domingo, 17 de fevereiro de 2013

Os chineses descobriram a América?


  A viagem dos almirantes chineses -
A viagem durou 31 meses, entre março de 1421 e outubro de 1423.

Fonte: http://mundogeo.com/blog/2006/10/30/novo-livro-afirma-que-chines-descobriu-o-brasil-e-autor-diz-que-%E2%80%9Ce-hora-de-fazer-justica%E2%80%9D/


Em 2002, o inglês Gavin Menzies chocou o mundo ao afirmar que uma frota de 300 navios, liderada pelo chinês Zheng He, teria descoberto a América, 70 anos antes de Colombo. Agora, à luz dos indícios que ele apresentou, especialistas do mundo todo discutem se isso seria possível
Está para começar a maior aventura marítima de todos os tempos. O ano é 1405, o cenário, a China da dinastia Ming, época de desenvolvimentos sem precedentes na história do país, que conta, agora, com suficiente conhecimento tecnológico, dinheiro e, é claro, uma ambição sem limites para tornar possível o sonho de navegar mundo afora. O imperador Zhu Di acaba de construir uma frota espantosa: 300 navios capazes de transportar 28 mil homens. No comando, o eunuco Zheng He, um dos principais conselheiros do imperador. Durante os 15 anos seguintes, as velas de seda vermelha seriam vistas no Camboja, Java, Sri Lanka e Índia. Mas a grande viagem ainda estava por vir. Em 1421, a frota partiu para um projeto mais audacioso: atravessar o oceano Índico, costear a África e, se o inglês Gavin Menzies estiver certo, descobrir a América e dar a volta no planeta.
As façanhas de Zheng He não são novidade: sabe-se que de 1405 a 1433 os chineses exploraram todo o oceano Índico, o mar da Arábia e a costa oriental da África. “Escavações no Quênia encontraram restos de porcelanas chinesas do século 15, raras até mesmo na China”, diz o historiador Geoff Wade, da Universidade de Cingapura, um dos maiores especialistas no período Ming. Essas viagens são consideradas, hoje, uma das maiores expedições marítimas de todos os tempos. Em 2002, no entanto, um almirante aposentado da Marinha inglesa e pesquisador naval nas horas vagas, Gavin Menzies, lançou o polêmico 1421 – The Year that China Discovered America, (“1421 – O Ano em que a China Descobriu a América”, editadoem português pela editora portuguesa Dom Quixote), dizendo que os chineses haviam ido bem além do Índico e navegado até a América 70 anos antes de Cristóvão Colombo e dado a volta ao mundo quase um século antes de Fernão de Magalhães.
A comunidade acadêmica internacional concorda que aos chineses de 1421 não faltava tecnologia para fazer grandes viagens pelo mundo. Eles já conheciam a bússola e passeavam pelo Índico desde o século 9. “A tecnologia naval chinesa era incomparavelmente mais avançada que a européia no século 15”, diz o professor Mario Sproviero, da Universidade de São Paulo, especializado em cultura oriental. “Eles possuíam plenas condições de chegar à América.”
Se na época houvesse uma aposta para ver quem chegava à América primeiro, os chineses seriam os favoritos. Segundo a americana Louise Levathes, no livro When China Ruled the Seas (“Quando a China Dominava os Mares”, sem edição brasileira), os chineses conseguiam passar mais tempo no mar e ter tripulações maiores porque tomavam mais precauções que os europeus. “Eles levavam animais vivos como alimento e um navio com água doce para abastecer toda a frota por pelo menos um mês”, diz. Os barcos tinham 120 metros de comprimento e resistiam bem às tempestades em alto-mar. As caravelas européias mediam no máximo 24 metros.
Mas poder não é querer. “Os chineses só navegavam próximo à costa, de onde avistavam portos para desembarcar porcelana, seda e pedras preciosas. Seu negócio era o comércio e não a exploração, muito menos a colonização”, diz Xu Consheng, professor da Universidade de Fuzhou, na China.
Para Menzies, isso é apenas meia verdade. O ponto de partida de sua teoria é um mapa europeu de 1459, feito pelo cartógrafo veneziano Fra Mauro – um dos tesouros de Veneza–, guardado na Biblioteca Nacional Marciana. Para ele, o mapa prova que os chineses já conheciam o lado oeste da África, primeiro passo para atravessar o Atlântico. “Fra Mauro mostra o cabo da Boa Esperança (o ponto extremo sul da África), que o português Bartolomeu Dias só viria a descobrir 30 anos depois”, diz. Mas onde a China entra nessa história? Menzies diz que um pequeno desenho no canto do mapa é um barco chinês, o que demonstraria a origem das informações contidas no mapa. Além disso, ele cita um documento no qual Fra Mauro afirma que baseou seu mapa em uma “fonte confiável” que conhecia a fundo a geografia da época. Para Menzies, essa fonte foi Niccolò de’ Conti, veneziano que viveu em Calicute, na Índia, no início do século 15 e que teria conhecido os chineses da frota de Zheng He. Mas isso não basta para provar uma viagem transatlântica.“A especulação pode fazer sentido, porém não há provas de nada disso”, diz Piero Falchetta, curador da Biblioteca Nacional Marciana. “Mas que o desenho parece um barco chinês, parece.”
“Mesmo que tivessem chegado à costa oeste da África, atravessar o Atlântico não fazia parte das tradições da navegação chinesa”, diz Wade. “Nem da espanhola”, rebate Menzies. Para ele, a rota via Cabo Verde seria a mais lógica. E é ali que ele deposita uma de suas principais esperanças de provar o que diz. “Em 2001, encontramos duas pedras parecidas com as que Zheng He deixava para marcar sua passagem. Elas estão danificadas, mas creio que demonstraremos que suas inscrições são caligrafia chinesa do século 15”, diz Menzies.
No livro, Menzies enumera uma série de indícios que vão de esqueletos pré-históricos, passando pelo DNA de povos pré-colombianos, até um observatório erguido por Zheng He na Flórida, nos Estados Unidos (veja no quadro da página 42). A principal crítica dos especialistas a Menzies tem a ver com seus métodos de dedução. “Ele parte de uma suposição, ou seja, de coisas que poderiam ser do jeito que ele deseja, para realizar suas afirmações”, diz Wang Tianyou, historiador da Universidade de Pequim. “É uma boa história, mas 99% do que li em seu livro não encontra qualquer fundamento documental ou arqueológico”, afirma Geoff Wade. A historiadora inglesa Frances Wood, especialista em cultura chinesa da Biblioteca de Londres, concorda. “É uma seqüência de indícios que Menzies quer transformar em provas”, diz.
Outra dúvida que não quer calar: para a civilização que inventou o papel, a impressão e uma das formas mais antigas de escrita, não haver nenhum documento registrando essa viagem não soa estranho? Menzies explica que, com a morte do imperador Zhu Di, em 1424, desapareceu o interesse pelas navegações. Todos os documentos relativos à façanha de Zheng He ficaram abandonados e por fim, em 1644, quando acabou a dinastia Ming, os imperadores da dinastia Qing decidiram fechar a China para o Ocidente, destruindo as evidências das viagens de Zheng He.
Mas nem tudo foi destruído. “Na China, no Vietnã e no Camboja foram encontrados monumentos de pedra, feitos a mando de Zheng He e de seus capitães, que falam de suas façanhas. Nem uma palavra sobre a viagem transatlântica”, afirma Geoff Wade.
Mas, se no meio acadêmico são raros os que se dispõem a dar ouvidos a Menzies, entre as autoridades chinesas suas teses polêmicas têm público garantido. Querendo tirar o melhor proveito diplomático e político da súbita fama internacional de Zheng He, o governo da China anunciou em julho que prepara para 2005 uma grande festa nos 600 anos da primeira viagem de seu novo herói. Mas a cúpula chinesa crê que seus antepassados deveriam levar os louros pela descoberta da América? Em entrevista por e-mail a Aventuras na História, o representante do Ministério das Comunicações da China, Yang Xiong, disse: “Essa é uma questão que ainda precisa ser muito discutida”.
No momento, o governo chinês parece mais interessado em explorar o aspecto cultural das viagens do século 15, que teriam tido o mérito de aproximar civilizações distantes. “Em vez de ocupar territórios, construir fortalezas e procurar tesouros, Zheng He e seus homens trataram outros países com amizade”, afirma Xu Zuyuan, assessor do Ministério das Comunicações. “Achamos que o legado das viagens de Zheng He para o oeste é que um crescimento pacífico é o resultado inevitável da história da China.”
Para o historiador Xi Congfei, da Universidade de Wuhan, na China, as viagens não eram tão pacíficas. “Cerca de 80% dos homens das frotas eram militares, que tanto serviam de segurança da frota como de modo de intimidação às outras nações”, diz ele. Os chineses pretendiam estabelecer mais rotas comerciais com os países asiáticos e também cobrar impostos de um maior número de nações. Algumas vezes, a coerção era tão grande que acabava em sangue. Foi o que aconteceu na Sumatra, em 1407, quando os homens de Zheng He mataram 5 mil pessoas em violento combate marítimo. “Nem todos os governantes aceitavam as condições impostas pela China. É um engano pensar que as expedições tivessem apenas aspectos amistosos e culturais”, diz Wade.
Para Gavin Menzies, se o caminho iniciado pelo imperador Zhu Di tivesse sido levado adiante pelos líderes que se seguiram, é provável que a China tivesse se tornado uma potência colonialista. “Mas, na época em que ocorreu, os chineses não tinham projeto de ocupar e explorar outras terras e pouco impacto provocavam por onde passavam, onde não ficavam por períodos maiores que algumas semanas”, diz Menzies.
E no Brasil? No Brasil, nem isso. Não há indícios da passagem dos chineses por aqui. “Mesmo que os chineses tivessem estado no Brasil antes de Colombo, as conseqüências disso seriam quase nulas”, diz Menzies. Os portugueses, depois de chegarem ao Brasil, criaram um sistema de colonização para abastecer Portugal de cana-de-açúcar e gerar renda. A partir daí, começaram o povoamento. “Os chineses nem sequer sonhavam com um empreendimento do gênero.”
Para Mario Sproviero, quer tenham sido os chineses, quer outro povo qualquer, o que conta é a chegada dos europeus no século 16, porque eles desenvolveram um projeto para a América. “Mas a curiosidade do homem vai mais longe, e como a descoberta da América em parte permanece um mistério, não vamos sossegar enquanto não soubermos bem mais sobre esse assunto”, diz o historiador Geoff Wade. Para Gavin Menzies e outros interessados no tema, é apenas o início de uma grande aventura – tão emocionante quanto a de Zheng He e de sua poderosa frota, que permanecem vivos na memória de ambos os lados do Atlântico.

A grande viagem

As rotas que, segundo Menzies, Zheng He e seus amigos seguiram
Descobrindo a América
A frota se dividiu ao deixar o porto de Sumatra, no Índico. Foi a esquadra comandada por Zhou Wen que, depois de contornar a África e aportar em Cabo Verde, teria chegado à América, onde hoje fica a ilha de Guadalupe. Depois teriam feito a rota inversa para casa
Antártida
Comandados por Hong Bao, cerca de 30 barcos se separaram da frota principal em Cabo Verde, chegando à América do Sul (onde hoje é a Guiana) e costeando o Brasil até a Patagônia. De lá, Antártida e Austrália, antes de chegar a Pequim
Pertinho do Pólo Norte
Depois de contornar os Estados Unidos, parte da frota comandada por Zhou Wen teria navegado entre as geleiras da Groenlândia e do Círculo Polar Ártico, dado uma passadinha no Japão e sido a última a voltar
Estreito “Man”
Zhou Man comandou a esquadra que teria chegado ao Pacífico pelo estreito de Magalhães, uma das rotas marítimas mais perigosas do mundo. Sua frota teria navegado ainda na Oceania e estado na costa da Califórnia e México

Quem chegou primeiro?

Na Escandinávia, as crianças aprendem que o descobridor da América foi Leif Ericson, um norueguês que chegou ao Canadá no século 11. Lá ele é um herói com direito a estátua em praça pública e retrato nos livros escolares.
O livro A História da Islândia, de Ari, o Aprendiz (1067-1148), já fazia menção a uma tal Wineland, uma próspera colônia do outro lado do mar gelado. Em 1965, na ilha de Anse aux Meadows, no Canadá, arqueólogos encontraram um conjunto de construções e artefatos do século 11, indícios da presença viking na América.
Os livros escolares em Portugal também mudaram os capítulos referentes à descoberta do Brasil. Em 1998, o historiador português Jorge Couto, da Universidade de Lisboa, publicou Construção do Brasil, onde afirma que quem descobriu o Brasil não foi Cabral, mas Duarte Pacheco. Segundo Couto, em 1498, dom Manuel I mandou que Pacheco navegasse ao sul da rota de Colombo para ver se encontrava alguma coisa. Partindo de Cabo Verde, ele encontrou, sim: o norte do Brasil.
“Em Portugal, os principais historiadores não têm dúvidas de que Duarte Pacheco chegou ao Brasil antes de Cabral”, diz José Manoel Garcia, pesquisador do Centro de Estudos Históricos da Faculdade de Letras de Lisboa.
No século 20, surgiram várias teorias sobre quem teria chegado primeiro à América do Sul. Nos anos 50, o antropólogo norueguês Thor Heyderdahl afirmou que moradores da ilha de Páscoa, vindos da Polinésia, teriam colonizado o Peru, por volta do ano 800. Ainda hoje são feitas pesquisas na ilha da Páscoa e no Peru para tentar comprovar a tese.

Diz-que-diz

As principais evidências de Menzies versus a opinião dos especialistas
Mapa de Fra Mauro
Menzies diz que o mapa – que mostra o cabo da Boa Esperança, 30 anos antes de sua primeira circunavegação – baseia-se nas informações de Niccolò de‘ Conti, que repassou a Mauro os conhecimentos chineses. O museólogo italiano Piero Falchetta, que pesquisa o documento há 25 anos, diz que não é possível comprovar essa teoria. Mas diz: “Como Fra Mauro soube da existência do cabo da Boa Esperança continua sendo um mistério”.
Trinta ou 3 mil?
Zheng He erguia monumentos relatando suas viagens, nas principais cidades da China. Em um deles ele menciona, segundo Menzies, ter visitado 3 mil lugares. De acordo com o lingüista chinês Wu Luming, do museu de Taincang, na China, Menzies se confundiu na tradução. “Na verdade, está escrito que ele foi a 30 lugares. A grafia da época confunde”, diz. Gol contra.
Zoológico estranho
Mamíferos que só existiam na Patagônia, como o milodon, hoje extinto, aparecem no livro Registros Ilustrados Chineses de Países Estranhos, de 1430. Darwin encontrou um esqueleto do milodon em uma praia da Patagônia em 1834 e o levou para Londres, onde foi remontado e ficou famoso. “Não há explicação para o fato de o milodon aparecer no livro chinês. Ele poderia existir também na China, mas nunca foram descobertos ossos do bicho por lá”, afirma o historiador chinês Xi Congfei. Ponto para Menzies.
Garranchos
Duas pedras seculares com inscrições que estavam parcialmente enterradas em Cabo Verde estão sendo estudadas, a pedido de Menzies, que afirma se tratar de escrita chinesa. Porém, os especialistas contratados pelo próprio Menzies dizem que as inscrições estão muito apagadas e até agora não puderam decifrá-las.
Entrou água
Menzies alega que uma formação rochosa submersa próximo à costa das Bahamas, no Caribe, foi um porto chinês no século 15. As rochas formam dois corredores paralelos da praia até 400 metros mar adentro. John Gifford, especialista em ciências marítimas da Universidade de Miami, diz que são formações naturais. “Pesquisamos essas rochas há 30 anos e jamais encontramos indícios de atividade humana. Publicamos em 1980 um estudo sobre os eventos geológicos responsáveis por essas formações, que saiu até na National Geographic. Talvez o senhor Menzies tenha tomado conhecimento dele”, diz Gifford.
Mundo da lua
Um antigo observatório em Newport, em Rhode Island, teria sido construído pelos chineses. Menzies não tem nenhuma prova e só diz isso porque era “típico dos navegadores chineses erguer observatórios estelares para auxiliá-los na navegação”. Segundo John Gifford, a construção é comprovadamente obra dos espanhóis. “As plantas do prédio ainda existem e pertencem ao Museu Naval de Newport”, diz. Menzies admitiu tirar essa afirmação da próxima edição de seu livro.

Saiba mais

Livros
1421 – The Year China Discovered America Gavin Menzies, Harper Collins, 2002 - Íntegra das teses de Menzies. Algumas refutadas por especialistas serão retiradas nas próximas edições
When China Ruled the Seas, Louise Levathes, Oxford University Press, 1996 - Jornalista americana, que colaborou durante 10 anos para a National Geographic, faz um saboroso relato sobre as viagens de Zheng He. Nada sobre a viagem para a América

Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br

"Descobrimento" da América e do Brasil: História Oficial

 Cristóvão Colombo, figura de suma importância na descoberta da América, nasceu em Gênova – província italiana da região de Ligúria –, no ano de 1451, pertencente a uma rica família de artesãos.
Não se tornou, porém, um intelectual, interessando-se pelos conhecimentos referentes à navegação e à cartografia, vindo a ter sua primeira experiência no mar aos 10 anos de idade.

Aos 25 anos, já no ano de 1476, foi vítima de um naufrágio ao longo do Algarves – região mais ao sul de Portugal Continental –, quando se encontrava no interior de uma caravela comercial flamenga. Em conseqüência deste incidente Colombo acabou indo para Lisboa, local em que morava seu irmão Bartolomeu. Viveu ali por um tempo razoável para que se casasse com uma portuguesa rica, natural da Ilha da Madeira.
Era de interesse de Colombo explorar os mares e as novas terras que ainda se encontravam por assim dizer, escondidas, porém a Coroa Portuguesa negou a ele apoio para esta empreitada, esperando desta forma proteger o privilégio da posse exclusiva sobre as navegações, mesmo tendo total conhecimento dos interesses econômicos e políticos que abrangiam a concorrência pela possessão dos mares e das terras que ainda restavam ser encontradas e colonizadas.
Somente no ano de 1492, com 41 anos de idade, Colombo realiza seu sonho de explorar os mares, com o consentimento dos Reis Católicos de Aragão e Castela – Fernando II e Isabel I -, que lhe deram total liberdade para agir.
A expansão marítima era de total interesse dos reinos europeus, com destaque para Portugal e Espanha, os mais interessados em ampliar suas possessões territoriais e descobrir novos caminhos marítimos como alternativas para a realização do comércio.
O objetivo maior era alcançar as Índias – nome que abrangia todo o Oriente -, grande abastecedora de especiarias e um novo ponto comercial de consumo.
A Armada da primeira viagem de Colombo, constituída pelos navios Santa Maria, Pinta – cujo capitão era Martín Alonso de Pizón – e Nina – comandada pelo capitão Vicente Yáñez Pinzón -, sai do porto espanhol de Palos em 03 de agosto de 1492.
No dia 12 de outubro ancora em uma ilha denominada pelos índios de Ilha de Guanahaní, porém batizada por Colombo com o nome de San Salvador (Bahamas), pensando ter alcançado as Índias. O primeiro desembarque deu-se na Baía Long, no litoral ocidental, local em que foram afixados o estandarte Real, pelo então denominado Almirante Colombo, e as demais bandeiras da Cruz Verde, fixadas pelos outros capitães. O escrivão da Armada, Rodrigo de Escobedo, foi incumbido de redigir e escrever o documento de posse da nova terra.
No ano de 1500 o Brasil é descoberto, entre 1503 e 1513 cabe a Américo Vespúcio e outros navegadores explorarem as Antilhas e o litoral atlântico na parte mais ao sul dos territórios recém-descobertos. Em 1508 eles alcançam a península de Yucatán – México – e no ano de 1512 chegam à Flórida e ao delta do rio Mississipi (EUA). Diante das evidências, concluem que descobriram um novo continente, que em homenagem a Américo Vespúcio é denominado América.
O descobrimento da América fez desmoronar uma idéia remota de que o mundo era constituído apenas por um bloco de três continentes: Ásia, África e Europa, rodeado por um grande oceano.
Com a descoberta do Novo Mundo, Colombo marca uma nova era, que transformou de forma expressiva e irreversível a fisionomia do mundo, que se baseia nas relações políticas, econômicas e sociais entre os povos ocidentais.
A colonização da América se realizou primordialmente por quatro povos: espanhóis, portugueses, ingleses e franceses. Ocorreram duas formas de colonização diferentes: colônias de povoamento, suas especificidades básicas consistiram em: pequena propriedade, cultura variada e trabalho familiar objetivando o mercado interno; nas de exploração havia a predominância da ampla propriedade, da monocultura (um só tipo de cultivo) e do trabalho escravo, sempre de olhos bem abertos para o que se passava no mercado europeu.
O continente americano foi repartido geograficamente em América do Norte, América Central e América do Sul, sendo envolto a oeste pelo Oceano Pacífico e a Leste pelo Atlântico. Ele é considerado o segundo maior continente do mundo com aproximadamente 42.560.270 quilômetros quadrados.
Há também uma separação sócio-econômica que divide o continente em dois blocos: Canadá e Estados Unidos ao Norte e a denominada América Latina – que compreende os outros países das América Central e do Sul.
Há uma enorme diferença econômica entre os dois blocos: Estados Unidos e Canadá possuem um PIB (Produto Interno Bruto) bastante significativo no mundo, sendo que os demais países que fazem parte da América Latina, 33 ao todo, vivem na mais profunda miséria, possuem problemas sociais gravíssimos que precisam ser solucionados.

Américo Vespúcio

De Américo Vespúcio originou-se o nome do continente americano

Américo Vespúcio era de uma família tradicional e aristocrática de Florença. Desde os 17 anos trabalhou para os poderosos Médici, como contador na casa bancária da poderosa família.
Enviado em 1489 a Sevilha, Vespúcio conheceu Giannoto Berardi, sócio dos Médici e um conhecido financiador e armador de navios. Através dele, Vespúcio conheceu Colombo, logo após o retorno do navegador de sua primeira viagem (1492-93).

Aos 45 anos, Vespúcio decidiu "ganhar o mar" e, em 18 de maio de 1499, partiu com a expedição de Alonso de Hojeda (que provavelmente ajudou a financiar). Saindo de Cádiz, as caravelas alcançaram a costa norte da América do Sul (Suriname, Trinidad, Haiti, etc.) e retornaram a Espanha em 8 de junho de 1500.

No mês seguinte Vespúcio escreveu a seu antigo patrão, Lorenzo di Médici, não só omitindo o nome de Hojeda, mas colocando-se na posição de comando. D. Manuel 1º, entusiasmado com as notícias de Vespúcio e com as informações sobre a Terra de Santa Cruz, trazidas por integrantes da esquadra de Cabral, organizou outra expedição ao Brasil, confiando-a ao florentino.

A princípio Vespúcio hesitou, ainda cansado, e em conflito se deveria navegar sob a bandeira portuguesa. Mesmo assim, partiu de Lisboa em 13 de maio de 1501 sob o comando de Gonçalo Dias. A frota navegou rumo às ilhas Canárias. Parando em Bezeguiche (atual Dacar, Senegal), próximo a Cabo Verde, encontrou com o navio de Diogo Dias e com a caravela Nossa Senhora Anunciada, que aguardava o resto da esquadra de Cabral.

Nesse encontro, Vespúcio pode colher preciosas informações com Gaspar da Gama e teve a certeza de que estavam falando sobre um novo continente. Em agosto de 1501, as três caravelas da esquadra de Gonçalo Coelho ancoram na Praia de Marcos, litoral do atual Rio Grande do Norte. O contato com os nativos não foi amistoso e os viajantes puderam ver um dos marujos ser devorado pelos índios.

Gonçalo Coelho achou melhor zarpar do local, contornando o litoral do Brasil rumo ao sul. Munidos de um calendário Litúrgico, começaram a batizar os lugares onde atracavam, com nome de santos do respectivo dia. Como exemplo, em 1 de novembro de 1501 à baía, denominada Baia de Todos os Santos. Em 1 de janeiro de 1502 os tripulantes deparam-se com o que pensavam ser a foz de um rio, batizando o local com o nome de Rio de Janeiro.

De volta a Lisboa em 1502, Vespúcio escreveu a Lorenzo de Médici e falou das árvores (inclusive do pau-brasil), dos frutos saborosos, dos animais e dos habitantes de "corpo bem feito" do novo mundo.

No ano seguinte uma nova expedição foi formada, com Gonçalo Coelho novamente no comando. Em 10 de agosto a frota avistou um arquipélago (Fernando de Noronha) e Gonçalo Coelho, atingindo alguns recifes, naufragou. Pediu então a Vespúcio que procurasse um porto e o aguardasse. Após oito dias, Vespúcio descobriu que os outros navios o tinham abandonado. Com seus companheiros, prosseguiu a viagem e construiu uma feitoria (provavelmente em Cabo Frio), recolhendo pau-brasil para levar a Portugal.

Quando retornou à Europa, já havia sido publicado na Alemanha um panfleto em latim, com quinze páginas, narrando uma viagem de Vespúcio ao "Novo Mundo". A popularidade trazida pelas narrativas converteu-o num dos textos mais vendidos à época. Foi o cartógrafo Martin Waldseemüller quem primeiro nomeou o novo continente de América, em sua homenagem.

Vespúcio permaneceu alguns meses em Lisboa após sua terceira viagem, mas no ano seguinte, de volta à Espanha, recebeu em 24 de abril de 1505, a naturalização por parte da Corte espanhola. Também após seu retorno a Sevilha, Vespúcio se casou com Maria Cerezo, sua esposa até a morte dele em 1512. 

Pedro Álvares Cabral
Navegante português que descobriu o Brasil, em 22 de abril de 1500, nasceu no ano de 1467 em Belmonte e faleceu em Santarém, no ano de 1520. Era de família nobre, filho de Fernão Cabral e D. Isabel de Gouveia. Estudou ciências humanas e táticas armadas na corte de Afonso V. A corte de D. João II o nomeou fidalgo aos 16 anos. Casou-se com D.Isabel de Castro.
Desenvolveu grande habilidade de navegação e diplomacia, reconhecendo o seu, o rei D.Manuel o nomeou para comandar uma esquadra de 13 navios para às Índias.
Cabral partiu com sua esquadra no dia 8 de março de 1500. Em 14 de março, chegou às Ilhas Canárias e no dia 22 em Cabo Verde. Em 22 de abril, Cabral atingiu a costa brasileira.
A esquadra de Cabral partiu novamente em 2 de maio de 1500, em direção às Índias, chegando em Calecute em 15 de setembro, encontrando hostilidade do povo hindu. À força de armas, Cabral conseguiu chegar às cidades de Cochiu e Cananor.
Chegou em Lisboa no dia 21 de julho de 1501, com apenas seis das 13 embarcações iniciais. Teve, em 1502, sua segunda expedição entregue a Vasco da Gama, em vistude de atritos com D. Manuel. Viveu seus últimos dias em Santarém.






Cristóvão Colombo 

Cartógrafo e navegador, foi o primeiro europeu a chegar às Américas, no dia 12 de outubro de 1492. Sua origem ainda é discutida pelos historiadores. Alguns defendem a idéia de que Colombo seria um genovês, enquanto outros defendem a idéia de que ele seria português. A dúvida paira também sobre o ano de seu nascimento, que deve ter sido entre 1447 e 1451. Nos estudos (freqüentou o colégio), aprendeu a ler e escrever em pouquíssimo tempo. Tinha preferência por geografia e astronomia, pois sempre conversou muito com marinheiros e percebia a importância desse conhecimento para a profissão que lhe atraia. Sua primeira viagem marítima foi aos 14 anos. Aos 20 anos, aproximadamente, já era o comandante das embarcações.
  De 1470 a 1476, Colombo conheceu as mais importantes rotas comerciais do Mediterrâneo, trabalhou como corsário, para então se estabelecer em Lisboa, país no qual permaneceu por dez anos, anos estes que foram decisivos, importantes e um tanto misteriosos.
  Em 1477, viajou para a Inglaterra e para a Islândia, e em 1478 fez várias viagens entre Lisboa e a Ilha da Madeira, com carregamentos de açúcar.
  Entre 1480 e 1484, a vida pessoal de Colombo foi intensa: Casa-se com a portuguesa Felipa Moniz em Lisboa, com ela teve um filho (Diego), que nasceu na Ilha de Porto Santo, próxima a Ilha da Madeira. Morre sua esposa. Em 1488 teria seu segundo filho, Fernando, fruto de uma aventura.
Ainda nesta época, Colombo conhece o “Mapa de Tascanelli”, que embora seja chamado de mapa, pode ter sido uma carta, onde estaria descrita a possibilidade de chegar à China tendo como direção o Ocidente, encarando o desconhecido “Mar Oceano”, como chamavam na época o Oceano Atlântico.
Baseado no Mapa de Tascanelli e em outras obras sobre navegação, Colombo fez vários cálculos, e elaborou um plano. Apresentou tal plano a Portugal, que o recusou.
Entre os anos de 1484 e 1485, Colombo parte para Castela, uma província da Espanha. Consegue então apresentar seu projeto aos Reis católicos Fernando e Izabel, que não lhe deram qualquer reposta definitiva. Cansado de esperar e passando por necessidades financeiras, resolvi partir para França. No inicio da viagem, acompanhado de seu filho, Colombo para em um convento para descansar, e entusiasmado conta seus planos para os monges. Convencidos por Colombo, resolveram ajudá-lo, e pediram que permanecesse na Espanha. O responsável pelos monges foi então a Corte, e lá relatou que Colombo havia desistido de permanecer na Espanha. A rainha resolve recebê-lo e passa a apoiá-lo.
Em 1492, é assinado um acordo entre Colombo e os Reis Católicos. As despesas da expedição foram custeadas (meio a meio), pela Coroa espanhola e por banqueiros genoveses de Sevilha.
Colombo parte em 3 de agosto de 1492, do porto de Palos, com uma frota de 3 caravelas, Santa Maria, Pinta e Niña e aproximadamente 90 homens. Em 12 de outubro chegou à ilha de Guanaani, atualmente conhecida como Ilha Watling, nas Bahamas. Entre 1493 e 1502, realizou mais 3 viagens, chegando a várias ilhas, como: Cuba, Haiti, Porto Rico, Jamaica, Guadalupe, Antilhas e outras.
Em 1504 retorna a Espanha, onde não é bem recebido pelos Reis, devido a intrigas. Morreu em seguida, sem ter recebido o que lhe era de direito, segundo o acordo assinado. Ao morrer, ainda acreditava ter chegado às Índias.
Fontes
Adonias Filho; IMLACH, Gladys M. A vida de Cristóvão Colombo, o descobridor. Rio de Janeiro: Tecnoprint, [19--]. 124 p.

 Fonte: http://www.infoescola.com


Os vikings e a chegada ao Novo Mundo


Por Marcelo Ferroni 

"Colombo ficou com a fama de ter descoberto a América, mas outros europeus estiveram no continente 500 anos antes dele."

Quem descobriu a América? Todo estudante sabe a resposta de cor: o navegante genovês Cristóvão Colombo desembarcou em uma ilhota da América Central no dia 12 de outubro de 1492. Desde então, europeus de várias latitudes atravessaram o Atlântico, invadiram o continente, mataram-se uns aos outros e aos moradores originais, tomaram conta e moldaram à sua vontade o que viram. Mas os livros de História muitas vezes se esquecem de mencionar que, antes de Colombo, outros europeus se aventuraram pelo Atlântico atrás de terras desconhecidas. Por volta do ano 1000, os vikings estiveram na costa canadense e chegaram a levantar assentamentos.

Não há dúvidas sobre isso. Ruínas descobertas na década de 60 por um casal de arqueólogos noruegueses, Helge e Anne Ingstad, comprovaram a presença de representantes dos vikings, conhecidos no restante da Europa como um povo bárbaro que aterrorizou a po pulação do que hoje é a Grã-Bretanha, França, Alemanha e norte da Espanha. As andanças dos vikings pelo Atlântico Norte não devem ser esquecidas, mas não tiram de Colombo o título de descobridor europeu do Novo Mundo.

"O que se considera em História não é só o descobrimento, mas a colonização", afirma Leandro Karnal, professor de História da América da Universidade Estadual de Campinas. "É a colonização que produz História, trágica ou não."
A odisséia viking já era conhecida dos europeus por duas sagas ou lendas antigas dos povos escandinavos compostas nos séculos 13 e 14. Elas narram a história de dois navegadores nórdicos, Eric, o Ruivo, e seu filho Leif Ericsson, e a chegada à Groenlândia e à América. Eric, o Ruivo, não era o que se poderia chamar um cidadão benquisto, mesmo entre os belicosos povos vikings. Foi expulso da Noruega e, em seguida, da Islândia, entre os anos de 985 e 986 por causa dos massacres que costumava promover. Degredado com seu bando, o navegador tomou o rumo oeste e acabou batendo na ponta mais ao sul da Groenlândia. Foi dali que saiu a expedição que chegaria à América 15 anos depois.
A segunda parte da travessia, contam as sagas, foi realizada por Leif, o segundo dos três filhos de Eric. Ele aventurou-se mais ao sul, seguindo a corrente do Labrador até chegar ao que é hoje a Terra Nova, no Canadá. A costa recém-descoberta foi batizada de Vinland. No dialeto viking, a palavra pode ter sido sugerida pelas videiras selvagens e solos férteis que então existiam na região. "Não se sabe se Vinland era o mesmo sítio descoberto pelo casal de arqueólogos na costa canadense", conta o histori ador Leandro Karnal. Mas a colonização do continente não foi adiante. Acredita-se que Leif manteve durante três anos uma comunidade chamada Leifsbudir. Depois disso, um mercador islandês chamado Thorfinn Karlsefni esteve na Groenlândia, casou-se com a cunhada viúva de Leif e obteve permissão para continuar viagem até o Canadá com outros colonos. Isso ocorreu por volta de 1010. A comunidade sobreviveu com seus novos habitantes por mais dois anos.

Inferno na terra


 
 Antigo assentamento viking em L'Anse-aux-Meadows

 


 
Depois disso, não se sabe mais nada. Mas imagina-se que o contato dos nórdicos com os habitantes locais tenha sido, digamos, longe de harmonioso. Quando os vikings pisaram no Novo Mundo, encontraram tribos que já habitavam a região e, como eles, dotada s de uma cultura naturalmente agressiva. Ao contrário do que ocorreu durante a colonização espanhola, foi a vez das tribos americanas mostrarem sua força.

Se não há provas materiais desse confronto, existem os relatos nas sagas vikings. Para começar, os colonizadores chamavam seus novos vizinhos de skraelingar, no dialeto viking uma palavra com muitos significados, quase todos pejorativos. Para alguns historiadores, quer dizer estrangeiro; para outros, pessoas miseráveis ou doentias.

Pois esses "estrangeiros doentios" devem ter acabado com o paraíso viking naquele pedaço de terra. "Não sabemos como os povos locais se autodenominavam", diz John Hale, arqueólogo da Universidade de Louisville especialista em vikings. "Mas sua cultura em alguns aspectos parece ser ancestral à dos modernos inuits (habitantes do norte do Canadá) e dos esquimós." Seja como for, parece claro que houve combates entre europeus e índios. "Afinal, os vikings brigavam com todo o mundo", comenta Karnal. "É verossímil que isso tenha acontecido, ainda mais considerando como eles chamavam os índios."

Baseado nas sagas nórdicas, Hale levanta a hipótese de que tenha havido brigas violentas entre os próprios colonos, potencializadas pelo isolamento de Vinland do resto do mundo viking. Naquela época, a expansão dos nórdicos na Europa começava a perder força. "A explosão populacional na Escandinávia, que gerou a colonização de partes da Rússia, Finlândia, França e Ilhas Britânicas, não era mais a mesma", conta Hale.

Segundo o historiador, depois do ano 1000, os colonos da Islândia e da Groenlândia não produziram mais as imensas famílias que obrigaram a ida a outros continentes e originaram a iniciativa de colonização da América.
Dúvidas históricas
A história contada acima é o que se acredita tenha acontecido. Mas há muitas interpretações sobre os fatos. O professor Alan Macpherson, da Universidade Memorial da Terra Nova, no Canadá, conta, por exemplo, que as mesmas sagas que falam da aventura de Leif, referem-se também a uma viagem à América anterior àquela protagonizada pelo filho do degredado. Leif pode ter sido precedido por Bjarni Herjolfsson, um mercador que navegava entre a Islândia e a Noruega. "A viagem de Bjarni, em 986, foi um feito m uito maior que a de Leif, mas tem sido denegrida ou ignorada com freqüência", contou Macpherson a Galileu. O professor também não concorda com a denominação de vikings para os que chegaram à América. Para ele, os vikings não eram um grupo étnico. "Ele s eram identificados entre os nórdicos como os saqueadores marítimos que atacavam as partes mais civilizadas e cristãs da Europa."

Para os historiadores, a travessia por mares gelados é mais importante que a colonização em si. É considerada um marco de navegação, em uma região perigosa como o Atlântico Norte. Mas o arqueólogo Peter Pope, também da Universidade da Terra Nova , diz que os nórdicos cruzaram o oceano diversas vezes. Considerando a tecnologia de embarcações da época, acredita ele que o feito não era extraordinário. Para Macpherson, "Leif Ericsson estava retraçando a viagem de Bjarni Herjolfsson de 986".

Seja como for, os historiadores concordam que a colonização não mudou a história da América. A glória da descoberta ainda é de Cristóvão Colombo. Depois de uma viagem atribulada que durou dois meses e à beira de um motim, o navegador genovês e seus mar inheiros finalmente avistaram terra. Que pedaço de terra era aquele e qual a primeira ilha avistada pelos europeus, ainda é tema de grande disputa.

Acredita-se que Colombo tenha pisado primeiro na ilha de São Salvador, ou Watling. Em seguida, as embarcações Santa Maria, Pinta e Niña seguiram caminho, em busca do que os navegantes imaginavam ser a ilha de Cipango (atual Japão). Colombo acreditava ter chegado ao Oriente pelo oeste, dando a volta ao mundo. Não sabia que tinha descoberto um novo continente. 


O
valor da concha
 
Se Cristóvão Colombo tivesse outros interesses além da busca de riquezas e, ao chegar ao Novo Mundo, resolvesse coletar uma simples conchinha depois de ter se ajoelhado, beijado o solo e feito suas preces, a primeira ilha em que o navegador genovês pisou poderia ser conhecida hoje.

A idéia partiu de um artigo do paleontólogo e escritor Stephen Jay Gould, descrita em um de seus livros, Leonardo's Mountain of Clams and the Diet of Worms (Harmony Books, 1998, sem edição em português). Ao relatar a chegada dos europeus e a incerteza em descobrir o local exato do primeiro desembarque, Gould parece se deliciar com a descrição de um tipo de concha de um molusco da espécie Cerion, tão comum nas Bahamas que Colombo provavelmente teria se ajoelhado sobre uma ao fazer suas preces. As conchas variam de ilha para ilha na região, o que poderia indicar o local correto de sua origem e denunciar a chegada dos europeus.

Aceita-se que o primeiro ponto de desembarque seja a ilha de Watling, nas Bahamas, hoje chamada São Salvador. Mas a primazia de outros pedaços de terra, como as ilhas Cat e Mayaguana, ainda é defendida por alguns historiadores.

Massacre total

A história continua. Depois de mais três viagens ao novo continente (1493-1496, 1498-1500 e 1502-1504), o navegante genovês caiu em desgraça. O continente que ele descobriu recebeu o nome de América em homenagem a outro navegador, Américo Vespúcio. Mesmo assim, a sua viagem de 1492 abriu caminho para a futura exploração e colonização européia.

"Os espanhóis alteraram a história da América, e essa alteração foi contínua", relata Karnal. "Se outros navegadores estiveram antes por aqui, isso não mudou nada." O que veio depois já podia ser previsto pelos primeiros contatos. Ao contrário dos nativos do norte, que aparentemente souberam se defender muito bem dos estranhos invasores europeus, os habitantes das Bahamas eram tribos pacatas que não eram páreo para os agressivos colonizadores espanhóis. "O genocídio nas ilhas da América Central é o ú nico com ISO 9000", ironiza Karnal. "Nenhum outro conseguiu a eliminação total de um povo como ocorreu nas ilhas. E isso dificulta a compreensão do que houve quando Colombo desembarcou pela primeira vez."

A
s comemorações do milênio
 
Reconquista
O Icelander, réplica de embarcação que levou os vikings à América
Mil anos depois, os povos do continente celebram a chegada dos vikings ao Novo Mundo. Nos Estados Unidos, alguns dos principais museus de história natural do país, como o Smithsonian, em Washington, e o Museu Americano de História Natural, em Nova York , montaram a exposição "Vikings, a Saga do Atlântico Norte", com peças e mapas vikings. No Canadá, é celebrado o que se chamou de "Círculo Completo": o reencontro, na Terra Nova, de descendentes dos primeiros Homo sapiens que migraram há milhares de anos da África e acabaram povoando a Ásia, a Europa e o Novo Mundo. Mas a comemoração mais vistosa foi montada na Islândia. Uma réplica de uma embarcação usada pelos vikings, chamada Icelander (foto acima), atravessou o Mar do Norte e refez o trajeto de Leif Ericsson. A viagem foi iniciada em 17 de junho e durou dez dias.


Anote
Para navegar
Exposição viking

Para ler
Vikings - The North Atlantic Saga, de William Fitzhugh (editor). Smithsonian Institution Press. 2000

Ilustração: Pepe Casals
Ilustrações: mapas, Ronaldo L. Teixeira
Foto: Colombo, Zena 

Fonte: http://galileu.globo.com 

Mapa: Fontehttp://upload.wikimedia.org/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Nasa descarta impacto de asteróide DA14 com a Terra

Representação artística do trajeto do asteróde (Reprodução) Washington, 7 fev (EFE).- 

O asteróide DA14, de pouco mais de 45 metros de diâmetro, passará no dia 15 de fevereiro, na semana que vem, a apenas 27.300 quilômetros da Terra, embora a Nasa tenha descartado nesta quinta-feira a possibilidade de um impacto.

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"É a passagem mais próxima da Terra de um asteróide deste tamanho que se tem registro", disse Donald Yeomans, do Jet Propulsion Laboratory (JPL), em Pasadena, Califórnia, durante uma teleconferência.
Yeomans, membro do Departamento do Programa de Objetos Próximos à Terra (Neo, por sua sigla em inglês), acrescentou que a órbita do asteróide "está muito bem delimitada" e afirmou que o astro "não poderá impactar" contra a Terra.
A hora exata de maior proximidade de sua órbita com a Terra será próximo das 19h40 GMT (17h40 de Brasília) de sexta-feira da semana que vem, quando o asteróide estará sobre o oceano Índico.
A Nasa está rastreando a trajetória do DA14 há mais de um ano, quando o asteróide foi descoberto pelos cientistas do Observatório Astronômico da Sagra (Granada), na Espanha. O DA14 tem uma massa aproximada de 130.000 toneladas e viaja pelo espaço a uma velocidade de 27.7000 km/h.
Timothy Spahr, diretor do Centro de Planetas Menores do Centro de Astrofísica de Cambridge (Massachusetts), disse que devido ao seu reduzido tamanho o asteróide "não poderá ser visto a olho nu", e que "a melhor observação ocorrerá com fundo noturno, na Austrália ou Ásia". EFE
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dia Mundial do Hip Hop - Algumas músicas que fazem parte da história.

Como hoje é o Dia Mundial do Hip Hop vou colocar alguns sons que fazem parte da história desse movimento mundial.Ainda teriam muitas outras,mais é só pra relembrar algumas  músicas que marcaram.
Ouçam ai!


Fonte: http://rapefilosofia.blogspot.com.br/ Acrescentando:

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cientistas acham osso de grande dinossauro carnívoro no interior de SP

 
 
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

O Brasil pré-histórico acaba de ficar um pouco mais aterrorizante. Nas rochas do interior de São Paulo, paleontólogos encontraram pela primeira vez um osso de um grande dino carnívoro, membro do grupo formado por alguns dos maiores predadores da Era dos Dinossauros.
Tais criaturas, conhecidas pelo indigesto nome de carcarodontossaurídeos, rivalizavam com o célebre Tyrannosaurus rex, chegando a medir 13 m de comprimento.
Até hoje a presença dos monstros em território nacional era inferida apenas pela presença de dentes isolados na Bacia Bauru, como é conhecido o conjunto geológico que abrange boa parte do interior paulista e de outros Estados (MG, PR, MS e GO).

Editoria de Arte/Folhapress
Agora, a equipe coordenada por Carlos Roberto Candeiro, da Universidade Federal de Uberlândia, e Lílian Paglarelli Bergqvist, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), começa a preencher essa lacuna com a descoberta de um pedaço de osso de 13 cm, parte do maxilar direito de um dos dinos do grupo.
O fragmento, que abriga ainda um dente, foi encontrado no município de Alfredo Marcondes, perto de Presidente Prudente, e tem idade estimada em torno de 70 milhões de anos.
"Com base no fragmento e no dente, conseguimos identificar com confiança a família do animal, mas não a espécie", explica Bergqvist.
Também é possível estimar o tamanho total do crânio do animal em vida --algo como 80 cm de comprimento--, embora seja mais difícil dizer que tamanho o bicho todo tinha. A julgar pelo crânio, no entanto, parece ser um dino menor que os representantes mais avantajados de seu grupo, talvez chegando aos 10 metros, afirma Candeiro.
Também de Alfredo Marcondes e de outro município da região, Flórida Paulista, vêm fragmentos de ossos de outros dinos carnívoros estudados pela equipe, cuja identificação em níveis mais específicos não foi possível.
O fato de esse material todo aparecer apenas na forma de cacos tem algo de misterioso. É que a Bacia Bauru é rica em outros fósseis de predadores dessa época. Em geral, são primos terrestres dos atuais crocodilos, pertencentes a uma grande variedade de espécies e, às vezes, com todo o esqueleto preservado.
"Ainda não há uma explicação para isso. A gente brinca que, na Bacia Bauru, os crocodilos são a praga do Cretáceo [período do qual datam os fósseis]", diz Bergqvist. "Há o mesmo problema com os mamíferos, que são muito difíceis de achar por lá."
O carcarodontossaurídeo paulista, aliás, viveu "só" alguns milhões de anos antes do sumiço dos dinos e do início da Era dos Mamíferos.
A equipe publicou a análise dos fósseis na revista científica "Cretaceous Research". Também assinam o estudo Rodrigo Azevedo, Felipe Simbras e Miguel Furtado.
INTERIOR SEMIDESÉRTICO
Os dados geológicos indicam que, no fim do período Cretáceo, boa parte do interior brasileiro era um imenso semideserto.
A alternância entre períodos de seca prolongada e chuvas torrenciais criava rios e lagoas temporárias, em cujas margens se refugiavam animais como tartarugas e crocodilos.
Alguns dos fósseis dessa época que chegaram até nós parecem ter sido preservados quando vários animais se enfiaram na lama para tentar suportar o calor.
Sabe-se que, apesar da seca, grandes dinossauros herbívoros de pescoço longo também viviam ali. (RJL) 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

domingo, 4 de novembro de 2012

Gráficos de Normais Climatológicas de Algumas Cidades do Brasil

Gráficos de Normais Climatológicas de Algumas Cidades do Brasil

Os gráficos apresentados foram organizados a partir de dados coletados no site: http://www.bdclima.cnpm.embrapa.br/resultados/index.php
 e a classificação climática seguiu a proposta do livro: MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e Climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007












Fonte: http://ensinodegeografiauenp.blogspot.com.br/2012/10/graficos-de-normais-climatologicas-de.html