segunda-feira, 14 de outubro de 2013

SIMULADOR DA TRAJETÓRIA SOLAR

HELIODON - SIMULADOR DA TRAJETÓRIA SOLAR

DIFERENCIAL

Um novo conceito em Heliodons - Simuladores do "movimento aparente do Sol", com forte apelo lúdico, que tornam o ensino-aprendizagem muito mais atraente e fácil.
A clareza conceitual de nossos Heliodons como ferramenta de ensino vem do fato de que é uma simulação da nossa experiência quotidiana de como o Sol incide diária e sazonalmente em uma edificação.
A utilização de modelos físicos (maquetes) faz com que a experiência seja, além de interessante, compreensível para todos. A maquete em estudo não é girada ou inclinada durante a simulação, tal como percebemos as edificações e objetos à partir da Terra.
Sem limitação de latitude, dia ou horário. Basta ter em mãos uma tabela de ângulos solares do local em estudo e ajustar facilmente os valores dos ângulos. O "Programa Sol", que acompanha os Heliodons gera tabelas diárias para um ano todo para quaiquer coordenadas informadas no mesmo - no Brasil são 5.506 localidades cadastradas.
      * Diz-se "movimento aparente do Sol", porque do ponto de observação à partir da Terra, esta parece estática, dando a impressão de que é o Sol que se movimenta em relação à ela, quando na realidade ocorre o contrário.

PARA QUE SERVE

Ensino e análise da geometria solar através de simulações em maquetes físicas.

PORQUE UTILIZAR

Maximizar o aproveitamento da energia e luz solar.

COMO É O USO

O manuseio é fácil, rápido e praticamente intuitivo.

ONDE JÁ TEM

Por ordem cronológica...

ULBRA - Canoas - RS - Heliodon Interativo (portátil - versão 1)
ULBRA - Manaus - AM - Heliodon de Analemas
ULBRA - Torres - RS - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UPF - Passo Fundo - RS - Heliodon Interativo (portátil - versão 1)
FAVIP - Caruaru - PE - Heliodon de Analemas
UNIABC - Santo André - SP - Heliodon de Analemas
FCRS - Quixadá - CE - Heliodon de Analemas
IMED - Passo Fundo - RS - Heliodon de Analemas
FIO - Ourinhos - SP - Heliodon de Analemas
COELBA - Salvador - BA - Heliodon de Analemas - Museu da Eletricidade
CEFET - Campos dos Goytacazes - RJ - Heliodon de Analemas
ANGLO - Caxias do Sul - RS - Heliodon de Analemas
MÓDULO - Caraguatatuba - SP - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UNA - Belo Horizonte - MG - Heliodon de Analemas
URI - Santo Ângelo - RS - Heliodon Interativo (tamanho grande)
FACIG - Manhuaçu - MG - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UFU - Uberlândia - MG - Heliodon de Analemas
UFAL - Maceió - AL - Heliodon de Analemas
UNIGRAN - Dourados - MS - Heliodon Interativo (tamanho grande)
FAAO - Rio Branco - AC - Heliodon de Analemas
UNIASSELVI - Brusque - SC - Heliodon de Analemas
UNOESTE - Presidente Prudente - SP - Heliodon de Analemas
      + Túnel de Vento - V1
UNIT - Aracaju - SE - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UFOP - Ouro Preto - MG - Heliodon Interativo (tamanho grande)
BENNETT - Rio de Janeiro - RJ - Heliodon Interativo (tamanho grande)
UNIJORGE - Salvador - BA - Heliodon de Analemas
PUC - CHILE - Santiago - CHILE - Heliodon Interativo (tamanho grande)
FUMEC - Belo Horizinte - MG - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UDESC - Laguna - SC - Heliodon Interativo (tamanho médio)
      + Túnel de Vento - V2
FAESA - Cariacica - ES - Heliodon Interativo (tamanho médio)
USC - Bauru - SP - Heliodon Interativo (tamanho grande)
UNIFORMG - Formiga - MG - Heliodon Interativo (tamanho médio)
IFRS - Rio Grande - RS - Heliodon Interativo (tamanho grande) e Heliodon de Analemas
CESMAC - Maceió - AL - Heliodon de Analemas
UNICID - Sâo Paulo - SP - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UCB - Brasília - DF - Heliodon de Analemas
UNISO - Sorocaba - SP - Heliodon de Analemas
      + Túnel de Vento - V3
UNAR - Araras - SP - Heliodon Interativo (tamanho grande)
COELBA - Salvador - BA - Heliodon Interativo (tamanho médio) - Museu da Eletricidade
UPF - Passo Fundo - RS - Heliodon Interativo (tamanho grande)
UTFPR - Curitiba - Ecoville - PR - Heliodon Interativo (tamanho grande)
UNOCHAPECO - Chapecó - SC - Heliodon Interativo (tamanho grande)
URI-FW - Fredeerico Westphalen - RS - Heliodon Interativo (tamanho grande)
UFT - Porto Nacional - TO - Heliodon Interativo Portátil
UNIFACS - Salvador - BA - Heliodon Interativo (tamanho grande)
UNIBAN - Vila Mariana - São Paulo - SP - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UNIBAN - Unidade Marte - São Paulo - SP - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UNIBAN - Osasco - Osasco - SP - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UNIBAN - ABC - São Bernardo do Campo - SP - Heliodon Interativo (tamanho médio)
UNIBAN - Morumbi II - São Paulo - SP - Heliodon Interativo (tamanho médio)
FATEA - Lorena - SP - Heliodon Interativo Portátil
FACITEC - Taguatinga - DF - Heliodon Interativo Portátil
UNP - Mossoró - RN - Heliodon Interativo Portátil
UNP - Natal - RN - Heliodon Interativo Portátil
UCEFF - Chapecó - SC - Heliodon Interativo Grande
UNIFRAN - Franca - SP - Heliodon Interativo Grande
FAJOP - Quirinópolis - GO - Heliodon Interativo Médio
FMU - São Paulo - SP - Heliodon Interativo Médio
ISECENSA - Campos dos Goytacazes - RJ - Heliodon Interativo Portátil
ITPAC - Porto Nacional - TO - Heliodon Interativo Grande
ASSER - Rio Claro - SP - Heliodon Interativo Portátil
UNITOLEDO - Araçatuba - SP - Heliodon Interativo Portátil

COMPROMISSO HELIOTEC

HELIODON INTERATIVO - Patente requerida!

EM TRÊS TAMANHOS. SIMULA EM QUALQUER LATITUDE, DIA E HORA

HELIODON INTERATIVO - MÉDIO

TAMANHO: 1,85 x 0,85 x 1,10m
Para ambientes de no mínimo 3,50 x 3,50m.
Para maquetes de no máximo 0,70m x 0,70m.
Dispositivo luminoso (LED de alto brilho) tem foco ajustável e de baixo consumo.
  
  

HELIODON INTERATIVO - GRANDE

TAMANHO GRANDE: 2,35 x 0,96 x 1,30m
Semelhante ao modelo médio (acima).
Para ambientes de no mínimo 4,50 x 4,50m.
Para maquetes de no máximo 1,00m x 1,00m.
Dispositivo luminoso (LED de alto brilho) tem foco ajustável e de baixo consumo.
 

VÍDEO DO HELIODON INTERATIVO - MÉDIO

As maquetes do vídeo são ilustrativas.
Para assistir o vídeo pode ser necessário o plugin do FLASH PLAYER.
Solicite ORÇAMENTO

HELIODON INTERATIVO PORTÁTIL - Patente requerida!

Indicado especialmente para uso em sala de aula ou em laboratórios destinados ao ensino.
TAMANHO: d=0,96 x h=0,58m
Para ambientes de no mínimo 2,00 x 2,00m.
Para maquetes de no máximo 0,30m x 0,30m.
Para assistir o vídeo pode ser necessário o plugin do FLASH PLAYER.
Solicite ORÇAMENTO
Veja algumas fotos dos HELIODONS

HELIODON AUTOMATIZADO - Patente requerida!

Estamos trabalhando na versão do Heliodon Automatizado. Em breve (segundo semestre de 2012) disponibilizaremos mais informações.

PROGRAMA SOL

Acompanha os Heliodons. Gera automaticamente tabelas com as informações de latitude, longitude, GMT (Time Zone), e os valores dos ângulos solares para 5.506 localidades no Brasil (bastando escolher a localidade - veja exemplos em GEOMETRIA SOLAR/TABELAS e LINKS).

VÍDEO DO PROGRAMA SOL

Para assistir o vídeo pode ser necessário o plugin do FLASH PLAYER.
Outros vídeos em nossos canais no YOUTUBE ou YAHOO VIDEOS
Mais fotos dos HELIODONS no www.flickr.com
Solicite ORÇAMENTO

DIRETRIZES CURRICULARES: INEP e ABEA

Equipamento de uso obrigatório, além de indispensável.
Equipamento de uso obrigatório em Cursos de Arquitetura e Urbanismo,
segundo o Manual de Avaliação do INEP - ver pág. 72 www.inep.gov.br

Recomendações da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo:
MEC/SESu/CEAU - Perfis da Área & Padrões de Qualidade - www.abea-arq.org.br

COMPRASNET

Estamos habilitados no COMPRASNET para atender Universidades e demais Órgãos Públicos.

Informações sobre o SOL...



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Qual a direção da rotação do centro da Terra?

Clique para ampliar


O núcleo interno da Terra é composto de ferro maciço, e tem uma 'super rotação' em uma direção leste - o que significa que gira mais rápido do que o resto do planeta -, enquanto o núcleo externo, composto principalmente de ferro fundido, gira para o oeste em um ritmo mais lento.
O movimento de convecção do núcleo externo gera o campo geomagnético da Terra.

"O campo magnético empurra para leste o núcleo interno, fazendo-a girar mais rápido do que a terra, mas também empurra na direção oposta no núcleo externo líquido, o que cria um movimento para oeste."


O fato de que as alterações do campo magnético da Terra variou lentamente ao longo de décadas, significa que a força electromagnética responsável pore mpurrar os núcleos interiores e exteriores alteraram-se ao longo do tempo. Isso pode explicar as flutuações na rotação predominantemente do leste no núcleo interno, um fenômeno relatado nos últimos 50 anos, por Tkalčić et al. Em um estudo recente publicado na revista Nature Geoscience .


Usando um novo método, eles foram capazes de simular o núcleo da Terra com uma precisão de cerca de 100 vezes melhor do que os outros modelos.


A velocidade:


Uma outra pesquisa liderada por Hrvoje Tkalcic da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês), em Camberra, revelou que não só a taxa de rotação do núcleo é diferente à do manto - a camada que fica abaixo da crosta terrestre, mas sua velocidade também varia.
Os investigadores afirmaram que sua velocidade é variável. "É a primeira evidência experimental que o núcleo roda a diferentes velocidades", disse Tkalcic em comunicado da ANU.
Os pesquisadores descobriram que em comparação com o manto, o núcleo girou mais velozmente na década de 1970 e 1990, mas desacelerou na década de 80. "A aceleração mais dramática provavelmente ocorreu nos últimos anos, embora necessitemos fazer mais testes para confirmar esta observação", comentou Tkalcic, ao lembrar que Edmund Halley tenha especulado que as camadas internas da Terra rodavam em uma velocidade diferente, em 1692.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Era uma vez o Sol, a Terra e a Lua...

Por Paola Gentile 

Um disco flutua em um rio chamado Oceano, enquanto o Sol passeia em uma carruagem... Sob um céu de pedras preciosas, um barco navega de cabeça para baixo... Os povos antigos criaram as mais incríveis representações como você pode observar nas ilustrações à esquerda para justificar fenômenos naturais que eles não compreendiam, como o dia e a noite e os eclipses. O céu causava medo e temor, mas também admiração e curiosidade. Lendas como essas podem fisgar as crianças para as aulas de astronomia. "O céu nos fascina hoje assim como fascinou nossos antepassados nas épocas mais remotas", garante Walmir Cardoso, presidente da Sociedade Brasileira para o Ensino da Astronomia. As histórias vão mostrar aos alunos diferentes pontos de vista todos certos! "É um exercício de respeito à diversidade cultural."

Depois dessa introdução, vai ficar mais fácil apresentar alguns conceitos, mostrando aos alunos a relação que existe entre Sol, Terra e Lua e os ciclos que ela provoca no nosso planeta. Eles vão perceber, por exemplo, que o dia e a noite acontecem porque a Terra gira em torno de si mesma; que a semana e o mês são conseqüência do movimento da Lua e o ano, da volta que a Terra dá em torno no Sol. "A relação com o calendário ajuda as crianças a entender a importância do estudo dos astros para regular a vida das pessoas", diz Cardoso. Para quem mora no campo, nada melhor do que relacionar os eventos celestes ao plantio e à colheita. Se você está no litoral, o ciclo das marés será sempre um bom motivo para falar de astronomia.

Observar o céu é o primeiro passo para um aprendizado contínuo

Os alunos do Colégio Magno, de São Paulo, têm contato com a astronomia desde a Educação Infantil. O trabalho começa com a leitura de João e Maria a história dos irmãos que são abandonados pelo pai na floresta mas conseguem voltar para casa. É o gancho para falar de como os povos antigos se orientavam pela posição dos astros. Logo depois, as crianças começam a examinar o céu no observatório da escola utilizado por todas as séries em aulas programadas ao longo do ano. Elas também fazem pesquisa na internet e observações noturnas em viagens de estudo do meio. A professora de 3ª série Mirian Rodrigues Caraça começa o ano lendo com a turma uma aventura cósmica, Salvando Gaia, livro de Margareth Fiorini (Ed. Scortecci, edição esgotada). "O enredo, que envolve a salvação do planeta, é o mote para estudar o sistema solar, a formação do dia e da noite e as estações do ano."

O professor deve passar todos esses conceitos, mas sem a pretensão de fazer os pequenos compreenderem tudo de imediato. "A observação constante do céu, ao longo de toda a escolaridade, e a participação em atividades lúdicas e enigmáticas sobre o universo ajudam as crianças a incorporar esses conhecimentos durante a vida", afirma Rodolfo Langhi, pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Para explicar à garotada alguns movimentos celestes, como os eclipses, e esclarecer para os alunos os equívocos mais comuns relacionados aos astros, você pode utilizar uma maquete (veja como construí-la).
 
Ilustração: Milton Rodrigues Alves
Ilustração: Milton Rodrigues Alves
1. Rotação da Terra

O que é?É o giro que ela dá em torno si mesma, com duração de 23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos.

O que provoca? Em função desse movimento foram definidos segundo, minutos e hora. Ele explica também o dia e a noite.

Equívocos 

O nascer do Sol É senso comum que o Sol nasce todas as manhãs e se esconde no final do dia. Na verdade, é a Terra que faz sua rotação. À noite, o Sol está iluminando outra face do planeta. Para os alunos perceberem isso, espete um palito ou um alfinete em qualquer lugar da bolinha de isopor que representa o planeta na maquete e faça a Terra girar em torno dela mesma.

Céu estrelado, até de dia 
Nós só vemos as estrelas à noite, mas isso não significa que elas não estejam no céu durante o dia. Acontece que a intensidade da luz do Sol apaga o brilho das outras estrelas e dos planetas, que refletem a luz solar.

2. Translação da Terra 
O que é? É a volta que o planeta dá em torno do Sol, com duração de 365,25 dias. Por convenção, decidiu-se juntar essas frações de dia que sobram todo ano e a cada quatro, no ano bissexto, acrescentar um dia ao mês de fevereiro.

O que provoca? O movimento define o ano e a visualização de céu com diferentes configurações de estrelas.

Equívocos 
Ilustração: Milton Rodrigues Alves
Ilustração: Milton Rodrigues Alves
Estações do ano É comum ouvir que o verão ocorre porque a Terra está mais próxima do Sol e o inverno, ao contrário, quando está mais distante. Está errado. A órbita da Terra é quase circular não elíptica como aparece em ilustrações. Por isso ela pouco se afasta do Sol. O seu eixo (linha imaginária que une os pólos) é inclinado (veja ilustração). Isso faz com que o hemisfério sul receba mais energia do Sol durante um semestre e o norte no outro. Os raios solares chegam ao planeta com diferentes inclinações durante o ano. O dia em que um hemisfério recebe o maior ou o menor tempo de insolação é chamado de solstício de verão ou de inverno, respectivamente. O dia em que os hemisférios recebem o mesmo tempo de luminosidade é chamado de equinócio (de primavera ou de outono).

Quatro estações? Quem mora próximo à linha do Equador nossas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste estranha muito essa história de quatro estações. Para essas pessoas, existem somente duas: o inverno (nem é porque faz frio, mas por chover muito) e o verão (época de estiagem). Primavera e outono, só de ouvir falar! Próximo à linha do Equador, os raios solares têm as menores inclinações. A duração das noites e dos períodos claros do dia são equivalentes. Portanto, não existe durante o ano grande alteração na posição em relação ao Sol. Por isso, nessas regiões não há tanta variação climática. O que já não acontece nas áreas que ficam acima do trópico de Câncer e abaixo do trópico de Capricórnio, onde as quatro estações são melhor demarcadas.

Meio-dia sem sombra? Outro senso comum é que o verão se caracteriza por, ao meio-dia, o Sol estar tão a pino que nossa sombra some debaixo dos pés. Na verdade, pelo mesmo motivo anterior, isso só acontece nas regiões entre os trópicos, e apenas em dois dias do ano. Apesar de boa parte de nosso território estar localizada nessa região, o conceito errado pode confundir quem habita a região Sul...

3. Revolução da Lua 
O que é? É a volta que a Lua dá em torno da Terra, com duração de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,9 segundos.

O que provoca? É esse movimento em torno da Terra e em relação aos raios solares que define as fases da lua. A partir delas, os povos antigos marcaram as semanas e o mês. A revolução de nosso satélite é responsável, junto com o Sol, pelo sobe-e-desce das marés. E também pelas lindas noites de Lua cheia.

Equívoco 

Onde está a Lua nova? Bem ali, diante de nossos olhos. Mas a parte que seria visível não está iluminada pelo Sol, pois os dois astros encontram-se praticamente no mesmo ângulo de visão em relação à Terra. As outras fases (crescente, cheia e minguante) são resultados da nossa visão da Lua iluminada pelo Sol em diferentes ângulos.

CONSULTORIA: RODOLFO LANGHI, DA UNESP

O universo, na representação dos antigos
Ilustração: Milton Rodrigues Alves
Um ovo com a Terra no meio: assim era o universo para os chineses, antes da era cristã
 Ilustração: Milton Rodrigues Alves
Para os babilônios, a Terra era um barco virado no mar e o céu, pedra preciosa.
 Ilustração: Milton Rodrigues Alves
Os egípcios acreditavam que o universo era uma caixa e o Sol viajava em um barco

Ilustração: Milton Rodrigues Alves
A Terra era um disco dentro de um rio para os gregos e o Sol era puxado por carruagem
 Ilustração: Milton Rodrigues Alves
Para algumas tribos africanas, o universo era uma cabaça, com as metades unidas por uma serpente
 Ilustração: Milton Rodrigues Alves
Na tribo dos jurunas, quem iluminava o dia eram os filhos de Kuandú, o deus Sol, quando saiam de casa

domingo, 18 de agosto de 2013

O clima no mundo

O clima no mundo

Como é o clima em sua terra?
Você já deve ter ouvido muitas vezes
alguém fazer esta pergunta. Sabe por que? Porque cada terra tem seu clima
próprio.
Existem nove tipos de clima, que vamos conhecer abaixo:
Tropical – Subtropical  Mediterrâneo – Temperado – Alpino – Polar – Árido -
Desértico – Equatorial
Clima Tropical
O clima  caracteriza-se por
temperaturas mais quentes, mas principalmente pela existência de duas estações
bem definidas; a estação da chuva, que acontece no verão e a estação da seca,
própria do inverno. É um clima agradável com temperaturas médias, nem muito
calor, nem muito frio. Tem o nome de tropical porque acontece entre os trópicos
de Câncer (hemisfério Norte) e de Capricórnio  (hemisfério Sul).
O clima tropical pode ser subdividido
em:
Clima tropical equatorial, que ocorre nas regiões próximas à linha do
equador. É uma região de muita chuva, em que quase todos os meses do ano chove
acima de 60 mm. Clima tropicalsSeco, que é caracterizado pela ocorrência de uma
estação seca durante o ano. Nesta estação, o índice médio mensal de chuvas fica
abaixo de 60 mm. Clima tropical de monção, que tem um período do ano em que o
índice de chuvas é muito elevado. Ocorre principalmente na região leste do
continente africano e sul da Índia. Clima tropical de altitude, que é típico de
regiões de altitudes elevadas (serras e regiões montanhosas). As temperaturas
são semelhantes às do clima subtropical e o índice pluviométrico mensal é abaixo
de 60 mm. Ocasionalmente, ocorrem geadas nestas regiões. No Brasil, podemos
citar a região de Serra da Mantiqueira como exemplo de clima tropical de
altitude.
A vegetação do clima tropical apresenta 3 formas
principais:
Floresta galeria ou floresta úmida – Savana alta
- Savana baixa
Floresta galeria ou floresta úmida
A Mata Atlântica é um tipo de floresta tropical úmida, com
grande incidência de palmeiras e coqueiros.
Savana alta
As florestas tropicais da  África são do tipo
de  savana alta.
Savana baixa
No Brasil a savana baixa recebe o nome de cerrado, tem árvores baixas, casca
grossa, raízes profundas.
Clima Subtropical
Tem o nome de Subtropical
porque acontece nas regiões abaixo  dos trópicos (subtropicais),  ao norte do
trópico de Câncer, no hemisfério Norte e ao sul do trópico de Capricórnio, no
hemisfério Sul. Caracteriza-se por verões quentes e invernos frios, com chuva
abundante o ano inteiro. Nas áreas mais baixas, a neve é rara ou nunca
registrada, mas fortes geadas podem atingir toda a área de abrangência deste
clima. Tem verão quente e as temperaturas são superiores a 22ºC no verão e com
mais de 30 mm de chuva no mês mais seco.
O clima subtropical pode ser subdividido
em:

Clima subtropical de altitude, com inverno seco e verão ameno. A
temperatura média do mês mais quente é inferior a 22ºC. Clima subtropical de
inverno seco (com temperaturas inferiores a 18ºC) e verão quente (com
temperaturas superiores a 22ºC). Há também  o clima subtropical úmido, mas que
se enquadra mais no clima temperado (veremos adiante) A vegetação do clima
subtropical apresenta duas  formas principais, diferentes  conforme a altitude
do local:

Floresta  de araucária – Campos ou Pampas
Floresta de araucária
Campos ou Pampas
O principal problema ambiental dos campos é  o
processo  de desertificação.
Clima Mediterrâneo
É, como o nome diz, clima
típico da região do Mar Mediterrâneo, caracterizado por verões quentes e secos
e, invernos frios e chuvosos. Apesar de ser típico do Mar Mediterrâneo, também
aparece em outras regiões litorâneas com caracterìsticas semelhantes.  Os verões
nas regiões localizadas próximas ao Mar Mediterrâneo são menos secos que os das
outras regiões deste clima. O  período de chuva dura de 2 a 4 meses, no inverno,
sendo raro ocorrer precipitações no resto do ano.
A vegetação, na sua forma original, era caracterizada sobretudo por árvores de
pequeno porte, com cascas grossas, duras e grandes ramificações, como os
carvalhos, sobreiros, carrascos, azinheiras e oliveiras, tendo regiões onde
aparecem os pinheiros e o zimbro. Contudo, devido à intervenção humana e
problemas ambientais, as árvores foram substituídas por arbustos, ervas
aromáticas, gramíneas e,até, árvores.
Clima Temperado
É  clima típico das regiões
de alta latitude (distantes da linha do Equador), por  esta razão tem verão
temperado e inverno rigoroso. Acontece entre os trópicos e os círculos polares.
No hemisfério Norte fica entre o trópico de Câncer  e o Círculo Polar Ártico e,
no hemisfério Sul fica entre o trópico de Capricórnio e o Círculo Polar
Antártico. No clima temperado , as quatro estações são bem definidas, com verões
relativamente quentes,  outono com temperaturas mais baixas, quando as folhas
amarelecem para cair totalmente no inverno, um inverno frio, que termina com a
primavera de temperaturas mais altas e a vegetação voltando a ser verde.
O clima temperado pode ser subdivido, de acordo
com a região em que atua:
Clima temperado mediterrânico  (não confundir com
clima mediterrâneo), também chamado de sub-tropical seco para regiões fora da
bacia do Mediterrâneo,  é um tipo de clima presente em poucas áreas do mundo.  O
clima mediterrânico é o único onde a estação fria está associada à estação das
chuvas, é no inverno que chove, sendo que no verão a chuva é quase nula. Os
invernos são caracterizados por temperaturas amenas, devido às correntes
marítimas quentes. Os verões são quentes e secos, mas nas áreas costeiras são
mais frescos devido às correntes frias do oceano. Exemplos de clima
mediterrânico: Lisboa em Portugal , Madri  na Espanha , Roma na Itália e
Santiago no Chile.
O clima temperado subtropical acontece no interior ou nos
litorais leste dos continentes e pode ser considerado como sub-divisão de clima
subtropical. Uma zona com um clima temperado subtropical úmido possui verões
úmidos dado às massas tropicais instáveis, sem estação seca, sendo a temperatura
média do mês mais quente superior a 18ºC.
Os climas temperados marítimos
situam-se, normalmente,ao lado dos climas mediterrânicos, sendo que na Austrália
encontra-se ao lado do temperado subtropical úmido. Os verões são frescos e
nublados, os invernos são frios, porém amenos  se comparados aos de outros
climas a uma latitude semelhante, a chuva ocorre ao longo de todo o ano e não há
meses secos.
O  clima temperado sub-ártico acontece mais perto dos polos que os
climas temperados marítimos e está limitado  a estreitos litorais da parte
ocidental dos continentes, ou em ilhas destes litorais, especialmente no
Hemisfério Norte. Possui quatro estações bem definidas: um verão relativamente
quente, um outono com temperaturas gradativamente mais baixas com o passar dos
dias, um inverno frio, e uma primavera, com temperaturas gradativamente mais
altas com o passar dos dias. A umidade depende da localização e  condições
geográficas da região onde ele acontece.
O clima temperado continental é
próprio das regiões do interior dos continentes . Caracteriza-se por uma
relativa escassez de chuvas, sobretudo no inverno, devido à distância que as
separa das áreas de influencia marítima, e por uma notável amplitude térmica
estacional, com as temperaturas de verão bastante altas que contrastam
fortemente com os invernos, muito frios.  A temperatura média anual é inferior a
10 °C.
As vegetações  das regiões de clima temperado
são as seguintes:
Floresta temperada – Pradaria ou estepe – Vegetação de
montanha – Floresta boreal – Tundra – Maquis e garrigue
Floresta temperada
A floresta temperada tem
uma característica que a faz muito bonita. No outono as folhas adquirem
coloração típica, do vermelho ao castanho, passando pelo alaranjado, dourado e
cobre. Caem e cobrem o solo com espessa camada de matéria orgânica, que permite
o desenvolvimento de musgos. No inverno, sem as folhas, a transpiração é muito
pequena., mas na primavera, com o aumento do nível de radiação solar, há uma
grande profusão de folhas. Encontra-se em grande parte do oeste da América do
Norte, por quase toda a Europa, no oeste da Ásia (Turquia, Geórgia, Azerbaijão e
Irã) e leste da Ásia (Coréia, Japão e parte da China), na Austrália, na Nova
Zelândia e ao sul do Chile, no Hemisfério Sul.
Pradaria ou estepe
As pradarias também são chamadas de estepes, pampas ou campo. No sul da África,
no leste da Europa, no centro da Ásia e no leste da  Austrália recebe o nome de
estepe.No centro dos Estados Unidos e do Canadá chama-se pradaria na Argentina
chama-se pampa e no  sul do Brasil é campo.
Vegetação de montanha
Nos pontos mais elevados – como a cordilheira dos Andes, na América do Sul, as
Montanhas Rochosas, na América do Norte, e a cordilheira do Himalaia, na Ásia
Central – a vegetação é escassa. Sobrevivem ervas e arbustos resistentes �
hostilidade do clima.

Floresta de coníferas
A  floresta boreal de coníferas é  formada de coníferas e pinheiros , que
possuem folhas com superfícies pequenas para reduzir o processo de
evapotranspiração uma vez que a água é escassa, pois a que está presente no solo
está congelada. O formato cônico (pinheiros, por exemplo) das copas ajuda a
evitar o acúmulo de neve. As folhas são revestidas por uma espécie de resina que
evita que as folhas congelem e facilita o retorno ao processo de fotossíntese
logo que se inicia o verão.

Tundra
A tundra é vegetação típica das regiões polares, mas também pode ser encontrada
em grandes altitudes, no alto de grandes montanhas. A vegetação só aparece
durante o curto verão, sendo a maior parte do tempo coberta de neve. Predomina
no extremo norte do hemisfério norte, em partes do Canadá, do Alasca, da
Federação Russa, da Groenlândia e da Noruega.

Maquis e guarrigue
Maquis e garrigue, próprias da região mediterrânea. Maquis é uma zona de mato
que se encontra na região mediterrânica, composto por arbustos muito densos e de
difícil penetração. Já o garrigue, caracteriza-se por ser uma vegetação mais
baixa e é composto por ervas aromáticas como o alecrim e a alfazema.
Clima Alpino
Tem este nome porque acontece
no alto da Cordilheira dos Alpes, a mais alta da Europa, em cujo cume há sempre
neve, porque o frio é cortante. Este clima é mais frio nas áreas elevadas, pois
os raios do sol não aquecem a atmosfera diretamente, ela é aquecida pelo calor
que emana da superfície, recebido dos raios solares. Neste clima as estações são
bem definidas, com invernos rigorosos. As folhas  das árvores não amarelecem no
outono nem caem no inverno, porque a vegetação destas regiões é própria para
aguentar altas temperaturas.
Clima Polar
O clima polar é um clima de
baixa temperatura o ano inteiro, sendo sua mais alta temperatura 10⁰ C, por isso
a região de clima polar está sempre coberta de gelo, mesmo no verão. Nestas
regiões não há concentração de calor, o sol fica sempre baixo no horizonte na
época do verão, e no inverno ele nem aparece. É nesta região que há o Sol da
Meia Noite, um fenômeno que acontece nos polos,  porque durante os três meses de
verão ele não se pôe. Em compensação, durante os três meses de inverno ele não
aparece. Também há outro fenômeno climático raro e maravilhoso, a Aurora Boreal
(no hemisfério Norte) e Aurora Austral (no hemisfério Sul). A aurora polar é um
fenômeno óptico composto de um brilho observado nos céus noturnos em regiões
próximas a zonas polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar
no campo magnético terrestre. (Veja foto à direita). As regiões de clima polar
são dividas em duas de acordo com a média de temperatura. Nas regiões de menor
latitude a temperatura média fica em torno dos 10ºC o que ainda permite a
ocorrência de um tipo de vegetação chamado tundra. A partir de certa latitude o
clima polar é tão rigoroso que nenhuma vegetação é capaz de sobreviver. Nele
predominam as enormes geleiras permanentes (as calotas polares).
Só há um tipo de vegetação polar, a Tundra, uma  formação vegetal própria do
clima polar ou glacial, é muito rasteira, constituída por ervas, musgos e
líquens.
Tundra polar
Clima Árido
O clima árido se caracteriza
pelo fato da evaporação e transpiração da planta ser maior que o volume de chuva
que cai na terra, então a planta seca muito rapidamente. Deve-se a diferentes
causas, como a disposição do relevo ou a presença de correntes marinhas frias
que condensan a humidade e dão origem a desertos costeiros.
São tipos de clima árido os climas semi-áridos e os desértico.
Clima semi-árido
O clima semi-árido é um
tipo de clima caracterizado pela baixa umidade e pouco volume pluviométrico. Na
classificação mundial do clima, o clima semi-árido é aquele que apresenta
precipitação de chuvas média entre 300 mm e 800 mm, muito baixa o que leva a um
tipo de vegetação pobre, rasteira e característica para reter a evaporação
rápida. É o clima típico do nordeste brasileiro, com vegetação baixa e rasteira,
por causa da falta de chuva e evaporação rápida devido ao clima quente, cujo
tipo de planta mais comum são as cactáceas e os capins ralos; é  a vegetação  de
caatinga. Este tipo de vegetação pode acontecer, também, em grandes altitudes do
clima temperado.
Clima Desértico
É o tipo de clima mais
seco, onde o índice poluviométrico é muito baixo. A temperatura é muito alta,
acima de 42⁰ durante o dia, mas as noites são extremamente frias, com
temperatura de 0⁰. A maioria dos desertos quentes se localizam entre os
trópicos, mas o deserto de menor índice pluviométrico é o de Atacama, que fica
em uma região subtropical e é frio. A vegetação do deserto é nula, mas em alguns
pontos, onde aparece um olho d’água, há vegetação de palmeiras e tamareiras. São
os oasis.

Clima equatorial
O clima equatorial ocorre
na zona mais quente do planeta, na linha do Equador, onde a  temperatura é alta
e o índice de pluviosidade é grande, chove quase todos os dias, o que torna o
clima quente e úmido. O clima é sempre uniforme com calor e chuva o ano inteiro.
A vegetação típica é a floresta equatorial, densa, exuberante com árvores
enormes.
O mapa abaixo mostra as regiões climáticas do
mundo.