sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Períodos geológicos

Um período geológico é a divisão de uma era na escala de tempo geológico. Somente as eras do éon Arqueano não se dividem em períodos. Os períodos das eras do éon Fanerozóico subdividem-se em épocas.

Na escala de tempo geológico, o Fanerozóico (grego: phaneros=visível; oikos=vida) é o éon geológico que abrange os últimos 542 milhões de anos. Tem início após o Cambriano no éon Proterozoico com o surgimento de vários animais de concha e é o éon ao longo do qual a abundância de vida é maior.
A fronteira entre o Fanerozoico e o Proterozoico não está claramente definida. No século XIX ela coincidia com o aparecimento dos primeiros fósseis metazoários abundantes. Porém, foram identificadas várias centenas de taxa de metazoários do Proterozoico desde o início de estudos sistemáticos destes seres na década de 1950. A maioria dos geólogos e paleontólogos provavelmente consideraria que a fronteira Fanerozoico-Proterozoico ocorre no ponto clássico em que surgem as primeiras trilobites e Archaeocyatha; com a primeira aparição de complexas tocas de alimentação (Trichophycus pedum); ou com a primeira aparição de um grupo de pequenas e geralmente desarticuladas formas couraçadas designadas 'pequena fauna conquífera'. Estes três diferentes pontos de fronteira encontram-se separados entre si por alguns milhões de anos.
Nesse Eon houve o aparecimento rápido de numerosos filos animais; a evolução destes filos para formas diversas; o aparecimento de plantas terrestres; desenvolvimento de plantas complexas; a evolução dos peixes; o aparecimento de animais terrestres; e o desenvolvimento das faunas modernas. Durante este período de tempo, os continentes derivaram, eventualmente colididindo para forma Pangeia e dividindo-se em seguida nas massas continentais atuais.

Na escala de tempo geológico, o Proterozoico (do grego proteros, anterior + zoikos, de animais) é o éon que está compreendido entre 2,5 bilhões e 542 milhões de anos, abrangendo quase metade do tempo de existência da Terra. Sendo o mais recente éon do Pré-Câmbrico, sucede o éon Arqueano e precede o éon Fanerozoico. Divide-se em três eras.
Em algumas obras ainda se pode encontrar o termo Algônquico (ou Algonquiano) que, entretanto, entrou em desuso.
O registo geológico do Proterozoico é muito melhor que o do Arqueano. Ao contrário dos depósitos de águas profundas do Arqueano, no Proterozoico ocorrem muitos estratos que foram depositados em extensos mares epicontinentais pouco profundos; além disso, muitas destas rochas foram menos metamorfizadas que as do Arqueano, são abundantes e inalteradas. O estudo destas rochas mostra que neste éon ocorreu acreção continental rápida e maciça (exclusiva do Proterozoico), ciclos supercontinentais, e actividade orogénica totalmente moderna.
Por volta de 900 Ma as massas continentais parecem estar reunidas no supercontinente Rodínia que irá sofrer uma fragmentação no final do Proterozoico, a qual dará origem aos paleocontinentes da Laurêntia (América do Norte, Escócia, Irlanda do Norte, Groenlândia), Báltica (parte centro-norte da Europa), Sibéria unida ao Cazaquistão e Gonduana (América do Sul, África, Austrália, Antártida, Índia, Península Ibérica - sul da França.
As primeiras glaciações ocorreram durante o Proterozoico; uma delas iniciou-se pouco depois do início deste éon, enquanto que ocorreram pelo menos quatro durante o Neoproterozoico, culminando na Terra bola de neve da glaciação Varangiana.
Um dos acontecimentos mais importantes do Proterozoico foi a acumulação de oxigénio na atmosfera da Terra. Ainda que, indubitavelmente, o oxigénio começou a ser libertado por fotossíntese ainda em tempos do Arqueano, a sua acumulação na atmosfera não era possível enquanto a capacidade dos sumidouros químicos - enxofre e ferro não-oxidados - não fosse esgotada; até aproximadamente 2.3 mil milhões de anos, a concentração de oxigénio atmosférico era talvez apenas 1 ou 2% da atual. As formações de ferro bandado, que fornecem a maioria do ferro produzido no mundo, foram também um importante sumidouro químico; a maior parte da acumulação cessou a partir de há 1.9 mil milhões de anos, quer devido ao aumento da concentração de oxigénio ou a uma melhor mistura da coluna de água oceânica.
As camadas vermelhas, coloridas pela hematite, indicam um aumento da concentração de oxigénio atmosférico a partir de há 2 mil milhões de anos; não ocorrem em rochas mais antigas. A acumulação de oxigénio deveu-se provavelmente a dois fatores: esgotamento dos sumidouros químicos, e um aumento do enterramento de carbono, que sequestrou compostos orgânicos que de outra forma teriam sido oxidados pela atmosfera.
O aparecimento das primeiras formas de vida unicelulares avançadas e multicelulares coincide aproximadamente com o início da acumulação de oxigénio livre; tal poderá dever-se ao aumento da disponibilidade dos nitratos oxidados que os eucariontes usam, ao contrário das cianobactérias. Foi também durante o Proterozoico que evoluíram as primeiras relações simbióticas entre mitocôndrias (para quase todos os eucariontes) e cloroplastos (apenas nas plantas e alguns protistas), e os seus hospedeiros.
O surgimento de eucariontes como os acritarcas não foi anterior à expansão das cianobactérias; de facto, os estromatólitos atingiram a sua maior abundância e diversidade durante o Proterozoico, culminando há cerca de 1.2 mil milhões de anos.
Tradicionalmente, a fronteira entre o Proterozoico e o Fanerozoico foi colocada na base do Câmbrico, quando os primeiros fósseis de trilobites e Archaeocyatha apareceram. Na segunda metade do século XX foram encontradas várias formas fósseis em rochas do Proterozoico, mas o limite superior do Proterozoico manteve-se inalterado na base do Câmbrico, atualmente fixada nos 542 de milhões de anos de idade.

Na escala de tempo geológico, o Arqueano ou Arcaico (antes Arqueozóico) é o éon que está compreendido entre 3,85 bilhões de anos e 2,5 bilhões de anos atrás, aproximadamente. O éon Arqueano sucede o éon Hadeano e precede o éon Proterozóico.
No começo do Arqueano, o fluxo de calor da Terra era aproximadamente três vezes maior que é hoje, e era ainda duas vezes o nível corrente no começo do Proterozóico. O calor extra pode ter sido remanescente da acreção planetária, da formação do núcleo de ferro, e parcialmente causado pela maior produção radioativa de núcleos atômicos de vida curta, tais como urânio-235.
Apesar de alguns poucos grãos minerais conhecidos serem mais antigos, as mais velhas formações rochosas expostas na superfície da Terra são arqueanas. As rochas arqueanas são provenientes da Groenlândia, do Escudo Canadense, Austrália ocidental e África meridional. Apesar de os primeiros continentes terem se formado durante este éon, rochas dessa idade compõem apenas 7% dos crátons atuais do mundo; mesmo considerando a erosão e a destruição de formações passadas, a evidência sugere que apenas 5-40% da crosta continental atual formou-se durante o Arqueano.
A maioria das rochas arqueanas que existem são metamórficas e ígneas, o grosso das últimas intrusivas. A atividade vulcânica era consideravelmente maior que hoje, com numerosos pontos quentes e vales de rachadura, e erupção de lavas incomuns como as comatitas. Rochas ígneas intrusivas como as grandes fatias fundidas e volumosas massas plutônicas de granito e diorito, intrusões em camadas máficas a ultramáficas, anortositos e monzonitos conhecidos como sanuquitóides predominam por todos os remanescentes cratônicos cristalinos da crosta arqueana que existem hoje.
Em contraste com o Proterozóico, as rochas arqueanas são com freqüência sedimentos de água profunda pesadamente metamorfizados, tais como grauvacas, lamitos, sedimentos vulcânicos e formações de ferro em bandas. Rochas carbonadas são raras, indicando que os oceanos eram mais ácidos do que durante o Proterozóico, devido ao dióxido de carbono dissolvido. Cintos de pedra verde são típicos das formações arqueanas, consistindo de rochas metamórficas alternadamente de alto e baixo grau. As rochas de alto grau eram derivadas de arcos de ilhas vulcânicas, enquanto as de baixo grau representam sedimentos do fundo do mar erodidos de arcos de ilhas vizinhas e depositados numa bacia adjacente. Em suma, cintas de pedra verde representam protocontinentes suturados.
Não houve grandes continentes até tarde no Arqueano; pequenos protocontinentes eram a norma, impedidos de coalescer em unidades maiores pela alta taxa de atividade geológica. Esses protocontinentes félsicos provavelmente se formaram em pontos quentes ao invés de zonas de subdução, a partir de uma variedade de processos: diferenciação ígnea de rochas máficas para produzir rochas intermediárias e félsicas, magma máfico fundindo mais rochas félsicas e forçando a granitização de rochas intermediárias, fusão parcial de rochas máficas, e alteração metamórfica de rochas sedimentares félsicas. Tais fragmentos continentais podem não ter sido preservados se eles não eram flutuantes ou afortunados o bastante para evitar zonas de subdução energéticas.
As temperaturas parecem ter sido próximas dos níveis modernos, com água líquida presente, devido à presença de rochas sedimentares dentro de certos gneisses altamente deformados. Astrônomos pensam que o sol era cerca de um terço menos quente, o que contribuiria para baixar as temperaturas globais em relação ao que de outra forma seria esperado. Pensa-se que esse efeito era contrabalançado por quantidades de gases de efeito estufa maiores do que as verificadas mais tarde na história da Terra. A ausência de grandes continentes impediria o consumo elevado de dióxido de carbono, através do intemperismo das rochas. A falta de organismos clorofilados também evitaria o consumo de dióxido de carbono. A atmosfera era então rica desse gás, e praticamente sem oxigênio.

Vida Arqueana
A vida provavelmente esteve presente por todo o Arqueano, mas deve ter sido limitada a simples organismos unicelulares não nucleados, chamados procariontes, pois não há fósseis de eucariotos tão antigos. Fósseis de tapetes de cianobactérias (estromatólitos) são encontrados por todo o Arqueano, tornando-se especialmente comum mais tarde no éon, enquanto uns poucos fósseis prováveis de bactérias são conhecidos de certos depósitos de chert. Em adição ao domínio Bactéria, microfósseis de extremófilos do domínio Arquena também têm sido identificados. Não se conhecem fósseis de eucariontes, apesar de que eles podem ter evoluído durante o Arqueano e simplesmente não ter deixado quaisquer fósseis.


Na escala de tempo geológico, o Cenozóico é a era do éon Fanerozóico que se inicia há cerca de 65 milhões e 500 mil anos e se estende até o presente. A era Cenozóica sucede a era Mesozóica de seu éon. Divide-se nos períodos Paleogeno , Neogeno e Quaternário; do mais antigo para o mais recente. O princípio da Era Cenozóica marca a abertura do capítulo mais recente da história da Terra. O nome desta era provém de duas palavras gregas que significavam "vida recente". Durante a Era Cenozóica, a face da Terra assumiu sua forma atual. Houve muita atividade vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do mundo, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. A vida animal transformou-se lentamente no que hoje se conhece.

Clima
A Era Cenozóica tem sido um período de resfriamento a longo prazo. Em seu princípio, as partículas ejectadas pelo impacto do evento K/T bloquearam a radiação solar. O K/T foi um evento geológico ocorrido no final do Cretáceo que teve importantes consequências na alteração das condições naturais do planeta. Depois da criação tectônica da Passagem de Drake, quando a Austrália se separou completamente da Antártida durante o Oligoceno, o clima se resfriou consideravelmente devido a aparição da Corrente Circumpolar Antártica que produziu um grande resfriamento do oceano Antártico.
No Mioceno se produziu um ligero aquecimento devido a liberação dos hidratos que desprenderam do dióxido de carbono. Quando o continente Sul-americano se uniu ao Norte-americano pela criação do Istmo do Panamá, a região do Ártico também se resfriou devido ao fortalecimiento das correntes de Humboldt e do Golfo e o fim da circulação de correntes marinhas primitivas de águas quentes que atravessavam o planeta de leste a oeste, levando ao último máximo glacial.
Por outro lado, um outro fator, ao lado do Ciclo de Milankovitch, contribuiu para as variações climáticas ocorridas durante o Cenozóico: o Evento Azolla.

Fauna
Com efeito a Era Cenozóica foi marcada pelo aparecimento de 28 ordens de mamíferos, 16 das quais ainda vivem. No paleoceno e no eoceno viveram mamíferos de tipo arcaico que no fim do Eoceno e no Oligoceno foram substituídos, exceto na América do Sul, pelos ancestrais dos mamíferos modernos. No decorrer de milhões e milhões de anos deu-se a modernização das faunas que culminou na produção de mamíferos adiantados, especializados, do mundo moderno. Os processos que conduziram à elaboração das faunas modernas datam do Pleistoceno e do pós-Pleistoceno. Distingue-se a fauna atual da fauna do Pleistoceno, principalmente pelo empobrecimento, advindo da extinção de várias formas.
A América do Sul achava-se unida à América do Norte no início da Era Cenozóica; tal união manteve-se interrompida durante grande parte dessa era, voltando a ser restabelecida no fim do Paleógeno. Isso explica certas peculiaridades faunísticas do nosso continente.
Por outro lado, a América do Norte manteve ligação com a Ásia através da região de Beríngia (hoje interrompida pelo Estreito de Bering) durante grande parte da Era Cenozóica, o que explica o porquê da homogeneidade faunística da América do Norte, Ásia Setentrional e Europa.
As peculiaridades faunística da Austrália, por sua vez, são devidas ao isolamento que manteve desde o Cretáceo em relação à Ásia.
A forma ancestral do cavalo data do Eoceno e recebeu o nome de Eohippus; viveu no hemisfério norte. O Equus, isto é, cavalo propriamente dito, surgiu na América do Norte bem mais tarde, donde migrou para a Ásia, no Pleistoceno.

Glaciação
No Pleistoceno, também chamado época Glacial ou Idade do Gelo, ocorreu uma vasta glaciação no hemisfério norte. Glaciação de muito menores proporções deu-se também no hemisfério sul.

Homem
Datam do Pleistoceno os mais antigos restos do homem (cerca de 450.000 anos). Acredita-se que o mais antigo deles seja o Homo heidelbergensis . Há controvérsia sobre a idade do Homo sapiens; segundo alguns autores o seu aparecimento deu-se há cerca de 250.000 anos, isto é, antes mesmo do Homo neanderthalensis. No Pleistoceno inferior vivem hominídeos vários: Australopithecus, da África do Sul; Pithecanthropus erectus ou homem de Java; Sinanthropus pekinensis ou homem de Pequim.

Fósseis Brasileiros
Inúmeras localidades brasileiras forneceram ossadas de mamíferos pleistocênicos.
Os achados mais famosos são os das grutas de Minas Gerais, pacientemente pesquisados por Peter Lund no século passado. Outra localidade curiosa é a de Águas do Araxá, também em Minas Gerais, onde parte do material obtido acha-se exposta. Aí foram descobertos cerca de 30 indivíduos de mastodontes fósseis (Haplomastodon waringi). Megatérios, gliptodontes, tigres dentes-de-sabre (Smilodon) e toxodontes figuram entre os mamíferos pleistocênos mais comuns.
A ligação entre as duas Américas no Pleistoceno trouxe como conseqüência uma imigração de carnívoros que não existiam por aqui, os chamados tigres dente-de-sabre.
A antiguidade do homem no Brasil é matéria de controvérsia. Não foi ainda cabalmente provada a Idade Pleistoceno do Homem de Lagoa Santa cujos ossos aparecem nas mesmas grutas em que ocorrem animais extintos.

Na escala de tempo geológico, o Mesozóico é a era do éon Fanerozóico que está compreendida entre 251 milhões e 65 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. A era Mesozóica sucede a era Paleozóica e precede a era Cenozóica, ambas de seu éon. Divide-se nos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo, do mais antigo para o mais recente.

O nome Mesozóico é de origem grega e refere-se a 'meio animal' sendo também interpretado como "a idade medieval da vida". Esta era é especialmente conhecida pelo aparecimento, domínio e desaparecimento polémico dos dinossauros, amonites e plantas com flor.

No início desta era, toda a superfície terrestre se concentrava num único continente chamado Pangéia (ou Pangea). Porém com o tempo este supercontinente começou a fragmentar-se em dois continentes: a Laurásia para o Hemisfério Norte e o Gondwana para o Sul.

O clima no início do Mesozóico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais úmida no Jurássico (POPP, 1995, p. 283).

Esta foi uma era onde dominaram répteis como os dinossauros, pterossauros e plesiossauros. Durante o Mesozóico estes animais conquistaram a Terra e desapareceram mais tarde de forma misteriosa, sendo a causa mais provável a colisão da terra com meteorito, sendo estimada como a segunda maior extinção em massa da terra. (A maior já estudada foi no final do pérmico, estima-se que tenha extinto 90% de todas as espécies que viviam na Terra.)

Os primeiros mamíferos se desenvolveram, apesar de não serem maiores que ratos. As primeiras aves apareceram durante o Jurássico, e embora a sua descendência seja motivo de grande discussão entre os cientistas, grande parte aceita que tenham origem nos dinossauros. As primeiras flores (Angiospérmicas) apareceram durante o período Cretáceo.

Também chamada de Era Secundária. Penúltima das eras em que se divide a história da Terra. Conhecida como a Idade dos Répteis ou Idade dos Amonides, pela importância que esses dois grupos atingiram durante os 140 milhões de anos da sua duração. O nome vem do grego mesos que significa meio, e zoé que indica vida, isto é, vida intermediária. Dos répteis mesozóicos os dinossauros são os mais conhecidos. Atingiram tamanhos gigantescos e se extinguiram no fim da Era Mesozóica. Alguns répteis adaptaram-se à vida terrestre e outros à vida aquática. Nos mares, proliferaram cefalópodes do grupo dos Amonites, que igualmente se extinguiram no ocaso desta era. Surgiram os peixes teleósteos, as primeiras aves (criaturas exóticas dotadas, no início, de dentes e de cauda), os primeiros mamíferos, as primeiras plantas do grupo dos angiospermas. A Era Mesozóica recebeu também o nome de Idade das Cicadófitas, graças à importância que tal grupo de vegetais alcançou nesta era. Divide-se em três períodos, do mais antigo para o mais moderno: Triásico, Jurássico e Cretáceo. Movimentos orogenéticos importantes afetaram durante a Era Mesozóica a região andina e a região das Montanhas Rochosas. Mas as presentes cadeias são devidas inteiramente a movimentos subseqüentes. No Brasil, os terrenos mesozóicos cobrem vastas áreas do interior do país, ocorrendo ainda na orla marítima no nordeste. No sul, no início da Era Mesozóica, o clima foi árido, originando-se vasto deserto com deposição abundante de áreas eólicas. Tal deposição foi entremeada de intenso vulcanismo, responsável por derrames de lava de grande extensão. Seguiu-se a deposição no Período Cretáceo, de areias que mais tarde foram consolidadas por cimento calcário e que encerraram restos de dinossauros e de outros répteis. Nos terrenos cretáceos do nordeste, boa parte dos quais marinhos, ocorrem importantes jazidas de calcário, fosforita e petróleo.Os dinossauros apareceram e desapareceram nessa era.



Na escala de tempo geológico, o Paleozoico é a era do éon Fanerozóico que está compreendida entre 540 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Paleozoica sucede a era Neoproterzoica do éon Proterozoico e precede a era Mesozoica de seu éon. Divide-se nos períodos Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano, do mais antigo para o mais recente.

O Paleozoico corresponde praticamente a metade do Fanerozóico, com aproximadamente 300 milhões de anos. Durante esta era havia seis massas continentais principais, que conheceram montanhas enormes ao longo de suas margens, e incursões e recuos dos mares rasos através de seus interiores, como mares continentais. Muitas rochas paleozoicas são economicamente importantes. Por exemplo, rochas calcárias para finalidades industriais de construção civil, assim como os depósitos de carvão, que foram formadas durante o paleozoico.

O Paleozoico é conhecido por dois dos eventos mais importantes na história da vida animal. Em seu começo houve uma grande diversificação evolutiva dos animais, a explosão cambriana, em que quase todos os filos animais atuais e vários outros extintos apareceram dentro dos primeiros milhões dos anos. Já no extremo oposto do Paleozoico ocorreu a extinção maciça, a maior da história da vida na Terra, que extinguiu aproximadamente 90% de todas as espécies animais marinhas. As causas de ambos estes eventos ainda não são bem conhecidas. Também pode ser chamada de Era Primária. Divisão do tempo geológico seguinte à Era Proterozoica e a antecedente à Era Mesozoica. A sua duração foi de aproximadamente 380 milhões de anos. Embora a vida já se achasse presente na Era Proterozoica, é nos terrenos mais antigos da Era Paleozoica que os vestígios de organismos se mostram mais abundantes. Divide-se em seis períodos que, na ordem dos mais antigos para os mais modernos, são os seguintes: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano.

De acordo com os dados paleontológicos, no Cambriano achavam-se presentes todos os grandes grupos de invertebrados. As formas ancestrais da fauna cambriana são desconhecidas ou porque o elevado metamorfismo e os dobramentos a que foram sujeitas as rochas da Era Proterozoica as destruíram, ou porque a erosão apagou grande parte dessa documentação antes da deposição dos sedimentos cambrianos. Os animais do início da Era Paleozoica viveram dominantemente em ambiente marinho: graptólitos, trilobites, moluscos, briozoários, braquiópodes, equinodermos, corais, etc. Os peixes surgiram no Ordoviciano, nas águas doces. As plantas terrestres mais antigas conhecidas datam do Siluriano (Austrália). No Carbonífero e também no Permiano constituíram grandes florestas das quais se originaram carvões em várias partes do mundo. Daí a designação de Antracolítico dada em esses dois períodos conjuntamente. Especialmente curiosas foram as Pteridospermae, vulgarmente conhecidas como "fetos com sementes". Os insetos mais antigos datam do Devoniano. Os anfíbios surgiram no Devoniano e os répteis no Carbonífero. Angiospermas, aves e mamíferos apareceram mais tarde, na Era Mesozoica.

A paleogeografia da Era Paleozoica é a matéria de controvérsia. As similaridades demonstradas entre a geologia da parte meridional da América do Sul, África do Sul, Índia e Austrália- flora fóssil comum, designada flora de Glossopteris, vestígios de glaciação tipo inlandsis, aparentemente da mesma idade, levaria, segundo certos autores, à aceitação de um antigo continente, Continente de Gonduana, reunindo tais regiões, ou, segundo outros, à suposição de que elas estiveram diretamente unidas até o fim da Era Mesozoica (teoria de Wegener). Dois ciclos orogenéticos importantes ocorreram na Era Paleozoica: dobramentos coledonianos do Siluriano e dobramentos hercinianos do Carbonífero. Vários grupos de animais e de plantas foram privativos da Era Paleozo ica: Psilophytales, vegetais que desapareceram no Devoniano; trilobites, euripterídeos, granptólitos, corais dos grupos tetracorais e tabulados; briozoários dos grupos Trepostomados e Criptostomados; foraminíferos da família dos Fusulinídeos; equinodermos dos grupos cistoides, blastoides e heterostelados; peixes dos grupos Ostracodermas e Placodermas.





Na escala de tempo geológico, o Quaternário é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que congregava as épocas Pleistocena e Holocena.

Pleistoceno e Holoceno

As épocas do Pleistoceno e Holoceno, são classificadas por alguns em um período distinto, chamado Quaternário. Essa divisão por alguns e não por outros se dá porque não há diferenciação entre os sedimentos marinhos do Neógeno e do Quaternário, mas há entre os sedimentos terrestres. No pleistoceno a Terra já é bem semelhante ao atual, porém passa por períodos de glaciação, aonde as calotas polares se estendem até as regiões próximas dos trópicos (períodos conhecidos como "eras do gelo"), intercalados por períodos mais quentes. A última dessas "eras do gelo" terminou em torno de 12.000 anos atrás dando início ao Holoceno, que é a atual época em que vivemos atualmente, e extinguindo os animais que se adaptaram a viver com essas eras do gelo.



Na escala de tempo geológico, o Neogeno ou Neogénico é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que se inicia há cerca de 23 milhões e 30 mil anos e se estende até o o Pleistoceno (1.8 Ma). O período Neogeno sucede o período Paleogeno de sua era. Divide-se nas épocas Miocena e Pliocena, da mais antiga para a mais recente.

Neste período, ocorreu a expansão dos mamiferos de grande porte e o aparecimento dos hominideos.

No Mioceno o clima volta a esquentar e pastos e savanas se tornam os ambientes mais comuns. No final dessa época (cerca de 9 milhões de anos atrás) as Américas se unem através do istmo do Panamá, causando um intercâmbio de fauna. No Plioceno a Terra já começa a se tornar semelhante à que temos hoje. A fauna e a flora desse período se mostra com grande grau de parentesco com a atual, mais de 70% da fauna e flora dessas épocas sobreviveram até nossos dias. Sobre a fauna, vale salientar a grandiosidade dos animais, esta época possuí especies de mamíferos terrestres (ex.: Indricotherium), aves (ex.: Argentavis), lagartos (ex.:Megalania), crocodilianos (ex.:Purusaurus) e tubarões (ex.:megalodonte) com tamanhos nunca antes vistos e menores apenas que os maiores dinossauros. O período também viu as últimas aves do terror, que subsistiram na América do Sul, enquando essa esteve isolada.



Na escala de tempo geológico, o Paleogeno ou Paleogénico é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 65 milhões e 500 mil e 23 milhões e 30 mil anos atrás, aproximadamente. O período Paleogeno sucede ao período Cretáceo da era Mesozóica de seu éon e precede o período Neogeno de sua era. Divide-se nas épocas Paleocena, Eocena e Oligocena, da mais antiga para a mais recente.

A primeira época do período foi a época em que a Terra se recuperou da catástrofe que extinguiu os dinossauros. Os pequenos mamíferos proliferaram e as aves assumiram o topo da cadeia alimentar. O clima ainda era bem quente, e o mundo de uma forma geral se assemelhava ao do final do Cretáceo.

No início da época as aves ainda eram os predadores dominantes, porém com o tempo mamíferos carnívoros se desenvolveram e as substituíram. Também surgiram os primeiros grandes mamíferos. No início da época o clima tropical se espalhava até as regiões polares; porém, ao final dessa época, o clima começa a se esfriar, a vegetação próxima aos pólos começa a se tornar semelhante às de tundra e taiga e tem início o processo de congelamento dos pólos. Estas alterações causam uma considerável extinção nos animais da época.

O clima começa a se tornar mais semelhante ao atual, embora ainda seja, em geral, um pouco mais quente. O domínio dos mamíferos se confirma, com exceção das regiões mais isoladas.

A fauna do paleogeno se caracteriza pelos mamíferos primitivos (com parentesco distante aos atuais) e pelas aves do terror. As aves do terror foram as primeiras a ocupar o topo da cadeia alimentar após a extinção dos dinossauros, porém já em meados do Eoceno mamíferos primitivos carnívoros, como os mesoniquíos e os creodontes, já as haviam substituído na maior parte do mundo, exceto nas regiões mais isoladas. No tocante a flora do paleogeno, esta era, ainda, bem semelhante à predominante no Cretáceo.



Na escala de tempo geológico, o Cretáceo ou Cretácico é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 145 milhões e 500 mil e 65 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. O período Cretáceo sucede o período Jurássico de sua era e precede o período Paleogeno da era Cenozóica de seu éon. Divide-se nas épocas Cretáceo Inferior e Cretáceo Superior, da mais antiga para a mais recente.

O Cretácico Inferior está compreendido entre 145,5 milhões e 99,6 milhões anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Inferior sucede a época Jurássica Superior do período Jurássico de sua era e precede a época Cretácea Superior de seu período. Divide-se nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, Aptiana e Albiana, da mais antiga para a mais recente.

O Cretácico Superior está compreendido entre 99,6 milhões e 65,5 milhões anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Superior sucede a época Cretácea Inferior de seu período e precede a época Paleocena do período Paleogeno da era Cenozóica de seu éon. Divide-se nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana, da mais antiga para a mais recente.

Fauna e flora

Durante o Cretáceo, os dinossauros alcançam seu ápice (mais da metade das espécies conhecidas viveram neste período), mas ao fim do período acaba ocorrendo a extinção em massa desses grandes répteis e dos animais da Terra (cerca de 60% deles foi extinto).A teoria mais aceita é a de que a queda de um meteorito na Península de Yucatán, no México, levantou muita poeira e essa poeira cobriu a Terra evitando a passagem do Sol e causando um resfriamento da terra que levou à Era Glacial. Então os seres fotossintetizantes não puderam realizar a fotossíntese e acabaram morrendo.Com isso, houve uma quebra da cadeia alimentar e um desequilíbrio ecológico.

É no mesmo período que surgem os mamíferos placentários primitivos e as plantas com flores proliferam. Neste período os continentes começaram a se formar a caminho do que são hoje. Após a queda dos dinossauros, houve e a diversificação dos mamíferos (alguns tornaram-se enormes), e o auge das aves . História

Em 1822 o geólogo belga D'Omalius d'Halloy o nome de Terrain Cretace, para determinadas rochas brancas da Bacia de Paris, e para depósitos semelhantes na Bélgica e Holanda, Ingflora. laterra e para o leste da Suécia e Polônia. Este termo "Cretáceo" por causa disso tempos depois veio ser usado. Os Precipícios Brancos famosos de Dover é uma típica rocha desta formação. Depósitos extensos foram colocados na Europa e partes da América do Norte durante esta época. A rocha esbranquiçada é um calcário formado por conchas de micro-organismos.



Na escala de tempo geológico, o Jurássico é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 199 milhões e 600 mil e 145 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. O período Jurássico sucede o período Triássico e precede o período Cretáceo, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Jurássica Inferior (ou Lias), Jurássica Média (ou Dogger) e Jurássica Superior (ou Malm), da mais antiga para a mais recente. O nome Jurássico é devido as montanhas Jura, dos alpes franceses, contém grande quantidade de rochas deste período.

Paleogeografia

Com o aumento do nível dos oceanos, terras baixas foram encobertas pelo mar, o que dividiu Pangéia em dois continentes: Laurásia, ao norte, e Gondwana, ao sul. Essa divisão também permitiu que a umidade vinda do mar atingisse regiões que antes não atingia (por estarem nointerior de Pangéia), o que tornou o clima mais úmido.

Flora

Durante o Jurássico, o clima quente e umido fez com que as florestas se proliferassem, o que fez a diversidade de plantas se tornar muito maior que a do Triássico. As plantas predominantes são cicadáceas, ginkgos e coníferas gigantescas (sequóias). Também é neste período que surgem as primeiras plantas com flores.

Fauna

A fauna do Jurássico é marcada pela hegemonia dos répteis em todos os ambientes: dinossauros na terra, pterossauros no ar e plesiossauros no mar. O período também é marcado pelo surgimento das primeiras aves e dos primeiros mamíferos verdadeiros. Nos oceanos, além dos plesiossauros, também existem crocodilos marinhos, tubarões já muito parecidos com os atuais (ex.: Hybodus) e outros répteis marinhos (ex.: ictiossauros). Começaram a surgir dinossauros mais evoluidos e inteligentes, que eram superiores aos primitivos répteis do Triássico.



Na escala de tempo geológico, o Triássico (Triásico em Português europeu) é o período da era Mesozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 251 milhões e 199 milhões e 600 mil anos atrás, aproximadamente. O período Triássico sucede o período Permiano da era Paleozóica de seu éon e precede o período Jurássico de sua era. Divide-se nas épocas Triássica Inferior, Triássica Média e Triássica Superior, da mais antiga para a mais recente.

Clima, fauna e flora

No Triássico o clima era muito mais quente do que atualmente, a temperatura média do planeta era quase o dobro da atual. Nas florestas prosperavam samambaias, ginkgos e coniferas.

Durante o Triássico, a fauna teve que se recuperar da extinção permiana, os répteis voltam a dominar o mundo (todos os fósseis terrestres do Triássico são de répteis), porém com novas formas: surgem os primeiros dinossauros. Os dinossauros do Triássico eram bastante diferentes dos que iam surgir no Jurássico e no Cretáceo, pois eram mais baixos, e a maioria eram quadrúpedes.

Paleorrota

A Paleorrota é um caminho situado no centro do estado do Rio Grande do Sul, Brasil cujo percurso contém diversos fósseis do triássico. No tempo em que havia apenas o continente Pangéia. O caminho está situado dentro de uma grande área que pertence ao período triássico e que datam de 230 milhões de anos atrás. A região possui vários sítios paleontológicos, que pertence às camadas geológicas Formação Santa Maria e Formação Caturrita.



Na escala de tempo geológico, o Permiano ou Pérmico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 299 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Permiano sucede o período Carbonífero de sua era e precede o período Triássico da era Mesozóica de seu éon. Divide-se nas épocas Cisuraliana, Guadalupiana e Lopingiana, da mais antiga para a mais recente. Deve o seu nome à cidade e região de Perm, na Rússia.

No Brasil, a Formação Irati pertence a este periodo. No Sudoeste do geoparque da Paleorrota há uma área com fósseis do Permiano que datam a 270 milhões de anos.

Neste período, o clima na Terra começou a esquentar cada vez mais, e começaram a surgir grandes desertos no interior do unico continente Pangéia.

Relativamente à fauna, se destacam o maior desenvolvimento e diversificação dos répteis; que passam a dominar definitivamente o mundo, atingindo grandes porte (ex. Moschops) e o topo da cadeia alimentar (ex. Dimetrodon); e a decadência dos artrópodes gigantes; que se extinguem neste período. No permiano ainda não existiam lissanfíbios, mamíferos, tartarugas, lepidossauros, pterossauros e nem dinossauros, mas os ancestrais de todos estes grupos já existiam, prontos para evoluir e lhes dar origem durante o triássico. A fauna terrestre do período se destacam animais que não eram nem répteis nem mamíferos e pertenciam ao grupo dos synapsida. Nas águas doces havia anfíbios gigantes e no mar, tubarões primitivos, moluscos cefalópodes, braquiópodes, trilobitas (embora estes já estivessem se tornando mais raros) e artrópodes gigantescos conhecidos como eurypterida ou escorpiões do mar. As únicas criaturas voadoras do período eram parentes gigantes das libélulas.

A flora é caracterizada pelas suas glossopteris e pelo surgimento das primeiras coníferas. O fóssil mais antigo encontrado até hoje, do período Permiano, é de glossopteris.

O final do período Permiano é marcado por uma extinção em massa de proporções nunca antes vistas, onde 95% da vida na Terra desapareceu, incluindo os trilobites e os escorpiões marinhos, esse evento é conhecido como extinção Permo-triássica; porém alguns grupos sobreviveram e voltaram a se desenvolver, entre eles os amonites e os répteis terapsídeos.



Na escala de tempo geológico, o Carbonífero ou Carbónico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 359 milhões e 200 mil e 299 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Carbonífero sucede o período Devoniano e precede o período Permiano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Mississippiana e Pennsylvaniana, da mais antiga para a mais recente.

O Carbonifero tem este nome devido as grandes quantidades de carvão mineral encontradas em formações rochosas da época na Inglaterra, onde foram datadas pela primeira vez rochas do período. Estas grandes formações de carvão tem origem, segundo crêem os especialistas, nas grandes florestas e pântanos que cobriam a maior parte das terras imersas do período. Apesar disto, na América do Norte, a maioria das jazidas de carvão são datados do Pennsylvaniano, enquanto que as rochas do Mississippiano são formadas principalmente calcárias.

Nas florestas desse período ainda predominam licopódios e samambaias (embora com uma diversidade incomparavelmente maior do que nos períodos anteriores), merecendo destaque para as chamadas "samambaias com sementes", hoje extintas.

Dentre os animais, se destaca a extinção total dos graptólitos e a diversificação da vida terrestre, com artrópodes (dentre eles os primeiros animais capazes de voar, insetos semelhantes a libélulas), anfíbios e os primeiros repteis.



Na escala de tempo geológico, o Devoniano ou Devónico, é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 416 milhões e 359 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Devoniano sucede o período Siluriano e precede o período Carbonífero, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Devoniana Inferior, Devoniana Média e Devoniana Superior, da mais antiga para a mais recente.

Paleogeografia

Neste período os continentes de Laurentia e Báltica colidem e formam o continente de Euramérica, reduzindo o número de continentes do mundo para três (os outros dois são Sibéria, no norte, e Gondwana, no sul). Os continentes começam a se aproximar cada vez mais, já indicando sua futura união para formar Pangéia. O clima era quente e o nível dos oceanos alto. o que fez com que muitas terras fossem cobertas por mares rasos, onde proliferavam grandes recifes de coral.

Fauna

Durante o Devoniano, ocorre a proliferação dos peixes, que dominam de vez os ambientes aquáticos, motivo pelo qual o Devoniano é conhecido como "a idade dos peixes"; surgem os primeiros tubarões e os placodermos assumem o topo a cadeia alimentar, porém se extinguem no final do período, além disso, é neste período que surgem os primeiros anfíbios. Os graptólitos graptolóides extinguem-se e os trilobites iniciam sua decadência. Neste período também surgem as primeira formas de amonites, que só serão extintos no fianl do período Cretáceo, junto com os dinossauros.

Flora

Com relação as plantas, é neste período que licopódios, samambaias e progimnospermas formamos primeiros bosques.



Na escala de tempo geológico, o Siluriano ou Silúrico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 443 milhões e 700 mil e 416 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Siluriano sucede o período Ordoviciano e precede o período Devoniano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Llandovery, Wenlock, Ludlow e Pridoli, da mais antiga para a mais recente.

Fauna e Flora

No Siluriano a fauna teve que se recuperar da extinção em massa do final do Ordoviciano, porém ela manteve a predominância de invertebrados, principalmente trilobites, crinóides, euriptéridos (escorpiões marinhos) e cefalópodes; embora os peixes já estivessem de diversificando bastante. Com relação a flora, este período é marcado pelo surgimento das primeiras plantas terrestres.

Historiografia

O período Siluriano foi primeiro identificado por Sir Roderick Murchison, que estava examinado um estrato sedimentar rochoso fóssil ao sul do País de Gales no inicio de 1830. O nome para o período originou-se de uma tribo Celtica do País de Gales, os Siluares, estendendo a convenção que seu amigo Adam Sedgwick tinha estabelecido para o Cambriano. Em 1835 estes dois amigos apresentaram um trabalho conjunto, sob o titulo "On the Silurian and Cambrian Systems, Exhibiting the Order in which the Older Sedimentary Strata Succeed each other in England and Wales", o qual foi o germe da escala geológica moderna. Inicialmente, o período Siluriano se sobrepunha ao período Cambriano, provocando um furioso desentendimento que terminou com a amizade. Charles Lapworth eventualmente resolveu o conflito pela criação do período Ordoviciano.



Na escala de tempo geológico, o Ordoviciano ou Ordovícico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 488 milhões e 300 mil e 443 milhões e 700 mil anos atrás, aproximadamente. O período Ordoviciano sucede o período Cambriano e precede o período Siluriano, ambos de sua era. Divide-se nas épocas Ordoviciana Inferior, Ordoviciana Média e Ordoviciana Superior, da mais antiga para a mais recente.

Os limites do Ordoviciano são marcados pela ocorrência de graptozoários planctônicos. As rochas são geralmente os argilitos escuros, orgânico que carregam os restos dos graptolitos e podem ter sulfeto de ferro.Naquele período os terremotos eram frequentes.

Paleogeografia

No período Ordoviciano os Continentes ainda eram desérticos , rebaixados por epirogênese e invadidos por extensos mares rasos; o norte dos trópicos era quase inteiramente oceano, e a maior parte terrestre do mundo foi confinada ao sul, o supercontinente Gondwana. Durante todo o Ordoviciano, Gondwana foi deslocado para o pólo sul e muito dele ficou debaixo d'água. Os graptozoários comuns nesse período são ótimos fósseis guias pois delimitam zonas bioestrátigráficas.
O clima do ordoviciano era mais suave com temperaturas médias e a atmosfera muito úmida. Entretanto, quando o Gondwana se estabeleceu finalmente no pólo sul as geleiras maciças tomaram forma. Isto causou provavelmente extinções maciças que caracterizam o fim do Ordoviciano, em que 60% de todos os gêneros e 25% dos invertebrados marinhos de todas as famílias foram extintos.

Fauna e flora
Durante o Ordoviciano, os invertebrados ainda são as formas de vida animal dominantes, porém com formas mais "semelhantes" às atuais do que as do Cambriano.
O Ordoviciano é o mais conhecido pela presença de seus invertebrados marinhos diversos, incluindo graptozoários, trilobitess (estes atingiram seu auge neste período) e braquiopodes. Uma comunidade marinha típica conviveu com estes animais, algas vermelhas e verdes, peixes primitivos, cefalópodes, corais, crinóides, e gastrópodes. Mas recentemente, houve a evidência de esporos trietes que são similares àqueles de plantas primitivas terrestres, sugerindo que as plantas invadiram a terra neste período. A evolução dos protocordados desenvolveram os primeiros peixes sem mandíbulas.

Na escala de tempo geológico, o Cambriano ou Câmbrico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 542 milhões e 488 milhões e 300 mil anos atrás, aproximadamente. O período Cambriano sucede o período Ediacarano da era Neoproterozóica do éon Proterozóico e precede o período Ordoviciano de sua era. Divide-se nas épocas Cambriana Inferior, Cambriana Média e Cambriana Superior, da mais antiga para a mais recente.

Paleogeografia
Existiam quatro continentes no Cambriano, três pequenos mais ou menos na região entre os trópicos: Laurentia (parte central da América do Norte), Báltica (parte da Europa) e Sibéria (mesma região no oeste russo); e um supercontinente no sul: Gondwana. Todos esses continentes eram de simples rocha nua e estério, já que neste período ainda não existiam plantas, ainda que alguns especialistas acreditem que nas regiões mais úmidas poderia crescer um manto composto de fungos, algas e líquens.

Fauna
Durante o Cambriano, ocorre maior diversificação da vida, evento conhecido como explosão cambriana, devido ao período de tempo relativamente curto em que esta diversidade de espécies aparece.
Os graptólitos dendróides surgem no Cambriano Superior. Os arqueociatos surgem no Cambriano Inferior e extinguem-se no Cambriano Médio.
O Cambriano marca um ponto importante na história da vida na Terra, é o período de tempo em que a maioria dos grupos principais de animais apareceram no registro do fóssil. Hoje sabe-se que os fósseis mais antigos são do vendiano.
Os animais mostraram uma diversificação dramática durante este período da história da Terra. O maior registro de grupos animais ocorreu durante os estágios Tomotiano e de Atdabaniano do Cambriano Superior, um período de tempo que pode ter sido tão curto quanto cinco milhões de anos. Os animais encontrados em todo o mundo são os anelídeos, artrópodes, braquiópodes, equinodermos, moluscos, onicofóros, esponjas, e priapulideos.
A idade Tomotiana, é a última subdivisão do Cambriano Superior. Nomeada devido a exposições da rocha na Sibéria, o Tomotiano viu a primeira radiação principal dos animais, incluindo a primeira aparência de um grande taxa de animais mineralizados tais como braquiopodes, trilobitas, archaeocyatideos, equinodermos.
Os climas do mundo eram suaves; não havia nenhuma glaciação. A maior parte América do Norte se colocava nas latitudes tropicais e temperadas do sul, que suportaram o crescimento de recifes extensivos do archaeocyathideos de água-rasa no Cambriano mais inferior.

Na escala de tempo geológico, o Ediacarano é o período da era Neoproterozóica do éon Proterozóico que está compreendido entre 630 milhões e 542 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Ediacarano sucede o período Criogeniano de sua era e precede o período Cambriano da era Paleozóica do éon Fanerozóico. Como os outros períodos de seu éon, não se divide em épocas.
O nome antigo do período era Vendiano, proposto originalmente por Sokolov em 1952, com base em observações na plataforma siberiana que revelaram espectaculares achados fósseis, então chamados de Fauna Vendiana. No entanto, a Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas preferiu renomeá-lo recentemente para Ediacarano, que provém das Colinas Ediacara, no sul da Austrália – onde também foram encontrados fósseis similares, que constituem a Biota Ediacarana.


Na escala de tempo geológico, o Holoceno ou Holocénico é a época do período Quaternário da era Cenozóica do éon Fanerozóico que se iniciou há cerca de 11.500 anos e se estende até o presente. A época Holocena sucede a época Pleistocena de seu período. Pode dividir-se em cinco cronozonas baseadas nas flutuações climáticas: o pré-boreal,boreal,atlântico,subboreal e subatlântico.
O Holoceno inicia-se com o fim da última era glacial principal, ou Idade do Gelo. A época é informalmente chamada Antropogeno, por abranger todo o período de civilizações.

Na escala de tempo geológico, o Pleistoceno ou Plistocénico é a época do período Quaternário da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendida entre 1 milhão e 806 mil e 11 mil e 500 anos atrás, aproximadamente.
A época Pleistocena sucede a época Pliocena e precede a época Holocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Pleistocena Inferior, Pleistocena Média e Pleistocena Superior, da mais antiga para a mais recente.
No Pleistoceno ocorreram as glaciações mais recentes. O clima e as temperaturas mudaram drasticamente, e o período é hoje estudado por paleontólogos na tentativa de compreender os climas da Terra no passado.
Os fósseis deste período são abundantes, bem preservados, e a datação é precisa. Entre eles, os foraminíferos, diatomáceas e pólen de plantas são muito informativos sobre os paleoclimas. Os paleontólogos estudam atualmente, a partir destes registros, a influência das mudanças climáticas sobre as biotas.

Fauna
Muitos dos gêneros e mesmo espécies que vivem hoje surgiram então. Houve, no entanto, naquele período, um bom número de animais de grande porte hoje extintos, como o mastodonte, o tigre-dente-de-sabre, o bisão-de-chifres-longos. Camelos e cavalos nativos existiam na América do Norte. Um dos maiores animais do Pleistoceno, cujas biotas eram muito semelhantes às atuais, foi o mamute.
Durante o Pleistoceno ocorreu a extinção dos grandes mamíferos e a evolução dos humanos modernos. Uma das teorias sobre essa extinção a atribui em parte à caça pela espécie Homo sapiens.

Na escala de tempo geológico, o Plioceno ou Pliocénico é a época do período Neogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendida entre 5 milhões e 332 mil e 1 milhão e 806 mil anos atrás, aproximadamente. A época Pliocena sucede a época Miocena e precede a época Pleistocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Zancleana, Piacenziana e Gelasiana, da mais antiga para a mais recente.

Na escala de tempo geológico, o Mioceno ou Miocénico é a época do período Neogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendida entre 23 milhões e 30 mil e 5 milhões e 332 mil anos atrás, aproximadamente. A época Miocena sucede a época Oligocena do período Paleogeno de sua era e precede a época Pliocena de seu período. Divide-se nas idades Aquitaniana, Burdigaliana, Langhiana, Serravalliana, Tortoniana e Messiniana, da mais antiga para a mais recente.

Na escala de tempo geológico, o Oligoceno ou Oligocénico é a época do período Paleogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendida entre 33 milhões e 900 mil e 23 milhões e 30 mil anos atrás, aproximadamente. A época Oligocena sucede a época Eocena de seu período e precede a época Miocena do período Neogeno de sua era. Divide-se nas idades Rupeliana e Chattiana, da mais antiga para a mais recente.

Fauna
Os mamíferos multituberculados extinguiram-se no Oligoceno inferior.

Na escala de tempo geológico, o Eoceno ou Eocénico é a época do período Paleogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendida entre 55 milhões e 800 mil e 33 milhões e 900 mil anos atrás, aproximadamente. A época Eocena sucede a época Paleocena e precede a época Oligocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Ypresiana, Lutetiana, Bartoniana e Priaboniana, da mais antiga para a mais recente.
Foi no Eoceno que se desenvolveu a diversificação dos mamíferos ungulados e quando surgiram grande parte das linhagens das atuais Angiospermas. Surgiu também a família Polypteridae de peixes actinopterígeos. A ordem de aves pelecaniformes surge pela primeira vez nesta época geológica, com os fósseis de Protophathon, um rabo-de-palha primitivo.

Na escala de tempo geológico, o Paleoceno ou Paleocénico é a época do período Paleogeno da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendida entre 65 milhões e 500 mil e 55 milhões e 800 mil anos atrás, aproximadamente. A época Paleocena sucede a época Cretácea Superior do período Cretáceo da era Mesozóica de seu éon e precede a época Eocena de seu período. Divide-se nas idades Daniana, Selandiana e Thanetiana, da mais antiga para a mais recente.
A família Albulidae de peixes actinopterígeos surgiu no Paleoceno inferior.
 

Florestas de Fósseis

No meio do Cerrado nordestino, restos petrificados de plantas que viveram há mais de 250 milhões de anos contam a história da região em uma época em que os continentes estavam unidos e o mar chegava até ali
Era um domingo como outro qualquer em Nova Iorque. Por volta das 10 h da manhã o sol já impunha respeito e várias famílias curtiam a praia. Crianças brincavam na areia ou na água, e adultos batiam papo e bebericavam em torno de mesas de plástico sob a sombra das árvores. Não parava de chegar gente. Trilha sonora: o típico brega nordestino.
À beira do lago da Hidrelétrica de Boa Esperança, no rio Parnaíba, esta pequena cidade do interior do Maranhão fica a mais de 500 km de distância de São Luís, na fronteira com o Piauí. É uma espécie de oásis no Cerrado, que oferece diversão e umidade aos nova-iorquenses e moradores de municípios vizinhos que passam por ali nos finais de semana.
No penúltimo domingo de julho passado, porém, estes descontraídos cidadãos interromperam por um instante o que faziam para observar a chegada de um grupo de oito forasteiros que não pareciam ter vindo para pegar praia. Não mesmo. Eles estavam atrás de fósseis. Procuravam os restos de uma floresta fossilizada.
O grupo “alienígena” era formado por cinco homens e três mulheres, todos usando chapéu, blusa de manga comprida, calça e botina. A maioria tinha pele muito clara. O mais alto carregava na mão um martelo e o mais magro, de cabelos longos e sotaque estrangeiro, andava na frente perguntando sobre um tal barqueiro, que sabia onde ficavam “as pedras que parecem madeira”.
Mas o rapaz não veio e o jeito foi esperar por uma embarcação maior, que só poderia sair à tarde. Um mau presságio rondava os pensamentos daquele que segurava o martelo. “O nível do rio está muito alto. Acho que vai estar tudo debaixo d’água”, comentou.
Enquanto esperavam, os forasteiros se aboletaram no quiosque de seu Alzair, um pescador cearense, nova-iorquense de coração e que – como se descobriria depois – gosta muito de ler. Ao saber das intenções deles, seu Alzair aproveitou para tirar uma dúvida antiga que deixou o grupo embasbacado.
Ele perguntou se os tais tocos petrificados eram de antes ou depois de o Brasil se separar da África, referindo-se ao fenômeno geológico que ocorreu cerca de 150 milhões de anos atrás e deu origem ao Oceano Atlântico. Antes, muito antes, responderam os paleontólogos.
Era o quinto dia de uma expedição que reuniu representantes da Unesp e de duas universidades federais – do Piauí (UFPI) e do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ao todo, dois professores, três pós-graduandos, uma aluna de graduação, mais a repórter e o fotógrafo de Unesp Ciência.
O saldo daquele domingo foi parecido com o dos dias anteriores, como resumiu Rodrigo Neregato, doutorando da Unesp em Rio Claro, quando já estávamos de volta ao quiosque de seu Alzair, tomando cerveja enquanto o sol caía: “Tá louco, nunca vi um (estudo de) campo tão fraco”.
De fato, a maioria dos troncos fósseis estava submersa, mas o lugar parecia promissor, a julgar pelo material achado nas bordas do lago. Roberto Iannuzzi, professor da UFRGS (o homem do martelo), não se abateu. “Temos de voltar com o nível da água mais baixo.” Para Juan Carlos Cisneros, um salvadorenho radicado em Teresina, docente da UFPI, a situação era trivial. “O paleontólogo tem de ser  muito insistente e ter um pouco de sorte.”
A vida sem flores
Há poucas florestas petrificadas no mundo. E a que existe na Bacia do Parnaíba (veja mapa na pág. 23) é uma das mais exuberantes e mais antigas do hemisfério sul. Os troncos fossilizados que este grupo de cientistas rastreia são joias que ajudam a entender uma parte ainda pouco estudada da história da vida no planeta.
Estamos falando de um tempo em que nenhuma planta era capaz de dar flor. Os únicos seres vivos que voavam eram os insetos, alguns deles gigantes. Entre os vertebrados, só havia anfíbios ou répteis. E ainda levaria muito, mas muito tempo, até nascer o primeiro dinossauro. A cabeça desses pesquisadores está na era Paleozoica, mais especificamente no período Permiano, que na régua do tempo geológico vai de 300 milhões a 250 milhões de anos atrás.
Florestas fossilizadas são raras porque, para que um vegetal se petrifique em vez de apodrecer, são necessárias condições ambientais particulares. “Os caules têm de ser impregnados por um mineral, geralmente sílica, dissolvido no meio aquático”, explica Iannuzzi. A origem da sílica costuma ser as cinzas de erupções vulcânicas.
Neste caso, o vulcão devia estar a muitos quilômetros de distância. Talvez no que hoje é a África, muito mais próxima naquela época, já que os continentes ainda não haviam se separado (veja mapa na pág 23). “Não temos evidências de atividade vulcânica na Bacia do Parnaíba, então imaginamos que as cinzas se depositaram em algum lugar e depois foram carregadas até aqui pela água”, diz o paleontólogo da UFGRS.
Impregnados pela sílica cuspida por algum vulcão paleozoico, estes tocos de madeira com peso e consistência de pedra ajudam a imaginar o que foi a vegetação daquele lugar no Permiano, muito diferente do Cerrado atual, bastante verdejante em julho, quase sempre de média estatura, com troncos ásperos e retorcidos.
Naquela era remota, as donas da paisagem eram as samambaias de grande porte, com até 15 metros de altura. Um pouco menos abundantes eram as árvores coníferas, ancestrais longínquos dos pinheiros atuais. As cavalinhas, “um tipo de bambuzinho que existe até hoje, só que gigante”, eram mais raras, descreve Neregato, que as estuda em seu doutorado.
Para cada um dos grupos anteriores também há um doutorado em andamento. As coníferas são o assunto de Francine Kurzawe, na UFRGS, que fazia parte da expedição. Já as samambaias ficam por conta de Tatiane Marinho, na Unesp em Rio Claro, que não viajou porque tinha de entregar a tese por aqueles dias.
Engana-se quem estiver imaginando a floresta fóssil como um bosque petrificado na posição vertical. O que pesquisadores encontram ao longo da viagem são tocos dispersos no solo, muitas vezes com uma das pontas ainda oculta sob a terra.
Muita coisa aconteceu depois do dia remoto em que estas plantas tombaram no chão. Em algum momento foram soterradas por sedimentos até que, muito tempo depois, a erosão as trouxe de volta à superfície. Nesse lento processo, os troncos rolaram. Hoje dificilmente são achados em “posição de vida”. Mas, como são pesados, não devem estar muito longe do local onde já fincaram raízes.
Fósseis de plantas podem não parecer um assunto tão palpitante para o leigo quanto é a fauna pré-histórica extinta. Isso de certa forma ajuda a entender por que os paleontólogos especializados em botânica – os paleobotânicos, minoria na paleontologia – raramente conseguem disfarçar uma ponta de ressentimento quando têm de explicar que não são caçadores de dinossauros, de mamutes, nem de preguiças gigantes. No entanto, dada a oportunidade de defender sua especialidade profissional, eles oferecem bons argumentos.
“As plantas refletem as condições climáticas”, afirma Iannuzzi. “Além de explicar a evolução da vida vegetal no planeta, uma das principais contribuições da paleobotânica é compreender como a paisagem e o clima mudaram ao longo do tempo. Assim conseguimos saber, por exemplo, que parte da Europa já esteve congelada, e entender por que o Saara, hoje um deserto, um dia deu lugar a uma floresta.”
Apesar de mais midiáticos, os animais vertebrados são muito mais frágeis, acrescenta o paleobotânico. Sob condições adversas, eles morrem ou migram. As plantas podem até sucumbir, mas deixam sementes capazes de passar longos períodos em estado dormente. Só uma grande catástrofe – e olhe lá – pode impedir que elas germinem um dia.
Na incursão de julho, o principal objetivo foi identificar novos sítios de ocorrência das madeiras petrificadas. O grupo começou a estudar a Bacia do Parnaíba há alguns anos, por isso os três doutorados em fase adiantada, que se basearam em material coletado no Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins (veja quadro na pág. 24). O que dá para dizer até agora é que estas plantas viveram numa grande planície por onde passava uma malha de rios estreitos e rasos, com clima quente e seco, alternado por estações úmidas, possivelmente palco de grandes enxurradas (veja infográfico na pág. 23).
Estresse ambiental
“O fato de haver uma planta dominante na paisagem – no caso, as samambaias –, por si só é indicativo de estresse ambiental”, diz Rosemarie Rohn, da Unesp em Rio Claro, por telefone. Ela é orientadora de Neregato e Tatiane, mas não pôde fazer parte da expedição. Rosemarie conta com orgulho sobre as folhas coletadas por sua aluna (um golpe de sorte, pois encontrar caules é a regra) que corrobora a ideia de um clima inóspito. “As folhas parecem uma bolsinha, a parte reprodutiva está totalmente protegida”, diz. “Isso é sinal de estresse, provavelmente de pouca água.”
Nesta planície fluvial de clima aparentemente tropical havia espaço também para pequenas praias de água salgada. Línguas de mar adentravam o continente pelo oeste, vindas do Oceano Pantalassa, que deu origem ao Pacífico – a Cordilheira dos Andes ainda não existia. Um dos pontos de parada da viagem foi uma dessas paleopraias, onde hoje fica uma pedreira da qual se extrai calcário, no município de Pastos Bons (MA).
Não há a menor chance de achar troncos petrificados na pedreira, mas para os pesquisadores é uma oportunidade de entender melhor o paleoambiente, investigando as paredes arrebentadas pela ação das britadeiras. “Está vendo isso?”, aponta Iannuzzi. “São ondinhas fossilizadas.” Mais adiante ele mostra uma greta de ressecamento (rachadura do solo) também fossilizada, aprisionada no sedimento, e compara com uma atual que se formava a poucos metros de distância. O barranco rochoso é largamente fotografado pela equipe.
Impressiona a quantidade de informações que os paleontólogos conseguem deduzir a partir da observação de barrancos, que eles chamam de afloramentos. Tanto que durante a viagem eles paravam várias vezes na estrada para analisar evidências de dunas e de outros tipos de formações geológicas. Alguns centímetros de sedimentos podem significar a passagem de milhões de anos. “As camadas de sedimento são como as páginas de um grande livro que conta a história da Terra”, compara Juan Carlos Cisneros, da UFPI.
Ainda na antiga praia que virou pedreira, enquanto a maior parte do grupo se entretinha nos barrancos, Cisneros e sua aluna de iniciação científica Domingas Maria da Conceição tomaram outro rumo. Começaram a revolver fragmentos de rocha e a martelá-los de vez em quando, em busca de fósseis de animais. “O objetivo desta viagem são as madeiras, mas já que estou aqui não posso perder a oportunidade”, justifica-se o salvadorenho, interessado em vertebrados.
A floresta petrificada é uma das pontas de um projeto maior, iniciado no fim do ano passado com financiamento do CNPq, que inclui também a procura por vertebrados do Permiano na Bacia do Parnaíba. E essa pedreira em particular tem valor histórico, além de científico. Décadas atrás, ali foram encontrados os fósseis daquele que é considerado o maior anfíbio que já existiu.
Anfíbio gigante
Nos anos 1940, o geólogo Llewellyn Ivor Price (que apesar do nome era brasileiro) foi enviado ao interior do Maranhão pelo governo federal para prospectar carvão e petróleo. O que acabou encontrando, porém, foram partes do crânio e do fêmur do anfíbio batizado com o nome de Prionosuchus plummeri. “É um parente distante dos sapos, só que mais parecido com um jacaré ou gavial. Um animal de hábitos aquáticos”, descreve Cisneros.
Considerado o pai da paleontologia de vertebrados no Brasil, Price publicou a descoberta em 1948 e só conseguiria retornar ao local mais de 30 anos depois. Foi quando encontrou outras partes de um bicho da mesma espécie. Juntando as peças, estima-se o comprimento da criatura em pelo menos 6 metros. “Mas estas estimativas são sempre imprecisas quando não se tem o esqueleto completo”, afirma o paleontólogo da UFPI, que está disposto a encontrar outras partes do anfíbio e completar o quebra-cabeça. Além de procurar indícios de vertebrados terrestres, que são seu maior interesse.
Martelando rochas na pedreira, o que Cisneros acabou encontrando foram pequenos fragmentos de peixes que um dia passaram por aquela antiga praia. Os peixes, porém, são a especialidade de Martha Richter, uma brasileira que trabalha como curadora de paleontologia de vertebrados no Museu de História Natural de Londres.
Colaboradora do projeto, ela esteve na região em fevereiro passado. “Encontramos restos de uma fauna de peixes razoavelmente diversificada, incluindo pequenos tubarões, que chegavam pelas línguas oceânicas”, conta Martha por telefone, desde Londres. Para ela, um dos aspectos mais importantes deste projeto será reunir todos os dados relativos à fauna e à flora permiana em sequência cronológica. “O grande desafio é saber o que precedeu o quê”, diz.
O Permiano durou 50 milhões de anos, o que é muito tempo até para quem está acostumado a trabalhar na escala geológica. Os pesquisadores ainda não sabem ao certo, mas supõem que a floresta fossilizada tenha estado em pé entre o início e a metade desse período (ou seja, entre 300 milhões e 275 milhões de anos atrás).
Sobre os animais, menos estudados, pouco é possível dizer. O que dá para afirmar com relativa segurança é que no decorrer desses milhões de anos o clima da Bacia do Parnaíba foi ficando cada vez mais quente e árido. E aquela planície onde antes reinaram as samambaias se transformou num enorme deserto. Prova disso são os espessos blocos de arenito no topo de morros – dunas petrificadas – que avistávamos da estrada.
Fim trágico
O fim do Permiano – há 250 milhões de anos – é marcado por uma grande tragédia: uma extinção em massa muito mais devastadora do que aquela que extinguiu os dinossauros no fim do período Cretáceo, 65 milhões de anos atrás. A extinção do Permiano foi a maior catástrofe global de todos os tempos. Varreu do mapa mais de 90% das espécies de seres vivos. Os trilobitas, por exemplo, invertebrados marinhos de corpo achatado, estão entre os que sucumbiram.
Diferentemente do cataclismo que acabou com a vida dos dinossauros, deflagrado por um asteroide que colidiu com a Terra, a grande extinção em massa do Permiano teve origem em gigantescas e prolongadas erupções vulcânicas na Sibéria – fenômeno conhecido como Armadilhas Siberianas.
A quantidade de cinza expelida na atmosfera foi tão brutal que o planeta primeiro esfriou, para depois arder em decorrência do efeito estufa. Acredita-se que a temperatura tenha se elevado em até 10 °C.
O cenário de destruição durou muito tempo, acredita-se que pelo menos 80 mil anos. Grandes desertos se espalharam pela Terra no período Triássico, que se seguiu ao Permiano. Levaria muito tempo até que a biodiversidade se recompusesse.
Segundo os pesquisadores brasileiros, a Bacia do Parnaíba parece ter começado a virar deserto bem antes disso. Provavelmente foi um fenômeno local, que talvez tenha se emendado com o processo de desertificação global. É difícil saber, mas talvez este projeto ajude a fornecer alguma pista nesse sentido.
“A Bacia do Parnaíba ainda é muito pouco explorada”, afirma Martha Richter. “É importante que comece a ser estudada sistematicamente, porque é um lugar muito interessante para entender as mudanças climáticas ao longo do Permiano, inclusive a grande extinção em massa.”
Segundo ela, para encontrar respostas definitivas para questões tão complexas para a paleontologia “é preciso coletar fósseis em várias partes do mundo e tentar correlacioná-los numa linha de tempo”. É por isso que os recentes estudos nessa região do Cerrado nordestino já atraem a atenção de paleontólogos estrangeiros dedicados à pesquisa do Permiano. O projeto brasileiro conta com colaboradores da Argentina, da África do Sul, da Alemanha e dos Estados Unidos.
Na Alemanha, pesquisadores do Museu de História Natural de Chemnitz têm interesse especial no Brasil porque a floresta fóssil daqui se parece com a que existe naquele país. Um convênio entre a Unesp e o museu alemão vem permitindo que pós-graduandos brasileiros passem um tempo lá. Tatiane Marinho, doutoranda em Rio Claro, ficou dois meses em Chemnitz  em 2008. Seu colega Rodrigo Neregato tem viagem planejada ainda para este ano.
A Bacia do Parnaíba não era muito estudada até recentemente mais por dificuldades de acesso e infraestrutura do que por desinteresse dos cientistas. “Nunca houve paleontólogos residentes na região”, justifica Cisneros, que se tornou o primeiro após ser contratado pela UFPI há cerca de um ano. “É um lugar distante dos grandes centros de pesquisa, de logística complicada para estudos de campo”, complementa. Agora, tendo o pesquisador  como base de apoio local, os projetos ganham novo ritmo.
Em duas confortáveis caminhonetes com motoristas cedidos pela UFPI, a equipe rodou quase 2 mil quilômetros ao longo de dez dias. “Essa infraestrutura facilita muito nosso trabalho”, reconhece Iannuzzi. “É o tipo de viagem que não se pode fazer num carro só, até por questões de segurança, como deu para perceber”, diz ele, referindo-se ao imprevisto ocorrido logo no primeiro dia da expedição.
Após atravessar com dificuldade um caminho de pedras graúdas e pontudas para chegar até um lugar onde havia madeiras fósseis, um dos pneus de uma caminhonete estourou assim que alcançou o asfalto. Na tentativa de trocá-lo, veio a surpresa desagradável. O macaco não aguentava o peso do veículo, acabou entortando e não prestou mais. O borracheiro mais perto ficava a uns 20 km de distância.
***
QUADRO: Contrabando levou à criação de monumento
Durante vários anos, as madeiras petrificadas da Bacia do Parnaíba foram contrabandeadas para a Europa, o Japão e os Estados Unidos. Depois de fatiadas e polidas, eram vendidas como tampos de mesa, molduras para relógios de parede, porta-copos, entre outros objetos utilitários ou ornamentais.
O material era explorado pela mineradora Pedra de Fogo, no município de Filadélfia, ao norte do Tocantins, numa área que abrange três fazendas de propriedade particular. A polícia entrou no caso em 2000. Ainda naquele ano, o governo do Estado transformou a área em Unidade de Conservação, o chamado Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins (MNAFTO).
Na Justiça, o caso envolvendo a mineradora se arrastaria ainda por vários anos. Em 2010, cerca de 90 toneladas de madeiras fossilizadas foram apreendidas no depósito da mineradora Pedra de Fogo, em Goiânia. As fotos desse lugar, com troncos gigantes, ainda estão no site da empresa, aparentemente abandonado: www.pedradefogo.com.br.
A pedido da reportagem, a expedição visitou uma das fazendas localizadas dentro do MNAFTO, onde, por determinação da Secretaria de Meio Ambiente do Tocantins, a coleta de material está proibida, inclusive para finalidades científicas. O que se vê são apenas troncos pequenos e relativamente escassos. “A área está bem degradada. O melhor já foi levado”, comenta Roberto Iannuzzi, da UFGRS.
Fonte: http://scienceblogs.com.br/

Tempo Geológico






Uma tabela do tempo geológico parece bastante simples: uma subdivisão do tempo, desde a origem da Terra até os nossos dias, usando fenômenos geológicos para caracterizar os diferentes intervalos.
Mas não é tão simples assim. Não estamos trabalhando com números dos quais possamos ter certeza... Não estávamos lá para registrar os fatos.
Dessa forma, cada limite escolhido para esses intervalos é fruto de muita discussão, e da integração de dados geológicos, geocronológicos, magneto ebioestratigráficos.
Só que nem sempre as subdivisões que se adaptam às rochas de uma determinada localidade, se adaptam às rochas de outras áreas. E nem sempre os cientistas concordam com os intervalos sugeridos, como é o caso do limite entre os Períodos Cambriano e Siluriano, alvo de discussão por quase 40 anos. Por isso, existem várias diferenças entre as tabelas do tempo geológico, tanto na nomenclatura quanto nos limites cronológicos, que seguem a seguinte hierarquia: 
 


 
 
Sendo que os éons são constituídos de eras, as eras são constituídas de períodos, e assim sucessivamente.
Como resultado dessas diferenças temos na literatura várias propostas de subdivisões para o tempo geológico:  Cowie & Bassett, 1989; Gradstein & Ogg, 1996, Harlandet al., 1990; Hoffman, 1990; Odin & Odin, 1990;  Plumb, 1991; Plumb & James, 1986, entre outras.
Neste trabalho, para o Precambriano, utilizamos a tabela proposta por Plumb, 1991, recomendada pela  Subcommision on Precambrian Stratigraphy, e para o Fanerozóico utilizamos a tabela proposta por Gradstein & Ogg, 1996, que integra o maior volume de dados geocronológicos disponíveis até o momento.
A subdivisão mais aceita caracteriza três éons: 
 






Éon Arqueano, durou da origem da Terra (4.560 milhões de anos = Ma) até 2.500 Ma. É um período de resfriamento da Terra e consolidação dos núcleos continentais, praticamente sem registros de vida.
Éon Proterozóico durou de 2.500 à 545 milhões de anos, e é caracterizado pelo crescimento dos continentes, com a evolução de vastas plataformas continentais em torno dos núcleos arqueanos estáveis, com alguns registros localizados de vida.
Éon Fanerozóico dura de 545 milhões de anos até os dias de hoje, e é caracterizado pela diversificação da vida. É justamente essa diversificação da vida que nos permite subdividir esse éon com base em marcadores bioestratigráficos.
Já no caso caso dos éons Arqueano e Proterozóico os registros de vida são escassos e pouco significativos, e as subdivisões são definidas por eventos geológicos representativos, tais como orogenias, eventos magmáticos, etc.. 
  
 


Bibliografia:
COWIE, J.W. IUGS 1989 Global stratigraphic chart. Episodes,  Ottawa, v. 12, n. 2. 1989. Suplemento
GRADSTEIN, F.M. , OGG, J.G. A Phanerozoic Time Scale. Episodes,  Ottawa,  v. 19, n. 1-2, p. 3-6. 1996
HARLAND, W.B. et al. A geologic time scale 1989. Cambridge : Cambridge University , 1990.  265 p.
HOFFMAN, H.J. Precambrian time units and nomenclature - The geon concept: Geology, Boulder, CO.  v.18, p. 340-341. 1990.
ODIN, G.S. , ODIN, C. Echelle numerique des temps geologiques: Geochronologie, v. 35, p.12-20. 1990.
PLUMB, K.A. New Precambrian time scale: Episodes,  Ottawa, v.14, n. 2,  p. 139-140. 1991.
______,  JAMES, H.L. Subdivision of Precambrian Time: Recommendations and suggestions by the Subcommission on Precambrian Stratigraphy: Precambrian Research, Amsterdam. v. 32, p. 65-92. 1986. 
  
  
 

DESCOBRIREM UMA GIGANTESCA FLORESTA DE 298 MILHÕES DE ANOS INTACTA ENTERRADA ABAIXO DE UMA MINA DE CARVÃO PRÓXIMA A WUDA, NA CHINA.


Por Leo Martins
Cientistas chineses e americanos estão boquiabertos após descobrirem uma gigantesca floresta de 298 milhões de anos intacta enterrada abaixo de uma mina de carvão próxima a Wuda, na China.
Eles estão a chamando de a Pompéia do período permiano, porque assim como a antiga cidade romana, esta floresta também foi coberta e preservada por cinzas vulcânicas.
Assim como a cidade de Pompéia, esta floresta de pântano foi tão perfeitamente mantida que os cientistas sabem exatamente onde cada planta original estava. Isso permitiu que eles as mapeassem e criassem as imagens acima. Esta incrível descoberta é “como a Pompéia”, disse Hermann Pfefferkorn, paleobotânico da Universidade da Pensilvânia, que a considerou “uma cápsula do tempo”.
Ela está incrivelmente preservada. Nós podemos entrar lá e encontrar um ramo com suas folhas ainda presas, e depois mais um ramo, e depois mais um e depois mais outro. E então encontramos o toco da mesma árvore. Isso é incrível.
Eles realmente estão encontrando árvores inteiras e plantas da mesma forma em que elas estavam no momento da erupção vulcânica, da mesma forma que os arqueólogos encontraram humanos, animais e casas na base do monte Vesúvio, próximo a Nápoles, na região italiana de Campânia. A diferença é que Pompéia foi enterrada em 79 DC, enquanto a floresta foi coberta há 298 milhões de anos, no período permiano.
Os pesquisadores encontraram a área de mil metros quadrados abaixo da mina de carvão usando maquinário industrial pesado. Elesacreditam que a floresta fossilizada foi coberta por enormes quantidades de cinzas que caíram do céu por dias e dias.
Até então, eles identificaram seis grupos de árvores, algumas com até 25 metros de altura. Algumas são do gênero Sigillaria e Cordaites, mas eles também encontraram grupos do gênero Noeggerathiales, que foi completamente extinto.
Durante o período Permiano, que se estendeu de 299 a 251 milhões de anos atrás, não havia plantas coníferas ou flores. As plantas se reproduziam como samambaias, usando esporos, e os continentes atuais ainda eram unidos em uma só massa chamada Pangeia. Este período geológico ocorreu no fim da era Paleozoica, após o período Carbônico.
Nesta época também existiam animais. Foi o tempo em que o primeiro grupo de mamíferos, tartarugas e lepidossauros e arcossauros começaram a habitar a Terra. Cientistas acreditam que o Permiano — e toda a era Paleozoica — terminou com a maior extinção em massa possível, que eliminou 90% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres.
Após tal evento, a era Mesozoica começou com o período Triássico. Foi quando os primeiros e verdadeiros mamíferos evoluíram, os pterossauros voaram pela primeira vez e os arcossauros surgiram para dominar a Terra.

Pfefferkorn trabalhou na descoberta com Jun Wang, da Acadêmia Chinesa de Ciências, Yi Zhang, da Universidade de Shenyang e Zhuo Feng, da Universidade de Yunnan. Os resultados foram publicados no periódico Proceedings of National Academy of Sciences. [Universidade da Pensilvânia
]

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vídeos: Tectônica de Placas

Estrutura de um vulcão


Estrutura de um vulcão

Antes de mais, é necessário clarificar o conceito de magma e de lava.
Magma - é o material rochoso fundido, rico em gases, que se encontra armazenado na câmara magmática.
Lava - material rochoso que resulta do magma, depois de este ter perdido os gases durante a erupção.

Agora sim, vamos à estrutura de um vulcão:



  • Câmara magmática - é o local onde o magma é armazenado.
  • Chaminé vulcânica - é a conduta por onde o magma passa até à superfície.
  • Cratera - abertura por onde os materiais são libertados para o exterior.
  • Cone vulcânico - estrutura que resulta da acumulação de materiais vulcânicos lançados durante a erupção.


Mas nem todos os vulcões têm uma abertura circular para o exterior. Em alguns casos o magma é libertado por uma fissura. Assim, podemos considerar (consoante a morfologia da abertura para o exterior) dois tipos de erupção:

  • Erupção do tipo central - a lava é libertada por uma abertura circular (cratera)


Erupção do vulcão Pacaya (Equador)



  • Erupção do tipo fissural - a lava é libertada por uma fissura.

Erupção fissural do Kilauea (Havai) em 1992.

Vídeo - Erupção fissural do vulcão islandês Eyjafjallajökull em Março de 2010.
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Os vulcões.

Vulcões.
Quando pensamos nesta palavra, vêm-nos logo à cabeça imagens de montanhas que "cospem" fogo. No entanto, nem todos os vulcões são montanhas, nem todos os vulcões libertam lava. O que proponho nos próximos posts é descobrir o que são vulcões, onde se localizam, porque é que uns vulcões são tão "simpáticos", como os do Havai, e outros são tão perigosos como os da Indonésia.


O mapa seguinte mostra-te onde se situam os principais vulcões do mundo.


Repara que os vulcões não têm uma distribuição aleatória. Encontram-se sobretudo nos limites das placas litosférias, em três regiões principais:
  • Em torno do Oceano Pacífico - Esta zona tem a designação de Anel de Fogo do Pacífico, não só pelo número de vulcões, mas também porque estes vulcões são na sua maioria do tipo explosivo. Abrange zonas como o Japão, Indonésia e a costa Oeste da América do Norte e do Sul.
  • No Mar Mediterrâneo - Os mais famosos são os vulcões italianos: Etna, Stromboli, Vesúvio....
  • Nos limites divergentes do rifte Africano e da Islândia (dorsal médio-Atlântica).


Não é por acaso que os vulcões se localizam nestas zonas. Para perceberes porquê, vamos ver como se forma o magma que dá origem a estes vulcões.

O magma é constituído por rocha fundida, a elevadas temperaturas. Forma-se nas zonas de subducção, e em alguns casos pode vir de zonas mais profundas da Terra, onde o material já está em fusão.


Nos limites convergentes:

Na zona de subducção, a placa que mergulha está sujeita a elevadas temperaturas e pressões. As rochas fundem, e o material formado (magma) ascende até a uma zona onde se acumula - câmara magmática. Eventualmente depois sobe até à superfície e dá origem a um vulcão.




Nos limites divergentes:

O afastamento das placas facilita a ascensão de magma que se encontra na Astenosfera, a camada situada logo abaixo das placas litosféricas.




Há alguns vulcões que se localizam no interior das placas litosféricas (como é o caso das ilhas do Havai). Neste caso, o magma que lhes dá origem é proveniente de uma camada muito profunda do nosso planeta, muito próxima do núcleo e que sobe até à superfície (na forma de uma pluma térmica), originando vulcões. No décimo ano verás em pormenor como é que isto acontece.

Materiais expelidos pelos vulcões

Os vulcões não expelem apenas lava. Na realidade, libertam também materiais gasosos e sólidos. O mapa de conceitos que se segue resume a designação que esses materiais podem ter.


Vejamos caso a caso.

LAVAS

A lava resulta do magma quando este perde os gases durante a erupção. É por isso mais pobre em gases. Consoante a temperatura a que estão sujeitas, as lavas podem ser mais fluidas (líquidas) ou viscosas. Um bocadinho como a manteiga. Quanto mais quente está, mais líquida fica. E quanto mais fria, mais sólida.





  • Lavas aa. ("aa" é um termo havaiano) São as mais viscosas. Deslocam-se a velocidades muito lentas quando comparadas com outros tipos de lava.

Escoada de lava "aa", no vulcão Kilauea, Havai. (Fonte: USGS)

Escoada de Lava (Kilauea) a atravessar a estrada. A velocidade é tão lenta que permite que as pessoas se aproximem se grande perigo que não o da temperatura.




Lavas encordoadas. O nome deve-se ao seu aspecto semelhante a cordas enroladas quando solidificam. Isto acontece porque a parte superior da lava solidifica mais depressa do que a lava que escorre junto ao solo. Assim, a lava que escorre por baixo enruga a camada que já solidificou. Também são conhecidas como lavaspahoehoe (termo havaiano).

  Escoada de lava no Havai. (Fonte: Tom Pfeiffer - www.volcanodiscovery.com)



PIROCLASTOS

Os piroclastos resultam da lava consolidada, ou então resultam de fragmentos do cone vulcânico que são arrancados durante a erupção vulcânica. São classificados consoante as suas dimensões:


Cinzas (<2mm div="div" nbsp="nbsp">
As cinzas vulcânicas são constituídas por fragmentos de rocha, vidro vulcânico e outros materiais vulcânicos com dimensões muito reduzidas. Contrariamente às cinzas que resultam da combustão da madeira, as cinzas vulcânicas são duras e muito abrasivas.

(Fonte da imagem: USGS - glossário de termos vulcânicos


 

Lapilli (2-64mm). 
São piroclastos de pequenas dimensões. A palavra "lapilli" significa, em italiano, "pequenas rochas". 

Lapilli do monte Vesúvio, em Itália. (Foto: J.  Alean). 









Bombas vulcânicas (>64mm). 
São piroclastos com uma forma arredondada e achatada, pois têm origem em lava que solidifica no ar assim que é libertada do vulcão. 

(Foto: J.P. Lockwood, USGS).








Blocos.
São piroclastos de grandes dimensões. A sua forma é arredondada, e resultam de lavas antigas que faziam parte do cone vulcânico e são arrancados e ejectados pelo vulcão durante erupções violentas.

O fragmento representado na figura foi ejectado durante o colapso de um delta de lava do vulcão Kilauea, no Havai. O vulcão é efusivo. Contudo, quando a lava chega ao oceano, se se misturar com a água do mar pode por vezes originar explosões violentas provocadas pela libertação de vapor de água formado rapidamente devido à entrada da lava no mar.

(Foto: C. Heliker - USGS)







Durante uma erupção explosiva, a acumulação de gases no interior do vulcão pode levar à libertação denuvens ardentes. As nuvens ardentes são constituídas por gases e piroclastos de todos os tamanhos (alguns do tamanho de frigoríficos), a elevadas temperaturas (podem superar os 1000 ºC) e que descem a encosta do vulcão junto ao solo a velocidades que podem atingir os 300 km/h.



GASES

O magma contém dissolvidas grandes quantidades de gases. Quando ocorre uma erupção estes gases libertam-se para a atmosfera.  Em muitos casos, estes gases libertam-se de forma lenta e contínua, mesmo sem haver uma erupção. Os principais gases libertados são vapor de água (H2O), seguido por Dióxido de Carbono (CO2), Dióxido de Enxofre (SO2), Ácido Clorídrico (HCl) e outros compostos.

Libertação de gases pelo vulcão Eyjafjallajokul (Foto: link para a origem). 

Como é que acontece uma erupção?

Erupção do Monte Mayon (Filipinas), em Dezembro de 2009 (Fonte da imagem: agência Reuters)

Os motivos que levam o magma a subir da câmara magmática até à superfície podem ser muito diversos, e dependem de vários factores, tais como a localização do vulcão, a origem do magma, a temperatura da lava, etc. Seria muito difícil abordar todos estes motivos. Mas vamos por partes:


  • A formação do magma e a sua subida até à câmara magmática.

Comecemos por recordar como se forma o magma. O magma, como te recordas é rocha que foi sujeita a temperaturas e pressões muito elevadas que levaram à sua fusão. Este material é menos denso que a rocha e tem tendência a subir até à superfície. Neste processo, vai abrindo fendas na rocha que facilitam a sua ascensão. Quando encontra um local na litosfera com características favoráveis, o magma acumula-se naquilo a que chamamos câmara magmática, permanecendo aí até que algum factor desencadeie uma erupção.


  • Libertação da câmara magmática e ocorrência da erupção.

Uma erupção acontece mais ou menos como a libertação do gás de uma garrafa de coca-cola. Se não a agitares, o gás permanece dissolvido no líquido e quando tiras a tampa da garrafa nada acontece. Contudo, se a agitares, o gás liberta-se e exerce muita pressão na garrafa. Quando tiras a tampa, o gás sai violentamente e arrasta o líquido consigo na subida. Por isso é que a espuma que sai da garrafa é castanha. É o líquido que lhe dá cor.

Passemos agora ao vulcão. Um factor importante que favorece a ascensão do magma é os gases que este tem dissolvidos. Em condições normais, quando a rocha funde, formam-se alguns gases que permanecem dissolvidos no magma devido às grandes pressões a que está sujeito no interior da Terra. Contudo, se os gases se conseguirem libertar do magma (o que pode acontecer quando há um sismo), fazem muita pressão na rocha, abrem fendas e sobem ainda mais rapidamente do que o magma (que nesta altura se passa a chamar lava) até à superfície, arrastando-o.

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Erupção do Monte Etna (Itália) a 31 de Dezembro de 2011


  • Os vulcões dos limites divergentes
Este são casos um pouco diferentes. Em vulcões localizados nos limites divergentes, com o afastamento das placas, formam-se fendas e fissuras nas rochas, o que facilita a subida do magma até à superfície. É o caso dos vulcões da Islândia (localizada em cima do rifte médio-atlântico).

Erupção do vulcão Eyjafjallajokull (Islândia), em 21 de Março de 2010. (Fonte da imagem: Reuters Herald Sun)

Continentes à Deriva


Continentes à Deriva

Hoje parece-nos quase impossível pensar que os continentes se movimentam através do oceano. Contudo, esta não é uma ideia disparatada de todo.

Que o diga Alfred Wegener, um cientista alemão, formado em Astronomia, mas que sempre teve uma grande paixão por geofísica, particularmente em climatologia e meteorologia.
 

Durante a sua vida, Wegener fez estudos importantes na área da climatologia, e foi também um dos primeiros exploradores da Gronelândia. Fez a sua primeira expedição lá em 1906. Quando regressou tornou-se professor na Universidade de Marburg (Áustria).

Em 1914, Wegener foi recrutado pelo exército alemão para prestar serviço durante a Primeira Guerra Mundial, mas foi libertado do serviço militar depois de ter sido ferido.



De regresso a Marburg, Wegener deparou-se com um relatório científico na biblioteca da Universidade que documentava fósseis de plantas e animais idênticos na África e na América do Sul. Como é que isso seria possível se existe o Oceano Atlântico entre os dois continentes? Seria impossível às espécies viajar até tão longe através do oceano….

Na altura, pensava-se que há muitos milhões de anos existiam umas faixas de terra estreita que teria permitido aos animais passar de um lado para o outro. Mas isso não explicava as plantas…


Além disso, Wegener encontrou outros factos que o levaram a formular outra hipótese.

Eis então os factos que Wegener utilizou:

1) A forma dos continentes é complementar


Ou seja, as linhas de costa parecem ser complementares e encaixar como as peças de um puzzle. Será que os continentes já estiveram efetivamente juntos no passado, ou é apenas coincidência?


2) Fósseis idênticos em continentes que hoje se encontram separados.



Isto só seria possível se os continentes estivessem juntos quando essas espécies existiam na Terra, permitindo-lhes andar de um lado para o outro. Os animais e as plantas nunca conseguiriam atravessar o Oceano se os continentes estivessem separados naquela altura.


3) Vestígios de glaciares em vários continentes que hoje têm climas diferentes.

A imagem que se segue é uma fotografia de uma camada rochosa que se forma quando os glaciares começam a ceder e o gelo arrasta consigo grandes fragmentos de rocha. Agora imagina lá onde foi tirada: na África do Sul, que como sabes tem um clima bastante quente.


Mas não foi apenas na África do Sul. Foram registadas camadas rochosas semelhantes a esta em continentes como a América do Sul, a África, a Índia e a Austrália (os mesmos locais onde foram encontrados os fósseis semelhantes, lembras-te?).

Ora, se hoje esses continentes têm climas mais quentes e se têm lá vestígios de glaciares, é porque houve uma altura da história da Terra em que estiveram todos juntos próximo no pólo sul, que é onde se formam glaciares com dimensões suficientes para gerar aquele tipo de depósitos.
Alguma coisa deste género:

A - Posição atual dos continentes e a localização dos depósitos glaciares com a mesma idade que lá foram encontradas. 

B - Interpretação da posição que os continentes teriam tido quando se formaram os glaciares.


4) Rochas idênticas.

Nos vários continentes dos dois lados do oceano Atlântico há estruturas rochosas idênticas, com a mesma idade e o mesmo tipo de constituição (representadas na figura a amarelo).


 
Por exemplo, as montanhas Apalaches, na Améria do Norte são semelhantes em idade e estrutura às montanhas das Terras Altas na Escócia, do outro lado do oceano. O mesmo acontece com algumas camadas rochosas no Brasil e na América do Sul.

Ora, tal como nos casos anteriores, se as rochas são semelhantes e têm a mesma idade é porque se formaram nas mesmas condições e ao mesmo tipo, ou seja, no mesmo local.
Assim, mais uma vez, isto só seria possível se os continentes tivessem estado juntos.




A Teoria da Deriva Continental

Então, reunindo todos estes factos, Wegener escreveu um livro chamado “A origem dos continentes e dos oceanos”, onde propôs a Teoria da Deriva Continental, que diz o seguinte:

- Os continentes já estiveram todos juntos, há 225 M.a., formando um único supercontinente.
Wegener chamou a este continente Pangeia (Pan=toda, Geo=terra) e ao oceano que o banhava chamou-lhe Pantalassa (Pan=todo, Thalassos=oceano).

- Depois, devido ao movimento das correntes marítimas, os continentes teriam flutuado à deriva (sim, como um barco) até ocuparem as posições que têm hoje.



Podes encontrar filmes que ajudam a visualizar melhor aqui e aqui.


Argumentos a favor:

Para fundamentar esta teoria, Wegener teve de apresentar as provas, ou argumentos, que já referimos em cima. Vamos recordá-los e dar-lhe nomes:

Argumentos morfológicos: a forma dos continentes é complementar
Argumentos paleontológicos: os fósseis idênticos dos dois lados do oceano
Argumentos paleoclimáticos: vestígios de climas antigos diferentes dos que existem hoje nos continentes
Argumentos geológicos: rochas semelhantes nos continentes que estão hoje separados.


Até aqui parece estar tudo bem.


O problema: 

A teoria de Wegener não foi aceite na altura porque os continentes não flutuam.
Ou seja, Wegener não conseguiu explicar como é que os continentes se deslocaram da sua posição inicial.

A teoria da Deriva Continental caiu então no esquecimento.

Em 1930 Wegener foi levar mantimentos a alguns cientistas que tinham ido numa expedição à Gronelândia e ficaram sem comida. Contudo, foi apanhado num nevão e acabou por morrer durante essa expedição, com 50 anos.

 A última expedição de Wegener à Gronelândia.

Só mais tarde, com a evolução da tecnologia, se encontraram novos indícios que vieram dar nova luz a este tema e reacendeu o debate sobre o modo como os continentes se deslocam.

Mas isso fica para depois.

Fonte: http://espacociencias7.blogspot.com.br