Propriedades dos Minerais 1

Os
minerais são recursos que o nosso planeta coloca à nossa disposição que
podem ser de uma beleza extraordinária. Contudo, podem não ser muito
fáceis de definir.
Geologicamente, um mineral pode ser definido como um
sólido natural,
inorgânico (significa que não é produzido por nenhum ser vivo), que apresenta uma
estrutura cristalina e
composição química bem definida.
Por vezes, também é frequente confundir-se minerais e rochas.
Uma
rocha é um
sólido natural constituído por um ou mais minerais.
Por
exemplo, o granito é uma rocha constituída por três minerais
principais: quartzo, feldspato e micas (como a biotite, por exemplo).
A rocha tem este aspecto:
E os minerais são estes:
| Quartzo |
Feldspato |
Biotite |
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Os diferentes minerais podem ser identificados com base na análise
do conjunto das suas características. Os Geólogos fazem testes
específicos para as determinar. Algumas características são facilmente
determináveis no campo. Outras requerem testes laboratoriais mais
complexos. Neste artigo abordaremos apenas algumas características que
poderás facilmente determinar e utilizar para identificar a maioria das
amostras que tens à tua disposição com um elevado grau de fiabilidade.
Eis então algumas das principais características usadas para identificar minerais:
1. Cor
2. Brilho
3. Risca ou traço
4. Dureza
5. Clivagem or fractura
6. Transparência ou diafaneidade
7. Odor
9. Sabor
10. Magnetismo
11. Reacção com os ácidos
1. Cor
Alguns minerais têm uma cor muito característica, que facilmente permite
a sua identificação. Outros variam e podem apresentar várias cores.
Quando os minerais são opacos, as cores têm tendência a ser mais
consistentes do que nos minerais translúcidos. Existem minerais que
podem apresentar uma grande variedade de cores, como o quartzo. Além
disso, há vários minerais que apresentam cores semelhantes. Por isso, a
cor por si só não é fiável para identificares um mineral. Devem ser
sempre efectuados mais testes.
A malaquite e o enxofre são
minerais que se identificam facilmente pela cor, pois estes minerais têm
uma cor característica que praticamente não varia de amostra para
amostra.
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Malaquite (esquerda) e enxofre (direita) Fotos: R. Weller/Cochise College |
Já o Quartzo, por exemplo, é um mineral que pode apresentar várias cores:
 Quartzo hialino (transparente) |
 Quartzo leitoso (branco) |
 Quartzo citrino (laranja) |
 Quartzo Ametista (roxo) |
 Quartzo fumado (preto) |
 Quartzo rosa (cor-de-rosa) |
| Fotos: R. Weller/Cochise College |
2. Brilho
O brilho é uma característica que depende da quantidade de luz que a
superfície do mineral pode reflectir. Normalmente a designação do brilho
de um mineral é atribuída por comparação com substâncias conhecidas. No
entanto, existem duas categorias principais:
brilho metálico e
brilho não metálicoMinerais com brilho metálico:
 Pirite |
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 Galena |
| Fotos: R. Weller/Cochise College |
Minerais com brilho não metálico:
 Brilho adamantino - Topaz |
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 Brilho ceroso - Jade |
Brilho sedoso - Gesso |
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 Brilho nacarado - Moscovite |
 Brilho gorduroso - Halite |
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 Brilho vítreo - Quartzo |
| Fotos: R. Weller/Cochise College |
3. Risca
A risca é a cor do mineral quando é reduzido a pó. Muitas vezes a risca
não coincide com a cor do mineral, mas é constante para todas as
amostras, independentemente da cor que a amostra possa ter (o quartzo,
por exemplo, que pode ter muitas cores diferentes, tem sempre risca
branca) pelo que é uma propriedade muito mais fiável do que a cor.

A
hematite é um exemplo de um mineral com risca de cor diferente da cor
apresentada pela amostra. Isto acontece porque a presença de alguns
minerais na estrutura cristalina, mesmo em quantidades muito pequeninas,
altera a forma como a luz é reflectida e a cor que nós vimos. Contudo,
quando os minerais são reduzidos a pó, esses minerais deixam de exercer
influência, revelando-se assim a verdadeira cor do mineral.
A risca
determina-se riscando a amostra que queremos analisar numa placa de
porcelana branca não vidrada, como mostra a figura. Para os minerais
mais duros é necessário esmagar um bocadinho da amostra num almofariz.
4. Dureza
A dureza representa a resistência que um mineral apresenta a ser riscado
por outro. O mineral menos duro é sempre riscado pelo mais duro. Quando
dois minerais apresentam a mesma dureza, riscam e são riscados um pelo
outro.
A dureza é determinada por comparação da amostra com minerais
de dureza conhecida, do menos duro para o mais duro. Esse conjunto de
minerais foi definido por Friedrich Mohs, e constituem a escala de
dureza de Mohs.

Image courtesy: Indiana University, Indiana Geological Survey.
Há
também outros testes simples que permitem ter uma boa ideia da dureza
do mineral. Por exemplo, os minerais com dureza até 2 são riscados pela
unha, uma moeda de cobre risca os minerais com dureza 3 ou inferior e o
canivete risca os minerais com dureza até 5. Os minerais mais duros, com
dureza 6 ou superior riscam o vidro.
A melhor forma para
determinar a dureza de um mineral é efectuar primeiro o teste simples e
depois utilizar os termos da escala de Mohs para confirmar a dureza da
amostra.
5. Clivagem ou Fractura
A clivagem ou fractura são propriedades que dependem da maneira como o mineral se parte quando é sujeito a uma pancada.
Diz-se que
um mineral apresenta clivagem quando se quebra segundo superfícies geométricas regulares, como a calcite ou as micas.
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| Calcite. |
As micas apresentam uma clivagem laminar. |
Diz-se que
um mineral apresenta fractura quando se quebra de forma irregular, como o quartzo ou a obsidiana.
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| Quartzo |
Obsidiana - fractura concoidal |
Existem ainda outros critérios que permitem distinguir diferentes tipos
de clivagem e fractura, contudo apenas nos centraremos no facto de um
mineral apresentar clivagem ou fractura. Como já percebeste, não é
possível o mesmo mineral apresentar clivagem e fractura ao mesmo tempo.