sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Propriedades dos Minerais 1

Propriedades dos Minerais 1


Os minerais são recursos que o nosso planeta coloca à nossa disposição que podem ser de uma beleza extraordinária. Contudo, podem não ser muito fáceis de definir.

Geologicamente, um mineral pode ser definido como um sólido natural, inorgânico (significa que não é produzido por nenhum ser vivo), que apresenta uma estrutura cristalina e composição química bem definida.

Por vezes, também é frequente confundir-se minerais e rochas.
Uma rocha é um sólido natural constituído por um ou mais minerais.

Por exemplo, o granito é uma rocha constituída por três minerais principais: quartzo, feldspato e micas (como a biotite, por exemplo).

A rocha tem este aspecto:
E os minerais são estes:

Quartzo Feldspato Biotite

Os diferentes minerais podem ser identificados com base na análise do conjunto das suas características. Os Geólogos fazem testes específicos para as determinar. Algumas características são facilmente determináveis no campo. Outras requerem testes laboratoriais mais complexos. Neste artigo abordaremos apenas algumas características que poderás facilmente determinar e utilizar para identificar a maioria das amostras que tens à tua disposição com um elevado grau de fiabilidade.

Eis então algumas das principais características usadas para identificar minerais:

1. Cor
2. Brilho
3. Risca ou traço
4. Dureza
5. Clivagem or fractura
6. Transparência ou diafaneidade
7. Odor
9. Sabor
10. Magnetismo
11. Reacção com os ácidos

1. Cor

Alguns minerais têm uma cor muito característica, que facilmente permite a sua identificação. Outros variam e podem apresentar várias cores. Quando os minerais são opacos, as cores têm tendência a ser mais consistentes do que nos minerais translúcidos. Existem minerais que podem apresentar uma grande variedade de cores, como o quartzo. Além disso, há vários minerais que apresentam cores semelhantes. Por isso, a cor por si só não é fiável para identificares um mineral. Devem ser sempre efectuados mais testes.

A malaquite e o enxofre são minerais que se identificam facilmente pela cor, pois estes minerais têm uma cor característica que praticamente não varia de amostra para amostra.

Malaquite (esquerda) e enxofre (direita)
Fotos: R. Weller/Cochise College

Já o Quartzo, por exemplo, é um mineral que pode apresentar várias cores:


Quartzo hialino (transparente)

Quartzo leitoso (branco)

Quartzo citrino (laranja)

Quartzo Ametista (roxo)

Quartzo fumado (preto)

Quartzo rosa (cor-de-rosa)
Fotos: R. Weller/Cochise College

2. Brilho

O brilho é uma característica que depende da quantidade de luz que a superfície do mineral pode reflectir. Normalmente a designação do brilho de um mineral é atribuída por comparação com substâncias conhecidas. No entanto, existem duas categorias principais: brilho metálico e brilho não metálico


Minerais com brilho metálico:


Pirite
   
Galena
Fotos: R. Weller/Cochise College
Minerais com brilho não metálico:

Brilho adamantino - Topaz

 
Brilho ceroso - Jade

Brilho sedoso - Gesso

 
Brilho nacarado - Moscovite
 
Brilho gorduroso - Halite


Brilho vítreo - Quartzo
Fotos: R. Weller/Cochise College

3. Risca

A risca é a cor do mineral quando é reduzido a pó. Muitas vezes a risca não coincide com a cor do mineral, mas é constante para todas as amostras, independentemente da cor que a amostra possa ter (o quartzo, por exemplo, que pode ter muitas cores diferentes, tem sempre risca branca) pelo que é uma propriedade muito mais fiável do que a cor.


A hematite é um exemplo de um mineral com risca de cor diferente da cor apresentada pela amostra. Isto acontece porque a presença de alguns minerais na estrutura cristalina, mesmo em quantidades muito pequeninas, altera a forma como a luz é reflectida e a cor que nós vimos. Contudo, quando os minerais são reduzidos a pó, esses minerais deixam de exercer influência, revelando-se assim a verdadeira cor do mineral.
A risca determina-se riscando a amostra que queremos analisar numa placa de porcelana branca não vidrada, como mostra a figura. Para os minerais mais duros é necessário esmagar um bocadinho da amostra num almofariz.

4. Dureza

A dureza representa a resistência que um mineral apresenta a ser riscado por outro. O mineral menos duro é sempre riscado pelo mais duro. Quando dois minerais apresentam a mesma dureza, riscam e são riscados um pelo outro.
A dureza é determinada por comparação da amostra com minerais de dureza conhecida, do menos duro para o mais duro. Esse conjunto de minerais foi definido por Friedrich Mohs, e constituem a escala de dureza de Mohs.


Image courtesy: Indiana University, Indiana Geological Survey.

Há também outros testes simples que permitem ter uma boa ideia da dureza do mineral. Por exemplo, os minerais com dureza até 2 são riscados pela unha, uma moeda de cobre risca os minerais com dureza 3 ou inferior e o canivete risca os minerais com dureza até 5. Os minerais mais duros, com dureza 6 ou superior riscam o vidro.

A melhor forma para determinar a dureza de um mineral é efectuar primeiro o teste simples e depois utilizar os termos da escala de Mohs para confirmar a dureza da amostra.

 

5. Clivagem ou Fractura

A clivagem ou fractura são propriedades que dependem da maneira como o mineral se parte quando é sujeito a uma pancada.

Diz-se que um mineral apresenta clivagem quando se quebra segundo superfícies geométricas regulares, como a calcite ou as micas.

Calcite. As micas apresentam uma clivagem laminar.

Diz-se que um mineral apresenta fractura quando se quebra de forma irregular, como o quartzo ou a obsidiana.

Quartzo Obsidiana - fractura concoidal
Existem ainda outros critérios que permitem distinguir diferentes tipos de clivagem e fractura, contudo apenas nos centraremos no facto de um mineral apresentar clivagem ou fractura. Como já percebeste, não é possível o mesmo mineral apresentar clivagem e fractura ao mesmo tempo.

CICLO DAS ROCHAS ou CICLO PETROLÓGICO

Ciclo Petrológico
Em linhas gerais, o ciclo das rochas representa as variadas possibilidades de transformação de um tipo de rocha em outro. Vale lembrar que esta cadeia de processos foi inicialmente percebida em 1790 pelo químico, naturalista e geólogo britânico James Hutton. Como se observa na figura abaixo, as setas que interligam as rochas ígneas, sedimentares e metamórficas mostram processos relacionados à dinâmica geológica da crosta terrestre, como as variações de temperatura e pressão, abalos sísmicos e movimentos tectônicos, dentre outros. De acordo com TEIXEIRA et al (2009) os processos ígneos são geralmente colocados no começo do ciclo das rochas, pois considera-se que nas fases iniciais de acreção e consolidação da Terra, a formação de rochas acontecia principalmente pela cristalização a partir de magmas.
CICLO DAS ROCHAS
Como se pode observar na figura abaixo, o ciclo das rochas depende do ciclo tectônico para energia e do ciclo hidrolófico para água. Ponderando o assunto, o calor produzido através do ciclo tectônico gera materias fundidos, como a lava vulcânica, que ao se solidificarem na superfície ou em camadas mais finas originam as rochas ígneas. Devido à expansão e contração, essas rochas quebram-se, ao se congelarem e descongelarem. Tenha-se presente que podem também se desagregar por causa de processos químicos, pela ação de ácidos fracos formados na presença de CO2, matéria orgânica e água, além de processos físicos, como o vento.
Ciclo das Rochas, tectônico e hidrolófico.
As rochas expostas à ação da atmosfera, hidrosfera e biosfera sofrem intemperismo, que consiste em um processo natural que abrange oxidação, hidratação, solubilização, ataques por substâncias orgânicas, variações diárias e sazonais de temperatura, entre outras. As rochas ígneas superficiais da Terra sofrem constante intemperismo, e lentamente reduzem-se em fragmentos, incluindo tanto os detritos sólidos da rocha original como os novos minerais formados durante o intemperismo. Convém ponderar que as rochas expostas ao intemperismo perdem sua coesão, sendo erodidas, transportadas e depositadas em depressões topográficas, onde constituem rochas sedimentares. Como observa Teixeira et al (2009), através da dinâmica interna terrestre, as rochas formadas em um certo tipo de ambiente geológico se destinam a ambientes muito diferentes, principalmente em termos de pressão, temperatura e composição química. Assinale, ainda, que neste caso, as rochas passam por transformações mineralógicas e texturais, transformando-se em rochas metamórficas. As rochas podem se fundir quando as condições de metamorfismo são particularmente intensas, dando origem a magmas que, quando se solidificam, geram novas rochas ígneas, dando-se início a um novo ciclo.
A crosta terrestre está em constante transformação e evolução através do ciclo das rochas, cuja existência advém desde os primórdios da história geológica da Terra.
Mariana Lorenzo

Referência Bibliográfica:
- TEIXEIRA, Wilson. FAIRCHILD, Thomas Rich. TOLEDO, M. Cristina Motta de. TAIOLI, Fabio. Decifrando a Terra – 2a edição. Companhia Editora Nacional. São Paulo. 2009.

Rochas, arquivos da Terra

Rochas, arquivos da Terra
Escrito por José Salsa   



Imagens de exercícios, da aplicação para QI "ROCHAS, ARQUIVOS DA TERRA" 
Integrada no tema introdutório à componente de Geologia, do programa de Biologia e Geologia (ano I), a abordagem às rochas enquanto arquivos que relatam a História da Terra, afigura-se importante para a compreensão do objecto da Geologia, da complexidade do trabalho dos geólogos e da necessidade de diferentes métodos e instrumentos de trabalho para o estudo da Terra. Eis alguns comentários de imagens integradas numa aplicação para quadros interactivos sobre rochas.
Exercício 1

O exercício seguinte permite explorar os conceitos de rochas consolidadas e não consolidadas, bem como os ambientes de sedimentação e de diagénese. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após indicação das localizações mais correctas...

Exercício 2

O exercício seguinte permite explorar a classificação das rochas sedimentares. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...


 


Exercício 3

Este exercício permite a exploração do magmatismo. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução.
Exercício 4

Neste caso são explorados os conceitos de rocha vulcânica ou extrusiva e de rocha plutónica ou intrusiva. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...

 
Exercício 5

Este exercício permite classificar o granito e o basalto e associar as rochas ao seu ambiente de formação. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 6

Este exercício permite explorar a classificação das rochas magmáticas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 7

Este exercício permite explorar um ambiente de formação de rochas metamórficas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 8

Este exercício permite explorar a classificação das rochas metamórficas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
Exercício 9

Este exercício permite explorar o ciclo das rochas. As imagens seguintes mostram o exercício e a sua resolução, após deslocação dos termos para as posições correctas...
  Fonte:http://www.cientic.com/