domingo, 17 de fevereiro de 2013

"Descobrimento" da América e do Brasil: História Oficial

 Cristóvão Colombo, figura de suma importância na descoberta da América, nasceu em Gênova – província italiana da região de Ligúria –, no ano de 1451, pertencente a uma rica família de artesãos.
Não se tornou, porém, um intelectual, interessando-se pelos conhecimentos referentes à navegação e à cartografia, vindo a ter sua primeira experiência no mar aos 10 anos de idade.

Aos 25 anos, já no ano de 1476, foi vítima de um naufrágio ao longo do Algarves – região mais ao sul de Portugal Continental –, quando se encontrava no interior de uma caravela comercial flamenga. Em conseqüência deste incidente Colombo acabou indo para Lisboa, local em que morava seu irmão Bartolomeu. Viveu ali por um tempo razoável para que se casasse com uma portuguesa rica, natural da Ilha da Madeira.
Era de interesse de Colombo explorar os mares e as novas terras que ainda se encontravam por assim dizer, escondidas, porém a Coroa Portuguesa negou a ele apoio para esta empreitada, esperando desta forma proteger o privilégio da posse exclusiva sobre as navegações, mesmo tendo total conhecimento dos interesses econômicos e políticos que abrangiam a concorrência pela possessão dos mares e das terras que ainda restavam ser encontradas e colonizadas.
Somente no ano de 1492, com 41 anos de idade, Colombo realiza seu sonho de explorar os mares, com o consentimento dos Reis Católicos de Aragão e Castela – Fernando II e Isabel I -, que lhe deram total liberdade para agir.
A expansão marítima era de total interesse dos reinos europeus, com destaque para Portugal e Espanha, os mais interessados em ampliar suas possessões territoriais e descobrir novos caminhos marítimos como alternativas para a realização do comércio.
O objetivo maior era alcançar as Índias – nome que abrangia todo o Oriente -, grande abastecedora de especiarias e um novo ponto comercial de consumo.
A Armada da primeira viagem de Colombo, constituída pelos navios Santa Maria, Pinta – cujo capitão era Martín Alonso de Pizón – e Nina – comandada pelo capitão Vicente Yáñez Pinzón -, sai do porto espanhol de Palos em 03 de agosto de 1492.
No dia 12 de outubro ancora em uma ilha denominada pelos índios de Ilha de Guanahaní, porém batizada por Colombo com o nome de San Salvador (Bahamas), pensando ter alcançado as Índias. O primeiro desembarque deu-se na Baía Long, no litoral ocidental, local em que foram afixados o estandarte Real, pelo então denominado Almirante Colombo, e as demais bandeiras da Cruz Verde, fixadas pelos outros capitães. O escrivão da Armada, Rodrigo de Escobedo, foi incumbido de redigir e escrever o documento de posse da nova terra.
No ano de 1500 o Brasil é descoberto, entre 1503 e 1513 cabe a Américo Vespúcio e outros navegadores explorarem as Antilhas e o litoral atlântico na parte mais ao sul dos territórios recém-descobertos. Em 1508 eles alcançam a península de Yucatán – México – e no ano de 1512 chegam à Flórida e ao delta do rio Mississipi (EUA). Diante das evidências, concluem que descobriram um novo continente, que em homenagem a Américo Vespúcio é denominado América.
O descobrimento da América fez desmoronar uma idéia remota de que o mundo era constituído apenas por um bloco de três continentes: Ásia, África e Europa, rodeado por um grande oceano.
Com a descoberta do Novo Mundo, Colombo marca uma nova era, que transformou de forma expressiva e irreversível a fisionomia do mundo, que se baseia nas relações políticas, econômicas e sociais entre os povos ocidentais.
A colonização da América se realizou primordialmente por quatro povos: espanhóis, portugueses, ingleses e franceses. Ocorreram duas formas de colonização diferentes: colônias de povoamento, suas especificidades básicas consistiram em: pequena propriedade, cultura variada e trabalho familiar objetivando o mercado interno; nas de exploração havia a predominância da ampla propriedade, da monocultura (um só tipo de cultivo) e do trabalho escravo, sempre de olhos bem abertos para o que se passava no mercado europeu.
O continente americano foi repartido geograficamente em América do Norte, América Central e América do Sul, sendo envolto a oeste pelo Oceano Pacífico e a Leste pelo Atlântico. Ele é considerado o segundo maior continente do mundo com aproximadamente 42.560.270 quilômetros quadrados.
Há também uma separação sócio-econômica que divide o continente em dois blocos: Canadá e Estados Unidos ao Norte e a denominada América Latina – que compreende os outros países das América Central e do Sul.
Há uma enorme diferença econômica entre os dois blocos: Estados Unidos e Canadá possuem um PIB (Produto Interno Bruto) bastante significativo no mundo, sendo que os demais países que fazem parte da América Latina, 33 ao todo, vivem na mais profunda miséria, possuem problemas sociais gravíssimos que precisam ser solucionados.

Américo Vespúcio

De Américo Vespúcio originou-se o nome do continente americano

Américo Vespúcio era de uma família tradicional e aristocrática de Florença. Desde os 17 anos trabalhou para os poderosos Médici, como contador na casa bancária da poderosa família.
Enviado em 1489 a Sevilha, Vespúcio conheceu Giannoto Berardi, sócio dos Médici e um conhecido financiador e armador de navios. Através dele, Vespúcio conheceu Colombo, logo após o retorno do navegador de sua primeira viagem (1492-93).

Aos 45 anos, Vespúcio decidiu "ganhar o mar" e, em 18 de maio de 1499, partiu com a expedição de Alonso de Hojeda (que provavelmente ajudou a financiar). Saindo de Cádiz, as caravelas alcançaram a costa norte da América do Sul (Suriname, Trinidad, Haiti, etc.) e retornaram a Espanha em 8 de junho de 1500.

No mês seguinte Vespúcio escreveu a seu antigo patrão, Lorenzo di Médici, não só omitindo o nome de Hojeda, mas colocando-se na posição de comando. D. Manuel 1º, entusiasmado com as notícias de Vespúcio e com as informações sobre a Terra de Santa Cruz, trazidas por integrantes da esquadra de Cabral, organizou outra expedição ao Brasil, confiando-a ao florentino.

A princípio Vespúcio hesitou, ainda cansado, e em conflito se deveria navegar sob a bandeira portuguesa. Mesmo assim, partiu de Lisboa em 13 de maio de 1501 sob o comando de Gonçalo Dias. A frota navegou rumo às ilhas Canárias. Parando em Bezeguiche (atual Dacar, Senegal), próximo a Cabo Verde, encontrou com o navio de Diogo Dias e com a caravela Nossa Senhora Anunciada, que aguardava o resto da esquadra de Cabral.

Nesse encontro, Vespúcio pode colher preciosas informações com Gaspar da Gama e teve a certeza de que estavam falando sobre um novo continente. Em agosto de 1501, as três caravelas da esquadra de Gonçalo Coelho ancoram na Praia de Marcos, litoral do atual Rio Grande do Norte. O contato com os nativos não foi amistoso e os viajantes puderam ver um dos marujos ser devorado pelos índios.

Gonçalo Coelho achou melhor zarpar do local, contornando o litoral do Brasil rumo ao sul. Munidos de um calendário Litúrgico, começaram a batizar os lugares onde atracavam, com nome de santos do respectivo dia. Como exemplo, em 1 de novembro de 1501 à baía, denominada Baia de Todos os Santos. Em 1 de janeiro de 1502 os tripulantes deparam-se com o que pensavam ser a foz de um rio, batizando o local com o nome de Rio de Janeiro.

De volta a Lisboa em 1502, Vespúcio escreveu a Lorenzo de Médici e falou das árvores (inclusive do pau-brasil), dos frutos saborosos, dos animais e dos habitantes de "corpo bem feito" do novo mundo.

No ano seguinte uma nova expedição foi formada, com Gonçalo Coelho novamente no comando. Em 10 de agosto a frota avistou um arquipélago (Fernando de Noronha) e Gonçalo Coelho, atingindo alguns recifes, naufragou. Pediu então a Vespúcio que procurasse um porto e o aguardasse. Após oito dias, Vespúcio descobriu que os outros navios o tinham abandonado. Com seus companheiros, prosseguiu a viagem e construiu uma feitoria (provavelmente em Cabo Frio), recolhendo pau-brasil para levar a Portugal.

Quando retornou à Europa, já havia sido publicado na Alemanha um panfleto em latim, com quinze páginas, narrando uma viagem de Vespúcio ao "Novo Mundo". A popularidade trazida pelas narrativas converteu-o num dos textos mais vendidos à época. Foi o cartógrafo Martin Waldseemüller quem primeiro nomeou o novo continente de América, em sua homenagem.

Vespúcio permaneceu alguns meses em Lisboa após sua terceira viagem, mas no ano seguinte, de volta à Espanha, recebeu em 24 de abril de 1505, a naturalização por parte da Corte espanhola. Também após seu retorno a Sevilha, Vespúcio se casou com Maria Cerezo, sua esposa até a morte dele em 1512. 

Pedro Álvares Cabral
Navegante português que descobriu o Brasil, em 22 de abril de 1500, nasceu no ano de 1467 em Belmonte e faleceu em Santarém, no ano de 1520. Era de família nobre, filho de Fernão Cabral e D. Isabel de Gouveia. Estudou ciências humanas e táticas armadas na corte de Afonso V. A corte de D. João II o nomeou fidalgo aos 16 anos. Casou-se com D.Isabel de Castro.
Desenvolveu grande habilidade de navegação e diplomacia, reconhecendo o seu, o rei D.Manuel o nomeou para comandar uma esquadra de 13 navios para às Índias.
Cabral partiu com sua esquadra no dia 8 de março de 1500. Em 14 de março, chegou às Ilhas Canárias e no dia 22 em Cabo Verde. Em 22 de abril, Cabral atingiu a costa brasileira.
A esquadra de Cabral partiu novamente em 2 de maio de 1500, em direção às Índias, chegando em Calecute em 15 de setembro, encontrando hostilidade do povo hindu. À força de armas, Cabral conseguiu chegar às cidades de Cochiu e Cananor.
Chegou em Lisboa no dia 21 de julho de 1501, com apenas seis das 13 embarcações iniciais. Teve, em 1502, sua segunda expedição entregue a Vasco da Gama, em vistude de atritos com D. Manuel. Viveu seus últimos dias em Santarém.






Cristóvão Colombo 

Cartógrafo e navegador, foi o primeiro europeu a chegar às Américas, no dia 12 de outubro de 1492. Sua origem ainda é discutida pelos historiadores. Alguns defendem a idéia de que Colombo seria um genovês, enquanto outros defendem a idéia de que ele seria português. A dúvida paira também sobre o ano de seu nascimento, que deve ter sido entre 1447 e 1451. Nos estudos (freqüentou o colégio), aprendeu a ler e escrever em pouquíssimo tempo. Tinha preferência por geografia e astronomia, pois sempre conversou muito com marinheiros e percebia a importância desse conhecimento para a profissão que lhe atraia. Sua primeira viagem marítima foi aos 14 anos. Aos 20 anos, aproximadamente, já era o comandante das embarcações.
  De 1470 a 1476, Colombo conheceu as mais importantes rotas comerciais do Mediterrâneo, trabalhou como corsário, para então se estabelecer em Lisboa, país no qual permaneceu por dez anos, anos estes que foram decisivos, importantes e um tanto misteriosos.
  Em 1477, viajou para a Inglaterra e para a Islândia, e em 1478 fez várias viagens entre Lisboa e a Ilha da Madeira, com carregamentos de açúcar.
  Entre 1480 e 1484, a vida pessoal de Colombo foi intensa: Casa-se com a portuguesa Felipa Moniz em Lisboa, com ela teve um filho (Diego), que nasceu na Ilha de Porto Santo, próxima a Ilha da Madeira. Morre sua esposa. Em 1488 teria seu segundo filho, Fernando, fruto de uma aventura.
Ainda nesta época, Colombo conhece o “Mapa de Tascanelli”, que embora seja chamado de mapa, pode ter sido uma carta, onde estaria descrita a possibilidade de chegar à China tendo como direção o Ocidente, encarando o desconhecido “Mar Oceano”, como chamavam na época o Oceano Atlântico.
Baseado no Mapa de Tascanelli e em outras obras sobre navegação, Colombo fez vários cálculos, e elaborou um plano. Apresentou tal plano a Portugal, que o recusou.
Entre os anos de 1484 e 1485, Colombo parte para Castela, uma província da Espanha. Consegue então apresentar seu projeto aos Reis católicos Fernando e Izabel, que não lhe deram qualquer reposta definitiva. Cansado de esperar e passando por necessidades financeiras, resolvi partir para França. No inicio da viagem, acompanhado de seu filho, Colombo para em um convento para descansar, e entusiasmado conta seus planos para os monges. Convencidos por Colombo, resolveram ajudá-lo, e pediram que permanecesse na Espanha. O responsável pelos monges foi então a Corte, e lá relatou que Colombo havia desistido de permanecer na Espanha. A rainha resolve recebê-lo e passa a apoiá-lo.
Em 1492, é assinado um acordo entre Colombo e os Reis Católicos. As despesas da expedição foram custeadas (meio a meio), pela Coroa espanhola e por banqueiros genoveses de Sevilha.
Colombo parte em 3 de agosto de 1492, do porto de Palos, com uma frota de 3 caravelas, Santa Maria, Pinta e Niña e aproximadamente 90 homens. Em 12 de outubro chegou à ilha de Guanaani, atualmente conhecida como Ilha Watling, nas Bahamas. Entre 1493 e 1502, realizou mais 3 viagens, chegando a várias ilhas, como: Cuba, Haiti, Porto Rico, Jamaica, Guadalupe, Antilhas e outras.
Em 1504 retorna a Espanha, onde não é bem recebido pelos Reis, devido a intrigas. Morreu em seguida, sem ter recebido o que lhe era de direito, segundo o acordo assinado. Ao morrer, ainda acreditava ter chegado às Índias.
Fontes
Adonias Filho; IMLACH, Gladys M. A vida de Cristóvão Colombo, o descobridor. Rio de Janeiro: Tecnoprint, [19--]. 124 p.

 Fonte: http://www.infoescola.com


Os vikings e a chegada ao Novo Mundo


Por Marcelo Ferroni 

"Colombo ficou com a fama de ter descoberto a América, mas outros europeus estiveram no continente 500 anos antes dele."

Quem descobriu a América? Todo estudante sabe a resposta de cor: o navegante genovês Cristóvão Colombo desembarcou em uma ilhota da América Central no dia 12 de outubro de 1492. Desde então, europeus de várias latitudes atravessaram o Atlântico, invadiram o continente, mataram-se uns aos outros e aos moradores originais, tomaram conta e moldaram à sua vontade o que viram. Mas os livros de História muitas vezes se esquecem de mencionar que, antes de Colombo, outros europeus se aventuraram pelo Atlântico atrás de terras desconhecidas. Por volta do ano 1000, os vikings estiveram na costa canadense e chegaram a levantar assentamentos.

Não há dúvidas sobre isso. Ruínas descobertas na década de 60 por um casal de arqueólogos noruegueses, Helge e Anne Ingstad, comprovaram a presença de representantes dos vikings, conhecidos no restante da Europa como um povo bárbaro que aterrorizou a po pulação do que hoje é a Grã-Bretanha, França, Alemanha e norte da Espanha. As andanças dos vikings pelo Atlântico Norte não devem ser esquecidas, mas não tiram de Colombo o título de descobridor europeu do Novo Mundo.

"O que se considera em História não é só o descobrimento, mas a colonização", afirma Leandro Karnal, professor de História da América da Universidade Estadual de Campinas. "É a colonização que produz História, trágica ou não."
A odisséia viking já era conhecida dos europeus por duas sagas ou lendas antigas dos povos escandinavos compostas nos séculos 13 e 14. Elas narram a história de dois navegadores nórdicos, Eric, o Ruivo, e seu filho Leif Ericsson, e a chegada à Groenlândia e à América. Eric, o Ruivo, não era o que se poderia chamar um cidadão benquisto, mesmo entre os belicosos povos vikings. Foi expulso da Noruega e, em seguida, da Islândia, entre os anos de 985 e 986 por causa dos massacres que costumava promover. Degredado com seu bando, o navegador tomou o rumo oeste e acabou batendo na ponta mais ao sul da Groenlândia. Foi dali que saiu a expedição que chegaria à América 15 anos depois.
A segunda parte da travessia, contam as sagas, foi realizada por Leif, o segundo dos três filhos de Eric. Ele aventurou-se mais ao sul, seguindo a corrente do Labrador até chegar ao que é hoje a Terra Nova, no Canadá. A costa recém-descoberta foi batizada de Vinland. No dialeto viking, a palavra pode ter sido sugerida pelas videiras selvagens e solos férteis que então existiam na região. "Não se sabe se Vinland era o mesmo sítio descoberto pelo casal de arqueólogos na costa canadense", conta o histori ador Leandro Karnal. Mas a colonização do continente não foi adiante. Acredita-se que Leif manteve durante três anos uma comunidade chamada Leifsbudir. Depois disso, um mercador islandês chamado Thorfinn Karlsefni esteve na Groenlândia, casou-se com a cunhada viúva de Leif e obteve permissão para continuar viagem até o Canadá com outros colonos. Isso ocorreu por volta de 1010. A comunidade sobreviveu com seus novos habitantes por mais dois anos.

Inferno na terra


 
 Antigo assentamento viking em L'Anse-aux-Meadows

 


 
Depois disso, não se sabe mais nada. Mas imagina-se que o contato dos nórdicos com os habitantes locais tenha sido, digamos, longe de harmonioso. Quando os vikings pisaram no Novo Mundo, encontraram tribos que já habitavam a região e, como eles, dotada s de uma cultura naturalmente agressiva. Ao contrário do que ocorreu durante a colonização espanhola, foi a vez das tribos americanas mostrarem sua força.

Se não há provas materiais desse confronto, existem os relatos nas sagas vikings. Para começar, os colonizadores chamavam seus novos vizinhos de skraelingar, no dialeto viking uma palavra com muitos significados, quase todos pejorativos. Para alguns historiadores, quer dizer estrangeiro; para outros, pessoas miseráveis ou doentias.

Pois esses "estrangeiros doentios" devem ter acabado com o paraíso viking naquele pedaço de terra. "Não sabemos como os povos locais se autodenominavam", diz John Hale, arqueólogo da Universidade de Louisville especialista em vikings. "Mas sua cultura em alguns aspectos parece ser ancestral à dos modernos inuits (habitantes do norte do Canadá) e dos esquimós." Seja como for, parece claro que houve combates entre europeus e índios. "Afinal, os vikings brigavam com todo o mundo", comenta Karnal. "É verossímil que isso tenha acontecido, ainda mais considerando como eles chamavam os índios."

Baseado nas sagas nórdicas, Hale levanta a hipótese de que tenha havido brigas violentas entre os próprios colonos, potencializadas pelo isolamento de Vinland do resto do mundo viking. Naquela época, a expansão dos nórdicos na Europa começava a perder força. "A explosão populacional na Escandinávia, que gerou a colonização de partes da Rússia, Finlândia, França e Ilhas Britânicas, não era mais a mesma", conta Hale.

Segundo o historiador, depois do ano 1000, os colonos da Islândia e da Groenlândia não produziram mais as imensas famílias que obrigaram a ida a outros continentes e originaram a iniciativa de colonização da América.
Dúvidas históricas
A história contada acima é o que se acredita tenha acontecido. Mas há muitas interpretações sobre os fatos. O professor Alan Macpherson, da Universidade Memorial da Terra Nova, no Canadá, conta, por exemplo, que as mesmas sagas que falam da aventura de Leif, referem-se também a uma viagem à América anterior àquela protagonizada pelo filho do degredado. Leif pode ter sido precedido por Bjarni Herjolfsson, um mercador que navegava entre a Islândia e a Noruega. "A viagem de Bjarni, em 986, foi um feito m uito maior que a de Leif, mas tem sido denegrida ou ignorada com freqüência", contou Macpherson a Galileu. O professor também não concorda com a denominação de vikings para os que chegaram à América. Para ele, os vikings não eram um grupo étnico. "Ele s eram identificados entre os nórdicos como os saqueadores marítimos que atacavam as partes mais civilizadas e cristãs da Europa."

Para os historiadores, a travessia por mares gelados é mais importante que a colonização em si. É considerada um marco de navegação, em uma região perigosa como o Atlântico Norte. Mas o arqueólogo Peter Pope, também da Universidade da Terra Nova , diz que os nórdicos cruzaram o oceano diversas vezes. Considerando a tecnologia de embarcações da época, acredita ele que o feito não era extraordinário. Para Macpherson, "Leif Ericsson estava retraçando a viagem de Bjarni Herjolfsson de 986".

Seja como for, os historiadores concordam que a colonização não mudou a história da América. A glória da descoberta ainda é de Cristóvão Colombo. Depois de uma viagem atribulada que durou dois meses e à beira de um motim, o navegador genovês e seus mar inheiros finalmente avistaram terra. Que pedaço de terra era aquele e qual a primeira ilha avistada pelos europeus, ainda é tema de grande disputa.

Acredita-se que Colombo tenha pisado primeiro na ilha de São Salvador, ou Watling. Em seguida, as embarcações Santa Maria, Pinta e Niña seguiram caminho, em busca do que os navegantes imaginavam ser a ilha de Cipango (atual Japão). Colombo acreditava ter chegado ao Oriente pelo oeste, dando a volta ao mundo. Não sabia que tinha descoberto um novo continente. 


O
valor da concha
 
Se Cristóvão Colombo tivesse outros interesses além da busca de riquezas e, ao chegar ao Novo Mundo, resolvesse coletar uma simples conchinha depois de ter se ajoelhado, beijado o solo e feito suas preces, a primeira ilha em que o navegador genovês pisou poderia ser conhecida hoje.

A idéia partiu de um artigo do paleontólogo e escritor Stephen Jay Gould, descrita em um de seus livros, Leonardo's Mountain of Clams and the Diet of Worms (Harmony Books, 1998, sem edição em português). Ao relatar a chegada dos europeus e a incerteza em descobrir o local exato do primeiro desembarque, Gould parece se deliciar com a descrição de um tipo de concha de um molusco da espécie Cerion, tão comum nas Bahamas que Colombo provavelmente teria se ajoelhado sobre uma ao fazer suas preces. As conchas variam de ilha para ilha na região, o que poderia indicar o local correto de sua origem e denunciar a chegada dos europeus.

Aceita-se que o primeiro ponto de desembarque seja a ilha de Watling, nas Bahamas, hoje chamada São Salvador. Mas a primazia de outros pedaços de terra, como as ilhas Cat e Mayaguana, ainda é defendida por alguns historiadores.

Massacre total

A história continua. Depois de mais três viagens ao novo continente (1493-1496, 1498-1500 e 1502-1504), o navegante genovês caiu em desgraça. O continente que ele descobriu recebeu o nome de América em homenagem a outro navegador, Américo Vespúcio. Mesmo assim, a sua viagem de 1492 abriu caminho para a futura exploração e colonização européia.

"Os espanhóis alteraram a história da América, e essa alteração foi contínua", relata Karnal. "Se outros navegadores estiveram antes por aqui, isso não mudou nada." O que veio depois já podia ser previsto pelos primeiros contatos. Ao contrário dos nativos do norte, que aparentemente souberam se defender muito bem dos estranhos invasores europeus, os habitantes das Bahamas eram tribos pacatas que não eram páreo para os agressivos colonizadores espanhóis. "O genocídio nas ilhas da América Central é o ú nico com ISO 9000", ironiza Karnal. "Nenhum outro conseguiu a eliminação total de um povo como ocorreu nas ilhas. E isso dificulta a compreensão do que houve quando Colombo desembarcou pela primeira vez."

A
s comemorações do milênio
 
Reconquista
O Icelander, réplica de embarcação que levou os vikings à América
Mil anos depois, os povos do continente celebram a chegada dos vikings ao Novo Mundo. Nos Estados Unidos, alguns dos principais museus de história natural do país, como o Smithsonian, em Washington, e o Museu Americano de História Natural, em Nova York , montaram a exposição "Vikings, a Saga do Atlântico Norte", com peças e mapas vikings. No Canadá, é celebrado o que se chamou de "Círculo Completo": o reencontro, na Terra Nova, de descendentes dos primeiros Homo sapiens que migraram há milhares de anos da África e acabaram povoando a Ásia, a Europa e o Novo Mundo. Mas a comemoração mais vistosa foi montada na Islândia. Uma réplica de uma embarcação usada pelos vikings, chamada Icelander (foto acima), atravessou o Mar do Norte e refez o trajeto de Leif Ericsson. A viagem foi iniciada em 17 de junho e durou dez dias.


Anote
Para navegar
Exposição viking

Para ler
Vikings - The North Atlantic Saga, de William Fitzhugh (editor). Smithsonian Institution Press. 2000

Ilustração: Pepe Casals
Ilustrações: mapas, Ronaldo L. Teixeira
Foto: Colombo, Zena 

Fonte: http://galileu.globo.com 

Mapa: Fontehttp://upload.wikimedia.org/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Nasa descarta impacto de asteróide DA14 com a Terra

Representação artística do trajeto do asteróde (Reprodução) Washington, 7 fev (EFE).- 

O asteróide DA14, de pouco mais de 45 metros de diâmetro, passará no dia 15 de fevereiro, na semana que vem, a apenas 27.300 quilômetros da Terra, embora a Nasa tenha descartado nesta quinta-feira a possibilidade de um impacto.

Leia também:
Telescópio Hubble revela imagens de estrela nascente que pisca
Estudo confirma que queda de meteorito foi fatal para dinossauros
"É a passagem mais próxima da Terra de um asteróide deste tamanho que se tem registro", disse Donald Yeomans, do Jet Propulsion Laboratory (JPL), em Pasadena, Califórnia, durante uma teleconferência.
Yeomans, membro do Departamento do Programa de Objetos Próximos à Terra (Neo, por sua sigla em inglês), acrescentou que a órbita do asteróide "está muito bem delimitada" e afirmou que o astro "não poderá impactar" contra a Terra.
A hora exata de maior proximidade de sua órbita com a Terra será próximo das 19h40 GMT (17h40 de Brasília) de sexta-feira da semana que vem, quando o asteróide estará sobre o oceano Índico.
A Nasa está rastreando a trajetória do DA14 há mais de um ano, quando o asteróide foi descoberto pelos cientistas do Observatório Astronômico da Sagra (Granada), na Espanha. O DA14 tem uma massa aproximada de 130.000 toneladas e viaja pelo espaço a uma velocidade de 27.7000 km/h.
Timothy Spahr, diretor do Centro de Planetas Menores do Centro de Astrofísica de Cambridge (Massachusetts), disse que devido ao seu reduzido tamanho o asteróide "não poderá ser visto a olho nu", e que "a melhor observação ocorrerá com fundo noturno, na Austrália ou Ásia". EFE
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dia Mundial do Hip Hop - Algumas músicas que fazem parte da história.

Como hoje é o Dia Mundial do Hip Hop vou colocar alguns sons que fazem parte da história desse movimento mundial.Ainda teriam muitas outras,mais é só pra relembrar algumas  músicas que marcaram.
Ouçam ai!


Fonte: http://rapefilosofia.blogspot.com.br/ Acrescentando:

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cientistas acham osso de grande dinossauro carnívoro no interior de SP

 
 
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

O Brasil pré-histórico acaba de ficar um pouco mais aterrorizante. Nas rochas do interior de São Paulo, paleontólogos encontraram pela primeira vez um osso de um grande dino carnívoro, membro do grupo formado por alguns dos maiores predadores da Era dos Dinossauros.
Tais criaturas, conhecidas pelo indigesto nome de carcarodontossaurídeos, rivalizavam com o célebre Tyrannosaurus rex, chegando a medir 13 m de comprimento.
Até hoje a presença dos monstros em território nacional era inferida apenas pela presença de dentes isolados na Bacia Bauru, como é conhecido o conjunto geológico que abrange boa parte do interior paulista e de outros Estados (MG, PR, MS e GO).

Editoria de Arte/Folhapress
Agora, a equipe coordenada por Carlos Roberto Candeiro, da Universidade Federal de Uberlândia, e Lílian Paglarelli Bergqvist, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), começa a preencher essa lacuna com a descoberta de um pedaço de osso de 13 cm, parte do maxilar direito de um dos dinos do grupo.
O fragmento, que abriga ainda um dente, foi encontrado no município de Alfredo Marcondes, perto de Presidente Prudente, e tem idade estimada em torno de 70 milhões de anos.
"Com base no fragmento e no dente, conseguimos identificar com confiança a família do animal, mas não a espécie", explica Bergqvist.
Também é possível estimar o tamanho total do crânio do animal em vida --algo como 80 cm de comprimento--, embora seja mais difícil dizer que tamanho o bicho todo tinha. A julgar pelo crânio, no entanto, parece ser um dino menor que os representantes mais avantajados de seu grupo, talvez chegando aos 10 metros, afirma Candeiro.
Também de Alfredo Marcondes e de outro município da região, Flórida Paulista, vêm fragmentos de ossos de outros dinos carnívoros estudados pela equipe, cuja identificação em níveis mais específicos não foi possível.
O fato de esse material todo aparecer apenas na forma de cacos tem algo de misterioso. É que a Bacia Bauru é rica em outros fósseis de predadores dessa época. Em geral, são primos terrestres dos atuais crocodilos, pertencentes a uma grande variedade de espécies e, às vezes, com todo o esqueleto preservado.
"Ainda não há uma explicação para isso. A gente brinca que, na Bacia Bauru, os crocodilos são a praga do Cretáceo [período do qual datam os fósseis]", diz Bergqvist. "Há o mesmo problema com os mamíferos, que são muito difíceis de achar por lá."
O carcarodontossaurídeo paulista, aliás, viveu "só" alguns milhões de anos antes do sumiço dos dinos e do início da Era dos Mamíferos.
A equipe publicou a análise dos fósseis na revista científica "Cretaceous Research". Também assinam o estudo Rodrigo Azevedo, Felipe Simbras e Miguel Furtado.
INTERIOR SEMIDESÉRTICO
Os dados geológicos indicam que, no fim do período Cretáceo, boa parte do interior brasileiro era um imenso semideserto.
A alternância entre períodos de seca prolongada e chuvas torrenciais criava rios e lagoas temporárias, em cujas margens se refugiavam animais como tartarugas e crocodilos.
Alguns dos fósseis dessa época que chegaram até nós parecem ter sido preservados quando vários animais se enfiaram na lama para tentar suportar o calor.
Sabe-se que, apesar da seca, grandes dinossauros herbívoros de pescoço longo também viviam ali. (RJL) 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

domingo, 4 de novembro de 2012

Gráficos de Normais Climatológicas de Algumas Cidades do Brasil

Gráficos de Normais Climatológicas de Algumas Cidades do Brasil

Os gráficos apresentados foram organizados a partir de dados coletados no site: http://www.bdclima.cnpm.embrapa.br/resultados/index.php
 e a classificação climática seguiu a proposta do livro: MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e Climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007












Fonte: http://ensinodegeografiauenp.blogspot.com.br/2012/10/graficos-de-normais-climatologicas-de.html

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DINOSSAUROS


DINOSSAUROS  VOADORES
Ao mesmo tempo que os dinos deixavam suas pegadas no solo e os répteis nadadores vagavam nos mares, répteis voadores cruzavam os ares sem parar. Com os mais variados tamanhos e fromas, os pterossauros marcaram a presença na história da evolução como parentes distantes dos dinossauros. Alguns eram pequenos como araras, enquanto ouros ganhavam dimensões impressionantes, com asas do tamanho de um ônibus. O nome pterossauro, aliás, significa "lagarto com asas". Depois de estudar demoradamente alguns ossos de pterossauros, os cientitas concordaram: eles só podiam ter sidos animais voadores, pois notaram que os ossos eram finos e ocos.


DINOSSAUROS  HERBÍVOROS
Como o próprio nome já diz, dinossauros herbívoros tem como principal características a sua alimentação: mais variados tipos de planta, desde grama até flores de árvores, bem como folhas, brotos, raízes e caules. Eles eram, geralmente, o alvo mais constante dos dinossauros carnívoros pois, muitos dos herbívoros não possuíam defesa mas, enorme parte deles tinham algum tipo de defesa que eram, geralmente, chifres, cauda, garras, etc. Alguns tinham a capacidade de correr muitorápido ou nadar, o que também dificultava a ação dos predadores. Clique nos nomes abaixo para conhecer os principais dinossauros herbívoros:

brachiosaurusdicraeosaurusdiplodocusiguanodon
lambeosaurusmaiasauraparasaurolophusprotoceratops
stegocerasstegossaurosstruthiomimustriceratops



DINOSSAUROS   AQUÁTICOS
Enquanto os dinossauros povoavam as terras, os mares eram governados pelos mais ferozes répteis. Existia vida no mar centenas de milhões de anos antes que os dinos vagassem pelo planeta. As medusas e estrelas-do-mar surgiram há 600 milhões de anos. Centenas de séculos mais tarde, apareceu o primeiro peixe, bem como alguns animais anfíbios, os que podem viver na terra e na água. Nadadores habilidosos surgiram nos mares há cerca de 170 milhões de anos. Os grandes répteis carnívoros que viviam no mar, apresentavam também perigo aos dinossauros terrestres e voadores, pois quando um dino se posicionava em pedras perto do mar, esperando que um apetitoso peixe passasse, um enorme nadador podia aparecer repentinamente e abocanhar o dinossauro.
elasmosaurus


ichthysaurus



mosassaurus




nothosaurus





ophthalmosaurus


DINOSSAUROS  CARNÍVOROS
Quando ouvimos falar em dinossauros carnívoros, já pensamos em gigantes, maus e ferozes predadores pré-históricos. Esse tipo de dino se alimentava de carne de outros dinossauros. Alguns caçavam para conseguir seu alimento, outros se alimentavam de dinos já mortos, e outros roubavam ovos de outros dinossauros para comer os filhotes. Como você já viu na seção anterior, o principal alvo dos carnívoros é os herbívoros, pois muitos destes não possuíam armas como defesa, o que facilitava a ação destes predadores. Em sua grande maioria, os carnívoros eram Téropodes, grupo no qual se encaixa o famoso Tyrannosaurus Rex. Eles possuíam fileiras de dentes afiados e serrilhados, o que ajudava no corte e mastigação da carne. Clique nos nomes abaixo para conhecer cada dinossauro:
albertosaurusallosauruscarnotaurus
coelophysisdaspletosaurusdeinonychus
dimetrodonoviraptorspinosaurus
tyrannosaurus rexvelociraptor