quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Amásia: o próximo super-continente

O planeta Terra já teve vários super-continentes, tais como Vaalbara, Kenorland, Columbia (Nuna), Rodinia, Pangaea (Laurasia + Gondwana).
Há quase 300 milhões de anos atrás, a Terra tinha uma configuração estranha para nós, já que a parte terrestre deste planeta de água estava concentrada num super-continente apelidado de Pangea.
O Luís Lopes já escreveu um excelente post sobre isto, carregado de imagens, aqui.
Mas como será no futuro?


Ross N. Mitchell, geólogo da Universidade de Yale, diz que no máximo dentro de 200 milhões, a Terra terá um novo super-continente.
O super-continente foi denominado de Amásia, e resultará da junção da América e da Ásia em redor do Pólo Norte: “Primeiro deverão fundir-se as Américas e depois irão migrar para Norte, colidindo com a Europa e a Ásia, mais ou menos onde hoje existe o Pólo Norte. A Austrália deverá continuar a mover-se para Norte e fixar-se perto da Índia”.
Leiam aqui, aqui, aqui, e aqui.
Fonte: http://astropt.org/

Aquífero Guarani : Um dos maiores aquíferos do mundo a ser preservado,

Aquifero Guarani - Mapa
[EcoDebate] Um deserto pré-histórico deu origem à região do aquífero guarani. Os depósitos arenosos trazidos pelos ventos formaram extenso campo de dunas recoberto por um episódio de vulcanismo intra-continental do Planeta. A lava solidificada originou a Serra Geral, uma capa protetora do Aquífero Guarani.
Esse reservatório de proporções gigantescas de água subterrânea é formado por derrames de basalto ocorrido entre 200 e 132 milhões de anos. Ocupa uma área de 1,2 milhões de Km2, estendendo-se pelo Brasil (840.000 Km2), Paraguai (71.700 Km2), Uruguai (58. 500 km2) e Argentina (225.500 Km2).
Etimologicamente, o aquífero significa: aqui=água; fero=transfere; ou do grego suporte de água. Batizado primeiramente de aquífero Botucatu (hoje o nome de um reservatório menor, em São Paulo), o Guarani foi mapeado nos anos 70, quando companhias petrolíferas fizeram prospecção dos terrenos em que ele se encontra. O termo Guarani foi sugerido pelo geólogo Danilo Antón em uma conversa informal com os colegas Jorge Montalo Xavier e Ernani Francisco da Rosa Filho, geólogos da Universidad de la Republica do Uruguai e Universidade Federal do Paraná, respectivamente , em 1994, e aprovado com o respaldo dos quatro países em uma reunião em Curitiba, em maio de 1996. O objetivo era unificar a nomenclatura das formações geológicas que formam o aquífero, e que recebem nomes diferentes nos quatro países e, simultaneamente, prestar uma homenagem aos índios Guaranis que habitavam a área de sua ocorrência, na época do descobrimento da América.
A espessura total do Guarani varia de valores superiores a 800 metros até a ausência completa da espessura média aquífera de 250 metros e porosidade efetiva de 15%. Estima-se que as reservas permanentes do aquífero (água acumulada ao longo do tempo) sejam da ordem de 45.000 km3.
O Aquífero Guarani constitui-se em um importante reserva estratégica para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer. Sua recarga natural anual (principalmente pelas chuvas) é de 160 km3/ano, sendo que desta, 40 km3/ano constitui o potencial explotável sem riscos para o sistema aquífero. Os estados da Federação contemplados com o aquífero são: São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, minas Gerais, Paraná, S. Catarina, e Rio Grande do Sul.
AQUÍFERO GUARANI – UMA BACIA GIGANTESCA
aquifero guarani
1 Além do Guarani, sob a superfície de São Paulo, há outro reservatório, chamado Aquífero Bauru, que se formou mais tarde. Ele é muito menor, mas tem capacidade suficiente para suprir as necessidades de fazendas e pequenas cidades. 3 Nas margens do aquífero, a erosão expõe pedaços do arenito. São os chamados afloramentos. É por aqui que a chuva entra e também por onde a contaminação pode acontecer.
2 O líquido escorre muito devagar pelos poros da pedra e leva décadas para caminhar algumas centenas de metros. Enquanto desce, ele é filtrado. Quando chega aqui está limpinho. 4 A cada 100 metros de profundidade, a temperatura do solo sobe 3 graus Celsius. Assim, a água lá do fundo fica aquecida. Neste ponto ela está a 50 graus.
* Figuras e Textos Extraídos da Revista Super Interessante nº 07 ano 13
As águas são de boa qualidade para o abastecimento público e outros usos, sendo que em sua porção confinada, os poços têm cerca de 1.500 metros de profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m3/h.
Em 02/06/2009 a Agência Brasil publicou que técnicos concluíram o mapeamento do Aquífero Guarani. A ação dos agrotóxicos na lavoura e a falta de saneamento básico em regiões metropolitanas onde se localiza o Aquífero Guarani podem sobrecarregar o manancial que tem cerca de 7.500 poços que abastecem centenas de cidades. Na região do centro da cidade de Ribeirão Preto, em 30 anos o aquífero baixou 60 metros.
O artigo afirma que esses foram alguns dos problemas constatados pelo mapeamento da área, uma das fases do Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero guarani, que começou em 2003 e teve os resultados apresentado em fins de maio durante a 21ª Reunião do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), em Brasília.
Vulnerabilidade do Aquífero Guarani quanto à contaminação
O Aquífero Guarani sendo constituído por arenitos relativamente permeáveis, devido à sua origem fundamentalmente eólica, apresenta na sua zona de recarga a maior vulnerabilidade à contaminação. A vulnerabilidade do guarani diminui à medida que a formação que a formação se aprofunda e adquire condições de confinamento, subjacente aos basaltos da Formação Serra Geral.
Um dos principais problemas existentes com relação à exploração das águas do Guarani é o risco de deterioração do aquífero, em decorrência do aumento dos volumes explotados e do crescimento das fontes de poluição pontuais e difusas. Diretrizes de utilização sustentável e proteção do Aquífero Guarani foram traçadas e tem como premissas o conhecimento de suas reservas, o diagnóstico e a manutenção da qualidade de suas águas, a caracterização e orientação sobre seu consumo atual e futuro.
No Sistema Aquífero Guarani – SAG – é considerado um aspecto importante o cálculo de reservas e a disponibilidade hídrica do sistema. O volume de água contida no SAG é atualmente estimado em 33.000 km3 de Reserva Drenável e 51 km3 de Reserva Compressível, totalizando 33.051 km3.
Pesquisas asseguram que para cenários futuros devem ser utilizados valores consolidados que busquem a sustentabilidade. Serão necessários a quantificação de recarga, a quantificação da interconexão entre aquíferos e quantificação da interconexão água superficial e subterrânea (rede integrada pluviométrica, fluviométrica e hidrogeológica). Maiores aquíferos do mundo
Aqüífero Área (km2) Transnacionalidade Ranking Área
Arenito Núbia 2 milhões Líbia,Egito,Chade,Sudão
Grande Bacia Artesiana 1,7 milhão Austrália
Guarani 1,2 milhão Argentina,Brasil,Uruguai,Paraguai
Bacia Murray 287 mil Austrália
KalaharijKaroo 135 mil Namíbia,Botswana,África do Sul
Digitalwaterway Vechte 7,5 mil Alemanha, Holanda
Praded 3,3 mil República Tcheca, Polônia
SlovakKarst- Aggtelek Não informada República Eslováquia, Hungria ?
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Esgotamento dos lençóis freáticos.
Alguns exemplos de superexploração dos recursos naturais no mundo estão relacionados a seguir, e serve de alerta para a gestão de Aquíferos.
  • O aquífero de Ogallala, no Arizona, nos Estados Unidos, pode desaparecer: já perdeu o equivalente a 18 vezes o volume do rio Colorado por causa da irrigação de áreas extensas na agricultura da região das Brandes Planícies.
  • Na Líbia, a exploração dos lençóis subterrâneos para irrigar as plantações já secou muito dos poços de onde se extrai água.
  • Na Tailândia, a retirada da água subterrânea faz algumas áreas da capital, Bangcoc, afundarem (recalcarem) 14 centímetros por ano. É que as rochas do subsolo que servem de sustentação diminuem de tamanho quando ficam secas, e o solo cede. Para piorar, como a região é de litoral, o espaço deixado pela água doce retirada é preenchido por água salgada, inutilizando os lençóis subterrâneos para o consumo.
  • Na Indonésia, a exploração desenfreada dos aqüíferos fez o mar avançar cerca de 15 quilômetros para o interior.
Água no Senado
No último dia 28, foi instalada a Subcomissão Permanente de Água da Comissão de Meio Ambiente no Senado Federal. Presidida pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), tem como objetivo aumentar as discussões acerca da proteção de rios e aquíferos nacionais. “O tema água vem ganhando cada vez mais importância no cenário mundial e o Brasil precisa participar intensivamente das discussões em torno do tema”, destacou Marisa. “Temos certeza de que vamos fazer um bom trabalho para a eliminação de problemas que temos em relação à questão da água”, afirma a senadora. Os senadores devem escolher um redator para dar continuidade aos trabalhos, que já se iniciaram em discussões anteriores à instalação da subcomissão. O ponto de partida para a proposta foi o relatório de Istambul, em março. Os primeiros temas a serem tratados deverão ser a regulamentação dos rios transfronteiriços e do Aquífero Guarani.
Esperamos que a Subcomissão Permanente de Água possa contribuir sobremaneira com o intuito de tornar o uso do Aquífero Guarani de forma sustentável.
Fonte:
Agência Brasil
Carol Salsa, colaboradora e articulista do EcoDebate é engenheira civil, pós-graduada em Mecânica dos Solos pela COPPE/UFRJ, Gestão Ambiental e Ecologia pela UFMG, Educação Ambiental pela FUBRA, Analista Ambiental concursada da FEAM.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

História de Formação do Planeta Terra



A teoria mais aceita da história da Terra é a do Big Bang, onde há aproximadamente 15 bilhões de anos uma enorme explosão lançou matéria (poeira cósmica) em todas as direções e deu origem ao agrupamento de galáxias que compõem o Universo. A gravidade começou a juntar os grãos de poeira em pedaços cada vez maiores e há cerca de 4,5 bilhões de anos surgiu a Terra. O planeta desde então, era uma bola incandescente frequentemente bombardeada por meteoros formando assim sua atmosfera e causando o surgimento de formas de vida mais complexas.
Para entender melhor o parágrafo acima vale a pena assistir os 5 minutos do vídeo abaixo sobre a criação do Planeta Terra
Clique na figura abaixo da história da Terra e aprecie uma apresentação em flash sobre o assunto.


Como vimos ao clicar na figura anterior e analisar a apresentação em flash, é justamente na região de encontro entre uma placa e outra que ocorrem os fenômenos tectônicos (movimentação de placas por limites convergentes, divergentes e tangenciais ou transformantes) e as conseqüentes modificações na crosta terrestre. Por isso, as regiões mais sujeitas a fenômenos como vulcanismo e terremotos como o Japão, a Califórnia, o México, entre outras, estão situadas nos limites das placas tectônicas. As áreas mais estáveis, como, por exemplo, o território brasileiro, localizam-se no interior (parte central) das placas.

Foto de erupção vulcânica no Equador em maio de 2010. VulcãoTungurahua.
Sobre fenômenos tectônicos, entenda melhor o terremoto do Chile acontecido em 27/02/2010 com as figuras abaixo (para uma melhor visualização clique nas imagens). Fonte: Revista Veja. Colaboração do Prof. Heliton Leal.

Após o maior tremor no Chile de intensidade 8,8, no dia 27/02/2010, houveram nos cinco dias posteriores diversos tremores de menor magnitude. Verifique a figura abaixo em forma de relógio para um melhor entendimento. Fonte: Revista Época, 8/03/2010, p. 97.

Após o tremor de sábado (27/02/2010) de 8,8 na escala Richter, o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA registrou nesse domingo (28/02/2010) um tremor de magnitude 6,2, depois revisada para 6,1, às 8h25 locais (mesmo horário de Brasília), na região de Maule, a 184 km ao sul de Santiago. O tremor, ocorrido no continente, foi localizado a uma profundidade de 32 km.
Em 11 de março de 2011, um terremoto de 8,8 graus na escala Richter seguido de tsunami atingiu o nordeste do Japão, se configurando no maior terremoto que o território japonês sofreu e o sétimo do mundo em termos de destruição. O Japão encontra-se entre o limite de três placas tectônicas (Euro-Asiática, Filipinas e Pacífica) que convergem e tangenciam causando tremores constantes – veja na figura que segue as placas cruzando a superfície do Japão.


Veja abaixo reportagem completa da BBC Brasil com imagens impressionantes do tsunami japonês…
… E imagens da tv japonesa no momento do tsunami
Sobre limites divergentes veja na figura abaixo a explicação sobre a Deriva Continental. Teoria apresentada em 1912 pelo geofísico alemão Alfred Wegener e comprovada na década de 1960 na década de 1960 pelos geólogos americanos Harry Hess e Robert Dietz.



Fotógrafo britânico registrou a falha geológica divergente da Islândia. Clique na foto para ver reportagem e outras fotos dessa falha geológica ou veja abaixo reportagem do programa da Rede Globo, Fantástico de 12 de junho de 2011.

Imagens retiradas do Guia do Estudante. Geografia Vestibular, 2009, p. 6, 25 e 43, respectivamente.
 

Vídeos 
Vídeos

 


 

 Fonte: http://marcosbau.com.br/geogeral/tectonica-das-placas/

Applets Geográficos

Localize os países (jogo)
Clique sobre o continente desejado e localize os países desse continente.

Tectônica de placas






Colóides


Destrua os mísseis do inimigo lançando anti-mísseis nas cidades indicadas. Localize a cidade no mapa clicando sobre ela com o mouse e dipare o anti-míssel. Boa sorte!

Clique com o mouse sobre a cidade indicada e pressione a tecla indicada para o avião partir de NYC até a cidade indicada.



Escala Tempo Geológico

Escala de tempo geológico representa a linha do tempo desde o presente até a formação da Terra, dividida em éons, eras, períodos, épocas e idades, que se baseiam nos grandes eventos geológicos da história do planeta. Embora devesse servir de marco cronológico absoluto à Geologia, não há concordância entre cientistas quanto aos nomes e limites de suas divisões. A versão aqui apresentada baseia-se na edição de 2004 do Quadro Estratigráfico Internacional da Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas.



Milhões de Anos

Tabela do tempo geológico

Fonte: Tecnirama, N. 16, Editorial Codex S.A. 1962.

Mapa do Magdalenense? (Ou seja… muito antigo!)


Uma rocha descoberta na Gruta de Abauntz (Arraiz, Navarra), em 1993, pode ter gravado o mais antigo mapa (conhecido) da Europa Ocident

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Climas e Climogramas do Brasil


São determinados pelo movimento das massas de ar que atuam no nosso território. É do encontro dessas massas de ar que vai se formando toda a climatologia brasileira.
Por possuir 92% do território na zona intertropical do planeta, grande extensão no sentido norte-sul e litoral com forte influência das massas de ar oceânicas, o Brasil apresenta predominância de climas quentes e úmidos. Em apenas 8% do território, ao sul do Trópico de Capricórnio, ocorre o clima subtropical, que apresenta maior variação térmica e certo delineamento das estações do ano.
Cinco são as massas de ar que influenciam o clima do Brasil como explicadas abaixo e demonstradas nos mapas que seguem:
mEc – Massa Equatorial Continental – Nasce no Noroeste da Amazônia e é quente e úmida devido à floresta ombrófila e latifoliada, sua capacidade de evapotranspiração e seus mananciais perenes. Atua durante todo o ano na Amazônia, com predomínio no inverno na Amazônia ocidental. Por ser uma massa quente e úmida, no verão sua área de atuação é abrangida para quase todo o Brasil levando grande quantidade de chuvas para as regiões Norte, Centro-Oeste, parte do Nordeste, Sudeste e Sul (influenciando nas chuvas de verão até Santa Catarina).
Por um corredor de vales leva grande umidade contribuindo para as chuvas de verão da região Sudeste do Brasil ao se cruzar com outra massa quente e úmida vinda do Oceano Atlântico, a mTa – Massa Tropical Atlântica. Tais chuvas são intensas e associadas à ocupação irregular nas encostas dos centros urbanos causam catástrofes naturais como os desmoronamentos/escorregamentos acontecidos recentemente em Santa Catarina (dez. 2008), Rio de Janeiro (abr. 2010) e Região Serrana do RJ (Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo – jan. 2011).
mEa – Massa Equatorial Atlântica – Massa quente e úmida que nasce no Atlântico Norte próximo ao arquipélago dos Açores. Forma os ventos alísios (sopram do trópico em direção ao Equador) e atinge o litoral do Norte e Nordeste do Brasil no equinócio de primavera e solstício de verão.
mTa – Massa Tropical Atlântica – Quente e úmida e se forma no Atlântico Sul próximo ao Trópico de Capricórnio. Atua durante todo o ano nos litorais das regiões Nordeste, Sudeste (chuvas de relevo ou orográficas na Serra do Mar) e Sul do Brasil. No verão leva chuvas desde o litoral das regiões NE, SE e S ao interior da região Centro-Oeste (região do Distrito Federal) chegando a atingir o Pantanal matogrossense levando umidade. No inverno provoca chuvas frontais no litoral do NE, SE e S ao se cruzar com a mPa – Massa Polar Atlântica.
 

Atuação das massas de ar no verão da América doSul. Nota-se a atuação restrita da fria mPa e maior abrangência das massas quentes devido à incidência solar no Trópico de Capricórnio. Fonte: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 149.
mTc – Massa Tropical Continental – Quente e seca, forma-se na depressão do Chaco (prolongamento do Pantanal em território boliviano e paraguaio). Na primavera e no verão encontra-se com a mEc – Massa Equatorial Continental contribuindo para precipitações no interior da região Centro-Oeste. No inverno contribui para a estação seca no oeste do Estado de Minas Gerais e na região Centro-Oeste até o Pantanal ao se cruzar com a mPa – Massa Polar Atlântica que chega seca nessa região e traz as baixas temperaturas no outono-inverno.
mPa – Massa Polar Atlântica – Nasce fria e úmida no Atlântico Sul nas imediações do litoral da Patagônia e chega ao Brasil fria e seca (seu resto de umidade é precipitado na região Sul do Brasil). Sabendo-se que quanto mais uma massa de ar se desloca do seu centro de origem perde suas características originais, a mPa atua nas regiões Sul (ventos periódicos minuano e pampeiro) e Sudeste com mais intensidade e no inverno, pela menor incidência solar no hemisfério sul, chega a atingir o litoral da região Nordeste, provocando chuvas ao encontrar-se com a mTa – Massa Tropical Atlântica que é quente e úmida. Outra vertente de penetração no inverno faz a mPa chegar ao vale do Tapajós na Amazônia provocando quedas de temperatura em um fenômeno chamado friagem.

 

Atuação das massas de ar no inverno da América do Sul. Maior atuação da mPa devido à menor incidência solar no hemisfério sul. Fonte: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 150.
Este artigo atende aos fins de leitura e pesquisa e pertence ao blog GeoBau (http://marcosbau.com). Proibida a reprodução pelo Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610/98 de Direitos Autorais. PLÁGIO É CRIME. DENUNCIE. 

Climogramas do Brasil
Tendo por base a dinâmica das massas de ar, o cientista Arthur Strahler propôs uma classificação climática que estuda a dinâmica atmosférica através da circulação das massas de ar (climatologia dinâmica).
Veja o mapa que segue e alguns climogramas brasileiros e suas respectivas explicações.

Climogramas

Clima Equatorial
Fica nas proximidades da linha do Equador, abarcando a Amazônia, norte de Mato Grosso e oeste do Maranhão. Chove durante o ano todo, e em grande quantidade; é bastante úmido e a temperatura varia pouco no decorrer ao longo do ano, com média de 26º C. O climograma de Manaus (AM), localizada nessa faixa de clima, traz informações sobre a pluviosidade e a temperatura. Repare como, no gráfico, a quantidade de precipitação (representada pelas barras verticais) é bem alta, atingindo mais de 300 milímetros no mês de março, com apenas uma pequena queda no meio do ano (em julho, agosto e setembro), quando fica abaixo dos 100 milímetros. A pequena variação de temperatura, típica do clima equatorial, também pode ser vista no climograma de Manaus; a linha horizontal, formada pelas temperaturas médias de cada mês, quase não sobe nem desce, ficando em torno dos 26º C.
Clima Tropical, Tropical Típico, Tropical Semi-úmido ou ainda Tropical alternadamente úmido e seco
Predominante no território brasileiro, pega toda faixa do centro do país, leste do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia e de Minas Gerais. Inverno e verão são estações bem marcadas pela diferença de pluviosidade: o verão é bastante chuvoso e há seca no inverno. No climograma de Goiânia (GO), conseguimos enxergar essa diferença pela variação na altura das barras de precipitação: em julho, a precipitação chega a quase zero, e em janeiro ultrapassa 250 milímetros. A temperatura no clima tropical é alta e não varia muito; a média fica entre 18º C em locais de serra e 28º C na maior parte do território.
Clima Tropical Semi-Árido
É o clima das zonas mais secas do interior do Nordeste. Caracteriza-se pela baixa umidade, pouca chuva e temperaturas elevadas. O climograma da cidade baiana de Juazeiro, na divisa com Pernambuco, representa graficamente essas características: nas barrinhas de precipitação, a mínima de chuva chega a 1,7 milímetro, em agosto, com a linha de temperatura variando entre cerca de 24,5º C e 28,5º C, médias térmicas elevadas. A chuva se concentra entre os meses de novembro e abril, mas o total anual de precipitação não chega a 550 milímetros – o volume é inferior ao atingido em apenas dois meses (fevereiro e março) no clima equatorial.
Clima Tropical de Altitude
É o clima das áreas com altitude acima de 800 metros em Minas Gerais, No Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os verões são quentes e chuvosos e os invernos, frios e secos. Isso pode ser visto no climograma acima, que mostra as médias de temperatura e pluviosidade de Belo Horizonte (MG). No inverno, as barras de chuva atingem o mínimo de cerca de 10 milímetros, e, no verão, passam de 300 milímetros. Em comparação ao clima tropical, o tropical de altitude tem o mesmo comportamento pluvimétrico, mas as médias anuais de temperatura são menores, ficando em torno dos 20º C – no inverno, as temperaturas são bem mais baixas.
Clima Tropical Atlântico ou Tropical Úmido
Esse clima cobre quase todo o litoral do país: começa no Rio Grande do Norte e vai até o Paraná. A quantidade de chuvas varia conforme a latitude da localidade. Por exemplo, enquanto no Nordeste chove muito no inverno, no Sudeste chove mais no verão, como pode ser visto no climograma de João Pessoa (PB) e no do Rio de Janeiro (RJ). A variação de temperatura é maior na porção mais ao sul do litoral. No Rio de Janeiro, oscila entre 21,5º C e 26,5º C e, em João Pessoa, entre 24º C e 28º C.
Clima Subtropical (no hemisfério Norte é chamado de Temperado)
É o clima das regiões ao sul do trópico de Capricórnio: sul de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A quantidade de chuva não varia muito durante o ano, mas as temperaturas mudam bastante: o inverno é frio e o verão, quente. No climograma de Curitiba (PR), por exemplo, a temperatura oscila entre 12,5º C e 20º C, enquanto as barras de precipitação apresentam pouca variação (a média anual é de 110 milímetros).
Fonte da parte de climogramas: Guia do Estudante: geografia. Mais que tropical. São Paulo: Abril, 2009, p. 48, 49.
Fonte: http://marcosbau.com.br