quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A tectónica de placas na formação dos continentes


A tectónica de placas na formação dos continentes

A revista Science acaba de reportar um artigo de Richard Carlson, investigador do Departamento do Magnetismo Terrestre do Instituto Carnegie, de Washington. Nele é referido que no norte do Canadá, mais propriamnte na baía de Hudson, foram descobertas rochas metamórficas, cuja datação efectuada  por isótopos radioactivos, de largo período de decaímento nela presentes, do neodímio e do samário, revelaram que a sua formação ocorreu entre os 3,8 e 4,28 biliões de anos.
A Terra ter-se-á formado há 4,6 biliões de anos. As amostras mais antigas, gneisses canadianos, datam de 4,03 biliões de anos.
Esta nova descoberta, para além de fazer recuar cerca de 250 milhões de anos o conhecimento do aparecimento das primeiras rochas, o primeiro material sólido na Terra primitiva, trouxe um conjunto de informações relevantes.
                              
    As rochas que acabam de serem datadas como as mais antigas da superfície terrestre
A análise da sua composição química revelou que é idêntica às rochas vulcânicas que se formam quando do choque de placas tectónicas, permitindo assim entender melhor a génese da formação da Crosta.
Esta descoberta é importante porque são muito escassos os vestígios rochosos, deixados pela dinâmica terrestre ao longo da sua existência, devido à sua permanente reciclagem. Os responsáveis são a movimentação das placas tectónicas e a erosão.  
Os geólogos suspeitam que o movimento das placas continentais é cíclico e que se juntam em cada 500-700 milhões de anos formando um único supercontinente. O mais recente é o Pangeia, formado há 300 milhões de anos, de cuja desagregação, deriva, motivada pela movimentação das placas, resultaram os actuais continentes.
                           
                    A deriva dos continentes explicada pela tectónica de placas
Os continentes são as partes emersas das sete placas tectónicas que se movem por acção das correntes de convecção do Manto. Na colisão de placas, uma mergulha sob a outra no que se designa por subducção. O lado oposto da placa parte, separa-se, e permite que o magma do Manto ascenda à superfície para preencher o vazio. Esta nova crosta oceânica que se vai formando, embora mais fina é muito mais densa que a das placas que transportam os continentes. Assim eles, as placas de que fazem parte, nas zonas de subducção cavalgam as do chão marinho e continuam emersos.
O resultado é que os continentes mantêm a sua forma por centenas de milhões de anos, deslizando vagarosamente como barcos vogando numa superfície líquida. Podem colidir e até virem a juntar-se todos num enorme supercontinente.
A divisão do Pangeia deu-se há 100 milhões de anos.
                     
                                    Uma provável evolução futura da deriva continental
Há 1,1 biliões de anos formou-se o Rodínia. Fragmentou-se passados 250 milhões de anos.
Depois do Pangeia (há 300 milhões de anos) teria havido o Pannotia (600 milhões), o Rondínia (900 milhões), o Colúmbia(1,9 biliões), o Kenorland (2,5 biliões) e finalmente o Ur ( 3 biliões atrás). Há consenso na comunidade científica relativamenta ao Pangeia e ao Pannotia.
Caminhamos, portanto, para um novo supercontinente. Deverá estar formado daqui a 250 milhões de anos já que estamos a meio do ciclo.
 O oceano Pacífico está a fechar-se resultante da colisão da Eurásia com a costa ocidental das Américas.
 A África está a mover-se para Norte, continuando o seu choque com a Eurásia. A península italiana, que faz parte da placa  africana, colide com a Europa nos Alpes, que continuam a elevar-se. A serra Nevada, no sul da península ibérica, também.
 A Austrália caminha para o Norte rumo ao sul do continente asiático. Irá colidir com a Indochina.
                                      
                                             O novo supercontinente 
Embora não seja consensual na comunidade científica os trajectos que as diferentes massas continentais vão descrever, estão de acordo de que se caminha para a formação de um Novo Pangeia.
Fonte: http://comunidade.sol.pt/

QUAL A CAUSA DAS GLACIAÇÕES?

Os cientistas discutem constantemente as razões da existência de ciclos climáticos que fazem as glaciações surgirem e terminarem. A teoria mais famosa, apresentada em 1920 pelo matemático iugoslavo Milutin Milankovitch, defende que o clima da Terra é determinado pelo volume de energia que ela recebe do sol. Segundo Milankovitch, essa insolação — incidência de radiação solar — é ditada, por sua vez, por três fatores astronómicos.

O primeiro é a natureza irregular da órbita terrestre em torno do Sol. Em um período de 100 mil anos a órbita do planeta passa de um círculo quase perfeito para uma forma ligeiramente oval. À medida que tal excentricidade aumenta, ocorre o mesmo com o periéiio — distância mínima entre a Terra e o Sol —, causando menor insolação e temperaturas mais baixas.



O segundo fator é a inclinação do eixo de rotação da Terra, que varia de 21,8 a 24,4 graus, a cada 40 mil anos. Com o máximo de inclinação, a insolação e as temperaturas caem. O terceiro fator de Milankovitch, a precessão, se refere ao modo pelo qual a Terra oscila em seu eixo, como um pião. Em períodos de 21 mil anos, tal fenômeno afeta a inclinação do planeta e traz temperaturas mais frias. Quando os três fatores se reforçam mutuamente, eles mergulham a Terra em uma glaciação.
Embora Milankovitch tenha demonstrado que as glaciações do passado coincidem com períodos de insolação mínima, outros cientistas descobriram depois que os fatores astronómicos, isolados, não fazem baixar drasticamente as temperaturas.




Tais fatores podem bastar, contudo, para deflagrar uma cadeia de eventos climáticos que desencadeariam a próxima glaciação. Na verdade, simulações de computador revelaram que a Terra poderia passar de seu atual período intergiaclal para uma autêntica Era Glacial em apenas 60 mil anos; e também que a diminuição das médias de temperatura necessária para isso seria de apenas 6 graus Celsius.
Fonte: http://www.mundovestibular.com.br

Grandes acontecimentos da História da Terra



Pesquisas feitas sobre o Pré-câmbrico
Deverão incluir os principais acontecimentos do Pré-câmbrico, nomeadamente a nível da Hidrosfera, Atmosfera, Geosfera e Biosfera, ilustrados e caracterizados com texto.


 PRÉ-CÂMBRICO

 Pré-Câmbrico designa o conjunto de Éons anteriores ao Fanerozóico, tais como o Hadeano, o Arcaico e o Proterozóico. O Pré-Câmbrico começou há cerca de 4600 Milhões de anos com a formação da Terra e termina a quando do início do Fanerozóico há 542 Milhões de anos.

Alguns dos acontecimentos mais importantes durante o Pré-Câmbrico:
  • Formação do Planeta Terra;
  • Diminuição da temperatura interna do planeta;
  • Teorias relativas sobre o aparecimento de água no Planeta Azul; 
  • Formação dos Protocontinentes; 
  • início do movimento das placas tectónicas;
  • início da vida da terra (com as células procariontes e posteriormente as eucarióticas);
  • formação da atmosfera terrestre;
  • aparecimento dos primeiros vegetais e animais.

A Terra formou-se aproximadamente há 4,5 mil milhões de anos. A colisão de planetesimais (meteoros, material do cosmos) aumentou a sua dimensão devido à acreção desses materiais vindos do universo. Deste modo, a Terra aumentou a sua energia interna, que foi utilizada pela actividade vulcânica até aos dias de hoje.

Fig. 1: Teoria nebular

     No início da sua formação a Terra parecia uma bola de fogo. A superfície terrestre era como um “oceano de rocha fundida” com quilómetros de profundidade e a temperatura passava dos 4000º C (semelhante à temperatura à superfície do Sol). Nesta altura a superfície era um “oceano de lava”, que começou lentamente a arrefecer, porque a radioactividade que fornecia tanto calor à Terra também diminua lentamente, o que gerou um acontecimento propício a um mundo aquático.
     Ainda há 4,4 mil milhões de anos, caíam sobre Terra meteoros, mas a Temperatura no centro da Terra já estava a diminuir, começando a assim a formar uma crusta solidificada em rocha vulcânica (esta rocha era escura porque era essencialmente basáltica) e já se formava água à superfície. Esta primeira crusta foi uma crusta oceânica basáltica, formada pela intensa actividade vulcânica, que libertou enormes quantidades de magma basáltico que solidificou à superfície e por isso teve um arrefecimento rápido.( Após o aparecimento da água, esta crusta por ser a mais baixa, a água deslocou-se para essas zonas.)
     Existem duas vertentes acerca do aparecimento de água na Terra: a vertente em que os meteoritos que atingiram a Terra continham uma elevada quantidade de água, e a outra diz respeito à elevada precipitação durante milhões de anos, devido à elevada quantidade de CO2 e outros gases libertados pela actividade vulcânica que cobriu o planeta, arrefecendo de tal forma que precipitou sob o solo terrestre e formou os oceanos. No vídeo apresentado na aula, falou-se das duas; o nosso grupo (grupo I) acredita em ambas, a água surgiu destes dois processos. Mas o que interessa é que a água surgiu e mudou drasticamente o rumo do planeta Terra.
Há 4 mil milhões de anos, 90 % da Terra era oceano, e os restantes 10 % eram ilhas formadas em zonas de arcos insulares, ou seja, foi nesta altura que se formaram as placas tectónicas. Estas ilhas foram os primeiros protocontinentes. Estes protocontinentes continham já rochas menos densas (rochas graníticas) que as rochas basálticas, por isso é que ascenderam em relação à crusta oceânica que é essencialmente basáltica. As rochas basálticas primitivas já não existem porque foram destruídas nas zonas de subducção.
O oceano nesta altura era essencialmente constituído por ferro, tendo por isso uma cor verde, enquanto que a primeira atmosfera continha praticamente CO2, dando por isso uma cor meio avermelhada. A contínua actividade vulcânica aumentaria o tamanho dos protocontinentes.



Estromatólito:

É uma rocha formada por tapete de limo produzido por micróbios no fundo de mares rasos, que se acumula até formar uma espécie de recife. Os estromatólitos, por serem os primeiros organismos a realizar a fotossíntese, são responsáveis pelo ar respirável que surgiu no planeta há cerca de 3,5 mil milhões de anos. Os principais microorganismos formadores das estromatolíticas são as cianobactérias(*).
                                               Fig. 2: Exemplo de estromatólitos

(*) É um filo  do domínio Bacteria , popularmente denominado cianobactérias e algas azuis, que inclui organismos aquáticos, unicelulares, procariontes e fotossintéticos. Possuem forma de cocos, bastonetes, filamentos ou pseudofilamentos, apresentando coloração azul em condições óptimas, mas são frequentemente encontradas apresentando coloração de verde oliva a verde-azulado.

O registo fóssil das cianobactérias indica que estes seres fotossintéticos apareceram no éon Arqueano e devem ter sido responsáveis pelo aparecimento do oxigénio na atmosfera terrestre - o que parece ter acontecido há cerca de 2,5 biliões de anos, despoletando a origem da vida eucarionte e dando lugar ao éon Proterozóico.



Fotossíntese:

É o processo através do qual as plantas, seres autotróficos (seres que produzem seu próprio alimento) e alguns outros organismos transformam energia luminosa em energia química processando o dióxido de carbono e outros compostos(CO2), água (H2O) e minerais em compostos orgânicos e produzindo oxigénio gasoso (O2).
 
Fig. 3: Processo de fotossíntese


Fig4: Sucessão dos supercontinentes desde a origem da Terra

De 1.000 M.a. a 540 M.a.

Há 1.000 M.a. atrás formou-se um supercontinente de nome Rodínia.
Esse supercontinente pela altura de 700 M.a. bloqueou as correntes marinhas, impedindo que as águas quentes do equador atingissem latitudes elevadas.
Como não atingiram latitudes elevadas o que acabou por acontecer foi uma redução de temperatura por toda a Terra, ou seja, um arrefecimento global da Terra. Esse período ficou conhecido como a Idade do Gelo. O  arrefecimento do planeta também reduziu a quantidade de vapor de água presente na atmosfera.
Esse período terminou quando a Rodínia se fragmentou por consequência da tectónica de placas.



Algo que também marcou esse período de tempo foi o aumento de teor de O2 que foi o grande impulsionador para um aumento da fauna.
A classificação dessa fauna designa-se por Fauna de Ediacara, onde entre os geólogos não havia um consenso quanto às categorias taxonómicas dos fósseis encontrados nesse período. O que se sabia era que seriam organismos simples, compostos por tecidos moles que teriam vivido essencialmente enterrados ou sobre os fundos oceânicos. Os seus vestígios encontram-se pouco conservados, mas é possível estudar algumas das suas marcas de locomoção. Muitos investigadores consideram que estes organismos correspondem aos primeiros animais multi-celulares conhecidos.

Fonte: http://rusoares65.pbworks.com

Um pouco da história da Terra

HadeanoA história do nosso planeta inicia às 0h, quando a Terra foi formada (há 4,6 bilhões de anos) foi formado a partir de poeira e gás. As primeiras 3h44 de vida da Terra não são de muitas mudanças.
Nesse período, denominado pelos cientistas de Hadeano, o planeta era uma grande massa disforme de rochas em ebulição, bombardeada por uma incessante chuva de meteoros e cometas, não abrigando nenhuma forma de vida. De repente, a grande colisão com um planetóide errante arrancou milhões de pedaços do planeta. Parte desses destroços ficaram na órbita da Terra e acabaram por juntar-se, formando a Lua.

Terra no início da sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Fonte da imagem: http://www.karencarr.com/index.php
Gradativamente o planeta perdeu calor, e esse resfriamento fez que com as rochas começassem a se solidificar, formando a crosta terrestre, estreita camada de rocha que cobre toda a Terra.
Durante estes acontecimentos, começou a ser expelida do interior da Terra uma imensa quantidade de gases e vapor de água. Esses gases formaram a chamada atmosfera primitiva e o vapor de água favoreceu o surgimento das primeiras chuvas. Assim, por volta das 4h já existia um imenso oceano cobrindo toda a Terra, ainda bastante quente (Arqueano). Os oceanos primitivos possuíam cerca de 20 cm de profundidade.

Arqueano

Imensos oceano do Arqueano, há 3,8 bilhões de anos. Fonte da imagem: 

A formação dos oceanos foi fundamental para o surgimento da vida no planeta, pois foi no mar que surgiram  as primeiras forma de vida (as bactérias) em algum momento entre as 5 e 6 horas da manhã. Estes seres microscópicos dominaram sozinhos o planeta até as 21h (fim do Proterozoico).
Até agora estivemos visitando o chamado Pré-Cambriano, que cobriu quase 90% da história da Terra.
A partir das 21h06 tudo começou a acontecer de forma muito rápida. Inicia-se o Paleozóico (paleo  = antigo + zoico  = vida), que se estenderá até as 22h28 e que,  por ter sido tão rico em eventos, teve que ser dividido em 6 períodos bem distintos.
A atividade vulcânica, no Paleozóico, está bem mais amena, alternando entre períodos de calmaria e de grandes explosões em todo o planeta.
As primeiras formas de vida foram importantes para o surgimento de outros seres. Surgiram então, oriundos dos microrganismos, os invertebrados dentre eles medusas, trilobitas, caracóis e estrela-do-mar, além disso, desenvolveram plantas tais como as algas verdes, todos os seres vivos desse momento habitavam ambientes marinhos.

cambriano

Terra no Cambriano (há 550 milhões de anos), em preiro plano a trilobita. 

Os primeiros peixes, esponjas, corais e moluscos surgiram ainda no Cambriano, mas só depois de 12 minutos (no Ordoviciano) que passaram a existir as primeiras plantas terrestres. Algumas espécies de plantas marinhas desenvolveram a capacidade de se adaptar fora do ambiente aquático migrando para áreas continentais, dando origem às primeiras plantas terrestres.

Ordoviciano

Terra durante o Ordoviciano, há 500 milhões de anos atrás. Fonte da imagem: http://www.karencarr.com/index.php

A partir da existência de uma atmosfera já bem desenvolvida, as variações climáticas começam a ocorrer com tanta frequência, que provocam sucessivas extinções em massa de espécies recém surgidas. Procurando adaptar-se a essas necessidades, as espécies passam a apresentar partes duras (conchas, dentes, etc.) e algumas delas acabam por ser preservadas como fósseis, possibilitando a sua descoberta e estudo por uma outra espécie ainda muito distante.

Siluriano

Terra durante o Siluriano, há 430 milhões de anos atrás. Fonte da imagem: http://www.karencarr.com/index.php

Finalmente os continentes são invadidos por milhões e milhões de diferentes espécies de insetos, alguns dos quais sobrevivem até hoje.
No período Devoniano (por volta das 21h50), uma grande catástrofe ecológica dizimou quase 97% de todas as espécies existentes. Passados mais 10 minutos, no Carbonífero, grandes florestas  e pântanos formaram e foram destruídos sucessivamente, formando os depósitos de carvão explorados até hoje.

Carbonifero

Florestas e pântanos do Carbonífero, há 300 milhões de anos atrás. 

Os animais terrestres tiveram sua origem a partir do momento que algumas espécies de peixes saíram da água dando origem aos anfíbios e posteriormente aos répteis.
Às 22h41 entramos na Era Mesozoica (a era dos repteis) que durou pouco menos de uma hora (180 milhões de anos). No início do Mesozoico formou-se um supercontinente, chamado Pangea, que depois dividiu-se em dois grandes continentes conhecidos como Laurásia, ao norte, e Gonduana, ao sul.
Assistiremos, também, ao surgimento de uma imensa variedade de dinossauros, herbívoros em sua maioria, que  reinarão no planeta durante mais de 160 milhões de anos. Houve um tempo no qual o planeta Terra ficou povoado por grandes répteis, os dinossauros, e esse período ficou caracterizado como o Período Jurássico.

Jurassico

Os dinossauros reinavam na Terra durante o Jurássico, há 200 milhões de anos atrás. 

Por volta das 23h39, porém, um meteoro de pelo menos 15 km de diâmetro irá atingir a atual península de Yukatan (México) jogando bilhões de toneladas de poeira na atmosfera. Uma grande noite irá abater-se sobre o planeta, impedindo a fotossíntese das plantas, que não poderão alimentar os herbívoros, que por sua vez não poderão servir de alimento aos carnívoros...

Paleoceno

Fim da era dos dinossauros, há 65 milhões de anos atrás. Fonte da imagem: http://www.karencarr.com/index.php

Pelo menos a metade das espécies existentes irá ser extinta nessa grande catástrofe, inclusive todos os grandes dinossauros, abrindo espaço para que os mamíferos iniciem o seu reinado, que perdurará até os dias atuais...

era dos mamiferos

Mamíferos do Mioceno, 23 milhões de anos atrás. Fonte da imagem: http://www.karencarr.com/index.php

O período permiano deu origem às plantas com flores e os mamíferos. Os grandes répteis foram extintos há 70 milhões de anos.
Faltando pouco mais que 20 minutos para o fim do nosso dia, iniciou a Era Cenozóica, e acontecerá a fragmentação dos grandes continentes até a conformação atual.
A América do Sul separou-se da África, surgindo o Oceano Atlântico Sul; a Austrália será separada da Antártica e a América do Norte separou-se da Europa. Grandes cadeias de montanhas foram formadas nessa deriva continental, como o Himalaia e os Alpes, e novos ecossistemas foram formados e isolados dos demais, permitindo a especialização de algumas espécies... Os animais como os mamíferos e as aves proliferaram por todo o planeta, a atmosfera já possuía as mesmas características atuais.

Pleistoceno

Mamíferos do Plesitoceno, há 2 milhões de anos atrás. Fonte da imagem: http://www.karencarr.com/index.php

Há aproximadamente 4 milhões de anos surgiram os ancestrais dos seres humanos, o planeta a partir de então entrou em períodos de muito frio ocasionados pelo crescimento das geleiras, no entanto, há 11 mil anos as geleiras se fixaram nas zonas polares.

australopitecus

Australopithecus Afarensis, há 3 milhões de anos atrás. Fonte da imagem: http://www.karencarr.com/index.php
 
Por volta das 23:59:57 (150.000 anos atrás),  faltando apenas 3 segundos para o término de nossa exaustiva viagem, veremos os primeiros grupos de Homo Sapiens  caçando no continente africano. Essa nova espécie sobreviveu à última glaciação e migrou apressadamente para os demais continentes, sem se incomodar com as características particulares de cada ambiente nem com o delicado equilíbrio conseguido ao longo do tempo.
Dominou todas as outras espécies, provocando o desaparecimento de algumas delas, e começou a usar a escrita e, portanto, a fazer História, no último décimo do último segundo...

Este texto foi adaptado e modificado de
Fonte: http://www.ufrgs.br/

Amásia: o próximo super-continente

O planeta Terra já teve vários super-continentes, tais como Vaalbara, Kenorland, Columbia (Nuna), Rodinia, Pangaea (Laurasia + Gondwana).
Há quase 300 milhões de anos atrás, a Terra tinha uma configuração estranha para nós, já que a parte terrestre deste planeta de água estava concentrada num super-continente apelidado de Pangea.
O Luís Lopes já escreveu um excelente post sobre isto, carregado de imagens, aqui.
Mas como será no futuro?


Ross N. Mitchell, geólogo da Universidade de Yale, diz que no máximo dentro de 200 milhões, a Terra terá um novo super-continente.
O super-continente foi denominado de Amásia, e resultará da junção da América e da Ásia em redor do Pólo Norte: “Primeiro deverão fundir-se as Américas e depois irão migrar para Norte, colidindo com a Europa e a Ásia, mais ou menos onde hoje existe o Pólo Norte. A Austrália deverá continuar a mover-se para Norte e fixar-se perto da Índia”.
Leiam aqui, aqui, aqui, e aqui.
Fonte: http://astropt.org/

Aquífero Guarani : Um dos maiores aquíferos do mundo a ser preservado,

Aquifero Guarani - Mapa
[EcoDebate] Um deserto pré-histórico deu origem à região do aquífero guarani. Os depósitos arenosos trazidos pelos ventos formaram extenso campo de dunas recoberto por um episódio de vulcanismo intra-continental do Planeta. A lava solidificada originou a Serra Geral, uma capa protetora do Aquífero Guarani.
Esse reservatório de proporções gigantescas de água subterrânea é formado por derrames de basalto ocorrido entre 200 e 132 milhões de anos. Ocupa uma área de 1,2 milhões de Km2, estendendo-se pelo Brasil (840.000 Km2), Paraguai (71.700 Km2), Uruguai (58. 500 km2) e Argentina (225.500 Km2).
Etimologicamente, o aquífero significa: aqui=água; fero=transfere; ou do grego suporte de água. Batizado primeiramente de aquífero Botucatu (hoje o nome de um reservatório menor, em São Paulo), o Guarani foi mapeado nos anos 70, quando companhias petrolíferas fizeram prospecção dos terrenos em que ele se encontra. O termo Guarani foi sugerido pelo geólogo Danilo Antón em uma conversa informal com os colegas Jorge Montalo Xavier e Ernani Francisco da Rosa Filho, geólogos da Universidad de la Republica do Uruguai e Universidade Federal do Paraná, respectivamente , em 1994, e aprovado com o respaldo dos quatro países em uma reunião em Curitiba, em maio de 1996. O objetivo era unificar a nomenclatura das formações geológicas que formam o aquífero, e que recebem nomes diferentes nos quatro países e, simultaneamente, prestar uma homenagem aos índios Guaranis que habitavam a área de sua ocorrência, na época do descobrimento da América.
A espessura total do Guarani varia de valores superiores a 800 metros até a ausência completa da espessura média aquífera de 250 metros e porosidade efetiva de 15%. Estima-se que as reservas permanentes do aquífero (água acumulada ao longo do tempo) sejam da ordem de 45.000 km3.
O Aquífero Guarani constitui-se em um importante reserva estratégica para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer. Sua recarga natural anual (principalmente pelas chuvas) é de 160 km3/ano, sendo que desta, 40 km3/ano constitui o potencial explotável sem riscos para o sistema aquífero. Os estados da Federação contemplados com o aquífero são: São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, minas Gerais, Paraná, S. Catarina, e Rio Grande do Sul.
AQUÍFERO GUARANI – UMA BACIA GIGANTESCA
aquifero guarani
1 Além do Guarani, sob a superfície de São Paulo, há outro reservatório, chamado Aquífero Bauru, que se formou mais tarde. Ele é muito menor, mas tem capacidade suficiente para suprir as necessidades de fazendas e pequenas cidades. 3 Nas margens do aquífero, a erosão expõe pedaços do arenito. São os chamados afloramentos. É por aqui que a chuva entra e também por onde a contaminação pode acontecer.
2 O líquido escorre muito devagar pelos poros da pedra e leva décadas para caminhar algumas centenas de metros. Enquanto desce, ele é filtrado. Quando chega aqui está limpinho. 4 A cada 100 metros de profundidade, a temperatura do solo sobe 3 graus Celsius. Assim, a água lá do fundo fica aquecida. Neste ponto ela está a 50 graus.
* Figuras e Textos Extraídos da Revista Super Interessante nº 07 ano 13
As águas são de boa qualidade para o abastecimento público e outros usos, sendo que em sua porção confinada, os poços têm cerca de 1.500 metros de profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m3/h.
Em 02/06/2009 a Agência Brasil publicou que técnicos concluíram o mapeamento do Aquífero Guarani. A ação dos agrotóxicos na lavoura e a falta de saneamento básico em regiões metropolitanas onde se localiza o Aquífero Guarani podem sobrecarregar o manancial que tem cerca de 7.500 poços que abastecem centenas de cidades. Na região do centro da cidade de Ribeirão Preto, em 30 anos o aquífero baixou 60 metros.
O artigo afirma que esses foram alguns dos problemas constatados pelo mapeamento da área, uma das fases do Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero guarani, que começou em 2003 e teve os resultados apresentado em fins de maio durante a 21ª Reunião do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), em Brasília.
Vulnerabilidade do Aquífero Guarani quanto à contaminação
O Aquífero Guarani sendo constituído por arenitos relativamente permeáveis, devido à sua origem fundamentalmente eólica, apresenta na sua zona de recarga a maior vulnerabilidade à contaminação. A vulnerabilidade do guarani diminui à medida que a formação que a formação se aprofunda e adquire condições de confinamento, subjacente aos basaltos da Formação Serra Geral.
Um dos principais problemas existentes com relação à exploração das águas do Guarani é o risco de deterioração do aquífero, em decorrência do aumento dos volumes explotados e do crescimento das fontes de poluição pontuais e difusas. Diretrizes de utilização sustentável e proteção do Aquífero Guarani foram traçadas e tem como premissas o conhecimento de suas reservas, o diagnóstico e a manutenção da qualidade de suas águas, a caracterização e orientação sobre seu consumo atual e futuro.
No Sistema Aquífero Guarani – SAG – é considerado um aspecto importante o cálculo de reservas e a disponibilidade hídrica do sistema. O volume de água contida no SAG é atualmente estimado em 33.000 km3 de Reserva Drenável e 51 km3 de Reserva Compressível, totalizando 33.051 km3.
Pesquisas asseguram que para cenários futuros devem ser utilizados valores consolidados que busquem a sustentabilidade. Serão necessários a quantificação de recarga, a quantificação da interconexão entre aquíferos e quantificação da interconexão água superficial e subterrânea (rede integrada pluviométrica, fluviométrica e hidrogeológica). Maiores aquíferos do mundo
Aqüífero Área (km2) Transnacionalidade Ranking Área
Arenito Núbia 2 milhões Líbia,Egito,Chade,Sudão
Grande Bacia Artesiana 1,7 milhão Austrália
Guarani 1,2 milhão Argentina,Brasil,Uruguai,Paraguai
Bacia Murray 287 mil Austrália
KalaharijKaroo 135 mil Namíbia,Botswana,África do Sul
Digitalwaterway Vechte 7,5 mil Alemanha, Holanda
Praded 3,3 mil República Tcheca, Polônia
SlovakKarst- Aggtelek Não informada República Eslováquia, Hungria ?
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Esgotamento dos lençóis freáticos.
Alguns exemplos de superexploração dos recursos naturais no mundo estão relacionados a seguir, e serve de alerta para a gestão de Aquíferos.
  • O aquífero de Ogallala, no Arizona, nos Estados Unidos, pode desaparecer: já perdeu o equivalente a 18 vezes o volume do rio Colorado por causa da irrigação de áreas extensas na agricultura da região das Brandes Planícies.
  • Na Líbia, a exploração dos lençóis subterrâneos para irrigar as plantações já secou muito dos poços de onde se extrai água.
  • Na Tailândia, a retirada da água subterrânea faz algumas áreas da capital, Bangcoc, afundarem (recalcarem) 14 centímetros por ano. É que as rochas do subsolo que servem de sustentação diminuem de tamanho quando ficam secas, e o solo cede. Para piorar, como a região é de litoral, o espaço deixado pela água doce retirada é preenchido por água salgada, inutilizando os lençóis subterrâneos para o consumo.
  • Na Indonésia, a exploração desenfreada dos aqüíferos fez o mar avançar cerca de 15 quilômetros para o interior.
Água no Senado
No último dia 28, foi instalada a Subcomissão Permanente de Água da Comissão de Meio Ambiente no Senado Federal. Presidida pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), tem como objetivo aumentar as discussões acerca da proteção de rios e aquíferos nacionais. “O tema água vem ganhando cada vez mais importância no cenário mundial e o Brasil precisa participar intensivamente das discussões em torno do tema”, destacou Marisa. “Temos certeza de que vamos fazer um bom trabalho para a eliminação de problemas que temos em relação à questão da água”, afirma a senadora. Os senadores devem escolher um redator para dar continuidade aos trabalhos, que já se iniciaram em discussões anteriores à instalação da subcomissão. O ponto de partida para a proposta foi o relatório de Istambul, em março. Os primeiros temas a serem tratados deverão ser a regulamentação dos rios transfronteiriços e do Aquífero Guarani.
Esperamos que a Subcomissão Permanente de Água possa contribuir sobremaneira com o intuito de tornar o uso do Aquífero Guarani de forma sustentável.
Fonte:
Agência Brasil
Carol Salsa, colaboradora e articulista do EcoDebate é engenheira civil, pós-graduada em Mecânica dos Solos pela COPPE/UFRJ, Gestão Ambiental e Ecologia pela UFMG, Educação Ambiental pela FUBRA, Analista Ambiental concursada da FEAM.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

História de Formação do Planeta Terra



A teoria mais aceita da história da Terra é a do Big Bang, onde há aproximadamente 15 bilhões de anos uma enorme explosão lançou matéria (poeira cósmica) em todas as direções e deu origem ao agrupamento de galáxias que compõem o Universo. A gravidade começou a juntar os grãos de poeira em pedaços cada vez maiores e há cerca de 4,5 bilhões de anos surgiu a Terra. O planeta desde então, era uma bola incandescente frequentemente bombardeada por meteoros formando assim sua atmosfera e causando o surgimento de formas de vida mais complexas.
Para entender melhor o parágrafo acima vale a pena assistir os 5 minutos do vídeo abaixo sobre a criação do Planeta Terra
Clique na figura abaixo da história da Terra e aprecie uma apresentação em flash sobre o assunto.


Como vimos ao clicar na figura anterior e analisar a apresentação em flash, é justamente na região de encontro entre uma placa e outra que ocorrem os fenômenos tectônicos (movimentação de placas por limites convergentes, divergentes e tangenciais ou transformantes) e as conseqüentes modificações na crosta terrestre. Por isso, as regiões mais sujeitas a fenômenos como vulcanismo e terremotos como o Japão, a Califórnia, o México, entre outras, estão situadas nos limites das placas tectônicas. As áreas mais estáveis, como, por exemplo, o território brasileiro, localizam-se no interior (parte central) das placas.

Foto de erupção vulcânica no Equador em maio de 2010. VulcãoTungurahua.
Sobre fenômenos tectônicos, entenda melhor o terremoto do Chile acontecido em 27/02/2010 com as figuras abaixo (para uma melhor visualização clique nas imagens). Fonte: Revista Veja. Colaboração do Prof. Heliton Leal.

Após o maior tremor no Chile de intensidade 8,8, no dia 27/02/2010, houveram nos cinco dias posteriores diversos tremores de menor magnitude. Verifique a figura abaixo em forma de relógio para um melhor entendimento. Fonte: Revista Época, 8/03/2010, p. 97.

Após o tremor de sábado (27/02/2010) de 8,8 na escala Richter, o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA registrou nesse domingo (28/02/2010) um tremor de magnitude 6,2, depois revisada para 6,1, às 8h25 locais (mesmo horário de Brasília), na região de Maule, a 184 km ao sul de Santiago. O tremor, ocorrido no continente, foi localizado a uma profundidade de 32 km.
Em 11 de março de 2011, um terremoto de 8,8 graus na escala Richter seguido de tsunami atingiu o nordeste do Japão, se configurando no maior terremoto que o território japonês sofreu e o sétimo do mundo em termos de destruição. O Japão encontra-se entre o limite de três placas tectônicas (Euro-Asiática, Filipinas e Pacífica) que convergem e tangenciam causando tremores constantes – veja na figura que segue as placas cruzando a superfície do Japão.


Veja abaixo reportagem completa da BBC Brasil com imagens impressionantes do tsunami japonês…
… E imagens da tv japonesa no momento do tsunami
Sobre limites divergentes veja na figura abaixo a explicação sobre a Deriva Continental. Teoria apresentada em 1912 pelo geofísico alemão Alfred Wegener e comprovada na década de 1960 na década de 1960 pelos geólogos americanos Harry Hess e Robert Dietz.



Fotógrafo britânico registrou a falha geológica divergente da Islândia. Clique na foto para ver reportagem e outras fotos dessa falha geológica ou veja abaixo reportagem do programa da Rede Globo, Fantástico de 12 de junho de 2011.

Imagens retiradas do Guia do Estudante. Geografia Vestibular, 2009, p. 6, 25 e 43, respectivamente.
 

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 Fonte: http://marcosbau.com.br/geogeral/tectonica-das-placas/