Escala de tempo
geológico representa a linha do tempo desde o presente até a formação da
Terra, dividida em éons, eras, períodos, épocas e idades, que se
baseiam nos grandes eventos geológicos da história do planeta. Embora
devesse servir de marco cronológico absoluto à Geologia, não há
concordância entre cientistas quanto aos nomes e limites de suas
divisões. A versão aqui apresentada baseia-se na edição de 2004 do Quadro Estratigráfico Internacional da Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas.



Milhões de Anos

Fonte: Tecnirama, N. 16, Editorial Codex S.A. 1962.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Mapa do Magdalenense? (Ou seja… muito antigo!)
Han tardado 16 años en descifrar un mapa que tiene 13.660 años
Uma rocha descoberta na Gruta de Abauntz (Arraiz, Navarra), em 1993, pode ter gravado o mais antigo mapa (conhecido) da Europa Ocident
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Climas e Climogramas do Brasil
São determinados pelo movimento das
massas de ar que atuam no nosso território. É do encontro dessas massas
de ar que vai se formando toda a climatologia brasileira.
Por possuir 92% do território na zona
intertropical do planeta, grande extensão no sentido norte-sul e litoral
com forte influência das massas de ar oceânicas, o Brasil apresenta
predominância de climas quentes e úmidos. Em apenas 8% do território, ao
sul do Trópico de Capricórnio, ocorre o clima subtropical, que
apresenta maior variação térmica e certo delineamento das estações do
ano.
Cinco são as massas de ar que influenciam o clima do Brasil como explicadas abaixo e demonstradas nos mapas que seguem:
mEc
– Massa Equatorial Continental – Nasce no Noroeste da Amazônia e é
quente e úmida devido à floresta ombrófila e latifoliada, sua capacidade
de evapotranspiração e seus mananciais perenes. Atua durante todo o ano
na Amazônia, com predomínio no inverno na Amazônia ocidental. Por ser
uma massa quente e úmida, no verão sua área de atuação é abrangida para
quase todo o Brasil levando grande quantidade de chuvas para as regiões
Norte, Centro-Oeste, parte do Nordeste, Sudeste e Sul (influenciando nas
chuvas de verão até Santa Catarina).
Por um corredor de vales leva grande
umidade contribuindo para as chuvas de verão da região Sudeste do Brasil
ao se cruzar com outra massa quente e úmida vinda do Oceano Atlântico, a
mTa – Massa Tropical Atlântica. Tais chuvas são intensas e associadas à
ocupação irregular nas encostas dos centros urbanos causam catástrofes
naturais como os desmoronamentos/escorregamentos acontecidos
recentemente em Santa Catarina (dez. 2008), Rio de Janeiro (abr. 2010) e
Região Serrana do RJ (Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo – jan.
2011).
mEa
– Massa Equatorial Atlântica – Massa quente e úmida que nasce no
Atlântico Norte próximo ao arquipélago dos Açores. Forma os ventos
alísios (sopram do trópico em direção ao Equador) e atinge o litoral do
Norte e Nordeste do Brasil no equinócio de primavera e solstício de
verão.
mTa
– Massa Tropical Atlântica – Quente e úmida e se forma no Atlântico Sul
próximo ao Trópico de Capricórnio. Atua durante todo o ano nos litorais
das regiões Nordeste, Sudeste (chuvas de relevo ou orográficas na Serra
do Mar) e Sul do Brasil. No verão leva chuvas desde o litoral das
regiões NE, SE e S ao interior da região Centro-Oeste (região do
Distrito Federal) chegando a atingir o Pantanal matogrossense levando
umidade. No inverno provoca chuvas frontais no litoral do NE, SE e S ao
se cruzar com a mPa – Massa Polar Atlântica.
Atuação
das massas de ar no verão da América doSul. Nota-se a atuação restrita
da fria mPa e maior abrangência das massas quentes devido à incidência
solar no Trópico de Capricórnio. Fonte: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 149.
mTc
– Massa Tropical Continental – Quente e seca, forma-se na depressão do
Chaco (prolongamento do Pantanal em território boliviano e paraguaio).
Na primavera e no verão encontra-se com a mEc – Massa Equatorial
Continental contribuindo para precipitações no interior da região
Centro-Oeste. No inverno contribui para a estação seca no oeste do
Estado de Minas Gerais e na região Centro-Oeste até o Pantanal ao se
cruzar com a mPa – Massa Polar Atlântica que chega seca nessa região e
traz as baixas temperaturas no outono-inverno.
mPa
– Massa Polar Atlântica – Nasce fria e úmida no Atlântico Sul nas
imediações do litoral da Patagônia e chega ao Brasil fria e seca (seu
resto de umidade é precipitado na região Sul do Brasil). Sabendo-se que
quanto mais uma massa de ar se desloca do seu centro de origem perde
suas características originais, a mPa atua nas regiões Sul (ventos
periódicos minuano e pampeiro) e Sudeste com mais intensidade e no
inverno, pela menor incidência solar no hemisfério sul, chega a atingir o
litoral da região Nordeste, provocando chuvas ao encontrar-se com a mTa
– Massa Tropical Atlântica que é quente e úmida. Outra vertente de
penetração no inverno faz a mPa chegar ao vale do Tapajós na Amazônia
provocando quedas de temperatura em um fenômeno chamado friagem.
Atuação
das massas de ar no inverno da América do Sul. Maior atuação da mPa
devido à menor incidência solar no hemisfério sul. Fonte: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 150.
Este
artigo atende aos fins de leitura e pesquisa e pertence ao blog GeoBau
(http://marcosbau.com). Proibida a reprodução pelo Art. 184 do Código
Penal e Lei 9.610/98 de Direitos Autorais. PLÁGIO É CRIME. DENUNCIE.
Climogramas do Brasil
Tendo por base a dinâmica das massas de
ar, o cientista Arthur Strahler propôs uma classificação climática que
estuda a dinâmica atmosférica através da circulação das massas de ar
(climatologia dinâmica).
Veja o mapa que segue e alguns climogramas brasileiros e suas respectivas explicações.
Climogramas
Clima Equatorial
Fica nas proximidades da linha do
Equador, abarcando a Amazônia, norte de Mato Grosso e oeste do Maranhão.
Chove durante o ano todo, e em grande quantidade; é bastante úmido e a
temperatura varia pouco no decorrer ao longo do ano, com média de 26º C.
O climograma de Manaus (AM), localizada nessa faixa de clima, traz
informações sobre a pluviosidade e a temperatura. Repare como, no
gráfico, a quantidade de precipitação (representada pelas barras
verticais) é bem alta, atingindo mais de 300 milímetros no mês de março,
com apenas uma pequena queda no meio do ano (em julho, agosto e
setembro), quando fica abaixo dos 100 milímetros. A pequena variação de
temperatura, típica do clima equatorial, também pode ser vista no
climograma de Manaus; a linha horizontal, formada pelas temperaturas
médias de cada mês, quase não sobe nem desce, ficando em torno dos 26º
C.
Clima Tropical, Tropical Típico, Tropical Semi-úmido ou ainda Tropical alternadamente úmido e seco
Predominante no território brasileiro,
pega toda faixa do centro do país, leste do Maranhão, Piauí e oeste da
Bahia e de Minas Gerais. Inverno e verão são estações bem marcadas pela
diferença de pluviosidade: o verão é bastante chuvoso e há seca no
inverno. No climograma de Goiânia (GO), conseguimos enxergar essa
diferença pela variação na altura das barras de precipitação: em julho, a
precipitação chega a quase zero, e em janeiro ultrapassa 250
milímetros. A temperatura no clima tropical é alta e não varia muito; a
média fica entre 18º C em locais de serra e 28º C na maior parte do
território.
Clima Tropical Semi-Árido
É o clima das zonas mais secas do
interior do Nordeste. Caracteriza-se pela baixa umidade, pouca chuva e
temperaturas elevadas. O climograma da cidade baiana de Juazeiro, na
divisa com Pernambuco, representa graficamente essas características:
nas barrinhas de precipitação, a mínima de chuva chega a 1,7 milímetro,
em agosto, com a linha de temperatura variando entre cerca de 24,5º C e
28,5º C, médias térmicas elevadas. A chuva se concentra entre os meses
de novembro e abril, mas o total anual de precipitação não chega a 550
milímetros – o volume é inferior ao atingido em apenas dois meses
(fevereiro e março) no clima equatorial.
Clima Tropical de Altitude
É o clima das áreas com altitude acima
de 800 metros em Minas Gerais, No Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em
São Paulo. Os verões são quentes e chuvosos e os invernos, frios e
secos. Isso pode ser visto no climograma acima, que mostra as médias de
temperatura e pluviosidade de Belo Horizonte (MG). No inverno, as barras
de chuva atingem o mínimo de cerca de 10 milímetros, e, no verão,
passam de 300 milímetros. Em comparação ao clima tropical, o tropical de
altitude tem o mesmo comportamento pluvimétrico, mas as médias anuais
de temperatura são menores, ficando em torno dos 20º C – no inverno, as
temperaturas são bem mais baixas.
Clima Tropical Atlântico ou Tropical Úmido
Esse clima cobre quase todo o litoral do
país: começa no Rio Grande do Norte e vai até o Paraná. A quantidade de
chuvas varia conforme a latitude da localidade. Por exemplo, enquanto
no Nordeste chove muito no inverno, no Sudeste chove mais no verão, como
pode ser visto no climograma de João Pessoa (PB) e no do Rio de Janeiro
(RJ). A variação de temperatura é maior na porção mais ao sul do
litoral. No Rio de Janeiro, oscila entre 21,5º C e 26,5º C e, em João
Pessoa, entre 24º C e 28º C.
Clima Subtropical (no hemisfério Norte é chamado de Temperado)
É o clima das regiões ao sul do trópico
de Capricórnio: sul de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do
Sul. A quantidade de chuva não varia muito durante o ano, mas as
temperaturas mudam bastante: o inverno é frio e o verão, quente. No
climograma de Curitiba (PR), por exemplo, a temperatura oscila entre
12,5º C e 20º C, enquanto as barras de precipitação apresentam pouca
variação (a média anual é de 110 milímetros).
Fonte da parte de climogramas: Guia do Estudante: geografia. Mais que tropical. São Paulo: Abril, 2009, p. 48, 49.
Fonte: http://marcosbau.com.br
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Clima
Clima
Para entender sobre clima
primeiramente temos que saber o que é atmosfera. A atmosfera é uma
camada gasosa, incolor e insípida que envolve os seus movimentos,
prendendo-se a ela pela ação da gravidade. Formada de uma mistura de
gases, que constituí o ar, ela é indispensável à existência do mundo
vegetal e animal: fornece oxigênio necessário à respiração, atua na
manunteção do equilibrio térmico do planeta, possibilita a combustão, a
transmissão do som, a difusão da luz e principalmente, absorve grande
parte da energia emitidado pelo Sol, permitindo apenas a passagem da
radiação solar necessária a vida.
-
Composição Química da AtmosferaGásVolume (%)Nitrogenio78,08Oxigênio20,94Argônio0,93Dióxido de Carbono0,03Neônio0,0018Hélio0,0005Ozônio0,00006Hidrogênio0,00005CriptônioIndíciosXenônioIndíciosMetanoIndícios
A atmosfera é constituída de cinco camadas:
troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. O ar se
torna mais rarefeito quanto mais a gente sobe, e é por isso que os
alpinistas normalmente levam oxigênio com eles quando escalam altas
montanhas. A troposfera é a única camada em que os seres vivos podem
respirar normalmente.
Troposfera - As condições
climáticas acontecem na camada inferior da atmosfera, chamada
troposfera. Essa camada se estende até 20 km do solo, no equador, e a
aproximadamente 10 km nos pólos.
Estratosfera - A estratosfera
chega a 50 km do solo. A temperatura vai de 60ºC negativos na base ao
ponte de congelamento na parte de cima. A estratosfera contém ozônio,
um gás que absorve os prejudiciais raios ultravioleta do Sol. Hoje, a
poluição está ocasionando "buracos" na camada de ozônio.
Mesosfera - O topo da
mesosfera fica a 80 km do solo. É muito fria, com temperaturas abaixo
de 100ºC negativos. A parte inferior é mais quente porque absorve calor
da estratosfera.
Termosfera - O topo da
termosfera fica a cerca de 450 km acima da Terra. É a camada mais
quente, uma vez que as raras moléculas de ar absorvem a radiação do
Sol. As temperaturas no topo chegam a 2.000ºC.
Exosfera - A camada superior
da atmosfera fica a mais ou menos 900 km acima da Terra. O ar é muito
rarefeito e as moléculas de gás "escapam" constantemente para o espaço.
Por isso é chamada de exosfera (parte externa da atmosfera).
Clima
O conhecimento do tempo e do clima, que
sempre foi essencial para a sobrevivencia do homem, no mundo atual
ganha cada vez mais importancia, pois dele dependem não só a obtenção
de melhores resultados economicos na agricultura e o planejamento de
grande obras (como barragens, por exemplo), como também a elaboração de
políticas de preservação do meio ambiente, que se tornaram imperiosas
com a recente multiplicação humana. Para se compreender o condeito
clima, é preciso partir do conceito tempo: tempo tempo
é o conjunto das condições atmosféricas desse lugar, ou seja, é o
resultado da repetição de um determinado tipo de tempo, por anos
sucessivos, nesse lugar.
O tipo de tempo é definido pela infiltração
de alguns elementos básicos da atmosfera: a tem´peratura, a pressão, a
umidade e a precipitação, que variam sob ação de inumeros fatores,
entre os quais se destacam a altitude, a latitude, a maritimidade, o
relevo e, sobretudo, as massas de ar. Em síntese, são fatores
climáticos característicos do clima de determinado lugar.
Elementos e fatores climáticos
A energia emitida pelo Sol
na forma de radiação solar, ao atingir a superfície terrestre,
transforma-se em calor. Entretanto, a temperatura resultante dessa
radiação não é a mesma em todas as partes do plantea, pos sofre a
interferência de diversos fatores, dentre os quais, a maritimidade e a
continentalidade.
-
Latitude: em geral, quanto maior a latitude, menor a temperatura. Devido à inclinação do eixo de rotação terrestre, a partir do equador (área de latitude alta), os raios solares tornam-se cada vez mais longos e seu alongamento acrreta uma perda progressiva de energia calorífera e luminosa.
-
Altitude: em geral, quanto maior a altitude, menor a temperatura. Depois de aquecidos pelo Sol, o solo e as águas superfícíais devolvem parte do calor à atmosfera. Nas áreas mais baixas, o ar é mais denso, portanto retém mais calor; à medida que a altitude aumenta, o ar se torna mais rarefeito e sua capacidade de reter calor diminui.
-
Maritimidade e Continentalidade: como a água é um verdadeiro regulador témico, nas áreas marítimicas ou litorâneas a umidade ameniza as temperaturas, portanto a amplitude térmica diária (diferença entre a temperatura máxima e mínima) é bem pequena. À medida que se avança para o interior dos continetes, o teor de umidade do ar mininui e por isso a amplitude térmica vai se acentuando.
Pressão Atmosférica
A atmosfera “presa” ao
planeta pela força da gravidade, exerce pressão sobre todos os pontos
da superfície terrestre, sobre cada centímetro quadrado dessa
superfície, ao nível do mar, existe uma coluna de ar que tem a altura
de toda atmosfrea e cujo peso foi calculado em 1.033 kg. Entretanto, a
pressão atmosférica sofre a superfície terrestre sobre a superfície
terrestre, por influência de fatores como a umidade, tempertura e as
precipitações, pode variar a horizontalmente, conforme a latitude e
verticalmente conforme a altitude.
-
Latitude: nas áreas de baixa latitude, caracterizadas por altas temperaturas, a pressão atmosférica é mais baixa, pois o aquecimento do ar equatorial provoca dilatação e expansãp das moléculas dos gases, assim em 1 m3 de ar quente há menor quantidade de moléculas de gases do que em 1 m3 de ar frio, no qual as moléculas ficam mais contraídas e mais próximas.
-
Altitude: como a atmosfera é bastante compressível, nas áreas de baica altitude a preesão é mais elevada, pois as camadas atmosféricas superiores pressionam as camadas inferiores, aumentando a densidade so ar. Nas áreas mais altas, as pressões atmosféricas são mais baixas, pois o ar é mais rarefeito (menos denso).
Frentes de Ar
Esta massa de ar é a responsável
pelas ondas de frio no centro-sul do país. Ela pode causar geadas e
neve no sul do Brasil e friagens no oeste amazônico. A frente fria
que acompanha a massa de ar na borda frontal causa chuvas de
intensidade moderada a forte, porém de rápida duração. Os
esporádicos episódios de neve na região serrana do sul, ocorrem
quando um sistema de baixa pressão acompanha a massa de ar sobre a
costa litorânea da região sul. A massa pode ser de deslocamento
continental e atlântica. A representada na animação ao lado é a
continental. As de deslocamento atlântico tem sua área de influência
mais restrita e em algumas vezes atinge apenas a região sul. As
massas polares continentais ocorrem com maior freqüência de abril a
agosto, porém há a possibilidade de ocorrer nos outros meses do
ano. A massa polar atlântica ocorre com maior freqüência que a
continental e pode chegar com maior facilidade nos outros meses do
ano.
|
Esta massa
de ar é também conhecida como bloqueio atmosférico e tem sua origem
no interior do continente. Pode durar mais de 15 dias. Durante o
final de maio e começo de junho é comum ocorrer fortes episódios e
na região sul é conhecido como "veranico" em função de provocar
um grande aumento de temperatura para uma época que já é frio na
região. A ocorrência maior é durante os meses de primavera,
começo do outono e final do inverno. A massa de ar tem como
característica ser seca e quente. É conhecida como bloqueio
atmosférico em função de ela bloquear a entrada de frentes frias e
nuvens de instabilidades responsáveis por chuvas quando sua
intensidade é forte. Ela tem grande atuação na parte central do
país e atinge o sudeste, centro-oeste, parte do nordeste, pequena
área da região norte e parte da região sul.
|
Massa Tropical e Equatorial Atlântica
As
características destas massas de ar é serem quentes e úmidas. Os
ventos alísios, que são gerados pela rotação da terra, e a passagem
de centros de alta pressão sobre o oceano fazem com que os ventos
tenham sua direção voltada para o continente e sendo assim eles
carregam a umidade marítima para a faixa leste mais próxima do
litoral do Brasil, como pode-se observar no mapa ao lado. Os valores
acumulados de precipitação são baixos, pois estas massas de ar não
causam chuvas significativas.
|
Massa Equatorial Continental
Esta massa
de ar é originada na Amazônia central. Existem alguns fatores que
influenciam na formação desta massa de ar e um dele é a atuação da
zona de convergência intertropical (ZCIT). O encontro dos ventos
alísios do hemisfério norte com os alísios do hemisfério sul se da
na ZCIT onde há a formação de instabilidades associadas a nuvens
convectivas (grande desenvolvimento vertical). Esta instabilidade
produzida é responsável por grande presença de nebulosidade
sobre a região central amazônica e nesta região há outro importante
fator para o surgimento da massa de ar. O alto calor produzido
associado a alta umidade da região provoca o surgimento de nuvens de
instabilidade que associadas as instabilidades geradas da ZCIT
provoca uma grande área de nebulosidade e alta temperatura, que é a
massa equatorial continental. Sua atuação é constante na região
norte, porém durante os meses de verão pode atingir o centro-oeste,
parte do nordeste e sudeste além de uma pequena área mais ao
noroeste da região sul. A massa de ar provoca valores elevados de
precipitação acumulada, principalmente sobre a região norte.
|
O Brasil, pelas suas dimensões continentais, possui uma diversificação climática bem ampla, influenciada pela sua configuração geográfica, sua significativa extensão costeira, seu relevo e a dinâmica das massas de ar sobre seu território. Esse último fator assume grande importância, pois atua diretamente sobre as temperaturas e os índices pluviométricos nas diferentes regiões do país.
Em especial, as massas de ar que interferem mais diretamente no Brasil, segundo o Anuário Estatístico do Brasil, do IBGE, são a Equatorial, tanto Continental como Atlântica; a Tropical, também Continental e Atlântica; e a Polar Atlântica, proporcionando as diferenciações climáticas.
Nessa direção, são verificados no país desde climas superúmidos quentes, provenientes das massas Equatoriais, como é o caso de grande parte da região Amazônica, até climas semi-áridos muito fortes, próprios do sertão nordestino.O clima de uma dada região é condicionado por diversos fatores, dentre eles pode-se citar temperatura, chuvas, umidade do ar, ventos e pressão atmosférica, os quais, por sua vez, são condicionados por fatores como altitude, latitude, condições de relevo, vegetação e continentalidade.
De acordo com a classificação climática de Arthur Strahler, predominam no Brasil cinco grandes climas, a saber:
-
clima equatorial úmido da convergência dos alísios, que engloba a Amazônia;
-
clima tropical alternadamente úmido e seco, englobando grande parte da área central do país e litoral do meio-norte;
-
clima tropical tendendo a ser seco pela irregularidade da ação das massas de ar, englobando o sertão nordestino e vale médio do rio São Francisco; e
-
clima litorâneo úmido exposto às massas tropicais marítimas, englobando estreita faixa do litoral leste e nordeste;
-
clima subtropical úmido das costas orientais e subtropicais, dominado largamente por massa tropical marítima, englobando a Região Sul do Brasil.
Quanto aos aspectos térmicos também ocorrem grandes variações. Como pode ser observado no mapa das médias anuais de temperatura a seguir, a Região Norte e parte do interior da Região Nordeste apresentam temperaturas médias anuais superiores a 25oC, enquanto na Região Sul do país e parte da Sudeste as temperaturas médias anuais ficam abaixo de 20oC.
![]()
Acima de 25ºC Entre 20ºC e 25ºC Abaixo de 20ºC
De acordo com dados da FIBGE, temperaturas máximas absolutas, acima de 40oC, são observadas em terras baixas interioranas da Região Nordeste; nas depressões, vales e baixadas do Sudeste; no Pantanal e áreas rebaixadas do Centro-Oeste; e nas depressões centrais e no vale do rio Uruguai, na Região Sul. Já as temperaturas mínimas absolutas, com freqüentes valores negativos, são observadas nos cumes serranos do sudeste e em grande parte da Região Sul, onde são acompanhadas de geadas e neve.
O quadro a seguir apresenta as temperaturas do ar, máximas e mínimas absolutas, das capitais estaduais brasileiras.
UF
|
CAPITAIS
|
MÁXIMA (oC)
|
MÍNIMA (oC)
|
RO
|
Porto Velho (4)
|
34.8
|
15.0
|
AC
|
Rio Branco (4)
|
35.6
|
-
|
AM.
|
Manaus (5)
|
36.3
|
18.3
|
RO
|
Boa Vista
|
-
|
-
|
PA
|
Belém (5)
|
33.8
|
20.8
|
AP
|
Macapá (1)
|
34.0
|
21.2
|
TO
|
Palmas
|
-
|
-
|
MA
|
São Luís (1)
|
32.8
|
20.6
|
PI
|
Teresina (1)
|
38.1
|
17.8
|
CE
|
Fortaleza (5)
|
33.3
|
21.3
|
RN
|
Natal (5)
|
31.0
|
18.3
|
PB
|
João Pessoa (5)
|
31.2
|
19.0
|
PE
|
Recife (5)
|
32.0
|
18.4
|
AL
|
Maceió (1)
|
34.4
|
18.0
|
SE
|
Aracaju (3)
|
32.6
|
18.0
|
BA
|
Salvador (1)
|
32.8
|
19.6
|
MG
|
Belo Horizonte (3)
|
32.3
|
10.0
|
ES
|
Vitória (1)
|
35.5
|
15.1
|
RJ
|
Rio de Janeiro
|
-
|
-
|
SP
|
São Paulo (5)
|
33.9
|
4.4
|
PR
|
Curitiba (4)
|
31.6
|
-0.7
|
SC
|
Florianópolis (3)
|
34.8
|
1.5
|
RS
|
Porto Alegre (5)
|
37.2
|
-0.2
|
MS
|
Campo Grande (4)
|
35.3
|
4.1
|
MT
|
Cuiabá (5)
|
39.1
|
8.3
|
GO
|
Goiânia (3)
|
36.2
|
8.9
|
DF
|
Brasília (2)
|
31.6
|
7.0
|
Fonte:FIBGE
Notas: (1) dados referentes a 1989; (2) dados referentes a 1990; (3) dados referentes a 1991; (4) dados referentes a 1992; e (5) dados referentes a 1993.
Região Norte
A região Norte do Brasil compreende grande parte da denominada região Amazônica, representando a maior extensão de floresta quente e úmida do planeta. A região é cortada, de um extremo a outro, pelo Equador e caracteriza-se por baixas altitudes (0 a 200 m). São quatro os principais sistemas de circulação atmosférica que atuam na região, a saber: sistema de ventos de Nordeste (NE) a Leste (E) dos anticiclones subtropicais do Atlântico Sul e dos Açores, geralmente acompanhados de tempo estável; sistema de ventos de Oeste (O) da massa equatorial continental (mEc); sistema de ventos de Norte (N) da Convergência Intertropical (CIT); e sistema de ventos de Sul (S) do anticiclone Polar. Estes três últimos sistemas são responsáveis por instabilidade e chuvas na área.
Quanto ao regime térmico, o clima é quente, com temperaturas médias anuais variando entre 24o e 26oC.
Com relação à pluviosidade não há uma homogeneidade espacial como acontece com a temperatura. Na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará e no setor ocidental da região, o total pluviométrico anual, em geral, excede a 3.000 mm. Na direção NO-SE, de Roraima a leste do Pará, tem-se o corredor menos chuvoso, com totais anuais da ordem de 1.500 a 1.700 mm.
O período chuvoso da região ocorre nos meses de verão - outono, a exceção de Roraima e da parte norte do Amazonas, onde o máximo pluviométrico se dá no inverno, por influência do regime do hemisfério Norte.
Região Nordeste
A caracterização climática da região Nordeste é um pouco complexa, sendo que os quatro sistemas de circulação que influenciam na mesma são denominados Sistemas de Correntes Perturbadas de Sul, Norte, Leste e Oeste.
O proveniente do Sul, representado pelas frentes polares que alcançam a região na primavera - verão nas áreas litorâneas até o sul da Bahia, traz chuvas frontais e pós-frontais, sendo que no inverno atingem até o litoral de Pernambuco, enquanto o sertão permanece sob ação da alta tropical.
O sistema de correntes perturbadas de Norte, representadas pela CIT, provoca chuvas do verão ao outono até Pernambuco, nas imediações do Raso da Catarina. Por outro lado, as correntes de Leste são mais freqüentes no inverno e normalmente provocam chuvas abundantes no litoral, raramente alcançando as escarpas do Planalto da Borborema (800 m) e da Chapada Diamantina (1.200 m).
Por fim, o sistema de correntes de Oeste, trazidas pelas linhas de Instabilidade Tropical (IT), ocorrem desde o final da primavera até o início do outono, raramente alcançando os estados do Piauí e Maranhão.
Em relação ao regime térmico, suas temperaturas são elevadas, com médias anuais entre 20o e 28oC, tendo sido observado máximas em torno de 40oC no sul do Maranhão e Piauí. Os meses de inverno, principalmente junho e julho, apresentam mínimas entre 12o e 16oC no litoral, e inferiores nos planaltos, tendo sido verificado 1oC na Chapada da Diamantina após a passagem de uma frente polar.
A pluviosidade na região é complexa e fonte de preocupação, sendo que seus totais anuais variam de 2.000 mm até valores inferiores a 500 mm no Raso da Catarina, entre Bahia e Pernambuco, e na depressão de Patos na Paraíba. De forma geral, a precipitação média anual na região nordeste é inferior a 1.000 mm, sendo que em Cabaceiras, interior da Paraíba, foi registrado o menor índice pluviométrico anual já observado no Brasil, 278 mm/ano. Além disso, no sertão desta região, o período chuvoso é, normalmente, de apenas dois meses no ano, podendo, em alguns anos até não existir, ocasionando as denominadas secas regionais.
Região Sudeste
A posição latitudinal cortada pelo Trópico de Capricórnio, sua topografia bastante acidentada e a influência dos sistemas de circulação perturbada são fatores que conduzem à climatologia da região Sudeste ser bastante diversificada em relação à temperatura.
A temperatura média anual situa-se entre 20oC, no limite de São Paulo e Paraná, e 24oC, ao norte de Minas Gerais, enquanto nas áreas mais elevadas das serras do Espinhaço, Mantiqueira e do Mar, a média pode ser inferior a 18oC, devido ao efeito conjugado da latitude com a freqüência das correntes polares.
No verão, principalmente no mês de janeiro, são comuns médias das máximas de 30oC a 32oC nos vales dos rios São Francisco e Jequitinhonha, na Zona da Mata de Minas Gerais, na baixada litorânea e a oeste do estado de São Paulo.
No inverno, a média das temperaturas mínimas varia de 6oC a 20oC, com mínimas absolutas de -4o a 8oC, sendo que as temperaturas mais baixas são registradas nas áreas mais elevadas. Vastas extensões de Minas Gerais e São Paulo registram ocorrências de geadas, após a passagem das frentes polares.
Com relação ao regime de chuvas, são duas as áreas com maiores precipitações: uma, acompanhando o litoral e a serra do Mar, onde as chuvas são trazidas pelas correntes de sul; e outra, do oeste de Minas Gerais ao Município do Rio de Janeiro, em que as chuvas são trazidas pelo sistema de Oeste. A altura anual da precipitação nestas áreas é superior a 1.500 mm. Na serra da Mantiqueira estes índices ultrapassam 1.750 mm, e no alto do Itatiaia, 2.340 mm.
Na serra do Mar, em São Paulo, chove em média mais de 3.600 mm. Próximo de Paranapiacaba e Itapanhaú, foi registrado o máximo de chuva do país (4.457,8 mm, em um ano). Nos vales dos rios Jequitinhonha e Doce são registrados os menores índices pluviométricos anuais, em torno de 900 mm.
O máximo pluviométrico da região Sudeste normalmente ocorre em janeiro e o mínimo em julho, enquanto o período seco, normalmente centralizado no inverno, possui uma duração desde seis meses, no caso do vale dos rios Jequitinhonha e São Francisco, até cerca de dois meses nas serras do Mar e da Mantiqueira.
Região Sul
A região Sul está localizada abaixo do Trópico de Capricórnio, em uma zona temperada, É influenciada pelo sistema de circulação perturbada de Sul, responsável pelas chuvas, principalmente no verão, e pelo sistema de circulação perturbada de Oeste, que acarreta chuvas e trovoadas, por vezes granizo, com ventos com rajadas de 60 a 90 km/h.
Quanto ao regime térmico, o inverno é frio e o verão é quente. A temperatura média anual situa-se entre 14o e 22oC, sendo que nos locais com altitudes acima de 1.100 m, cai para aproximadamente 10oC.
No verão, principalmente em janeiro, nos vales dos rios Paranapanema, Paraná, Ibicuí-Jacuí, a temperatura média é superior a 24oC, e do rio Uruguai ultrapassa a 26oC. A média das máximas mantém-se em torno de 24o a 27oC nas superfícies mais elevadas do planalto e, nas áreas mais baixas, entre 30o e 32oC.
No inverno, principalmente em julho, a temperatura média se mantém relativamente baixa, oscilando entre 10o e 15oC, com exceção dos vales dos rios Paranapanema e Paraná, além do litoral do Paraná e Santa Catarina, onde as médias são de aproximadamente 15o a 18oC. A média das máximas também é baixa, em torno de 20o a 24oC, nos grandes vales e no litoral, e 16o a 20oC no planalto. A média das mínimas varia de 6o a 12oC, sendo comum o termômetro atingir temperaturas próximas de 0oC, ou mesmo alcançar índices negativos, acompanhados de geada e neve, quando da invasão das massas polares.
A pluviosidade média anual oscila entre 1.250 e 2.000 mm, exceto no litoral do Paraná e oeste de Santa Catarina, onde os valores são superiores a 2.000 mm, e no norte do Paraná e pequena área litorânea de Santa Catarina, com valores inferiores a 1.250 mm. O máximo pluviométrico acontece no inverno e o mínimo no verão em quase toda a região.
Região Centro-Oeste
Três sistemas de circulação interferem na região Centro-Oeste: sistema de correntes perturbadas de Oeste, representado por tempo instável no verão; sistema de correntes perturbadas de Norte, representado pela CIT, que provoca chuvas no verão, outono e inverno no norte da região; e sistema de correntes perturbadas de Sul, representado pelas frentes polares, invadindo a região no inverno com grande freqüência, provocando chuvas de um a três dias de duração.
Nos extremos norte e sul da região, a temperatura média anual é de 22oC e nas chapadas varia de 20o a 22oC. Na primavera-verão, são comuns temperaturas elevadas, quando a média do mês mais quente varia de 24o a 26oC. A média das máximas de setembro (mês mais quente) oscila entre 30o e 36oC.
O inverno é uma estação amena, embora ocorram com freqüência temperaturas baixas, em razão da invasão polar, que provoca as friagens, muito comuns nesta época do ano. A temperatura média do mês mais frio oscila entre 15o e 24oC, e a média das mínimas, de 8o a 18oC, não sendo rara a ocorrência de mínimas absolutas negativas.
A caracterização da pluviosidade da região se deve quase que exclusivamente ao sistema de circulação atmosférica. A pluviosidade média anual varia de 2.000 a 3.000 mm ao norte de Mato Grosso a 1.250 mm no Pantanal mato-grossense.
Apesar dessa desigualdade, a região é bem provida de chuvas. Sua sazonalidade é tipicamente tropical, com máxima no verão e mínima no inverno. Mais de 70% do total de chuvas acumuladas durante o ano se precipitam de novembro a março. O inverno é excessivamente seco, pois as chuvas são muito raras.
Fonte: http://www.tudomaisumpouco.com/AulaGeo4.html
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
A Força de Atração da Gravidade
A terra atrai todos os corpos para sua superfície
Quando deixamos um objeto cair, ele segue a orientação de todos os outros, o chão. Mas por que isso acontece? Isso ocorre em razão de uma força de atração existente no planeta Terra, chamado de força da gravidade. Ela é responsável por todas as coisas estarem na superfície, inclusive nós. Se a força da gravidade não existisse, seria impossível viver na Terra, pois todos os objetos e seres vivos estariam soltos no espaço.
A imagem a seguir representa pessoas que estão em um local que reproduz acontecimentos sem a presença da força da gravidade. Note que as duas mulheres estão flutuando em virtude da falta de atração da gravidade.
Em todos os planetas do sistema solar existem diferentes forças da gravidade. Em alguns locais a força é menor que na Terra, como na Lua. Nesses lugares, se você pular levará um tempo maior de retorno à superfície em comparação ao planeta em que vivemos.
Você já deve ter observado a Lua encantando nossas noites. Ela é atraída pela força de gravidade do nosso planeta, mas não atinge a superfície terrestre, pois de alguma forma ela também atrai nosso planeta. Portanto, a Terra atrai a Lua e a Lua atrai a Terra, por isso ela realiza seu movimento em torno da Terra.
Podemos dizer, de forma imaginária, que a Lua está presa no planeta Terra. Da mesma forma dizemos que o nosso planeta atrai o sol e o sol atrai nosso planeta, por isso realizamos um movimento em torno do sol, chamado de translação, que demora 365 dias e 6 horas, o que equivale a 1 ano.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O Sol
| O Sol Os homens não permanecerão na Terra para sempre, mas em sua busca para a luz e espaço, penetrará primeiro timidamente além da atmosfera, e mais tarde conquistará para si todo o espaço perto do Sol. - Konstantin E. Tsiolkovsky |
Lista do Conteúdo
- O Sol, Introdução (Esta Página)
- Guia do Educador sobre a Convecção
- Guia do Educador sobre os Eclipses
- Guia do Educador sobre as Manchas Solares
- Cronologia da Exploração Solar
- Imagens Impressionantes Mostram o Lugar do Sol na Galáxia
- Mistério Solar Próximo da Solução Com Dados da Nave Espacial SOHO
- Índice das Imagens e Animação do Sol
| Introdução |
|---|
O Sol é o objeto mais prominente em nosso sistema solar. É o maior objeto e contém aproximadamente 98% da massa total do sistema solar. Cento e nove Terras seriam necessárias cobrir o disco do Sol, e em seu interior caberiam 1,3 milhões de Terras. A camada externa visível do Sol é chamada fotosfera, e tem uma temperatura de 6.000°C. Esta camada tem uma aparência turbulenta devido às erupções energéticas que lá ocorrem.
A energia solar é gerada no núcleo do Sol. Lá, a temperatura (15.000.000° C) e a pressão (340 bilhões de vezes a pressão atmosférica da Terra ao nível do mar) são tão intensas que ocorrem reações nucleares. Estas reações transformam quatro prótons ou núcleos de átomos de hidrogênio em uma partícula alfa, que é o núcleo de um átomo de hélio. A partícula alfa é aproximadamente 0,7 porcento menos massiva do que quatro prótons. A diferença em massa é expelida como energia e carregada até a superfície do Sol, através de um processo conhecido como convecção, e é liberada em forma de luz e calor. A energia gerada no interior do Sol leva um milhão de anos para chegar à superfície. A cada segundo 700 milhões de toneladas de hidrogênio são convertidos em cinza de hélio. Durante este processo 5 milhões de toneladas de energia pura são liberados; portanto, com o passar do tempo, o Sol está se tornando mais leve.
Diagrama do Sol
A coroa é a parte mais externa da atmosfera do Sol. É nesta região que as prominências aparecem. Prominências são imensas nuvens de gás aquecido e brilhante que explodem da alta cromosfera. A região exterior da coroa se extende ao espaço e inclui partículas viajando lentamente para longe do Sol. A coroa pode ser vista durante eclipses solares totais. (Ver a Imagem do Eclipse Solar).
O Sol aparentemente está ativo há 4,6 bilhões de anos e tem combustível suficiente para continuar por aproximadamente mais cinco bilhões de anos. No fim de sua vida, o Sol comecará a fundir o hélio em elementos mais pesados e se expandirá, finalmente crescendo tão grande que engolirá a Terra. Após um bilhão de anos como uma gigante vermelha, ele rapidamente colapsará em uma anã branca -- o produto final de uma estrela como a nossa. Pode levar um trilhão de anos para ele se esfriar completamente.
| Estatísticas do Sol | |
|---|---|
| Massa (kg) | 1,989x1030 |
| Massa (Terra = 1) | 332 830 |
| Raio equatorial (km) | 695 000 |
| Raio equatorial (Terra = 1) | 108,97 |
| Densidade média (gm/cm^3) | 1,410 |
| Período de rotação (dias) | 25-36* |
| Velocidade de escape (km/sec) | 618,02 |
| Luminosidade (ergs/seg) | 3,827x1033 |
| Magnitude (Vo) | -26,8 |
| Temperatura média à superfície | 6 000°C |
| Idade (biliões de anos) | 4,5 |
| Principal composição química | 92,1% 7,8% 0,061% 0,030% 0,0084% 0,0076% 0,0037% 0,0031% 0,0024% 0,0015% 0,0015% |
| Filmes do Sol e de Eclipses |
|---|
- SOHO - Evento de Ejecção de Massa.
- SOHO - Evento de Ejecção de Massa - Ampliado.
- SOHO - Ejecção Explosiva de Massa da Coroa Solar.
- Cometa SOHO-6 a 2-6 raios solares do Sol.
- Fascínio do Homem pelo Sol.
- O interior do Sol, a fotosfera e a coroa.
- O campo magnético do Sol, proeminências, vento solar, auroras.
- Animação das Proeminências Solares.
- 1993-1994: Animação do Sol visto por raios-X, local AVI, 9.6K.
- Eclipse de 1994.
- Um filme QuickTime (15 Mbyte) do eclipse acima.
- Uma animação do Sol vista em raios-X durante 27 dias.
- Um filme 3d da convecção. (Cortesia de Andrea Malagoli)
| Vistas do Sol |
|---|
Esta imagem foi obtida da estação espacial Skylab da NASA em 19 de dezembro de 1973. Mostra um dos mais espectacular flares solares já gravados, impulsionado por forças magnéticas, se elevando do Sol. Ela abrange mais de 588.000 km da superfície solar. Nesta fotografia os polos solares são distinguíveis pela relativa ausência de supergranulação, e um tom mais escuro do que as porções centrais do disco.
Esta imagem da coroa solar foi registada em 23 de Dezembro de 1996 pelo instrumento LASCO na nave espacial SOHO. Mostra a faixa interior no equador solar, onde se origina e é acelerado o vento solar de baixa latitude. Acima das regiões polares, podem-se ver os flares solares afastando-se até o limite do campo visível. O campo visível desta imagem da coroa estende-se a 8,4 milhões de quilômetros (5,25 milhões de milhas) da heliosfera interior. Esta imagem foi escolhida para mostrar o Cometa SOHO-6, um dos sete que se aproximaram do Sol descobertos até agora por LASCO, quando ele entra na região do vento solar equatorial. Provavelmente acabou por mergulhar no Sol. (Cortesia ESA/NASA)
"Plumas" de gás quente fluindo para fora da atmosfera do Sol podem ser uma das fontes do "vento" solar de partículas carregadas. Estas imagens, obtidas em 7 de março de 1996, pelo Solar and Heliospheric Observatory (SOHO), mostram (em cima) campos magnéticos na superfície do Sol perto do polo sul solar; (meio) uma imagem ultravioleta de uma pluma com 1 milhão de graus da mesma região e (em baixo) uma imagem ultravioleta de uma região "quieta" da atmosfera solar próxima da superfície. (Cortesia ESA/NASA)
Esta sequência de imagens do Sol em luz ultravioleta foi obtida pela espaçonave Solar and Heliospheric Observatory (SOHO) em 11 de fevereiro de 1996 de um ponto único de gravidade neutra "L1" a 1,6 milhões de km da Terra, na direção do Sol. Uma "prominência eruptiva" ou bola de gás a 60.000°C, maior que 130.000 km, foi ejetada com uma velocidade maior que 24.000 km/hr. A bola gasosa aparece à esquerda em cada imagem. Estas erupções ocorrem quando uma quantidade significativa de plasma frio e denso ou gás ionizado escapa do campo magnético de baixo nível da atmosfera do Sol, normalmente fechado e confinante. O gás escapa ao meio interplanetário, ou héliosfera. Erupções deste tipo podem produzir grandes distúrbios do meio perto da Terra, afetando comunicações, sistemas de navegação e mesmo redes de luz. (Cortesia ESA/NASA)
Esta imagem de gás a 1.500.000°C na camada externa, rarefeita (coroa) da atmosfera do Sol foi obtida em 13 de março de 1996 pelo Extreme Ultraviolet Imaging Telescope a bordo da espaçonave Solar and Heliospheric Observatory (SOHO). Cada elemento da imagem traça uma estrutura do campo magnético. Em virtude da alta qualidade do instrumento, mais detalhes do campo magnético podem ser vistos do que em qualquer outra imagem. (Cortesia ESA/NASA)
Imagem do Sol em raio-x obtida em 21 de fevereiro de 1994. As regiões brilhantes são fontes de emissão de raio-x mais intensas. (Cortesia Calvin J. Hamilton, e Yohkoh)
Esta é a imagem do Sol como visto em H-Alfa. H-Alfa é uma banda estreita em comprimento de onda da luz vermelha emitida e absorvida (característica) do hidrogênio. (Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak)
Esta imagem foi obtida em 26 de fevereiro de 1993. As regiões escuras são locais de polaridade magnética positiva a as regiões claras são de polaridade magnética negativa. (Cortesia GSFC NASA)
Esta imagem foi obtida em 26 de fevereiro de 1993. As regiões escuras são locais de polaridade magnética positiva a as regiões claras são de polaridade magnética negativa. (Cortesia GSFC NASA)
Esta imagem mostra a região de uma mancha solar. Note a aparência multi-color. Esta granulação é causada pela erupção turbulenta de energia na superfície. (Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak)
Esta foto mostra o eclipse solar de 1977.
Foto do eclipse solar total de 11 de julho de 1991 como visto da Baja California. Este é um mosaico digital derivado de cinco fotografias individuais, cada uma exposta corretamente para um raio diferente da coroa solar. (Cortesia Steve Albers)
Esta fotografia do eclipse solar de 1994 foi obtida em 3 de Novembro de 1994, com a câmara de luz branca do High Altitude Observatory, no Chile. (Cortesia HAO eclipse team)
Fonte: http://www.if.ufrgs.br
Condições que permitem a existência de vida na Terra
A Terra é o único corpo celeste em que se sabe existirem seres vivos. Segundo os cientistas são certas condições particulares do planeta que permitem a existência de vida.
A massa e a distância da Terra ao Sol, não só criam condições de vida, mas também geram fenómenos geológicos externos e internos muito diversificados, que conduzem ao desenvolvimento de uma série de ambientes muito variados que sustentam uma enorme diversidade de formas de vida, contribuindo estas também, activamente, para a manutenção desse ambiente de vida.
As duas características principais da Terra, que determinam as diversas condições para a existência de vida, são a sua massa moderada e a distância a que se encontra do Sol.
É a massa da Terra, nem muito grande nem muito pequena, que lhe permite, por um lado, ter uma atmosfera, que ficou presa pela gravidade, e por outro, produzir no seu interior uma quantidade de energia que lhe permite ser um planeta com uma grande dinâmica interna, a partir da qual se geram sismos e vulcões, se formam montanhas e se movem os continentes, entre outros fenómenos geológicos.
Às condições referidas junta-se o efeito da distância da Terra ao Sol. A distância de cerca de 150 milhões de quilómetros faz com que a maior parte da superfície da Terra seja nem muito quente nem muito fria. O nosso planeta localiza-se numa "zona de vida" do Sistema Solar onde a água pode existir no estado líquido. Esta água líquida permitiu a origem e evolução da vida e ainda é, actualmente, o garante da vida na Terra, sendo o principal constituinte dos seres vivos.
Às condições referidas junta-se o efeito da distância da Terra ao Sol. A distância de cerca de 150 milhões de quilómetros faz com que a maior parte da superfície da Terra seja nem muito quente nem muito fria. O nosso planeta localiza-se numa "zona de vida" do Sistema Solar onde a água pode existir no estado líquido. Esta água líquida permitiu a origem e evolução da vida e ainda é, actualmente, o garante da vida na Terra, sendo o principal constituinte dos seres vivos.
A água no estado líquido ajuda a manter a temperatura média à superfície da Terra em valores moderados, pois retira dióxido de carbono da atmosfera para a formação de rochas como o calcário.
O dióxido de carbono, em valores moderados, faz a atmosfera funcionar como um "cobertor" mantendo o planeta relativamente quente, quer de dia quer de noite. Sem este efeito a Terra seria muito mais fria e, provavelmente, os oceanos congelariam.
Por outro lado, se existisse tanto dióxido de carbono na nossa atmosfera como em Vénus, provavelmente a temperatura da Terra seria de centenas de ºC.
Assim, a massa da Terra aliada à sua distância ao Sol permitem a existência de água no estado líquido e esta a manutenção de temperaturas compatíveis com a vida... a ligação entre vida e água é tão profunda que... "viemos" da água e a maior parte do nosso organismo é água.
Curiosidade:
Estamos constantemente a ouvir falar do efeito de estufa como algo de perigoso e relacionado com a poluição devida à queima dos combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo, que liberta grandes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera, gás que se torna responsável pelo aquecimento da Terra.
Contudo o dióxido de carbono, em valores moderados gera um efeito de estufa ligeiro que faz a atmosfera funcionar como um "cobertor" que mantém o nosso planeta relativamente quente, o que é indispensável à vida. Trata-se, portanto, de um "bom" efeito de estufa.
Já em Vénus, podemos observar o "mau" efeito de estufa. A maior parte da atmosfera de Vénus é formada por dióxido de carbono (CO2) – cerca de 95%, algum azoto, vapor de água e ácidos como o sulfúrico e o clorídrico.
É tão densa e volumosa que é extremamente difícil de observar, mesmo pelas sondas espaciais aí enviadas, como a Magalhães e a Pioneer. Tanto CO2 associado à sua proximidade ao Sol gera um efeito de estufa que determina a existência de temperaturas de cerca de 500 °C junto ao solo… Irrespirável e insuportável!
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Retirado de Terra Mãe CN - tema "Terra no Espaço" - 3.º Ciclo, de Helena Vaz Domingues,
José Augusto Batista, Marília Serrano Sobral, Texto Editores.
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