domingo, 11 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Geografia
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Fontes de Energia
Características das diferentes fontes energéticas.
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Continentes
As características e a formação dos continentes.
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Geografia do Brasil
Aspectos geográficos do Brasil.
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Geografia Geral
Abordagem dos elementos geográficos.
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Transportes
Características dos diferentes meios de transporte.
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Geografia Econômica
As transformações socioespaciais decorrentes das relações econômicas.
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Geografia Urbana
A análise da configuração do espaço urbano.
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Meio Ambiente
A análise dos elementos naturais e dos problemas ambientais.
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Planetas
Características dos planetas do Sistema Solar.
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Países do Mundo
Aspectos geográficos dos países do mundo.
Fonte: http://www.alunosonline.com.br/geografia/
domingo, 10 de julho de 2011
Vladimir Kush - O Surrealismo
O Surrealismo sempre foi uma tendência controversa na história da pintura. Tanto é venerada pelo seu aspecto fantástico e temática delirante, que agrada facilmente, convenhamos, como faz erguer uma legião de detractores. Estes últimos apontam-lhe sobretudo a falta de subtileza e racionalidade, relegados para segundo plano pelos efeitos espectaculares. Para o bem ou para o mal, a pintura surrealista parece estar de volta pela mão do artista russo Vladimir Kush que, na linha directa de Bosch, Magritte ou Dali, cria imagens paradoxais e fantásticas de aspecto minucioso e realista.
Hawai[[[
Frequentemente esquecemos, na comodidade artificial em que nos instalámos, de que vivemos num mundo feito de ar, água, terra e fogo, como o pretendiam os antigos. E quando a Natureza se manifesta não é só em magníficas paisagens e ambientes paradisíacos; é também na fúria dos Elementos.
O Hawaii tem as mais belas praias do mundo e também os mais assustadores vulcões, em constante actividade. Na tormenta ou na serenidade, a Natureza consegue ser surpreendentemente bela.
terça-feira, 14 de junho de 2011
O NOSSO VULCÃO-PROBLEMA
Depois de entrar em erupção no Chile, o Puyehue cobre boa parte da Argentina com seus detritos e gera caos nos aeroportos de cinco países. Somente no Brasil, foram mais de 200 voos cancelados.
Da “Isto É”:
“Em seis dias de atividade do vulcão Puyehue, no sul do Chile, os voos cancelados nos aeroportos brasileiros passavam de 200, conforme balanço da Infraero. A nuvem de cinzas expelida pelo vulcão a altura de 12 quilômetros foi carregada pelo vento nas direções leste e nordeste (veja quadro ao final). Partículas foram detectadas no Rio Grande do Sul na terça-feira 7, e aeroportos do Brasil, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai foram fechados, num raio de até 2,3 mil quilômetros de distância da cratera. Mais uma vez, a natureza demonstra força e nos coloca à sua mercê.
Composta de gases tóxicos e partículas de sílica, material semelhante ao vidro, as cinzas podem facilmente danificar os aviões comerciais. Caso entrem nas turbinas das aeronaves, o risco é de que o material derreta e impeça o funcionamento dos motores. Além disso, de acordo com o ‘Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica’ (CENIPA), a nuvem pode prejudicar a visibilidade dos pilotos durante o voo. Em nota, a instituição esclareceu que está monitorando o avanço das cinzas junto ao escritório argentino da organização internacional ‘Volcanic Ash Advisory Centers’, responsável pelo acompanhamento desse tipo de situação.
Segundo o professor Antonio José Ranalli Nardy, especialista em rochas vulcânicas da Universidade Estadual Paulista (UNESP), a distância percorrida pelas cinzas está ligada às características do Puyehue. “ Esse vulcão é do tipo explosivo. Gera coluna de fumaça que pode chegar facilmente a 20 quilômetros de altura. Como são pouco densas, essas partículas são carregadas pelo vento em qualquer direção”, explica.
O episódio lembra os ocorridos na Islândia em abril de 2010 e no mês passado. Na última ocorrência, o Grimsvötn, vulcão mais ativo do país, cuspiu cinzas durante nove dias, gerando interdições parciais em aeroportos do Reino Unido, da Alemanha, Dinamarca e Islândia. No ano passado, o Eyjafjöll foi responsável pela maior interdição do espaço aéreo já ocorrida na Europa. Mais de 100 mil voos foram cancelados, afetando mais de oito milhões de pessoas.
Voltando à América Latina, apesar de a fumaça continuar se espalhando, a atividade do vulcão diminuiu de intensidade já na quarta-feira 8. Mesmo assim, ainda não é possível prever o fim da história. “ A erupção pode durar meses ou até anos, embora isso seja raro. O que sabemos pela história do Puyehue é que se trata de estrutura explosiva e perigosa”, afirma a vulcanóloga brasileira a serviço da NASA, Dra. Rosaly Lopes.
Os vulcões classificados como explosivos estão entre os mais nocivos do mundo, pois podem soltar grandes quantidades de material flamejante de uma só vez. Apesar disso, os especialistas acreditam que os impactos do Puyehue sejam pequenos se comparados a outros eventos históricos. “ Essa erupção tem índice de explosão 3 em escala de 0 a 8. Outras, como a de 18 de maio de 1980, do Monte Santa Helena (nos EUA), e a de 1883 do Krakatoa (na Ilha de Java), atingiram índice 6”, compara Nardy. Mesmo assim, o nível 3 de atividade vulcânica já foi suficiente para causar prejuízos a cinco países. O que prova que, quando o assunto são os fenômenos naturais, pouco importa se a batata quente está com o país vizinho."
FONTE: reportagem de Larissa Veloso publicada na revista “Isto É” desta semana e transcrita no portal da FAB (http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?datan=13/06/2011&page=mostra_notimpol).
Republicação de:http://democraciapolitica.blogspot.com
terça-feira, 17 de maio de 2011
Planeta fora do Sistema Solar é potencialmente habitável, diz estudo
| Esquema com temperaturas no planeta; áreas em azul são mais frias e em vermelho, quentes |
Um dos planetas que gira ao redor da estrela anã vermelha Gliese poderia ser habitável, segundo um novo estudo científico. O Gliese 581d, como é conhecido, teria clima propício para a existência de água em estado líquido e também para abrigar vida.
A afirmação, feita em comunicado na segunda-feira (16), vem do CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas), que classifica o 581d como o "primeiro planeta potencialmente habitável".
Quando detectado em 2007, o 581d indicava que não poderia ser habitável por ser frio demais.
Apesar dessas desvantagens, o 581d poderia se beneficiar de um "efeito estufa", afirma o CNRS, que tornaria seu clima quente o suficiente para permitir a formação de oceanos, nuvens e chuva.
Segundo os cientistas, o exoplaneta poderia inclusive evitar a condensação de sua atmosfera na face noturna.
A equipe dos cientistas Robin Wordworth e François Forget, do LMD (Laboratório de Meteorologia Dinâmica), que pertence ao Instituto Pierre Simon Laplace de Paris, baseou sua simulação em modelos que costumam ser usados para estudar o clima terrestre. Para chegar às conclusões sobre o 581d, a margem de condições possíveis foi ampliada.
Detalhes da pesquisa constam na revista científica "The Astrophysical Journal Letters".
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Um mistério chamado força da gravidade
Comprovar a existência das ondas gravitacionais abrirá uma nova e surpreendente janela para o universo e levará o homem a realidades e conquistas ainda inimagináveis
Por Zamali Dória
Muitos conhecimentos sobre o universo têm sido obtidos a partir do estudo de radiações eletromagnéticas, mas em determinados casos, como eventos em buracos negros (abaixo), os dados coletados não se mostram suficientemente seguros em termos científicos.
De todas as forças do universo, a gravidade é aquela que se estuda há mais tempo e, paradoxalmente, a menos conhecida. Qualquer aluno que tenha estudado um pouco de física lembra-se da história de Galileu soltando bolas de chumbo, madeira e papel do alto da torre de Pisa, na Itália, na tentativa de entender como agia essa força estranha que atrai as coisas em direção ao centro da Terra. Bem antes, Aristóteles havia proposto que isso ocorria por nosso planeta ser o centro do universo, o lugar onde, pela própria natureza, as coisas deveriam estar. Quando surgiu o heliocentrismo, com Copérnico, o enfoque mudou e tornou-se necessária a revisão das leis sobre a queda dos corpos. Mais tarde, novas observações e teorias levaram à lei da gravitação universal formulada por Isaac Newton.
O grande passo seguinte só foi dado quase três séculos depois, graças a Albert Einstein, com sua Teoria Geral da Relatividade, de 1916 - trabalho pelo qual recebeu o Nobel de Física em 1921. As ondas gravitacionais são filhas naturais da teoria da gravitação proposta por Einstein, mas só existem no papel. De onde vêm e qual é sua importância são perguntas ainda sem resposta comprovada, já que nunca foram detectadas.
Segundo Einstein, planetas e estrelas curvam o espaço à sua volta pelo simples fato de estarem ali presentes - por seguirem a curvatura do espaço é que corpos celestes giram, gravitam em torno uns dos outros, como a Terra ao redor do Sol e a Lua em volta da Terra. Imagine então a ocorrência de um evento violento, como a explosão de uma estrela massiva que chegou ao fim da vida - uma supernova. Ou a fusão de duas estrelas de nêutrons, astros particularmente densos, ou de dois buracos negros com seu poder esmagador. Acontecimentos dessa magnitude provocam poderosas acelerações da matéria que interferem no campo gravitacional em volta. São como uma pedra jogada na água: formam ondulações, deformando o espaço. Se o pensamento é correto, poderemos detectar essas ondas no momento em que atingem a Terra após terem viajado até nós à velocidade da luz.
Durante muito tempo astrônomos duvidaram da existência das ondas gravitacionais. Desde a década de 1960, porém, físicos se empenham em provar que elas existem, confiando em que a Teoria Geral da Relatividade esteja correta, já que só tem colecionado acertos. Sua comprovação seria como abrir uma porta especial para o conhecimento do universo, que tem sido estudado por radiações eletromagnéticas, ou luz, com bandas de radiação diferentes, como de rádio, raios gama, raios X, ultravioleta e infravermelhos. Ocorre que radiações eletromagnéticas não são suficientemente seguras para nos dar determinadas informações. É o caso de eventos em buracos negros, pois eles não deixam a luz escapar. Já as ondas gravitacionais cruzam o espaço sem sofrer alterações e podem chegar até nós com dados desconhecidos sobre fenômenos do universo. Os mais otimistas anteveem até a possibilidade de observar um "fóssil", a desconhecida radiação gravitacional gerada pelo Big Bang. Estaríamos inaugurando um novo tipo de astronomia, como nunca antes se imaginou.
Extrema sensibilidade
Cientista trabalha no interior do observatório Virgo, na Itália (visto do alto na foto da página à direita). Ao lado do Ligo, norte-americano, e do Geo, alemão, ele está na linha de frente do estudo sobre as ondas gravitacionais.
As ondas gravitacionais, muito mais fracas que as eletromagnéticas, são dificílimas de detectar. O instrumental utilizado para isso é de extrema sensibilidade e qualquer evento, como o som de um avião nos arredores, pode produzir sinais capazes de confundir os pesquisadores. O problema é que tudo, ou quase, é mais forte que uma onda gravitacional. Em 2007, o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (Ligo), aparelho norte-americano de captação de ondas gravitacionais, juntou-se aos europeus Virgo (franco-italiano) e Geo (alemão), bem como aos observatórios espaciais Lisa e Lagos, num esforço de observação. Espera-se ampliar a chance de detecção, que hoje não passa de apenas uma por ano.
Virgo, construído na cidade italiana de Cascina, na Toscana, perto de Pisa, onde Galileu fez suas experiências sobre gravidade, é um imenso interferômetro de ondas gravitacionais. Tem produzido dados de qualidade comparável aos de Ligo e Geo. O observatório é formado por um laser cujo facho de luz se divide e percorre os dois gigantescos braços de Virgo, de 3 quilômetros de comprimento, colocados em ângulo reto.
No interior dos túneis abrigados nos braços de Virgo, em um ambiente próximo ao vácuo, os raios lasers alinhados, de alta potência, são refletidos por múltiplos espelhos e percorrem incessantemente os espaços, indo e voltando.
O objetivo dos físicos é detectar uma ínfima defasagem entre os lasers, o que indicaria uma variação no comprimento dos braços, já que, teoricamente, a passagem de ondas gravitacionais deve alongar um dos braços e contrair o outro. Tal acontecimento indicaria que alguma onda gravitacional estaria atravessando o dispositivo. Espera-se que o sistema acuse o evento com uma precisão de um bilionésimo de átomo.
Um longo caminho
A construção de Virgo exigiu cuidados especiais. É uma das áreas mais planas da Itália, o que é bom. Mas há o inconveniente da instabilidade do solo, como resultado da retirada constante de água destinada à agricultura. Basta lembrar a torre de Pisa para ter uma ideia do problema.
Os túneis de Virgo deslocam-se até um milímetro por mês em alguns pontos, exigindo fiscalização regular e a compensação imediata de qualquer desvio. Os espelhos foram fabricados em Lyon (França), num laboratório especialmente criado para isso, e sua refletividade é das maiores do mundo - aproximadamente 99,995%. Cada túnel é protegido por um sistema de isolamento sísmico superespecial, que preserva os espelhos dos movimentos do solo e de grande parte das vibrações ambientais. A aparelhagem é tão sensível que pode até mesmo parar de funcionar se houver fortes vibrações. É tão complicado que os dirigentes até pensam em suspender a vigilância noturna, feita de carro, para não perturbar o sistema. Ruídos e vibrações afetam a pesquisa e torna-se muito difícil isolar um sinal possivelmente significativo da grande quantidade de sinais parasitas. Seria como tentar ouvir um sussurro perto de uma banda de rock estridente.
Na sala de controle, técnicos monitoram os acontecimentos nas telas dos computadores. Atualmente, a chance de detectar uma onda gravitacional é rara: apenas uma por ano. E detectar algo que possivelmente seja um evento dessa natureza deve ser confirmado com análises do CD de dados, cujos resultados poderão demorar meses a sair. Acontecimentos de vulto podem ser mais fáceis de registrar. O jeito é esperar pela oportunidade de ocorrer uma fusão de estrelas de nêutrons bem próxima da Terra, com sinal muito forte, e avaliar o que será registrado nas horas seguintes. Tudo fica ainda mais difícil, como os físicos já observaram, aperfeiçoando seus modelos teóricos, porque estrelas agonizantes enviam bem menos ondas gravitacionais do que se pensava. Eles reconhecem que estão longe de surpreender uma supernova em vias de explodir, perto ou longe da Via Láctea.
É de se louvar esse esforço técnico-científico, diante da possibilidade de ampliar e modificar o conhecimento atual muito além do sonhado. Trata-se não apenas de ver os astros, como na astronomia ótica, ou de entendê-los, como na radioastronomia. A astronomia gravitacional colocará em nossas mãos a inimaginável beleza de "sentir" os astros, como se ganhássemos, assim, uma percepção extra. É esperar para ver.
Um mistério chamado força da gravidade
Comprovar a existência das ondas gravitacionais abrirá uma nova e surpreendente janela para o universo e levará o homem a realidades e conquistas ainda inimagináveis
| Glossário da pesquisa gravitacional Lei da gravitação universal - Diz que dois objetos se atraem gravitacionalmente por meio de uma força que é proporcional à massa de cada um deles e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa. Teoria Geral da Relatividade - É a teoria do espaço-tempo. Diz que as forças gravitacionais decorrem da curvatura do espaço-tempo ocasionada pela presença de massas. O espaço-tempo é plano onde não há forças gravitacionais e nele os corpos se movem em linha reta. Espaço-tempo - Conceito elaborado por Einstein dentro da Teoria Geral da Relatividade. É o tecido do universo, em que o espaço tridimensional e o tempo formam um todo de quatro dimensões. O tempo não flui sempre de modo uniforme, como se imaginava. A matéria pode atuar sobre ele. Onda gravitacional - É a que transmite energia por meio de deformações no espaço-tempo. A Teoria Geral da Relatividade diz que corpos massivos em aceleração podem causar o fenômeno, que se propaga à velocidade da luz. Ano-luz - É a unidade de distância igual a 9,467305 x 10¹² km, que corresponde à distância percorrida pela luz, no vácuo, durante um ano. Sinais - Joseph Taylor e Russell Hulse, astrofísicos norte-americanos, observaram indícios da existência de ondas gravitacionais ao estudar a movimentação de duas estrelas de nêutrons que apresentavam desaceleração correspondente à energia que, em tese, deviam perder com a emissão de ondas gravitacionais. Receberam o Nobel de Física em 1993. Interferometria - Ciência e técnica da sobreposição de duas ou mais ondas, cujo resultado é uma nova e diferente onda. É usada em diferentes campos, como astronomia, oceanografia, sismologia, metrologia óptica, fibras ópticas e mecânica quântica. |
Fonte: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/457/artigo190702-3.htm


