terça-feira, 9 de julho de 2013

Trilha da Cachoeira do Funil entre os Municípios de Embu Guaçu e Itanhaém

A Cachoeira do Funil é uma queda d’ água com cerca de 50 metros de altura. Está localizada entre os municípios de Embu Guaçu e Itanhaém e é dos grandes espetáculos naturais do Rio Mambu, um dos principais afluentes do Rio Branquinho. O acesso se dá através de uma trilha confusa, cheia de bifurcações e mata caída, o que requer muita atenção e senso de direção para ser concluída.

Desde quando comecei a andar pelas trilhas do Parque Estadual da Serra do Mar já ouvia falar na Cachoeira do Funil. Porém a falta de informações sobre o trajeto não possibilitava uma real investida até a tal cachoeira. Após meses buscando alguma informação localizei na internet um mapa que se tornaria crucial para fazermos uma “trilha de reconhecimento” ao local.

Pois bem, munidos de poucas informações sobre o trajeto, e portando apenas um mapa impresso com o percurso, mas decididos a “conquistar” a Cachoeira do Funil, o André e eu pegamos a estrada até Embu Guaçu, aonde chegamos por volta das 08h00min da manhã. O acesso à trilha se dá a partir “SP-214 – Rodovia José Simões Louro Junior”, mais precisamente no km 58 onde existe uma placa sinalizando o início das trilhas ecológicas de Embu Guaçu, à esquerda, na Estrada do Casimiro.

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Acesso às Trilhas Ecológicas

Segundo o nosso mapa, a partir da Estrada do Casimiro era necessário caminhar cerca de 15 quilômetros para chegar à cachoeira. Notamos que existia um mercadinho bem próximo à estrada e resolvemos pedir informações. Quem nos atendeu foi o Sr. José, que foi muito gentil e nos informou que teríamos que entrar na primeira à esquerda, na Estrada Alberto Costa, seguir por ela cerca de 7 km e após passar pela Cachoeira da Macumba e pela Placa do Núcleo Curucutu do PESM, poderíamos deixar o carro estacionado em algum sítio. Agradecemos ao Sr. José e prosseguimos, cruzando suas informações com o trajeto do nosso mapa. Chegamos a um sítio chamado Okinawa, onde estacionamos o carro. Este, por sua vez, fica cerca de 500 metros depois da entrada da trilha. Voltamos pela estrada até a trilha, onde começamos a caminhada por volta das 09h00min da manhã.

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Entrada da Trilha para a Cachoeira do Funil. (Antiga Estrada) - Foto: André Pimentel

A trilha, que em outrora já fora uma estrada, começa subindo suavemente até atingir o topo do morro, e por sua vez vai avançando mata adentro. Às 09h10min, chegamos a uma bifurcação que ignoramos e continuamos pela principal, ou seja, sempre pela esquerda. Às 09h20min, chegamos a um pequeno riacho, quase seco que contornamos sem maiores problemas e logo em seguida, às 09h26min, passamos por mais uma pequena nascente, acompanhando sempre a trilha principal.

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Às 09h40min, nos deparamos com uma bifurcação à direita, que nós ignoramos, e 20 metros depois existe outra bifurcação, também a direita. Nesse momento é hora de abandonar a picada principal em favor desta segunda picada à direita. A trilha, inicialmente, vai subindo a serra suavamente onde nivela poucos metros depois, avançando em meio a uma mata bem mais aberta e de fácil transposição. A partir daí é necessário ir acompanhando sempre a picada principal. Às exatas 10h00min, chegamos a um modesto riacho que foi alvo para algumas fotos.

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Cruzamos o riacho e continuamos a trilha, agora, na outra margem. Continuamos acompanhando a vereda principal onde, poucos metros depois, notei a existência de um antigo forno de carvoaria. Às 10h10min, chegamos a mais outro riacho, que tivemos que cruzar. Nesse momento a trilha começa a acompanhar o riacho, onde poucos minutos depois desemboca no rio novamente. Nesse momento fizemos uma rápida pausa numa prainha fluvial que foi alvo de cliques, onde também aproveitamos para forrar o estomago.

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Prainha Fluvial

Após esse breve o pit-stop, às 10h30min, entramos numa trilha que vai margeando este modesto riacho e que cerca de 100 metros depois nos faz cruzar o riacho outra vez, só que agora em um trecho mais pedregoso. Fomos avançando em meio às pedras, tomando o devido cuidado para não escorregar, pois as mesmas encontravam-se cheias de limo. Seguimos por mais uns 100 metros pelo leito d’ água até que encontramos a emenda da trilha e seguimos por ela por alguns metros, até que chegamos a um ponto onde era necessário cruzar o rio novamente. Nesse ponto foi possível notar uma enorme fita amarela zebrada amarrada em um pequeno caule, sinal, este, de que a continuação do trajeto, se dava agora por esta trilha.

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Riacho Visto da Trilha da Fitinha Zebrada

Nesse momento o André e eu, apenas, para termos certeza, analisamos o nosso mapa e a direção em que estávamos indo na bússola, e para nossa alegria, estávamos indo na direção correta, ou seja, sentido sul. Pois bem, a trilha permanece margeando o riacho onde poucos metros depois deixa o leito do riacho principal em favor do leito de um pequeno afluente onde existia uma pequena cachoeira. A trilha novamente sobe um pequeno morro, onde nivela logo em seguida. A partir daqui, começa o trecho mais complicado do percurso, com descampados em alguns pontos e mata caída em outros, o que pode gerar confusão. A atenção deve ser redobrada, pois o local parece um labirinto. Mais uma vez, a bússola foi um instrumento primordial, pois tínhamos que ter certeza que estávamos indo sentido sul.

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Descampados que confundem o percurso

Ás 11h00min, chegamos a mais um descampado onde já era possível ouvir um forte barulho de água. Notei que já era possível avistar, em meio a um nevoeiro, o Vale da Preguiça, onde está localizada a Cachoeira do Funil.

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Vale da Preguiça

Pegamos uma trilha à direita do mirante, e que começa a margear as encostas serranas. Encontramos um caminho d’ água pedregoso, que cruzamos e nos fez sair em uma simpática cachoeira que parecia mais um chuveirinho.

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Continuamos nosso caminho, por uma trilha localizada ao lado da cachoeira. Estávamos a cerca de 730 metros de altitude e o barulho de queda d’ água estava ficando cada vez mais evidente. Às 11h20min, a trilha inicia uma descida íngreme em direção à cachoeira, perdendo altitude rapidamente. Quando estávamos na casa dos 550 metros de altitude já era possível apreciar um belo visual da Cachoeira do Funil por entre as frestas na mata. Chegamos à base da mesma 11h40min.


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Cachoeira do Funil vista por Frestas na Mata

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Chegando à Base da Cachoeira do Funil

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Cachoeira do Funil


Comentei com o André que o poção da base da Cachoeira do Funil lembra, por alto, a Cachoeira do Lago Azul do Rio das Pedras em Cubatão. Ficamos cerca de uma hora e meia filmando, fotografando e curtindo aquele paraíso. Já estávamos até nos considerando os “donos do pedaço”, pois durante todo o tempo em que ficamos lá, não notamos a presença de qualquer alma viva.
Como não bastava apenas ficar na base da cachoeira, resolvemos analisar as encostas serranas, com o propósito de tentar tirar alguma foto da cachoeira de cima. Subimos uma íngreme pirambeira que nos fez sair no patamar superior da cachoeira. A partir desse ponto, é possível ter a plena certeza de que a cachoeira tem, sim, quase 50 metros de altura.

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Primeiro Patamar da Cachoeira do Funil

Após muito lazer e curtição naquele lugar, o André e eu decidimos que era hora de ir embora, pois já eram 13h00min e ainda tínhamos um longo caminho pela frente e que em hipótese alguma, poderíamos correr o risco de percorrê-lo durante a noite, devido às condições acima expostas. Após concluir todo o caminho de volta, prestando bem atenção pelos pontos que havíamos passado inicialmente, o André e eu chegamos ao Sítio Okinawa exatamente às 15h40min, onde pegamos o carro, agradecemos ao dono do sítio e nos despedimos dele.

Passeios como este, sejam exploratórios ou de reconhecimento, apenas mostram como é grande o leque de opções de trilhas e cachoeiras da nossa Serra do Mar Paulistana. Basta apenas escolher o roteiro, se embrenhar no mato e curtir o que a natureza tem de melhor a nos oferecer.

Vejam o album completo dessa trilha no meu site: 

http://www.panoramio.com/photo_explorer#view=photo&position=1&with_photo_id=78961179&order=date&user=6483509&tag=Itanha%C3%A9m%20-%20Cachoeira%20do%20Funil

domingo, 26 de maio de 2013

Como os relógios de sol funcionam

Como os relógios de sol funcionam - por Tony Moss - parte 4/4

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Esta apresentação foi criada por Tony Moss membro da BSS (British Sundial Society). O texto e as ilustrações são propriedade intelectual do autor, que a disponibilizou para fins educacionais para os membros da BSS. A tradução para o português é de responsabilidade do responsável por este blog (Ricardo Cernic) e a sua publicação foi gentilmente autorizada pelo autor e pela BSS (licença geral).

Devido ao extenso conteúdo da apresentação a mesma foi dividida em 4 posts de forma a facilitar a leitura e o entendimento.

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Gráfico da equação do tempo


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Diagrama da órbita anual da Terra ao redor do Sol (fora de escala)

Se a Terra ficasse parada na mesma posição e só rodasse em torno de um eixo vertical* então todos os dias teriam a mesma duração. Quando olhamos para o Sol, o estamos observando a partir de uma plataforma móvel. É a velocidade variando em torno de sua órbita elíptica e o eixo inclinado que são responsáveis pelas variações diárias contabilizados pela Equação do Tempo.


(*) Impossível, é claro, como é o movimento orbital que impede a Terra de ser arrastada para dentro pela gravidade do Sol.



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Introdução aos declinantes

Em um relógio de sol vertical apontando para o Sul verdadeiro, em um muro Leste/Oeste, a linha do meio-dia é central e as linhas horárias estão dispostas simetricamente. As horas começam às 6:00 e terminam às 18:00


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Relógios de sol em paredes que fazem um ângulo com a linha Leste/Oeste verdadeira são chamados de declinantes.

Na maioria dos casos a linha do meio-dia ainda será vertical, porém o ponteiro estará rotacionado de forma a continuar alinhado com o eixo da Terra.


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Paredes declinadas a Leste e a Oeste


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Exemplos de relógios de sol

A seguir alguns exemplos de relógios de sol. A legenda está acima de cada figura.

Relógio de sol horizontal com gráfico de equação do tempo

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Relógio vertical declinante 54° 20' N, 1° 26' O. Declinação 14° Leste

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Relógio equatorial universal - ajustável para qualquer latitude

(face das horas de verão no hemisfério Norte)

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(face das horas de inverno no hemisfério Norte)

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Relógio polar com abas inclinadas para mostrar as horas de 6:00 às 18:00

(relógios polares planos não podem mostrar as primeiras nem as últimas horas do dia)

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Relógio equinocial - escultor Henry Moore - Adler Planetarium, Chicago

(obstruções removidas digitalmente)

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Relógio de sol analemático

(se o usuário ficar em pé, no painel central, sobre a data corrente, a sua sombra mostrará a hora solar)

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(detalhe do painel com a linha de data)

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Relógio de sol poliédrico

(Vinte faces triangulares equilaterais com diversos relógios declinantes e "reclinantes" - não verticais - em cada face)

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Relógio horizontal portátil

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Heliocronômetro

(converte a hora solar em hora civil - dos relógios comuns)

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Nesta réplica de um Duplo Horizontal os ponteiros: inclinado e vertical indicam a hora solar, a hora lunar; bem como, a altitude e o azimute do Sol

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Capuccino

a escala se parece com um capuz de monge

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This ugly plastic ‘non-dial’ does nothing at all except display the ‘designer’s

ignorance and persuade the general public that ‘real’ sundials don’t work.

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Tony Moss (1938 - ) - professor universitário aposentado com muitos anos de experiência em trabalhos com madeira, plástico e metais. A aventura com relógios de sol começou há cerca de 20 anos, quando um amigo pediu ajuda para construir um relógio em bronze em base a um modelo de papel. Desde então projeta e fabrica relógios de sol. Ele é o dono da LindisfarneSundials que fabrica relógios de sol para qualquer localidade. Desde 1995 é membro da BSS - British Sundial Society.

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Esta apresentação foi criada por Tony Moss membro da BSS (British Sundial Society). O texto e as ilustrações são propriedade intelectual do autor, que a disponibilizou para fins educacionais para os membros da BSS. A tradução para o português é de responsabilidade do responsável por este blog (Ricardo Cernic) e a sua publicação foi gentilmente autorizada pelo autor e pela BSS (licença geral).

Devido ao extenso conteúdo da apresentação a mesma foi dividida em 4 posts de forma a facilitar a leitura e o entendimento.

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Relógios horizontais em latitudes diferentes



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Tempo solar, correção da longitude e tempo médio de Greenwich (Inglaterra)

O Sol leva quatro minutos para percorrer um grau de longitude de Leste para Oeste.

Todos os relógios de sol na mesma linha de longitude indicam o mesmo horário (como mostrado nos relógios da figura abaixo para maior clareza).

Relógios de sol no meridiano 4° a Oeste estão 16 minutos atrasados em relação do horário de Greenwich e os que estão 8º a Oeste estão 32 minutos atrasados.



Exemplo: Plymouth está 4° 08' a Oeste de Greenwich. Os relógios de sol em Plymouth estão sempre 16 minutos e 32 segundos atrasados.



Em 1880, para evitar o caos quando as primeiras ferrovias permitiram viagens rápidas de Oeste a Leste, o Parlamento estabeleceu o horário médio de Greenwich - Greenwich Mean Time (GMT), de forma que todos os relógios do Reino Unido passaram a indicar o mesmo horário do Big Ben.


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Introdução à analema

O primeiro relógio mecânico preciso foi feito em 1656 pelo cientista alemão Christian Huygens. Os seus últimos modelos tinham uma precisão de um segundo por dia. Se ele ajustou o relógio diariamente de acordo com um relógio de sol ele pode, inicialmente, ter pensado que o seu relógio variava de precisão em diferentes épocas do ano, quando de fato era o relógio que estava certo e o relógio de sol que estava variando.

Agora sabemos que todos os relógios estão fora de compasso com os relógios de sol, porque o comprimento dos dias, medido de acordo com o Sol, aumenta de alguns segundos durante um período de 3 meses para depois diminuir em quantidades similares durante os próximos 3 meses, para depois repetir o processo na metade do ano seguinte. A seguir podemos ver o que está realmente acontecendo.


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A analema


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Se você tirar uma fotografia no mesmo pedaço de filme (fotograma) com 10 dias de intervalo exatamente às 12:00 h do seu relógio você poderia esperar ver alguma coisa como a figura a baixo.


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A equação do tempo

A figura em forma de 8 é o que aparecerá no filme após a revelação. Esta figura é chamada de “analema”.


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A diferença entre a hora solar e a hora legal (a do relógios comuns) é conhecida como a “Equação do Tempo”.

Para fins práticos necessitamos de uma tabela diária com as correções em minutos e segundos para o relógio de sol ou um gráfico do qual os ajustes diários podem ser deduzidos.


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Tony Moss (1938 - ) - professor universitário aposentado com muitos anos de experiência em trabalhos com madeira, plástico e metais. A aventura com relógios de sol começou há cerca de 20 anos, quando um amigo pediu ajuda para construir um relógio em bronze em base a um modelo de papel. Desde então projeta e fabrica relógios de sol. Ele é o dono da LindisfarneSundials que fabrica relógios de sol para qualquer localidade. Desde 1995 é membro da BSS - British Sundial Society.

Horizontal em Itatiba - SP

Finalmente consegui, após diversos meses, concluir o relógio horizontal para um amigo médico que tem uma casa de campo em Itatiba - SP. Todos os cálculos foram feitos para as coordenadas 22 56' S - 046 43' O e foi utilizada uma placa de ardósia de 80 x 80 cm com 1 cm de espessura.

Como este meu amigo é apaixonado por cavalos gravei em baixo relevo o de desenho de um no ponteiro. A gravação química no latão do ponteiro e na placa com a equação do tempo foi feita por um amigo que trabalha em uma empresa de brindes e esculturas.

O mote utilizado foi:

DISCE • VT • SEMPER • VICTVRVS

aprenda como se fosse viver para sempre

VIVE • VT • CRAS • MORITVRVS

viva como se fosse morrer amanhã

Toda a gravação na pedra foi feita com os cinzéis feitos com brocas de vídea, que descrevi em um post anterior, e com uma microretífica com fresa diamantada. O meu filho mais novo, como sempre, ajudou na execução. O relógio instalado em seu lugar definitivo pode ser visto na figura abaixo.


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Esta apresentação foi criada por Tony Moss membro da BSS (British Sundial Society). O texto e as ilustrações são propriedade intelectual do autor, que a disponibilizou para fins educacionais para os membros da BSS. A tradução para o português é de responsabilidade do responsável por este blog (Ricardo Cernic) e a sua publicação foi gentilmente autorizada pelo autor e pela BSS (licença geral).

Devido ao extenso conteúdo da apresentação a mesma foi dividida em 4 posts de forma a facilitar a leitura e o entendimento.

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Relógios de sol nos pólos e no Equador


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Relógios de sol em outras latitudes


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Relógios horizontais em outras latitudes


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Relógio de sol múltiplo


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Ponteiros de aresta plana e a lacuna do meio-dia


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Tony Moss (1938 - ) - professor universitário aposentado com muitos anos de experiência em trabalhos com madeira, plástico e metais. A aventura com relógios de sol começou há cerca de 20 anos, quando um amigo pediu ajuda para construir um relógio em bronze em base a um modelo de papel. Desde então projeta e fabrica relógios de sol. Ele é o dono da LindisfarneSundials que fabrica relógios de sol para qualquer localidade. Desde 1995 é membro da BSS - British Sundial Society.

Como os relógios de sol funcionam - por Tony Moss - parte 1/4


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Esta apresentação foi criada por Tony Moss membro da BSS (British Sundial Society). O texto e as ilustrações são propriedade intelectual do autor, que a disponibilizou para fins educacionais para os membros da BSS. A tradução para o português é de responsabilidade do responsável por este blog (Ricardo Cernic) e a sua publicação foi gentilmente autorizada pelo autor e pela BSS (licença geral).

Devido ao extenso conteúdo da apresentação a mesma foi dividida em 4 posts de forma a facilitar a leitura e o entendimento.

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Como os relógios de sol funcionam

Desde os primórdios dos tempos as pessoas têm regulado suas vidas pelo movimento aparente do Sol e pelas sombras lançadas por seus raios. Dizemos "aparente" porque, naturalmente, é a rotação da Terra sobre seu eixo que faz com que as sombras se movimentem como observamos todos os dias. Quando a Terra gira 15 °, é como se o Sol tivesse se movido 15 ° em torno de seu trajeto diário. Os construtores de relógios de sol usam ambas as convenções, mas geralmente é mais fácil considerar o Sol como estando em movimento.

Talvez o melhor lugar para começar a compreender como os relógios de sol funcionam seria imaginar uma visão pictórica da terra no Pólo Norte. Neste diagrama é o Sol que parece mover-se em 15 ° a cada hora. O elemento que projeta a sombra em um relógio de sol é geralmente chamado gnômon, e suas bordas são os “estiletes” ou ponteiros.


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Vista polar
Quatro visualizações da Terra como visto de uma câmera apontando diretamente para baixo de cima do Pólo Norte. A Terra está rodando ao redor do Sol estacionário.


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O relógio de sol equatorial

Pode ser surpreendente que o relógio visualizado no Pólo Norte é conhecido como um relógio de sol equatorial. Isso é porque ele está paralelo ao plano do equador.


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O relógio polar

O relógio de sol equatorial é, às vezes, chamado de 'Relógio Mestre' porque ele pode ser usado para delinear muitos outros tipos de relógio de sol. Isso é feito pela projeção de suas linhas horárias em qualquer superfície adequada para a visualização da sombra. O relógio de sol polar abaixo é um exemplo óbvio.


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O eixo da Terra

Meados do inverno no hemisfério norte é quando o eixo da Terra está inclinado para longe do Sol. O Sol não nasce no Pólo Norte entre outubro e março, enquanto no Pólo Sul o Sol nunca se põe.

Meados do verão no hemisfério norte é quando o eixo da Terra está inclinado na direção do Sol. O Sol nunca se põe no Pólo Norte entre abril e setembro, enquanto no Pólo Sul o sol nunca nasce.


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Tony Moss (1938 - ) - professor universitário aposentado com muitos anos de experiência em trabalhos com madeira, plástico e metais. A aventura com relógios de sol começou há cerca de 20 anos, quando um amigo pediu ajuda para construir um relógio em bronze em base a um modelo de papel. Desde então projeta e fabrica relógios de sol. Ele é o dono da LindisfarneSundials que fabrica relógios de sol para qualquer localidade. Desde 1995 é membro da BSS - British Sundial Society.
© 2009, 2010 by Tony Moss
© 2010 Ricardo Cernic - relogiosdesol.blogspot.com - tradução para o português