segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Conhecendo um pouco mais sobre a Via Láctea


Talvez pela grandeza e pelos seus muitos mistérios, freqüentemente comparamos o mar com o céu estrelado. No primeiro já navegamos por todos os lados e em muitas profundidades, embora ainda haja muito para aprender. Mas é o mar de estrelas da noite o supremo mistério.
Estamos aprendendo a arte e técnica de sua navegação, que chamamos Astronáutica, e ainda que consideremos tudo o que fizemos, nem sequer ensaiamos nosso primeiro mergulho nesse oceano cósmico.
Ao comparar o firmamento com o mar, o Sol (e seus planetas) são apenas um grãozinho de areia numa imensa ilha que chamamos Via Láctea – a nossa galáxia. A Via Láctea é uma densa coleção de estrelas agrupadas principalmente ao longo de uma imensa espiral. Vista da Terra, a galáxia parece um cinturão envolvendo o céu, ou uma espinha dorsal que sustenta a noite.
Galáxias são como gigantescas ilhas de estrelas. Centenas de bilhões delas, mantidas juntas graças a força gravitacional entre cada estrela, cada nebulosa de gás e poeira. E existem bilhões de ilhas de estrelas como a Via Láctea; muitas se aglomerando em arquipélagos celestiais.

Outra bela galáxia das proximidades é Andrômeda. Via Láctea e Andrômeda são duas das maiores ilhas de estrelas num grande arquipélago que chamamos Grupo Local, que contem de 35 a 50 galáxias – ainda não sabemos o número exato. Galáxias também se adensam em superaglomerados, verdadeiros continentes de estrelas.
Porém, muito mais que os ¾ de mares que recobrem a Terra, o predomínio do mar celestial é absoluto. Só que ao contrário dos oceanos de água salgada, cheios de vida, o espaço em si é um grande vazio, um meio e também um obstáculo para chegarmos onde realmente interessa – às estrelas e seus mundos.
Gravidade

Os planetas giram ao redor de estrelas, as estrelas se agrupam em galáxias e as galáxias em aglomerados – tudo por causa da força da gravidade. A gravidade depende da massa dos corpos que estão interagindo (quanto mais massa, maior a força) e da distância entre eles (quanto mais longe, menor a força).

Foi Isaac Newton quem descobriu que não é a maça que cai da árvore, é a maça e a Terra que se atraem. É claro que sendo o planeta muito mais massivo que a fruta, o deslocamento mais significativo ficará por conta da maça. Mas no caso da Terra e da Lua o puxão mútuo é considerável.
Para evitar que todo o universo se transforme numa massa compacta – com todos caindo sobre todos – existe o movimento orbital. Enquanto a Terra se move a 30 quilômetros por segundo em volta do Sol, por exemplo, não há perigo de colisão.
Mas se o movimento de translação diminuir muito, Terra e Lua serão aos poucos atraídos pelo astro-rei, numa lenta espiral da morte. E se, ao contrário, a velocidade aumentar, nos afastaremos do Sol até cair nas invisíveis garras gravitacionais de um planeta mais massivo, ou de outra estrela.
Classificação de Edwin Hubble dos diversos tipos de galáxias. Tabela disponível no blog em breve.
Canibalismo
Galáxia é simplesmente o nome grego para Via Láctea. O termo vem de galakt, que significa leite. Via Láctea é “caminho de leite”. Parece estranho; mas se você tiver a oportunidade de olhar o céu noturno num local afastado das luzes da cidade, vai ter a impressão que uma parte do céu realmente contém uma estrada esbranquiçada.
Desde os primeiros estudos, as galáxias vem sendo classificadas de acordo com sua forma. As mais famosas são as espirais. A Via Láctea é espiral. A princípio foi difícil percebermos que estávamos dentro de uma galáxia, e mais difícil ainda – mas não impossível – identificarmos sua forma.
A Via Láctea hoje. Como imaginamos a nossa galáxia. Gravura em alta resolução mostra a posição do Sol e sua órbita.
A distância média entre as galáxias em um aglomerado é da ordem de seu próprio diâmetro. Assim, tão próximas, o movimento orbital não é suficiente para mantê-las separadas e por isso as colisões são freqüentes.
Duas galáxias que interagem podem atravessar uma a outra sem haver nenhuma colisão de estrelas. É como o encontro de dois cardumes gigantes.
A forma original de cada galáxia, no entanto, pode se desfazer completamente. E se uma delas for muito maior que a outra, a menor praticamente desaparece. É o chamado canibalismo galáctico.
Agora mesmo a Via Láctea está canibalizando duas pequenas galáxias próximas, mostrando como o oceano cósmico também pode ser revolto. Porém, como a nossa civilização ainda nem saiu da beira da praia, nós nem percebemos direito. Mas navegar é preciso!

O que são os raios? Como se proteger?






O que são relâmpagos? O que são os raios?


Os relâmpagos são descargas elétricas, semelhantes às correntes elétricas que passam pelos fios de nossas casas e que fazem os eletrodomésticos funcionarem. Mas são milhares de vezes mais fortes. Tão fortes que ao passarem pela atmosfera deslocam o ar e produzem um barulho intenso, o trovão. Repare que vemos o relâmpago antes de ouvir o trovão: isso acontece porque a luz é mais rápida que o som, por isso ela chega primeiro até nós.


Existem vários tipos de relâmpagos: dentro das nuvens, entre duas nuvens e até da nuvem para o alto. Os relâmpagos que ocorrem entre as nuvens e o solo são chamados raios.


Como podem prejudicar as pessoas, os raios são bastante estudados. Eles ocorrem em regiões onde existem grandes quantidades de cargas elétricas, capazes de produzir faíscas. Normalmente caem em um único lugar, mas, às vezes, eles se dividem e atingem vários pontos.

Como se proteger dos raios?
Os raios podem ser perigosos e quando acontece uma tempestade elétrica é melhor se proteger. Não procure abrigo embaixo de árvores, pois, se elas forem atingidas, os galhos podem cair. Evite também lugares descampados, que possam ser alvo fácil para os raios. É mais seguro esperar a tempestade passar para jogar futebol, soltar pipa ou andar de bicicleta. Também é perigoso pescar ou ficar dentro d’água, seja no mar ou na piscina.
Quando raios estão caindo próximo, você esta sujeito a ser atingido diretamente por eles. A chance de uma pessoa ser atingida por um raio é algo em torno de 1 para 1 milhão. Entretanto, a maioria das mortes e ferimentos não são devido a incidência direta e sim a efeitos indiretos associados a incidências próximas ou efeitos secundários dos raios e efeitos secundários normalmente associados com incêndios ou queda de linhas de energia induzidos por descargas que venham a atingir uma pessoa.        
A corrente do raio pode causar sérias queimaduras e outros danos ao coração, pulmões, sistema nervoso central e outras partes do corpo, através de aquecimento e uma variedade de reações eletroquímicas. A extensão dos danos depende sobre a intensidade da corrente, as partes do corpo afetadas, as condições físicas da vítima, e as condições específicas do incidente. Cerca de 20 a 30 % das vítimas de raios morrem, a maioria delas por parada cardíaca e respiratória, e cerca de 70 % dos sobreviventes sofrem por um longo tempo de sérias seqüelas psicológicas e orgânicas. As seqüelas mais comuns são diminuição ou perda de memória, diminuição da capacidade de concentração e distúrbios do sono. No Brasil é estimado que cerca de 130 pessoas morrem por ano atingidas por raios e cerca de 500 ficam feridas. De modo a evitar os acidentes descritos acima, procure seguir as recomendações listadas abaixo.

Quais os Principais Cuidados ?
Se possível, não saia para a rua ou não permaneça na rua durante tempestades, a não ser que seja absolutamente necessário. Nestes casos, procure abrigo nos seguintes lugares: carros não conversíveis, ônibus ou outros veículos metálicos não conversíveis; em moradias ou prédios, de preferência que possuam proteção contra raios; em abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis; em grandes construções com estruturas metálicas; em barcos ou navios metálicos fechados; e finalmente em desfiladeiros ou vales. Se estiver dentro de casa, evite: usar telefone, a não ser que seja sem fio; ficar próximo de tomadas e canos, janelas e portas metálicas; tocar em qualquer equipamento elétrico ligado a rede elétrica. Se estiver na rua, evite: segurar objetos metálicos longos, tais como varas de pesca, tripés e tacos de golfe; empinar pipas e aeromodelos com fio; andar a cavalo; nadar; e ficar em grupos.        
Se possível, evite os seguintes lugares que possam oferecer pouca ou nenhuma proteção contra raios: pequenas construções não protegidas, tais como celeiros, tendas ou barracos; veículos sem capota, tais como tratores, motocicletas ou bicicletas; estacionar próximo à árvores ou linhas de energia elétrica.        
Se possível, evite também certos locais que são extremamente perigosos durante uma tempestade, tais como: topos de morros ou cordilheiras; topos de prédios; áreas abertas, campos de futebol ou golfe; estacionamentos abertos e quadras de tênis; proximidade de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas, trilhos e árvores isoladas; estruturas altas, tais como torres, linhas telefônicas e linhas de energia elétrica.        
Se você estiver em um local sem um abrigo próximo e sentir seus pêlos arrepiados ou sua pele coçar, indicando que um raio esta prestes a cair, ajoelhe-se e curve-se para a frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não deite-se no chão. Maiores detalhes podem ser encontrados no site do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no endereço www.cea.inpe.br/elat.

O automóvel é um abrigo seguro contra raios?
Sim! "Quando um carro é atingido por um raio, as cargas elétricas se espalham por sua superfície metálica externa sem ameaçar quem está dentro", diz o físico Adilson Gandu, da Universidade de São Paulo. Quando os pneus estão molhados pela chuva, essas cargas passam por eles e se descarregam no solo. Mesmo com os pneus secos, elas se transformam em fagulhas e são absorvidas pelo chão. Agora, quem for pego por uma tempestade em local aberto, sem um carro para se proteger, deve ficar agachado. Em pé, funcionará como pára-raios. Os pés também têm que ficar unidos. Ao atingir o solo, o raio se espalha de forma concêntrica. À medida que se afasta do centro, seu potencial elétrico diminui. Com as pernas afastadas, o potencial em um dos pés será maior que em outro e essa diferença permitiria a passagem de corrente elétrica pelo corpo.

Como Proteger seus Aparelhos Domésticos ?
Os pára-raios instalados no alto de casa e edifícios evitam a destruição, incêndios e riscos para as pessoas, mas não garantem, sozinhos, a proteção de eletrodomésticos e equipamentos elétricos.
Os picos de tensão são provocados, principalmente, por raios ocorridos em locais distantes e conduzidos pela rede elétrica até o interior das edificações. Esse tipo de descarga elétrica não é protegido pelos pára-raios externos e,sim, pelos varistores instalados dentro das residências.

Varistor. Que Raio de Palavra é Essa?
Varistores são elementos componentes dos pára-raios de baixa tensão criados para proteger equipamentos eletro-eletrônicos em residências, escritórios, indústrias, hospitais, fazendas e em qualquer lugar que receba energia elétrica.

Características do Varistor
Os varistores mais recomendados são os do tipo "pastilhas de óxido de zinco", que podem ser instalados com facilidade no quadro de distribuição (um aparelho para cada fase), instalados junto a cada tomada ou um varistor para cada equipamento eletro-eletrônico. Existem no comércio especializado diversas marcas e modelos de varistores, também conhecidos como protetores de surtos ou pára-raios de baixa tensão. Os varistores a serem utilizados por consumidores da Cemig devem possuir o valor de tensão máxima de serviço entre 150 e 180 volts, e corrente máxima de surto
superior a 5000 A. Informe-se nas Agências de Atendimento da Cemig ou nas lojas especializadas.
Um Aterramento Correto é Muito Importante

Para uma eficiente atuação dos varistores, é necessário que o sistema de aterramento da unidade consumidora também seja eficiente. Você deve verificar com atenção o seu sistema de aterramento antes de instalar o varistor. No caso de aterramento mal feito, ou de uma grande sobrecarga na rede elétrica, este dispositivo pode não funcionar perfeitamente.
A vida útil dos varistores depende do número de vezes que ele operou e da intensidade das correntes conduzidas. Portanto, será necessário trocá-lo anualmente.

ATENÇÃO: É recomendado o uso desse pára-raio de baixa tensão, mas a garantia do dispositivo é dada pelo seu fabricante.

Fonte:

domingo, 10 de novembro de 2013

O HOMEM FOI MESMO A LUA? – APOLLO 11 -

Muitos conspiracionistas defendem a teoria de que o homem nunca pisou na lua,  muitos chegam a dizer que foi a fraude do século, o que eu tenho a dizer sobre esses nossos amigos conspiracionistas é que, eles tão mais por fora do que arco de barril, existem dezenas de provas que podem constatar que o homem foi mesmo a lua.
Em 1969 uma missão tripulada conhecida com Missão Espacial Apollo 11, colocou pela primeira vez 3 seres humanos (Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins) na órbita da lua, essa missão cumpriu a meta proposta pelo então Presidente John F. Kennedy. Antes do homem pisar na lua, existiu todo um conflito antes entre os EUA e a antiga URSS que disputavam e ficou conhecida com Corrida Espacial.
A bordo do Foguete Saturno V,  foram lançados na Lua e Consigo trouxeram várias amostras de pedras lunáticas, que para que ninguém duvidassem, foi estudada por vários cientistas do mundo todo.
Além de outros fatores que provam a ida do homem a Lua, são os Retrorrefletores deixados lá por Neil Armstrong, que são usados para medir a distância da Lua a Terra.
Astronomia

VOCÊ SABE COMO OCORRE UMA CHUVA DE METEOROS?

Olhar, para o céu……………… Que coisa boa!

Acho que todos já passamos um tempo olhando para o céu tentando compreender o que há lá fora e admirando toda a beleza daqueles pontinho luminosos, chamados de estrelas, quando de repente, aparece do “nada” uma “estrela cadente” e some tão rápido quanto apareceu. Alguns até fazem pedidos, mas, o que são essas “estrelas cadentes”?
 
Meteoro cruzando o céu
As “estrelas cadentes” são na verdade Meteoros. Ocorre quando fragmentos de materiais sólidos como rochas, metais, etc ( chamados de meteoróides), que vagam pelo espaço em torno do Sol, penetram na alta atmosfera da Terra. O atrito com os gases da alta atmosfera da Terra fazem com que essas partículas alcancem altas temperaturas e literalmente incendeiem.
O tamanho desses fragmentos que dão origem aos meteoros quando entra na alta atmosfera da Terra varia desde alguns milímetros até alguns metros. Os maiores podem atingir a superfície ( No caso, quando atingem a superfície passam a ser chamados de meteoritos ).

Em certas épocas do ano, o número de meteoros aumenta em uma determinada área do céu. A este evento chamamos de chuva de meteoros, que se dá quando a Terra passa em uma determinada parte de sua órbita onde um cometa deixou rastros de matéria sólida. Quando a Terra passa por essa determinada região, ela “varre” uma porcentagem dessa matéria, o que faz com que o número de meteoros visíveis em uma noite aumente consideravelmente. 
 
Desenho ilustrativo de uma chuva de meteoros e sua relação
com a passagem de um cometa
Quando olhamos esse evento, temos a impressão de que todos os meteoros parecem vir de um mesmo ponto no céu. Na astronomia, chamamos isso de radiante. Toda chuva de meteoros tem um radiante determinado, que acaba dando um nome a chuva de meteoros. Por exemplo, as Geminídeas tem esse nome pois parecem vir da constelação de gêmeos, todo 13-14 de dezembro.
Principais chuvas de meteoros no ano:
  • Quadrantídeas – 04 de Janeiro – 95 meteoros por hora
  • Lirídeas – 22 de Abril – 15 meteoros por hora
  • Eta-Aquarídeas – 05 Maio – 30 meteoros por hora
  • Delta-Aquarídeas – 29 Julho – 20 meteoros por hora
  • Perseídeas – 13 Agosto – 95 meteoros por hora
  • Orionídeas – 22 Outubro – 20 meteoros por hora
  • Taurídeas – 03 – 13 Novembro -15 meteoros por hora
  • Leonídeas – 18 Novembro – 12 meteoros por hora
  • Geminídeas – 14 Dez – 100 meteoros por hora

O SISTEMA SOLAR – OS PLANETAS JOVIANOS

Os planetas jovianos são os planetas localizados depois do planeta marte, o último planeta telúrico. São os planetas gasosos, que tem somente o pequeno núcleo composto por rocha. São compostos formados principalmente por Hidrogênio, Hélio e Metano. Os planetas Jovianos são os maiores planetas do Sistema Solar. São os planetas mais afastados do Sol.

O primeiro planeta joviano é:
Júpiter, o gigante: Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar. É cerca de mil vezes maior que a Terra. Tão grande, que poderíamos colocar todos os outros planetas dentro dele. Por causa de sua enorme gravidade,  Júpiter é o principal responsável para que os asteroides não se juntem e formem novos planetas. Rotaciona em enorme velocidade, produzindo ventos de centenas de km/h.
Júpiter é um caos. Cada raio produzido nas tempestades desse enorme planeta é aproximadamente 10.000 vezes mais forte que um raio de uma tempestade  na Terra. O Gigante é furioso….
A grande mancha vermelha:
A grande mancha vermelha é a maior e mais intensa tempestade do sistema solar. É cerca de 3x o tamanho da Terra e propaga-se a pelo menos 300 anos.
A radiação perto do Planeta é muito elevada, pois seu poderoso campo magnético atrai essa radiação do espaço.
Júpiter possui 67 luas, sendo que as 4 maiores são: Io, Calisto, Europa e Ganimedes.
Curiosidade Sobre a Lua Europa: Localizada a 650 milhões de km da Terra e cerca de 800 milhões de km do Som, a Lua Europa é a esperança para alguns astrônomos de que pode existir aguá líquida e/ou vida no nosso sistema solar. Devido a distância do Sol, é bem provável que Europa seja uma lua completamente congelada.  A não ser que a gravidade de Júpiter esteja causando atrito em seu interior, impedindo Europa de congelar, possibilitando que debaixo de uma camada de gelo possa existir água líquida e vida.
Saturno, o joviano mais leve: Saturno é o segundo maior planeta do sistema solar. Sua beleza impressiona a qualquer observador pelo seus anéis, que foram formados formados pela destruição de uma lua pela sua força gravitacional. Seus anéis poderiam ir da Terra até a Lua, mas só tem algumas centenas de metros de profundidade. Saturno é um planeta com densidade muito baixa, tanto que se colocássemos ele em um oceano gigante, o planeta flutuaria.
Ficheiro:Saturn during Equinox.jpg
Saturno envia ao espaço cerca de 2 vezes mais energia do que recebe do Sol. Isto significa que o planeta está gerando energia no seu interior. Acredita-se que um dos mecanismos que geram essa energia em Saturno é um fenômeno astronômico em que o planeta se contrai lentamente e ao mesmo tempo libera energia.
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Planeta Terra visto de Saturno. Cassini, 2013

 Urano, o dorminhoco: Urano é o 7° planeta do Sistema Solar e o primeiro planeta a ser descoberto por telescópio. Urano possui anéis igual a Saturno, mais de uma forma bem diferente. O eixo de inclinação de Urano é de 97,86° com o plano de sua órbita, ou seja, o planeta rotaciona deitado. O planeta possui cerca de 20 satélites e demora cerca de 84 anos terrestres para completar sua órbita ao redor do Sol.
Urano possui um núcleo rochoso, rodeado por uma atmosfera de hidrogênio espessa e densa, na qual existem nuvens de cristais de gelo, metano e amônia em suspensão, que lhe conferem a cor verde-azulada. Possui um conjunto de anéis finos e escuros, provavelmente constituídos por fragmentos de rocha.
Netuno, o último dos planetas gigantes: Netuno é o quarto maior planeta do Sistema Solar e o terceiro maior em massa. Netuno foi o primeiro planeta encontrado por uma previsão Matemática, em vez de uma observação empírica. Inesperadas mudanças na órbita de Urano levaram os astrônomos a deduzir que sua órbita estava sujeita a perturbação gravitacional por um planeta desconhecido. Subsequentemente, Neptuno foi encontrado, a um grau da posição prevista.
Ficheiro:Neptune.jpg
Netuno tem uma tempestade do tamanho da Terra, alimentado por ventos selvagens de 1.500 km/h. O Curioso é que ninguém sabe o que que causa esses enormes ventos.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Descoberto Possível Sistema Solar com Sete Planetas


Descoberto Possível Sistema Solar com Sete Planetas
Os astrônomos podem ter descoberto um sistema solar semelhante ao nosso, usando dados do telescópio Kepler.
Duas equipes independentes de astrônomos publicaram um paper no arXiv sobre a estrela KIC 11442793 – possuindo sete planetas em órbita – até agora é um recorde de planetas que foram encontrados orbitando uma estrela que não seja o Sol. O sistema solar fica a cerca de 2.500 anos-luz da Terra na direção da constelação de Draco.
Dos planetas que orbitam à KIC 11442793, dois deles possuem tamanhos aproximados com a da Terra, três super-Terras e dois corpos muito maiores. Como o nosso próprio sistema solar, os planetas menores orbitam mais perto da estrela, enquanto os planetas maiores ficam distantes, uma rara observação que os astrônomos discutem. Ao contrário do nosso sistema solar, o planeta mais afastado do sistema KIC 11442793, orbita a estrela mais ou menos a distância em que a Terra orbita o Sol – isso significa que o sistema de sete planetas é extremamente compacto.
O que também torna esta descoberta diferente, é que os astrônomos amadores usaram dados do Kepler para localizar o sétimo planeta do KIC 11442793.
Paper publicado no ArXiv: http://arxiv.org/abs/1310.5912

Cientistas Descobrem Primeiro Planeta Rochoso Semelhante ao Tamanho da Terra


Kepler-78b é cerca de 20% maior do que a Terra e é 70% mais massivo. Créditos da Imagem: David A. Aguilar.
Kepler-78b é cerca de 20% maior do que a Terra e é 70% mais massivo.
Créditos da Imagem: David A. Aguilar.
Os astrônomos descobriram o primeiro planeta do tamanho da Terra fora do sistema solar, com uma composição rochosa semelhante a da Terra. O planeta Kepler-78b orbita em torno de sua estrela-mãe a cada 8,5 horas, tornando-se um inferno ardente e impossibilitando à existência da vida como a conhecemos. Os resultados foram publicados em dois artigos na revista Nature.
“A notícia chegou em grande estilo com a mensagem: ‘Kepler-10b tem um irmão mais novo’, disse Natalie Batalha, cientista da missão Kepler no Centro de Pesquisas Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia. Natalie liderou a equipe que descobriu o Kepler-10b, um planeta maior, mas também rochoso identificado pela sonda Kepler.
“A mensagem expressa a alegria de saber que a família de exoplanetas Kepler está crescendo”, reflete Natalie. “Ele também fala de progresso. As equipes Doppler estão atingindo maiores precisões, medindo massas de planetas menores em cada turno. Isto é bom para o objetivo mais amplo de um dia encontrar evidências de vida fora da Terra.”
Kepler-78b foi descoberto usando dados do telescópio espacial Kepler, da NASA, que há quatro anos, simultaneamente e continuamente têm monitorado mais de 150 mil estrelas à procura de mergulhos reveladores que revelam o brilho causado pelos cruzamentos e/ou trânsitos planetários.
Concepção de um artista de Kepler-78b orbita sua estrela-mãe a cada 8,5 horas. Crédito: David A. Aguilar (CfA)
Concepção Artística do Kepler-78b – Ele orbita sua estrela-mãe a cada 8,5 horas.
Créditos da Imagem: David A. Aguilar.
Duas equipes de pesquisa independentes utilizaram telescópios terrestres para confirmar e caracterizar Kepler-78b. Para determinar a massa do planeta, as equipes empregaram o método de velocidade radial para medir o quanto o puxão gravitacional de um planeta em órbita de sua estrela-mãe provoca. Kepler, por outro lado, determina o tamanho ou o raio de um planeta pela quantidade de luz estelar bloqueada (quando ele passa em frente de sua estrela hospedeira).
O Kepler-78b é o primeiro a ter uma medida de massa e tamanho semelhante com a da Terra. Com ambas as quantidades conhecidas, os cientistas podem calcular a densidade e determinar do que o planeta é feito.
O Kepler-78b é 1,2 vezes o tamanho da Terra e 1,7 vezes mais massivo, resultando em uma densidade semelhante a da Terra. Isto sugere que o Kepler-78b também é feito principalmente de rocha e ferro. Sua estrela é um pouco menor e menos massiva que o Sol e está localizado a cerca de 400 anos-luz da Terra na constelação de Cygnus.
[NASA]