéia.
Relativamente à fauna, se destacam o maior desenvolvimento e diversificação dos répteis; que passam a dominar definitivamente o mundo, atingindo grandes porte (ex. Moschops) e o topo da cadeia alimentar (ex. Dimetrodon); e a decadência dos artrópodes gigantes; que se extinguem neste período. No permiano ainda não existiam lissanfíbios, mamíferos, tartarugas, lepidossauros, pterossauros e nem dinossauros, mas os ancestrais de todos estes grupos já existiam, prontos para evoluir e lhes dar origem durante o triássico. A fauna terrestre do período se destacam animais que não eram nem répteis nem mamíferos e pertenciam ao grupo dos synapsida. Nas águas doces havia anfíbios gigantes e no mar, tubarões primitivos, moluscos cefalópodes, braquiópodes, trilobitas (embora estes já estivessem se tornando mais raros) e artrópodes gigantescos conhecidos como eurypterida ou escorpiões do mar. As únicas criaturas voadoras do período eram parentes gigantes das libélulas.
A flora é caracterizada pelas suas glossopteris e pelo surgimento das primeiras coníferas. O fóssil mais antigo encontrado até hoje, do período Permiano, é de glossopteris.
O final do período Permiano é marcado por uma extinção em massa de proporções nunca antes vistas, onde 95% da vida na Terra desapareceu, incluindo os trilobites e os escorpiões marinhos, esse evento é conhecido como extinção Permo-triássica; porém alguns grupos sobreviveram e voltaram a se desenvolver, entre eles os amonites e os répteis terapsídeos.
Na escala de tempo geológico, o Carbonífero ou Carbónico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 359 milhões e 200 mil e 299 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Carbonífero sucede o período Devoniano e precede o período Permiano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Mississippiana e Pennsylvaniana, da mais antiga para a mais recente.
O Carbonifero tem este nome devido as grandes quantidades de carvão mineral encontradas em formações rochosas da época na Inglaterra, onde foram datadas pela primeira vez rochas do período. Estas grandes formações de carvão tem origem, segundo crêem os especialistas, nas grandes florestas e pântanos que cobriam a maior parte das terras imersas do período. Apesar disto, na América do Norte, a maioria das jazidas de carvão são datados do Pennsylvaniano, enquanto que as rochas do Mississippiano são formadas principalmente calcárias.
Nas florestas desse período ainda predominam licopódios e samambaias (embora com uma diversidade incomparavelmente maior do que nos períodos anteriores), merecendo destaque para as chamadas "samambaias com sementes", hoje extintas.
Dentre os animais, se destaca a extinção total dos graptólitos e a diversificação da vida terrestre, com artrópodes (dentre eles os primeiros animais capazes de voar, insetos semelhantes a libélulas), anfíbios e os primeiros repteis.
Na escala de tempo geológico, o Devoniano ou Devónico, é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 416 milhões e 359 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Devoniano sucede o período Siluriano e precede o período Carbonífero, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Devoniana Inferior, Devoniana Média e Devoniana Superior, da mais antiga para a mais recente.
Paleogeografia
Neste período os continentes de Laurentia e Báltica colidem e formam o continente de Euramérica, reduzindo o número de continentes do mundo para três (os outros dois são Sibéria, no norte, e Gondwana, no sul). Os continentes começam a se aproximar cada vez mais, já indicando sua futura união para formar Pangéia. O clima era quente e o nível dos oceanos alto. o que fez com que muitas terras fossem cobertas por mares rasos, onde proliferavam grandes recifes de coral.
Fauna
Durante o Devoniano, ocorre a proliferação dos peixes, que dominam de vez os ambientes aquáticos, motivo pelo qual o Devoniano é conhecido como "a idade dos peixes"; surgem os primeiros tubarões e os placodermos assumem o topo a cadeia alimentar, porém se extinguem no final do período, além disso, é neste período que surgem os primeiros anfíbios. Os graptólitos graptolóides extinguem-se e os trilobites iniciam sua decadência. Neste período também surgem as primeira formas de amonites, que só serão extintos no fianl do período Cretáceo, junto com os dinossauros.
Flora
Com relação as plantas, é neste período que licopódios, samambaias e progimnospermas formamos primeiros bosques.
Na escala de tempo geológico, o Siluriano ou Silúrico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 443 milhões e 700 mil e 416 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Siluriano sucede o período Ordoviciano e precede o período Devoniano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Llandovery, Wenlock, Ludlow e Pridoli, da mais antiga para a mais recente.
Fauna e Flora
No Siluriano a fauna teve que se recuperar da extinção em massa do final do Ordoviciano, porém ela manteve a predominância de invertebrados, principalmente trilobites, crinóides, euriptéridos (escorpiões marinhos) e cefalópodes; embora os peixes já estivessem de diversificando bastante. Com relação a flora, este período é marcado pelo surgimento das primeiras plantas terrestres.
Historiografia
O período Siluriano foi primeiro identificado por Sir Roderick Murchison, que estava examinado um estrato sedimentar rochoso fóssil ao sul do País de Gales no inicio de 1830. O nome para o período originou-se de uma tribo Celtica do País de Gales, os Siluares, estendendo a convenção que seu amigo Adam Sedgwick tinha estabelecido para o Cambriano. Em 1835 estes dois amigos apresentaram um trabalho conjunto, sob o titulo "On the Silurian and Cambrian Systems, Exhibiting the Order in which the Older Sedimentary Strata Succeed each other in England and Wales", o qual foi o germe da escala geológica moderna. Inicialmente, o período Siluriano se sobrepunha ao período Cambriano, provocando um furioso desentendimento que terminou com a amizade. Charles Lapworth eventualmente resolveu o conflito pela criação do período Ordoviciano.
Na escala de tempo geológico, o Ordoviciano ou Ordovícico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 488 milhões e 300 mil e 443 milhões e 700 mil anos atrás, aproximadamente. O período Ordoviciano sucede o período Cambriano e precede o período Siluriano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Ordoviciana Inferior, Ordoviciana Média e Ordoviciana Superior, da mais antiga para a mais recente.
Os limites do Ordoviciano são marcados pela ocorrência de graptozoários planctônicos. As rochas são geralmente os argilitos escuros, orgânico que carregam os restos dos graptolitos e podem ter sulfeto de ferro.Naquele período os terremotos eram frequentes.
Paleogeografia
No período Ordoviciano os Continentes ainda eram desérticos , rebaixados por epirogênese e invadidos por extensos mares rasos; o norte dos trópicos era quase inteiramente oceano, e a maior parte terrestre do mundo foi confinada ao sul, o supercontinente Gondwana. Durante todo o Ordoviciano, Gondwana foi deslocado para o pólo sul e muito dele ficou debaixo d'água. Os graptozoários comuns nesse período são ótimos fósseis guias pois delimitam zonas bioestrátigráficas.
O clima do ordoviciano era mais suave com temperaturas médias e a atmosfera muito úmida. Entretanto, quando o Gondwana se estabeleceu finalmente no pólo sul as geleiras maciças tomaram forma. Isto causou provavelmente extinções maciças que caracterizam o fim do Ordoviciano, em que 60% de todos os gêneros e 25% dos invertebrados marinhos de todas as famílias foram extintos.
Fauna e flora
Durante o Ordoviciano, os invertebrados ainda são as formas de vida animal dominantes, porém com formas mais "semelhantes" às atuais do que as do Cambriano.
O Ordoviciano é o mais conhecido pela presença de seus invertebrados marinhos diversos, incluindo graptozoários, trilobitess (estes atingiram seu auge neste período) e braquiopodes. Uma comunidade marinha típica conviveu com estes animais, algas vermelhas e verdes, peixes primitivos, cefalópodes, corais, crinóides, e gastrópodes. Mas recentemente, houve a evidência de esporos trietes que são similares àqueles de plantas primitivas terrestres, sugerindo que as plantas invadiram a terra neste período. A evolução dos protocordados desenvolveram os primeiros peixes sem mandíbulas.
Na escala de tempo geológico, o Cambriano ou Câmbrico é o período da era
Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 542 milhões e
488 milhões e 300 mil anos atrás, aproximadamente. O período Cambriano
sucede o período Ediacarano da era Neoproterozóica do éon Proterozóico e
precede o período Ordoviciano de sua era. Divide-se nas épocas
Cambriana Inferior, Cambriana Média e Cambriana Superior, da mais antiga
para a mais recente.
Paleogeografia
Existiam quatro continentes no Cambriano, três pequenos mais ou menos na região entre os trópicos: Laurentia (parte central da América do Norte), Báltica (parte da Europa) e Sibéria (mesma região no oeste russo); e um supercontinente no sul: Gondwana. Todos esses continentes eram de simples rocha nua e estério, já que neste período ainda não existiam plantas, ainda que alguns especialistas acreditem que nas regiões mais úmidas poderia crescer um manto composto de fungos, algas e líquens.
Fauna
Durante o Cambriano, ocorre maior diversificação da vida, evento conhecido como explosão cambriana, devido ao período de tempo relativamente curto em que esta diversidade de espécies aparece.
Os graptólitos dendróides surgem no Cambriano Superior. Os arqueociatos surgem no Cambriano Inferior e extinguem-se no Cambriano Médio.
O Cambriano marca um ponto importante na história da vida na Terra, é o período de tempo em que a maioria dos grupos principais de animais apareceram no registro do fóssil. Hoje sabe-se que os fósseis mais antigos são do vendiano.
Os animais mostraram uma diversificação dramática durante este período da história da Terra. O maior registro de grupos animais ocorreu durante os estágios Tomotiano e de Atdabaniano do Cambriano Superior, um período de tempo que pode ter sido tão curto quanto cinco milhões de anos. Os animais encontrados em todo o mundo são os anelídeos, artrópodes, braquiópodes, equinodermos, moluscos, onicofóros, esponjas, e priapulideos.
A idade Tomotiana, é a última subdivisão do Cambriano Superior. Nomeada devido a exposições da rocha na Sibéria, o Tomotiano viu a primeira radiação principal dos animais, incluindo a primeira aparência de um grande taxa de animais mineralizados tais como braquiopodes, trilobitas, archaeocyatideos, equinodermos.
Os climas do mundo eram suaves; não havia nenhuma glaciação. A maior parte América do Norte se colocava nas latitudes tropicais e temperadas do sul, que suportaram o crescimento de recifes extensivos do archaeocyathideos de água-rasa no Cambriano mais inferior.
Na escala de tempo geológico, o Ediacarano é o período da era
Neoproterozóica do éon Proterozóico que está compreendido entre 630
milhões e 542 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período
Ediacarano sucede o período Criogeniano de sua era e precede o período
Cambriano da era Paleozóica do éon Fanerozóico. Como os outros períodos
de seu éon, não se divide em épocas.
O nome antigo do período era Vendiano, proposto originalmente por Sokolov em 1952, com base em observações na plataforma siberiana que revelaram espectaculares achados fósseis, então chamados de Fauna Vendiana. No entanto, a Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas preferiu renomeá-lo recentemente para Ediacarano, que provém das Colinas Ediacara, no sul da Austrália – onde também foram encontrados fósseis similares, que constituem a Biota Ediacarana.
Na escala de tempo geológico, o Holoceno ou Holocénico é a época do
período Quaternário da era Cenozóica do éon Fanerozóico que se iniciou
há cerca de 11.500 anos e se estende até o presente. A época Holocena
sucede a época Pleistocena de seu período. Pode dividir-se em cinco
cronozonas baseadas nas flutuações climáticas: o
pré-boreal,boreal,atlântico,subboreal e subatlântico.
O Holoceno inicia-se com o fim da última era glacial principal, ou Idade do Gelo. A época é informalmente chamada Antropogeno, por abranger todo o período de civilizações.
Na escala de tempo geológico, o Pleistoceno ou Plistocénico é a época do
período Quaternário da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 1 milhão e 806 mil e 11 mil e 500 anos atrás,
aproximadamente.
A época Pleistocena sucede a época Pliocena e precede a época Holocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Pleistocena Inferior, Pleistocena Média e Pleistocena Superior, da mais antiga para a mais recente.
No Pleistoceno ocorreram as glaciações mais recentes. O clima e as temperaturas mudaram drasticamente, e o período é hoje estudado por paleontólogos na tentativa de compreender os climas da Terra no passado.
Os fósseis deste período são abundantes, bem preservados, e a datação é precisa. Entre eles, os foraminíferos, diatomáceas e pólen de plantas são muito informativos sobre os paleoclimas. Os paleontólogos estudam atualmente, a partir destes registros, a influência das mudanças climáticas sobre as biotas.
Fauna
Muitos dos gêneros e mesmo espécies que vivem hoje surgiram então. Houve, no entanto, naquele período, um bom número de animais de grande porte hoje extintos, como o mastodonte, o tigre-dente-de-sabre, o bisão-de-chifres-longos. Camelos e cavalos nativos existiam na América do Norte. Um dos maiores animais do Pleistoceno, cujas biotas eram muito semelhantes às atuais, foi o mamute.
Durante o Pleistoceno ocorreu a extinção dos grandes mamíferos e a evolução dos humanos modernos. Uma das teorias sobre essa extinção a atribui em parte à caça pela espécie Homo sapiens.
Na escala de tempo geológico, o Plioceno ou Pliocénico é a época do
período Neogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 5 milhões e 332 mil e 1 milhão e 806 mil anos atrás,
aproximadamente. A época Pliocena sucede a época Miocena e precede a
época Pleistocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Zancleana,
Piacenziana e Gelasiana, da mais antiga para a mais recente.
Na escala de tempo geológico, o Mioceno ou Miocénico é a época do
período Neogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 23 milhões e 30 mil e 5 milhões e 332 mil anos atrás,
aproximadamente. A época Miocena sucede a época Oligocena do período
Paleogeno de sua era e precede a época Pliocena de seu período.
Divide-se nas idades Aquitaniana, Burdigaliana, Langhiana,
Serravalliana, Tortoniana e Messiniana, da mais antiga para a mais
recente.
Na escala de tempo geológico, o Oligoceno ou Oligocénico é a época do
período Paleogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 33 milhões e 900 mil e 23 milhões e 30 mil anos
atrás, aproximadamente. A época Oligocena sucede a época Eocena de seu
período e precede a época Miocena do período Neogeno de sua era.
Divide-se nas idades Rupeliana e Chattiana, da mais antiga para a mais
recente.
Fauna
Os mamíferos multituberculados extinguiram-se no Oligoceno inferior.
Na escala de tempo geológico, o Eoceno ou Eocénico é a época do período
Paleogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendida
entre 55 milhões e 800 mil e 33 milhões e 900 mil anos atrás,
aproximadamente. A época Eocena sucede a época Paleocena e precede a
época Oligocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Ypresiana,
Lutetiana, Bartoniana e Priaboniana, da mais antiga para a mais recente.
Foi no Eoceno que se desenvolveu a diversificação dos mamíferos ungulados e quando surgiram grande parte das linhagens das atuais Angiospermas. Surgiu também a família Polypteridae de peixes actinopterígeos. A ordem de aves pelecaniformes surge pela primeira vez nesta época geológica, com os fósseis de Protophathon, um rabo-de-palha primitivo.
Na escala de tempo geológico, o Paleoceno ou Paleocénico é a época do
período Paleogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está
compreendida entre 65 milhões e 500 mil e 55 milhões e 800 mil anos
atrás, aproximadamente. A época Paleocena sucede a época Cretácea
Superior do período Cretáceo da era Mesozóica de seu éon e precede a
época Eocena de seu período. Divide-se nas idades Daniana, Selandiana e
Thanetiana, da mais antiga para a mais recente.
A família Albulidae de peixes actinopterígeos surgiu no Paleoceno inferior.
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