terça-feira, 16 de outubro de 2012

Escala de tempo geologico


Escala de tempo geologico

Paleozoico  
• Cambriano
• Ordoviciano
• Siluriano
• Devoniano
• Carbonifero
• Permiano  
Mezozoico  
• triassico
• jurassico
• cretaceo  
Cenozoico  
• Paleogeno:
Paleoceno-Eoceno-Oligoceno
• Neogeno:
Mioceno-Plioceno-Pleistoceno-Holoceno

1. Paleozoico

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Durante esta era havia seis massas continentais principais, que conheceram montanhas enormes ao longo de suas margens, e incursões e recuos dos mares rasos através de seus interiores, como mares continentais.   O Paleozoico é conhecido por dois dos eventos mais importantes na história da vida animal. Em seu começo houve uma grande diversificação evolutiva dos animais, a explosão cambriana, em que quase todos os filos animais atuais e vários outros extintos apareceram dentro dos primeiros milhões dos anos. Já no extremo oposto do Paleozoico ocorreu aextinção maciça, a maior da história da vida na Terra, que extinguiu aproximadamente 90% de todas as espécies animais marinhas. As causas de ambos estes eventos ainda não são bem conhecidas. Também pode ser chamada de Era Primária     Muitas rochas paleozoicas são economicamente importantes. Por exemplo, rochas calcárias para finalidades industriais de construção civil, assim como os depósitos decarvão, que foram formadas durante o paleozoico.

Seres vivosa daquela epoca

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cambriano
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ordoviciano
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siluriano
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devoniano
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carbonifero
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permiano

2. Mezozoico

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No início desta era, toda a superfície terrestre se concentrava num único continente chamado Pangéia (ou Pangea).

Esta foi uma era onde dominaram répteis como os dinossauros,pterossauros e plesiossauros. Durante o Mesozóico estes animais conquistaram a Terra e desapareceram mais tarde de forma misteriosa, sendo a causa mais provável a colisão da terra com meteorito, sendo estimada como a segunda maior extinção em massa da terra. (A maior já estudada foi no final do pérmico, estima-se que tenha extinto 90% de todas as espécies que viviam na Terra.)

Os primeiros mamíferos se desenvolveram, apesar de não serem maiores que ratos. As primeiras aves apareceram durante o Jurássico, e embora a sua descendência seja motivo de grande discussão entre os cientistas, grande parte aceita que tenham origem nos dinossauros. As primeiras flores(Angiospérmicas) apareceram durante o período Cretáceo.

Seres vivosa daquela epoca

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triassico
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jurassico
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cretaceo

3. Cenozoico

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Era Cenozóica marca a abertura do capítulo mais recente da história daTerra. O nome desta era provém de duas palavras gregas que significavam "vida recente". Houve muita atividade vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do mundo.  A vida animal transformou-se lentamente no que hoje se conhece.

Seres vivos daquela epoca

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                          Paleogeno: Homo sapiens    
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Neogeno: Homo sapiens sapiens
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Neogeno: animais

Era Cenozóica

A Era Cenozóica é a Era em que Vivemos. Depois da Extinção dos Dinossauros, os Mamíferos Dominaram a paisagem e evoluiram até os seres humanos. Se divide em Dois Períodos entre eles:

Terciário: Vai de 65 até 3 milhões de anos atrás. Foi nesse período Que os mamíferos evoluiram para formas maiores, substituindo os Dinossauros. Se divido em 5 Épocas, dentre elas: Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno e Plioceno. Abaixo vemos fotos dos animais e do ambiente conforme as épocas do Período Terciário:

Paleoceno:
Eoceno:
Oligoceno:
Mioceno:
Plioceno:
Quaternário: Vai de 3 milhões de anos atrás até hoje. Os Mamíferos Atingiram o seu auge. Foi marcada por uma era glacial que acabou mais oumenos 10.000 anos atrás. se divide em duas épocas, Pleistoceno e Holoceno. Abaixo vemos fotos dos animais e do ambiente das Épocas do Períoto Quaternário: 

Pleistoceno:
Holoceno: 
Fonte: 
http://brunochavesanimais.blogspot.com.br

História evolutiva dos mamíferos sul-americanos


História evolutiva dos mamíferos sul-americanos

Postado por Evolução Em Foco 

Por Rômulo Carleial
Era uma vez, uma ilha muito e muito distante. Bom não tão distante na verdade, uma vez que estou me referindo à América do Sul ( se você não sabia que a A. do Sul é o seu continente, sugiro que feche este site, incinere seu computador e vá ler uma enciclopédia ).
Brincadeiras à parte, este texto tentará contar uma história. Só que diferentemente de Rapunzel e outros contos da Disney, a nossa aconteceu à aproximadamente 65 milhões de anos atrás (m.a.a) e os personagens principais são os mamíferos.
Atualmente o nosso continente é um dos mais ricos em diversidade destes animais mas a maioria de nós não faz a menor idéia da procedência dos diversos grupos. Estamos tão acostumados com nossos felídeos e canídeos, por exemplo, que poderíamos dizer que eles estão por aí a um tempo bastante longo. Essa história pretende desmentir alguns dados e acrescentar outros.
Primeiramente acho justo relembrarmos que nossos personagens surgiram no final do Triássico à aproximadamente 220 m.a.a, derivados de linhagens de répteis sinápsidos e eram conteporâneos dos saudosos dinossauros. Talvez pelo amplo sucesso deste último grupo e à ocupação ampla de nichos, nossos mamíferos eram, em sua maioria, de tamanho reduzido, noturnos e esquivos. Agora, devidamente situados sobre nosso grupo de análise, podemos continuar nossa narrativa histórica.
“Oprimidos” pela diversificação dos Dinossauria e outros répteis, os mamíferos diversificaram muito pouco nos 140m.a.a que se passaram até a extinção daqueles grupos à aproximadamente 65 m.a.a. Este texto não tem como objetivo revisar todos os capítulos da evolução dos mamíferos e muito menos todos os grupos viventes. Estamos interessados nos “latinos” ou seja, aqueles que habitavam o nosso continente.
Mais uma vez sou obrigado a lembrar os leitores que os continentes não eram exatamente iguais ao que temos hoje. No período do surgimento dos mamíferos e dinossauros, existia um super continente chamado Pangéia [Fig.1], que posteriormente se dividiu em duas grandes massas de terra ( Laurásia e Gondwana ) [Fig.2]. Este dado é importante porque muitos grupos foram isolados uns dos outros por milhões de anos, cada um em um continente, gerando linhagens completamente diferentes. À seguir, vou disponibilizar mapas da Terra, do Triássico até o Eoceno, e gostaria que o leitor sempre voltasse à eles para se situar na nossa narrativa:
( tatus, tamanduás e preguiças atuais )
Fig 1 – Triássico Médio ( 220 m.a.a ) – A terra era constituída por apenas um super continente, a Pangéia.
Fig.2 – Jurássico superior ( 150 m.a.a ) – Dois super continentes são agora visíveis: Laurásia, ao norte e Gondwana, ao sul.
Fig.3 – Cretácio médio ( 105 m.a.a ) – América do Sul ( nossa área de interesse ) se separa da África, mas ainda estava conectada à Antártica e Austrália.
Fig.4 – Cretácio superior ( 65 m.a.a ) – A América do Sul agora é constituída por duas províncias e deixa de se conectar à Austrália, mas não à Antártica.
Fig.5 – Eoceno superior ( 35 m.a.a ) – A América do Sul deixa de se conectar à Antártica e fica completamente isolada.
A nossa história começa no final do Cretáceo, quando a A. do Sul ainda se conectava à Antártica e Austrália, e seus habitantes eram constituídos de mamíferos de origem Gondwânica ( e outros clados é claro ). Sabemos disso porque nos últimos milhões de anos, o sul e o norte do globo estavam separados nos dois super continentes e as linhagens de mamíferos diversificaram de maneira diferente em ambos os hemisférios.
Neste cenário citado acima, a A. do Sul era dividida em duas províncias distintas: nord-gondwanienne e sud-gondwanienne ( não encontrei nenhuma tradução ), e nelas habitavam os mamíferos não – Therios ( aqueles que não são marsupiais nem placentários, embora dois grupos Therios citados mais abaixo ainda permanecem com sua origem duvidosa) como, por exemplo, a espécie Gondwanatherium patagonicum [Fig.6].
Fig.6
Porém, estes animais tem papel secundário em nossa história, pois os grupos atuais de mamíferos sul americanos são provavelmente derivados de animais de origem da Laurásia, exceto talvez os Xenarthra ( tatus, tamanduás e preguiças atuais ) que não tem sua filogenia bem definida, já que os fósseis são raros e ausentes no Cretáceo.       Seguindo esta linha de racíocinio, os primeiros fósseis de Therios encontrados da A. do Sul, datam do Cretáceo superior e representam a primeira incursão de mamíferos da Laurásia a chegarem no nosso continente. Estes grupos eram os ancestrais dos atuais marsupiais e clados como Condylartha (ungulado). Após chegarem no nosso continente, um grupo específico de marsupiais, ancestrais dos atuais Microbiotheria, colonizaram a Austrália passando pela Antártica, dando origem aos marsupiais que hoje lá habitam ( embora ainda não esteja claro que os Microbiotheria sejam de origem norte-americana ou se eram habitantes sul americanos). E neste mesmo período, o primeiro mamífero de origem australiana (não-Therio) foi encontrado na america do sul, pertencente ao grupo hoje representado pelos ornitorrincos. [Fig.7].
Fig.7 – A figura mostra a dispersão dos ancestrais do grupos em destaque ( círculos negros ), entre 85 e 65 m.a.a. O círculo cinza, representa um grupo de mamíferos de origem Gondwânica que persistia nesse período, representado pela espécie Sudamerica ameguinoi. Como evidenciado, os ancestrais dos Microbiotheria colonizaram a Austrália, dando origem a grupos como os Thylacinideos atuais. Neste mesmo período, a A. do sul recebeu o primeiro imigrante australiano, o o monotremata Monotrematum sudamericanum.
À partir desse período, principalmente após a extinção dos dinossauros e outros répteis no fim do Cretáceo ( 65 m.a.a ), os mamíferos começaram a se diversificar de maneira acelerada. Na A. do Sul, no início do Paleoceno até o Eoceno ( 65 – 34 m.a.a ) basicamente se encontravam grupos que G. Simpson ( paleontólogo americano ) chamava de, “três estoques genéticos distintos” : Marsupialia, Xenarthra e os Ungulados. Muitos grupos evoluiram se tornando endêmicos deste continente, principalmente os Ungulados ( grupo artificial ) constituído por diferentes ordens como Astrapotheria, Pyrotheria, Notoungulata e Litopterna [Fig.8]. A situação filogenética desses grupos é extremamente confusa e enigmática, sendo provavelmente clados derivados de ungulados Therios norte americanos, como os Condylathra. Todos se encontram extintos atualmente.
Fig.8 – Herbívoros endêmicos sul-americanos, agora extintos. Os quatro taxa representados são: (a) Litopterna ( Paleoceno – Pleistoceno ); (b) Notoungulata   ( Paleoceno – Pleistoceno ); (c) Pyrotheria ( Eoceno – Oligoceno ); (d) Astrapotheria ( Paleoceno – Mioceno ). Esses animais com cascos desenvolveram adaptações ecológicas muito similares aos clados distantemente aparentados da América do Norte. A relação filogenética desses táxons é confusa e nenhum destes representa um grupo monofilético.
Posteriormente na passagem do Eoceno para o Oligoceno ( ~ 34 m.a.a ) ocorreram dois eventos importantes para nossa história:
(1) – Devido a mudanças climáticas e ambientais, relacionadas à uma série de fenômenos geotectônicos ( como a separação da A. do Sul e Antártica, gerando mudança nas correntes oceânicas, por exemplo ) observou-se uma grande mudança no aparelho mastigatório dos grupos herbívoros citados acima. As linhagens anteriores eram praticamente consituídas por animais Braquiodontes ( coroa dentária baixa ) e foram substituídas por linhagens derivadas de animais Hipsodontes (coroa dentária alta ). Isso se deve ao fato, que os dentes hipsodontes são mais resistente à desgaste, e foram selecionados uma vez que o ambiente neste período mudou drasticamente: muitas florestas tropicais, que não toleram climas muito frios, foram substituídas por savanas. Estas são constituídas praticamente por gramíneas, muito abrasivas aos dentes, tanto pela sua constituição intrinsíca, como pelo fato de acumularem partículas de poeira e sedimentos.
(2) – São encontrados os primeiros fósseis de ancestrais dos Primatas Platyrrhini ( macacos do novo mundo ) e Roedores caviomorfos ( capivaras e cutias atuais ). A explicação mais aceita atualmente é que estes grupos vieram da África, embora a distância entre os dois continentes fosse de 1400km na época. Outras rotas mais plausíveis foram sugeridas, mas através de anatomia comparada, ficou claro que os animais da América do Sul são mais similares filogeneticamente aos clados africanos. A maneira de como estes se dispersaram ainda é um mistério.[Fig.9].
Fig.9 – Praticamente coincidindo com a separação da A. do sul e Antártica ( 30 m.a.a ) roedores não cricetídeos e primatas imigraram da África pelo mar.
Após a separação da Antártica e América do Sul, na passagem do Eoceno para o Oligoceno, temos o período que é considerado o mais autoctóno do nosso continente, uma vez que se encontrava completamente isolado, como uma ilha. Como sabemos que ilhas são sujeitas a uma grande taxa de divergência e endemismo ( ler o texto do Rafael sobre o dodô ), diversos grupos se derivaram nessa época como o marsupial Groeberrid, os xenarthros Dasypodidae ( grupo que ainda existe atualmente ), diversos notoungulados e muitos outros[Fig.10]. Além disso, diversos grupos de animais alcancaram tamanhos impressionantes como as preguiças gigantes Megatherium ( 5m de altura ) e alguns roedores que ultrapassavam os 500kg. Este conjunto de animais são chamados hoje de “Megafauna”, e alguns sobreviveram até o final do Pleistoceno ( 10.000 anos atrás).
Fig.10 – Alguns dos grupos que derivaram no período autóctono do nosso continente, que durou de 30 à 4 m.a.a.
Antes que cheguemos em um dos mais curiosos aspectos de nossa história, o grande intercâmbio americano (GIA), é preciso relembrar que após as primeiras incursões de mamíferos Therios no final do cretáceo, nosso continente não mais teve acesso aos animais norte americanos e vice versa. Porém, embora o istmo do panamá ainda não estivesse ligando os dois continentes no Mioceno ( 23 – 5 maa ), são encontrados fósseis do grupo dos Procyonidae ( quatis e mão-peladas atuais) e um registro de mastodontes na A. do Sul. E paralelamente, fósseis de Xenarthra ( principalmente preguiças gigantes) e roedores Dynomideos são encontrados no Caribe e outras ilhas. Estas ocorrências e algumas evidências geológicas, sugerem que antes da completa formação do istmo do panamá e do GIA ( ~ 4 m.a.a ) o nível do mar diminuiu gerando uma ponte temporária entre os dois continentes o que justificaria a presença destes grupos fora do seu local de origem. Isso é praticamente certo para os Mastodontes, embora talvez os demais grupos tenham migrado pelo mar, como “island hoppers”.
Como vimos, durante grande parte do tempo que nosso continente existiu, ele era constituído por apenas marsupiais, ungulados e xenarthros. Posteriormente, primatas e roedores caviomorfos chegaram da África pelo mar e Procyonideos e um grupo de mastodontes ( com fósseis encontrados na região amazônica ) chegaram “por acaso” da américa do norte. Assim sendo, até o meio do Plioceno ( ~ 4 m.a.a ), diversos grupos tão familiares de nossa fauna, como os canídeos, felídeos, artiodáctilos dentre outros, não ocorriam na A. do Sul. De onde eles vieram?
A reposta encontra-se no já citado istmo do panamá, que passou a ligar, definitivamente, a A. do Norte e Sul aproximadamente a 4 m.a.a e caracterizou o evento conhecido como GAI. Diversos grupos de mamíferos migraram de um continente para o outro, embora aqueles provenientes da A. do Norte tenham sido mais diversos ( estes grupos estão evidenciados na Fig.11 ). Obviamente nem todos os grupos migraram simultaneamente, tendo essa diversificação ocorrido desde a formação do istmo até o final do Pleistoceno 10 mil anos atrás.
Vale ressaltar, que alguns autores atribuem a grande quantidade de extinções de mamíferos endêmicos da A. do Sul no Pleistoceno, por competição com os recém chegados mamíferos norte americanos. Embora tenha havido uma queda dos gêneros nativos durante o intercâmbio [Fig.11], é sabido que diversas linhagens já se encontravam extintas ou em processo de extinção, devido à diversas mudanças climáticas e bióticas gerada por diferentes fatores, desde a elevação da cadeia dos Andes até as glaciações que modificaram a altura do nível do mar. Uma evidência que sugere que as extinções ocorridas aqui não foram um episódio local, é que no final do Pleistoceno, toda a Megafauna [ mamíferos com mais de 1tonelada ( disponibilizei imagens de alguns deles ao final do texto, para os curiosos) ] americana e em diversos lugares do globo foram extintas. Até mesmo alguns grupos invasores do norte acabaram por se extinguir durante o Pleistoceno – Holoceno como os mastodontes, tigres dente de sabre, equinos e diversos ursídeos.
A teoria mais aceita dessa extinção global é o que chamamos de zigue – zague interrompido. Quando ocorrem glaciações ( e elas foram muitas no Pleistoceno ), diversos fatores, como a queda da temperatura, influenciam a vegetação nativa. Como ja foi dito anteriormente, florestas tropicais se retraem com a queda da temperatura, e o contrário ocorre com ambientes mais secos como desertos e savanas. As faunas de hábitat florestal então, se reduzem a números muito baixos durante glaciacões ( por perda de hábitat, competição etc ) enquanto que as de savana proliferam. Porém, ao final da glaciação a elevação da temperatura e outros fatores, geram o efeito contrário: florestas expandem e savanas retraem o mesmo ocorrendo com a fauna. Este efeito é o chamado “zigue – zague”. Porém, algum fator deve ter “interrompido” esse efeito, gerando o “zigue- zague interrompido”: faunas que se encontravam reduzidas devido ao encolhimento do hábitat, sofreram alguma pressão e não conseguiram se recuperar no intervalo do evento. Não se sabe ao certo que afetou as populações fragilizadas, embora o homem seja apontado como um dos responsáveis ( esse dado ainda é muito questionável ).Ainda assim, dos “antigos habitantes” sul americanos nos restaram apenas os marsupiais e xenarthras e todo o resto são constituidos por clados provenientes da América do Norte.
Como vimos, diversos grupos de animais tão familiares em nosso convívio estão aqui a muito pouco tempo, sendo as linhagens mais velhas praticamente ignoradas por nós ( quantos estão familiarizados com preguiças e tamanduás?). E com essa informação, concluo a curiosa história dos mamíferos sul – americanos e espero que a leitura, embora extensa, tenha elucidado aspectos de nossa fauna Mammalia atual.
Rômulo Carleial,
Laboratório de Paleozoologia – UFMG
Apêndice – Imagens de alguns grupos da Megafauna Pleistocênica Sul – Americana:
Um Gliptodonte, do grupo dos tatus atuais.
Megatherium, uma preguiça de 5 metros.
Um Toxodon, notoungulata de mais de 1ton.
Uma Macrauchenia, litopterna.
Cuvieronius humboldti, mastodonte de 7t.

As teorias sobre a origem do homem


As teorias sobre a origem do homem

As teorias sobre a origem do homem:

· Teoria criacionista – Até o século XIX (e ainda forte muito hoje na mentalidade popular) prevaleceu à concepção de que Deus criou o mundo, narrada na Bíblia, no livro do Gênesis.

· Teoria evolucionista – No século XIX, Charles Darwin publica o seu livro “A origem das espécies” (1859) abalando a concepção criacionista. De acordo com Darwin os seres vivos evoluíram ao longo de milhões de anos de acordo com um processo que ele chamou de “seleção natural”, onde os mais adaptados ao meio ambiente conseguem sobreviver. 

· Big Bang – Seguindo a linhas das teorias científicas, por volta de 1930, Georges-Henri Lemaître afirmou que o universo possuía entre 10 a 20 bilhões de anos e teria sido originado da explosão de um átomo. A Terra (que teria surgido há cerca de 5 bilhões de anos), diferentemente da teoria criacionista, seria apenas um planeta dentre incontáveis planetas existentes no universo.

E possível também fazer uma breve descrição do desenvolvimento do planeta Terra: 

· Era primitiva – Por volta de um bilhão de anos atrás se formaram no planeta Terra os oceanos e as cadeias montanhosas, com as primeiras formas de vida (algas e bactérias). 

· Era primária – Por volta de 300 milhões de anos surgiram às florestas, insetos, répteis e peixes. 

· Era secundária – Por volta de 150 milhões de anos atrás surgiram os mamíferos, as aves e os grandes répteis (os famosos dinossauros). 

· Era terciária – Os primeiros hominídeos surgiram somente a 4 milhões de anos, sendo que o mais antigo é o Australopithecus. 


· Era quaternária – 
Durante a era quaternária (que começou a cerca de 1 milhões de anos atrás; ocorreu o surgimento do gênero Homo, entre 200 e 100 mil anos atrás). As primeiras evidencias tanto do Austrolpithecus como do Homo foram encontradas na África.
 
· Paleolítico (Idade da Pedra Lascada, entre 100 mil e 10 mil a.C.) 
 
Homo erectus – bípede, se mantinha ereto, fazia utensílios de pedra e madeira, pinturas rupestres e enterrava os mortos. 

 
Homo neanderthalensis – controle do fogo. 

· 
Neolítico (Idade da Pedra Polida, a partir de 10 mil a.C.) – Homo sapiens: arco e flecha, embarcações, cerâmica, tecelagem, polimento da pedra.

Supercontinentes: Passado e Futuro


Num estudo reproduzido pela CNN (original da Nature), o geólogo Ross Mitchell, da Universidade de Yale, propõe uma teoria para explicar um novo continente que será formado entre 50 a 200 milhões de anos no futuro. “O processo é um reflexo do comportamento natural das placas tectônicas que constituem o planeta, que tende a unir e separar as massas em ciclos constantes.” (tecnomundo)
Até agora ocorreram oito supercontinentes:
1-      Vaalbara (há 4 mil milhões de anos). Foi o primeiro supercontinente teorizado.
2-      Kenorland (há 2,7 mil milhões de anos). Provavelmente formado durante a Era Arqueozóica.
3-   Nuna (entre 1,8 e 1,5 mil milhões de anos), conhecido também como Columbia ou Hudsonland. Ocorreu durante a Era do Paleoproterozoico.
4-       Rodinia (há mil milhões de anos). Rompeu-se em oito continente há cerca de 700 milhões de anos, na EraNeoproteozóica.
5-      Panótia (há 600 milhões de anos). Ter-se-á quebrado há cerca de 540 milhões de anos, durante o período Pré-câmbrico.
6-      Pangea (há 300 milhões de anos atrás). Existiu durante cerca de 100 milhões de anos, até à Era Mesozoica.
7-      Laurásia (há 200 milhões de anos). Formada pelos continentes do hemisfério norte
8-   Gondwana (há 200 milhões de anos). Laurássia e Gondwana foram formados pela divisão de Pangea. Este era formado pelos continentes do hemisfério sul.
Segundo Mitchell, a Amasia irá formar-se entre 50 a 200 milhões de anos — o investigador afirma que o processo já está na metade de seu ciclo de formação.
Vejam este Video da formação de continentes de agora até daqui a 100 milhões de anos:
Um outro Vídeo, e texto, pode ser  visto neste blog da CNN
Já aqui no nosso AstroPT, o Carlos Oliveira escreveu um pouco sobre o supercontinente Amásia, com vídeos muito interessantes. Podem ler aqui.
“Amasia is what scientists are calling the supercontinent that they predict will form as the continents we know and love drift toward one another and collide, closing the Arctic Ocean and fusing around the North Pole. Antarctica may be left out as a loner, however, as Australia snuggles up to Asia between India and Japan.”
No blog do Discover Magazine podem ler um artigo excelente acerca deste tema.
 No futuro teremos, pelo menos, dois supercontinentes:
1-      Pangeia Última ou Neopangea (daqui a 250 milhões de anos)
2-      Amásia (daqui a 250 milhões de anos).

Solos, Tsunamis, Terremotos




Tsunamis







Em 22 de maio de 1960, pescadores na ilha de Chiloé, sul do Chile, ao sentirem as fortes vibrações de um dos maiores terremotos já registrados, correram para o mar em suas embarcações tentando se  proteger. 10 a 15 minutos após o terremoto, o mar recua dezenas de metros e volta logo em seguida numa onda gigantesca destruindo todos os barcos. Apenas na ilha de Chiloé 200 mortes foram contabilizadas.Até no Havaí, a 10.000 km de distância, os efeitos destas ondas causaram mais de 60 mortes e milhões de dólares em destruição. Ondasgigantescas e destrutivas (até 10 ou 20 metros de altura) podem atingir regiões costeiras após a ocorrência de um grande terremoto com epicentro no mar. Estas ondas, ou Tsunami, são geradas por um deslocamento rápido da coluna de água na área epicentral de um terremoto ocorrido em uma falha próxima ao fundo do mar. Este deslocamento (raramente superior a um metro de altura) se propaga como ondas em todas às direções com velocidades que dependem da profundidade do mar. Em alto mar as ondas viajam com velocidades de um avião, mas, tendo amplitude pequena e um comprimento de onda de centenas de metros constituem ondulações suaves da superfície do mar e passam desapercebidas. Chegando próximo ao litoral onde o mar é mais raso, a velocidade diminui (para 50 - 70 km/hcomo um automóvel). Esta diminuição da velocidade dê propagação faz a energia da onda se acumular em uma extensão bem menor de água aumentando, consequentemente, a altura da onda (até mais de 30 metros já foram observados); este acúmulo de energia provoca também transporte deágua (correntes) inundando a região costeira por centenas de metros terra adentro. Tsunami são. muito frequentes no Pacífico devido à predominância de falhas inversas nas zonas de subducção. Terremotos no Alasca, por exemplo, podem gerar Tsunami que causam destruição no Havaí, várias horas mais tarde, a milhares de quilômetros de distância. 
Está em implantação um sistema de alarme para Tsunami no Pacífico baseado na determinação rápida de epicentros, magnitudes e orientação das falhas (já disponível pela rede mundial de sismógrafos), modelamento matemático das ondas do tsunami (em aperfeiçoamento) e medidas em tempo real registradas por sensores colocados no fundo oceânico em instalação). 

Fontes: González, 1999. Tsunami! Scientific American, maio de 1999 pp. 44-55. 

Estabeleça relações entre o texto “Tsunamis” com o ocorrido no Japão seguindo os seguintes critérios: 
  1. Nível de destruição; 
  2. local de formação do terremoto e tsunami; 
  3. Capacidade de previsão de tal fenômeno  
  4. Ao analisar o ano do desastre no Chile 1960 e o ano desta matéria 1999 o que mudou em relação ao ano de 2011 com o desastre no Japão? Comente.