terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Sol


O Sol
Os homens não permanecerão na Terra para sempre, mas em sua busca para a luz e espaço, penetrará primeiro timidamente além da atmosfera, e mais tarde conquistará para si todo o espaço perto do Sol. - Konstantin E. Tsiolkovsky


Lista do Conteúdo

Recursos Adicionais Sobre o Sol
Introdução

O Sol é o objeto mais prominente em nosso sistema solar. É o maior objeto e contém aproximadamente 98% da massa total do sistema solar. Cento e nove Terras seriam necessárias cobrir o disco do Sol, e em seu interior caberiam 1,3 milhões de Terras. A camada externa visível do Sol é chamada fotosfera, e tem uma temperatura de 6.000°C. Esta camada tem uma aparência turbulenta devido às erupções energéticas que lá ocorrem.
A energia solar é gerada no núcleo do Sol. Lá, a temperatura (15.000.000° C) e a pressão (340 bilhões de vezes a pressão atmosférica da Terra ao nível do mar) são tão intensas que ocorrem reações nucleares. Estas reações transformam quatro prótons ou núcleos de átomos de hidrogênio em uma partícula alfa, que é o núcleo de um átomo de hélio. A partícula alfa é aproximadamente 0,7 porcento menos massiva do que quatro prótons. A diferença em massa é expelida como energia e carregada até a superfície do Sol, através de um processo conhecido como convecção, e é liberada em forma de luz e calor. A energia gerada no interior do Sol leva um milhão de anos para chegar à superfície. A cada segundo 700 milhões de toneladas de hidrogênio são convertidos em cinza de hélio. Durante este processo 5 milhões de toneladas de energia pura são liberados; portanto, com o passar do tempo, o Sol está se tornando mais leve.


Diagrama do Sol
A cromosfera está acima da fotosfera. A energia solar passa através desta região em seu caminho desde o centro do Sol. Manchas (faculae) a explosões (flares) se levantam da cromosfera. Faculae são nuvens brilhantes de hidrogênio que aparecem em regiões onde manchas solares logo se formarão. Flares são filamentos brilhantes de gás quente emergindo das regiões das manchas. Manchas solares são depressões escuras na fotosfera com uma temperatura típica de 4.000°C.
A coroa é a parte mais externa da atmosfera do Sol. É nesta região que as prominências aparecem. Prominências são imensas nuvens de gás aquecido e brilhante que explodem da alta cromosfera. A região exterior da coroa se extende ao espaço e inclui partículas viajando lentamente para longe do Sol. A coroa pode ser vista durante eclipses solares totais. (Ver a Imagem do Eclipse Solar).
O Sol aparentemente está ativo há 4,6 bilhões de anos e tem combustível suficiente para continuar por aproximadamente mais cinco bilhões de anos. No fim de sua vida, o Sol comecará a fundir o hélio em elementos mais pesados e se expandirá, finalmente crescendo tão grande que engolirá a Terra. Após um bilhão de anos como uma gigante vermelha, ele rapidamente colapsará em uma anã branca -- o produto final de uma estrela como a nossa. Pode levar um trilhão de anos para ele se esfriar completamente.

Estatísticas do Sol
 Massa (kg)1,989x1030 
 Massa (Terra = 1)332 830 
 Raio equatorial (km)695 000 
 Raio equatorial (Terra = 1)108,97 
 Densidade média (gm/cm^3)1,410 
 Período de rotação (dias)25-36* 
 Velocidade de escape (km/sec)618,02 
 Luminosidade (ergs/seg)3,827x1033 
 Magnitude (Vo)-26,8 
 Temperatura média à superfície6 000°C 
 Idade (biliões de anos)4,5 
 Principal composição química
Hidrogénio
Hélio
Oxigénio
Carbono
Nitrogénio
Néon
Ferro
Silício
Magnésio
Enxofre
Todos os restantes

92,1%
7,8%
0,061%
0,030%
0,0084%
0,0076%
0,0037%
0,0031%
0,0024%
0,0015%
0,0015% 

* O período de rotação do Sol à superfície varia de aproximadamente 25 dias no equador a 36 dias nos polos. Na profundidade, abaixo da zona de convecção, parece ter uma rotação com um período de 27 dias.
Filmes do Sol e de Eclipses


Vistas do Sol

Proeminências do Sol
Esta imagem foi obtida da estação espacial Skylab da NASA em 19 de dezembro de 1973. Mostra um dos mais espectacular flares solares já gravados, impulsionado por forças magnéticas, se elevando do Sol. Ela abrange mais de 588.000 km da superfície solar. Nesta fotografia os polos solares são distinguíveis pela relativa ausência de supergranulação, e um tom mais escuro do que as porções centrais do disco. 

Cometa SOHO-6 e os Flares Polares do Sol
Esta imagem da coroa solar foi registada em 23 de Dezembro de 1996 pelo instrumento LASCO na nave espacial SOHO. Mostra a faixa interior no equador solar, onde se origina e é acelerado o vento solar de baixa latitude. Acima das regiões polares, podem-se ver os flares solares afastando-se até o limite do campo visível. O campo visível desta imagem da coroa estende-se a 8,4 milhões de quilômetros (5,25 milhões de milhas) da heliosfera interior. Esta imagem foi escolhida para mostrar o Cometa SOHO-6, um dos sete que se aproximaram do Sol descobertos até agora por LASCO, quando ele entra na região do vento solar equatorial. Provavelmente acabou por mergulhar no Sol. (Cortesia ESA/NASA) 

Origens do Vento Solar?
"Plumas" de gás quente fluindo para fora da atmosfera do Sol podem ser uma das fontes do "vento" solar de partículas carregadas. Estas imagens, obtidas em 7 de março de 1996, pelo Solar and Heliospheric Observatory (SOHO), mostram (em cima) campos magnéticos na superfície do Sol perto do polo sul solar; (meio) uma imagem ultravioleta de uma pluma com 1 milhão de graus da mesma região e (em baixo) uma imagem ultravioleta de uma região "quieta" da atmosfera solar próxima da superfície. (Cortesia ESA/NASA) 

O Sol Eruptivo
Esta sequência de imagens do Sol em luz ultravioleta foi obtida pela espaçonave Solar and Heliospheric Observatory (SOHO) em 11 de fevereiro de 1996 de um ponto único de gravidade neutra "L1" a 1,6 milhões de km da Terra, na direção do Sol. Uma "prominência eruptiva" ou bola de gás a 60.000°C, maior que 130.000 km, foi ejetada com uma velocidade maior que 24.000 km/hr. A bola gasosa aparece à esquerda em cada imagem. Estas erupções ocorrem quando uma quantidade significativa de plasma frio e denso ou gás ionizado escapa do campo magnético de baixo nível da atmosfera do Sol, normalmente fechado e confinante. O gás escapa ao meio interplanetário, ou héliosfera. Erupções deste tipo podem produzir grandes distúrbios do meio perto da Terra, afetando comunicações, sistemas de navegação e mesmo redes de luz. (Cortesia ESA/NASA) 

Um Novo Olhar Sobre o Sol
Esta imagem de gás a 1.500.000°C na camada externa, rarefeita (coroa) da atmosfera do Sol foi obtida em 13 de março de 1996 pelo Extreme Ultraviolet Imaging Telescope a bordo da espaçonave Solar and Heliospheric Observatory (SOHO). Cada elemento da imagem traça uma estrutura do campo magnético. Em virtude da alta qualidade do instrumento, mais detalhes do campo magnético podem ser vistos do que em qualquer outra imagem. (Cortesia ESA/NASA) 

Imagem em Raios-X
Imagem do Sol em raio-x obtida em 21 de fevereiro de 1994. As regiões brilhantes são fontes de emissão de raio-x mais intensas. (Cortesia Calvin J. Hamilton, e Yohkoh) 

Disco Solar em H-Alpha
Esta é a imagem do Sol como visto em H-Alfa. H-Alfa é uma banda estreita em comprimento de onda da luz vermelha emitida e absorvida (característica) do hidrogênio. (Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak) 

Flares Solares em H-Alpha
Esta imagem foi obtida em 26 de fevereiro de 1993. As regiões escuras são locais de polaridade magnética positiva a as regiões claras são de polaridade magnética negativa. (Cortesia GSFC NASA) 

Campos Magnéticos Solares
Esta imagem foi obtida em 26 de fevereiro de 1993. As regiões escuras são locais de polaridade magnética positiva a as regiões claras são de polaridade magnética negativa. (Cortesia GSFC NASA) 

Manchas Solares
Esta imagem mostra a região de uma mancha solar. Note a aparência multi-color. Esta granulação é causada pela erupção turbulenta de energia na superfície. (Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak) 

Eclipse Solar
Esta foto mostra o eclipse solar de 1977. 

Eclipse Solar de 1991
Foto do eclipse solar total de 11 de julho de 1991 como visto da Baja California. Este é um mosaico digital derivado de cinco fotografias individuais, cada uma exposta corretamente para um raio diferente da coroa solar. (Cortesia Steve Albers) 

Eclipse Solar de 1994
Esta fotografia do eclipse solar de 1994 foi obtida em 3 de Novembro de 1994, com a câmara de luz branca do High Altitude Observatory, no Chile. (Cortesia HAO eclipse team)

Fonte: http://www.if.ufrgs.br

Condições que permitem a existência de vida na Terra




A Terra é o único corpo celeste em que se sabe existirem seres vivos. Segundo os cientistas são certas condições particulares do planeta que permitem a existência de vida.



massa e a distância da Terra ao Sol, não só criam condições de vida, mas também geram fenómenos geológicos externos e internos muito diversificados, que conduzem ao desenvolvimento de uma série de ambientes muito variados que sustentam uma enorme diversidade de formas de vida, contribuindo estas também, activamente, para a manutenção desse ambiente de vida.

As duas características principais da Terra, que determinam as diversas condições para a existência de vida, são a sua massa moderada e a distância a que se encontra do Sol.

É a massa da Terra, nem muito grande nem muito pequena, que lhe permite, por um lado, ter uma atmosfera, que ficou presa pela gravidade, e por outro, produzir no seu interior uma quantidade de energia que lhe permite ser um planeta com uma grande dinâmica interna, a partir da qual se geram sismos e vulcões, se formam montanhas e se movem os continentes, entre outros fenómenos geológicos.

Às condições referidas junta-se o efeito da distância da Terra ao Sol. A distância de cerca de 150 milhões de quilómetros faz com que a maior parte da superfície da Terra seja nem muito quente nem muito fria. O nosso planeta localiza-se numa "zona de vida" do Sistema Solar onde a água pode existir no estado líquido. Esta água líquida permitiu a origem e evolução da vida e ainda é, actualmente, o garante da vida na Terra, sendo o principal constituinte dos seres vivos.

Às condições referidas junta-se o efeito da distância da Terra ao Sol. A distância de cerca de 150 milhões de quilómetros faz com que a maior parte da superfície da Terra seja nem muito quente nem muito fria. O nosso planeta localiza-se numa "zona de vida" do Sistema Solar onde a água pode existir no estado líquido. Esta água líquida permitiu a origem e evolução da vida e ainda é, actualmente, o garante da vida na Terra, sendo o principal constituinte dos seres vivos.


A água no estado líquido ajuda a manter a temperatura média à superfície da Terra em valores moderados, pois retira dióxido de carbono da atmosfera para a formação de rochas como o calcário.

O dióxido de carbono, em valores moderados, faz a atmosfera funcionar como um "cobertor" mantendo o planeta relativamente quente, quer de dia quer de noite. Sem este efeito a Terra seria muito mais fria e, provavelmente, os oceanos congelariam.

Por outro lado, se existisse tanto dióxido de carbono na nossa atmosfera como em Vénus, provavelmente a temperatura da Terra seria de centenas de ºC. 

Assim, a massa da Terra aliada à sua distância ao Sol permitem a existência de água no estado líquido e esta a manutenção de temperaturas compatíveis com a vida... a ligação entre vida e água é tão profunda que... "viemos" da água e a maior parte do nosso organismo é água. 

Curiosidade:
Estamos constantemente a ouvir falar do efeito de estufa como algo de perigoso e relacionado com a poluição devida à queima dos combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo, que liberta grandes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera, gás que se torna responsável pelo aquecimento da Terra.

Contudo o dióxido de carbono, em valores moderados gera um efeito de estufa ligeiro que faz a atmosfera funcionar como um "cobertor" que mantém o nosso planeta relativamente quente, o que é indispensável à vida. Trata-se, portanto, de um "bom" efeito de estufa.

Já em Vénus, podemos observar o "mau" efeito de estufa. A maior parte da atmosfera de Vénus é formada por dióxido de carbono (CO2) – cerca de 95%, algum azoto, vapor de água e ácidos como o sulfúrico e o clorídrico.
É tão densa e volumosa que é extremamente difícil de observar, mesmo pelas sondas espaciais aí enviadas, como a Magalhães e a Pioneer. Tanto CO2 associado à sua proximidade ao Sol gera um efeito de estufa que determina a existência de temperaturas de cerca de 500 °C junto ao solo… Irrespirável e insuportável!

Retirado de Terra Mãe CN - tema "Terra no Espaço" - 3.º Ciclo, de Helena Vaz Domingues, 
José Augusto Batista, Marília Serrano Sobral, Texto Editores.

Fonte: http://www.educacao.te.pt/

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tudo pronto para o pouso do jipe-robô Curiosity em Marte

Tudo pronto para o pouso do  jipe-robô Curiosity em Marte

Se tudo correr como planejado, o jipe-robô Curiosity deverá pousar na superfície marciana às 02h31 de segunda-feira, dando início a um novo período de exploração do Planeta Vermelho. Como em outras ocasiões, o Apolo11 transmitirá o evento ao vivo junto com um chat para participação dos usuários. 

Diagrama de descida do jipe-robô Curiosity


Clique para ampliar
Lançado em 26 de novembro de 2011, o jipe-robô partiu em direção a Marte em uma espécie de mini-corrida espacial contra os russos, que lançaram alguns dias antes a sonda Phobos-Grunt com o objetivo de ir até uma das luas do planeta e coletar amostrar do solo que seria trazida à Terra. No entanto, uma falha ainda não perfeitamente explicada impediu a missão russa de continuar.
Agora, passados pouco mais de 8 meses desde o lançamento, finalmente a nave MSL (Mars Science Laboratory) está perto de cumprir a primeira etapa de sua jornada e na madrugada de domingo para segunda-feira entregará sua preciosa carga - um jipe-robótico de 1 tonelada - ao destino.
Fases

De acordo com o cronograma do laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, que coordena a missão, 17 minutos antes de o jipe Curiosity pousar na superfície marciana terá início a fase EDL, siglas iniciais em inglês para Entrada-Descida-Pouso. Essa fase começa a 125 km de altitude e tem como objetivo liberar o casulo acoplado à MSL. A bordo do casulo segue o robô Curiosity.

Entrada
Dez minutos depois começa de fato a fase de entrada, quando a nave-casulo sofrerá uma forte desaceleração devido ao atrito com a atmosfera marciana. A desaceleração diminuirá a velocidade do artefato de 5 km/s para cerca de 400 m/s, fazendo a temperatura da estrutura ultrapassar 1600 graus Celsius.
Descida

Quatro minutos depois, quando a nave estiver a 11 km de altitude o paraquedas será aberto. Durante três minutos a nave continuará descendo e perdendo velocidade e quando atingir 8 km o escudo térmico que protegeu a nave do calor da entrada será ejetado. Alguns segundos depois, após a estabilização do artefato o altímetro-radar assumirá o controle da descida.
Pouso

Quando o conjunto estiver a 1600 de altitude, um sinal enviado pelo altímetro-radar obrigará o casulo-paraquedas a se separar do jipe-robô, que continuará a descida freado por um conjunto de retrofoguetes acoplados a um pequeno guindaste.
A fase final acontece a poucos metros do solo, quando as cordas do guindaste baixarão o jipe-robô até o centro da cratera Gale, alvo primário da expedição.
Ao Vivo

Todas as fases da missão poderão ser acompanhadas ao vivo pelo Apolochannel, que retransmite a Nasa-TV. Além disso, preparamos uma sala de bate papo exclusiva onde você poderá conversar e trocar ideias com outros participantes.
Então não percam. O pouso do Curiosity é as 02h31 da madrugada de domingo para segunda-feira.

Fonte: http://www.apolo11.com/



domingo, 5 de agosto de 2012

Imagens de satélites do tempo atual

Imagem de satélite América do Sul


Imagem de satélite das Américas


Imagem de satélite mostrando parte da América do Sul 



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Escala e Projeções Cartográficas

Escala e Projeções Cartográficas

Mapas
Escala
O mapa é uma representação gráfica de forma reduzida do que existe realmente no terreno. A expressão numérica da relação entre o que existe no terreno e o que foi colocado no papel denomina-se escala que pode ser representada de duas formas:
  • Escala Gráfica: a leitura do mapa é feita através de uma espécie de gráfico como mostrado na figura abaixo.
Ex: Se a medida entre 0 e 100 for 1cm, significa que cada centímetro no mapa representa 100km no terreno.
Veja no mapa abaixo, o Brasil em diferentes escalas gráficas.
  • Escala Numérica: quando a representação é feita através de números, utilizando uma razão, ou uma base de proporção aritmética.
Ex: 1:10.000.000 – Lê-se: um para dez milhões e significa que a área real foi dividida em 10.000.000 de vezes. Cada centímetro no mapa significa 10.000.000 de centímetros, ou 100 quilômetros na distância real do terreno.
Você Sabia? As escalas de 1:20.000 até 1:250.000 reproduzem cartas topográficas; menor que 1: 500.000 são chamadas de escalas corográficas (visão de uma região); menores que 1:1.000.000 representam mapas e as cartas gerais de escalas menores (1:205.000.000) podem atingir o mundo e são chamadas de planisférios (ALMEIDA; PASSINI, 2004).
Representações Cartográficas
O fato de a Terra apresentar um formato e geóide faz com que os mapas, invariavelmente, apresentem distorções, pois, quando confeccionamos um mapa, pegamos a geóide e transportamos para um plano, o que não seria possível sem as deformações dos mapas.
Como os mapas são representações planas de algo que possui volume, é inevitável a existência de distorções, significando que todas as projeções apresentam deformações de distância, áreas ou ângulos.
A maior parte das projeções existentes hoje em dia derivam de três tipos básicos: cilíndricas, cônicas e azimutais.
Projeção Cilíndrica
Essa projeção foi idealizada pelo belga Mercator em 1569 e consiste em envolvermos o Globo Terrestre em um cilindro e projetarmos para as suas paredes, todos os paralelos e meridianos, bem como os contornos dos continentes (vide figura que segue).
Como se faz uma projeção cilíndrica. No planisfério acima, a projeção de Mercátor explicada (e mostrada em vídeo) adiante.
Nessa projeção, os meridianos são perpendiculares aos paralelos, e estes vão se distanciando uns dos outros, à medida em que vamos nos afastando do Equador, por isso, as regiões de alta latitude são ampliadas exageradamente. A Groenlândia, por exemplo, parece ter a mesma área da América do Sul, quando, na realidade, é três vezes menor que o Brasil. O objetivo técnico, porém, da projeção de Mercator, era manter as formas das massas continentais, mesmo causando deformidade na proporção entre as áreas. Por isso sua projeção cilíndrica é denominada conforme.
Planisfério: Projeção de Mercátor. Fonte: COELHO, Marcos Amorim; TERRA, Lygia. Geografia geral: o espaço socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005, p. 46.
Em 1973, o historiador alemão Arno Peters desenvolveu uma projeção cilíndrica denominada equivalente, cujo objetivo era apresentar as nações com as suas medidas reais, apesar de apresentar uma grande distorção entre as formas.
Planisfério: Projeção de Peters. Fonte: COELHO, Marcos Amorim; TERRA, Lygia. Geografia geral: o espaço socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005, p. 46.
Além das projeções mais usadas em planisférios (Mercátor e Peters) temos a projeção de Aitof que põe a América no centro do planisfério e conserva a proporção (ou equivalência – por isso uma projeção equivalente) das áreas representadas, em detrimento da forma (elíptica – veja na figura abaixo).
Planisfério: Projeção de Aitof. Fonte: COELHO, Marcos Amorim; TERRA, Lygia. Geografia geral: o espaço socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005, p. 47.
Para mostrar a equivalência das massas continentais e oceânicas, Goode fez uma projeção cartográfica iterrompida e descontínua como mostra a figura que segue.
Planisfério: Projeção de Goode. Fonte: COELHO, Marcos Amorim; TERRA, Lygia. Geografia geral: o espaço socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005, p. 47.
Quando as áreas de um país ou continente assumem o tamanho proporcional ao dado que se quer mostrar (conversão de números e estatísticas em mapas) temos o que chamamos de anamorfose mostrada abaixo.
Planisfério: anamorfose. Fonte: COELHO, Marcos Amorim; TERRA, Lygia. Geografia geral: o espaço socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005, p. 47.
Projeção Cônica
Para a projeção cônica imaginamos um cone tangenciando o Globo Terrestre e projetamos para este cone os paralelos e os meridianos. O resultado é um mapa em que os meridianos são retos e convergem para os pólos, enquanto que os paralelos são semicírculos concêntricos, a partir dos pólos. As projeções cônicas apresentam menores distorções nas áreas próximas ao paralelo que estiver tangente ao cone, geralmente nas zonas temperadas do Globo como mostra a figura a seguir.
Fonte: COELHO, Marcos Amorim; TERRA, Lygia. Geografia geral: o espaço socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005, p. 45.
Projeção Azimutal ou Plana
Mapa confeccionado a partir de um plano tangente a um ponto qualquer sobre a superfície da Terra e projetamos para este plano, os paralelos e os meridianos, bem como todos os contornos dos continentes. Essa projeção é muito comum para representação dos pólos como mostra a figura que segue.
Fonte: COELHO, Marcos Amorim; TERRA, Lygia. Geografia geral: o espaço socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005, p. 45.

Referências:
ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 13.ed. São Paulo: Contexto, 2004.
COELHO, Marcos Amorim; TERRA, Lygia. Geografia geral: o espaço socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005.
Fonte: http://marcosbau.com.br/geogeral/escala-e-projecoes-cartograficas/

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Instrumentos de navegação

Instrumentos de navegação

 
Carta portulano Primeiros mapas náuticos que eram desenhados em pregaminho, foram muito utilizados pelos portugueses no séc. XVI. Para poderem navegar os marinheiros tinham que se orientar e faziam-no utilizando os seguintes instrumentos: astrolábio, astrolábio náutico português, bússola, bússola girascopica, bússola inglesa ou bússola chinesa, balestilha, nocturlábio, quadrante, rosa-dos-ventos, cartas portulano, etc.
À medida que as viagens marítimas aumentaram, maior importância adquiriram as "artes de navegar". 



Astronomicamente a balestilha era usada para medir a dintância angular de duas estrelas. Na náutica usou-se para medir a altura das estrelas. O virote tinha uma escala dividida em graus. A balestilha era usada com mais facilidade do que um astrolábio, mas não podia ser de dia (o olho humano não pode enfrentar o sol).


Nocturlábio Foi inventado por volta de 1551 e usado para saber as horas da noite. O piloto pegava pelo cabo de braço esticado e olhava através do orifício no centro do instrumento para a estrela polar. Movia o braço do nocturlábio até alinhar com as duas outras estrelas. O braço indicava a hora num disco com a diferença de mais ou menos dez minutos. Quadrante


Quadrante determina a distância entre o lugar onde se encontrava a embarcação (norte-sul). Baseava-se na estrela polar. O quadrante começou a ser usado pelos portugueses a partir do ano 1460.







Rosa-dos-ventos Em todos os mapas figura a rosa-dos-ventos. Os portugueses apresentaram-na com desenhos lindíssimos e incluíram algumas inovações, que vieram tornar-se um hábito em toda a parte, como por exemplo a flor-de-lis, para indicar o norte, e a cruz de Cristo para indicar o Oriente.


Astrolábio - Instrumento astronômico inventado por Hiparco, astrônomo e matemático grego (séc. II a.C.), para medir as alturas de um astro acima do horizonte. Modernamente foi aperfeiçoado, e é um dos instrumentos fundamentais da astrometria, um dos primeiros instrumentos de navegação. O astrolábio era um instrumento que permitia saber a distância entre o ponto de partida e o lugar onde se encontrava o navio. Baseava-se na altura do sol do meio-dia. Era mais fácil trabalhar com o astrolábio, pois pelo facto de a estrela polar não ser visível no henisfério Sul. Astrolábio náutico português Derivado do astrolábio planisférico, o astrolábio naútico foi a partir dele muito alterado pelos portuguses, que lhe deram forma. O peso e a robustez de que precisava para ser usado a bordo dos navio. Com este astrolábio, media-se a altura ou a latitude, onde o navio se encontrava. Nos últimos anos foram descobertos muitos astrolábios entre restos de navios dos séculos XVI e XVII.  
 
Bússola Foi o primeiro de todos os instrumentos de navegação a ser conhecido. Era um instrumento que indicava o norte e permitia que os navegadors soubessemm em que direcção navegavam. A bússola era um aparelho composto de um mostrador, onde se indicavam os pontos cardeais, e no qual gira uma agulha magnética que aponta sempre para o norte, servindo assim de orientação, sobretudo em navegação. A agulha da bússola é um íman fino e leve, equilibrada de forma a que possa girar livremente. O polo norte da agulha aponta para o polo norte magnético da terra, que fica muito perto do norte geográfico. Utilizam-se as bússolas magnéticas para a orientação no mar e em terra. A bússola era chamada pelos marinheiros de agulha de marear. Bússola girascópica Bússola que se baseia na estabilidade mecânica do girascópio. Bússola inglesa ou bússola marítima chinesa As bússolas magnéticas foram utilizadas na Europa a partir do séc. XII, mas pensa-se que os chineses tenham notado, cerca de mil anos antes, que um pedaço de magnetite (um minério de ferro magnético) suspenso de um fio se orientava sempre no sentido norte-sul. Invenção chinesa que chegou a Europa por volta do século X é uma agulha magnética móvel em torno de um eixo que passa pelo seu centro de gravidade, montada, geralmente, em caixa com limbo graduado, e usada para orientação do navegadores. Por uma agulha com uma ponta imantada, detecta os polos do campo magnético norte sul da terra.

Sextante - Instrumento óptico constituído de dois espelhos e uma luneta astronômica presos a um setor circular de 60° (1/6 do círculo) destinado a medir a altura de um astro acima do horizonte.


Tendo compreendido os movimentos dos corpos celestes e as relações entre ângulos e distâncias, os navegadores medievais, puderam criar um sistema de longitude e de latitude para se orientarem no mar sem o auxílio de pontos de referência em terra. Os romanos foram os pioneiros na utilização generalizada de instrumentos topográficos de precisão, e os arquitectos da renascença introduziram o teodorito, a ferramenta mais importante da topografia. Astrolábio Balestilha Apareceu depois do quadrante e do astrolábio.
Fonte: http://comandantepinzon.blogspot.com.br

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Descoberto fóssil do maior dinossauro com penas

Com mais de uma tonelada e nove metros de comprimento, o 'Yutyrannus huali' era quarenta vezes maior que os outros dinossauros plumados

Imagem de espécie de dinossauros com penas 'Yutyrannus huali' ('belo tirano com penas'): as plumas tinham uma função isolante, já que o grande tamanho do dinossauro descarta totalmente a capacidade de voar (Brian Choo/EFE)
Foi anunciada nesta quarta-feira a descoberta do maior dinossauro com penas conhecido, um 'primo' do tiranossauro que podia pesar mais de uma tonelada e chegar a nove metros de comprimento.

Três esqueletos — um exemplar adulto e dois filhotes — foram encontrados na província de Liaoning, na China. Os animais viveram durante o período Cretáceo Inferior, informou a revista Nature.
Os cientistas chineses e canadenses que descobriram os fósseis batizaram a espécie de Yutyrannus huali ('belo tirano com penas'), numa mistura de latim e mandarim.
Os paleontólogos sabiam há mais de uma década que alguns pequenos dinossauros tiveram plumas semelhantes às dos pássaros, graças às descobertas de vários fósseis nesta região chinesa. Mas o achado anunciado nesta quarta-feira mostra que existiu pelo menos uma grande espécie que também tinha penas.
Os filhotes deveriam pesar cerca de meia tonelada, e o exemplar adulto pode ter alcançado 1.400 quilos e nove metros de comprimento, dimensões que o transformam no maior animal com penas que já existiu.
Seu tamanho era consideravelmente menor do que seu primo Tiranossauro Rex, mas quarenta vezes maior do que as espécies com penas conhecidas.
Engana-se, porém, quem pensa que as penas do Yutyrannus eram belas como as de alguns pássaros atuais. Sua plumagem era feita de "simples filamentos e se pareciam a de um pintinho", explicou Xu Xing, principal autor do artigo e pesquisador do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados de Pequim.
Os cientistas acreditam que as plumas tinham uma função térmica, já que sua escassez e o grande tamanho do dinossauro descartam totalmente a possibilidade de que servissem para o voo.
Ao contrário do tiranossauro, que viveu numa época quente, seu parente emplumado habitou a Terra em meados do Cretáceo Inferior, que se estendeu de 145 milhões de anos a 98 milhões de anos atrás, e no qual as temperaturas caíram. Por isso suas penas devem ter servido para proteção contra o frio. A descoberta, afirmou o Xu Xing, pode ser uma prova de que "as penas estavam muito mais disseminadas do que os cientistas pensavam até poucos anos, pelo menos entre os dinossauros carnívoros."

Saiba mais

CRETÁCEO INFERIOR
Intervalo da escala geológica que vai de 146 a 100 milhões de anos atrás. Foi marcado por temperaturas muito mais baixas que o restante do Cretáceo. As temperaturas eram de 10°C, em média, contra 18°C do final do período. Foi no período Cretáceo que os dinossauros foram extintos e surgiram as aves.
 
Fonte:  Agência EFE e Agência France-Presse