domingo, 17 de novembro de 2013

Datação relativa das rochas e tempo geológico

Datação relativa das rochas


Para conseguir estabelecer a ordem cronológica pela qual as formações geológicas se constituíram é essencial conhecer a idade dos estratos e dos fósseis. Há séculos que os geólogos determinam a idade relativa das rochas, ou seja, se as rochas são mais velhas, mais novas ou da mesma idade, umas em relação às outras, aplicando princípios gerais da estratigrafia.

estratigrafia é, portanto, o ramo da Geologia que se ocupa do estudo das rochas sedimentares e das suas relações espaciais e temporais.



Princípio da sobreposição:
 numa sequência estratigráfica sedimentar não deformada, os estratos mais antigos são os que localizam por baixo e os mais recentes são os que se localizam por cima.




Princípio da continuidade lateral:
 um estrato sedimentar permanece lateralmente igual a si próprio ou varia de um modo contínuo.





Princípio da identidade paleontológica:
 admite que os grupos de fósseis aparecem numa ordem definida e que se pode reconhecer um período do tempo geológico pelas características dos fósseis. Estratos que apresentem fósseis idênticos são da mesma idade. Estes são fósseis de idade, correspondentes a seres vivos que viveram durante intervalos de tempo curtos e que tiveram uma grande área de dispersão.




Princípio da intersecção e princípio da inclusão:
 toda a estrutura que intersecta outra é mais recente do que ela.
















Reflexão:No final desta matéria, podemos concluir que podem ser utilizados diferentes principios para fazer a datação relativa de formações geológicas. Através de princípios básicos, os geólogos conseguem interpretar os estratos sedimentares e conhecer as histórias que estes albergam, nomeadamente sobre formas de vida do passado da Terra e também sobre os grandes conhecimentos geológicos!

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Escala do tempo geológico


Combinando técnicas de datação absoluta e de datação relativa, os geólogos determinaram a sequência cronológica dos acontecimentos que marcaram, ao longo dos tempos, a história da Terra. A partir desta sequência construíram aescala de tempo geológico.

A escala dos tempos geológicos está organizada em quatro grandes categorias hierárquicas de unidades de tempo: eons, eras, períodos, e épocas, sendo o eon a unidade maior.



A escala do tempo geológico tem várias divisões com diferentes amplitudes. Entre essas divisões situam-se as Eras.

Os Eons encontram-se acima das Eras.
As Eras encontram-se divididas em unidades menores chamadas períodos, cujos se subdividem em épocas.



Reflexão:

Esta escala reúne o trabalho de várias gerações de geólogos, pois foi baseada essencialmente na datação relativa das rochas e informações recolhidas em afloramentos por todo o mundo. Assim, podemos afirmar que cada intervalo nesta escala está correlacionado com um conjunto de rochas e fósseis característicos.

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Combustíveis fósseis


Os carvões e os hidrocarbonetos (betumes, petróleos e gás natural) são combustíveis fósseis pois foram originados a partir da decomposição de restos de seres que se acumularam, no passado, em determinados locais do planeta, devido às condições ambientais aí existentes. Isto porque, ao analisar estes materiais percebe-se que têm na sua constituição vestígios de plantas, concluindo-se que a matéria inicial foi, principalmente, proveniente de seres vivos fotossintéticos. Então, na combustão do carvão ou de produtos petrolíferos é utilizada a energia que foi armazenada pela fotossíntese há milhões de anos. Por isso se diz que estas substâncias são combustíveis fósseis, uma vez que representam a energia solar captada, transformada, armazenada e preservada durante milhões de anos.


Carvões
Resultaram da acumulação e posterior decomposição, em meios muito especiais que se caracterizam por condições anaeróbias e são ambientes lagunares costeiros ou meios lacustres. Podem ser:


Turfas:
Formam-se em ambientes continentais geralmente pantanosos, de difícil drenagem de água, permitindo a existência de um ambiente anaeróbio imprescindível para a degradação lenta dos restos de vegetais pelos decompositores anaeróbios.


Carvões húmicos:
 Carvão resultante da acumulação de plantas que durante a incarbonização passaram por uma fase húmica. Os carvões húmicos dividem-se em carvões de cutina, constituídos por restos de folhas, esporos e pólenes, e carvões lenho-celulósicos, constituídos a partir dos tecidos lenhosos e celulose. Os mais importantes destes tipos de carvões são a turfa, o lignite, carvões betominosos e o antracite.




Hidrocarbonetos
Os hidrocarbonetos podem apresentar-se no estado sólido (betumes), líquido (petróleo) e gasoso (gás natural).


Petróleo:
 já foi considerado uma rocha sedimentar biogénica, embora, actualmente, não seja classificado como tal. Forma-se a partir de matéria orgânica de origem aquática, em especial organismos microscópios.




A morte dos organismos aquáticos leva à deposição da matéria orgânica no fundo de um ambiente sedimentar onde sofre decomposição parcial, pelo facto de o ambiente ser anaeróbio ou do ambiente ser rapidamente coberto por sedimentos. A continuação da sedimentação leva ao afundimento da matéria orgânica que é sujeita ao aumento da temperatura e da pressão. Ao longo do tempo, as propriedades físicas e quimicas da matéria orgânica vão sendo alteradas e esta é convertida em hidrocarbonetos liquidos, como o petróleo, e alguns gasosos, como o gás natural.

A evolução descrita ocorre na rocha-mãe que é uma rocha de granulometria fina. A baixa densidade dos hidrocarbonetos faz com que migrem da rocha-mãe, acumulando-se numa rocha-armazém que é porosa permeável, argilosa ou salina, que impede a migração do petróleo até à superficie, mas não o consegue acumular, designando-se rocha-cobertura.



Armadilhas petrolíferas: são estruturas geológicas favoráveis à acumulação de petróleo, que impedem a sua migração até à superficie. Assim, o petróleo não é perdido e pode ser explorado de forma rentável. As armadilhas petroliferas podem ser estruturais ou estratigráficas. As primeiras são o resultado de movimentos de origem tectónica, como dobras ou falhas.



Reflexão:
Os combustíveis fósseis são considerados como uma fonte de energia não renovável, bastante poluidora para o meio ambiente. O impacto dos combustíveis fósseis no ambiente é prejudicial. A sua queima origina produtos de combustão, que poluem o ar anível local e regional, entre os quais o dióxido de carbono, que contribui para o efeito de estufa a nível global, o qual está na origem das alterações climáticas. Deste modo, devem ser tomadas medidas e desenvolvidas novas tecnologias, que se baseiem nas energias renováveis, tudo isto, deve ser acompanhado de uma mudança de mentalidade de todos.


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Bacias Hidrográficas

A topografia de uma região, o clima e a força da gravidade são as principais condicionantes do trajecto dos cursos de água. A região em que a água das chuvas contribui para alimentar um rio constitui a bacia hidrográfica e os rios que a ocupam constituem a rede hidrográfica (conjunto de todos os cursos de água, mais ou menos organizado).




A água de precipitação, que cai na bacia hidrográfica, é recolhida pela rede hidrográfica, que a transporta de uns rios para outros até chegar ao rio principal, que a conduzirá ao mar. Há rios que transportam água todo o ano e possuem um caudal abundante, enquanto outros só têm água depois da época das chuvas, são os chamados rios sazonais.Os rios modelam a paisagem criando formas de relevo muito diferentes na superfície que atravessam.


No seu percurso, desde a nascente até à foz, o rio desenvolve um trabalho de desgaste dos terrenos por onde passa, de transporte dos materiais arrancados e de acumulação desses materiais em planícies aluviais. Este processo designa-se por erosão fluvial.


Os cursos de água tendem a correr em espaços mais ou menos bem determinados, que se designam por leitos. Os limites laterais do rio designam-se por margens e relacionam-se com o leito aparente. Tendo em consideração as características topográficas e a variação sazonal dos caudais, nos cursos de água das regiões temperadas podem distinguir-se, normalmente, várias secções ou leitos.





Na fase inicial ou no curso superior, os rios correm geralmente entre montanhas, o declive dos terrenos é muito acentuado e a força das águas é muito significativa. O desgaste na vertical é acentuado e os vales apresentam vertentes abruptas, os vales são em V fechado, nesta fase podem surgir cataratas e rápidos.


No curso médio, o declive do terreno não é tão acentuado, o desgaste faz-se na horizontal, alargando o leito do rio, formam-se vales mais abertos. Na fase final, no curso inferior, o rio perde velocidade e dá-se a deposição dos materiais (aluviões) que o rio transportou durante o seu percurso. Formam-se vales em caleira e as planícies aluviais. Quando o rio atravessa uma planície pode desenvolver curvas chamadas meandros. Estes surgem porque o rio desgasta as margens côncavas e acumula nas margens convexas.





Os deltas formam-se geralmente em locais onde as marés e as correntes marinhas têm pouca força. A escassa força das águas do mar faz com que a corrente vá depositando os aluviões junto à foz, construindo um depósito de sedimentos de forma triangular.





Os estuários formam-se em locais onde a força das marés e das correntes marítimas é intensa. A água arrasta os aluviões até zonas muito afastadas da foz e deposita-os no fundo do oceano. Como o estuário comunica abertamente com o mar ou com o oceano, produz-se nessas zonas uma mistura de águas e de sedimentos tornando-as ricas biologicamente.




É no troço terminal que se desenvolvem, em rios mais evoluídos, extensas planícies formadas pela acumulação de sedimentos depositados nesses rios ao longo da sua existência. Essas superfícies designam-se por planícies de inundação, porque se formam precisamente pela inundação das áreas correspondentes, devido ao transbordo das águas fluviais e consequente deposição de sedimentos.

As planícies de inundação definem um leito maior, de cheia, em contraste com um leito menor, normal, delimitado pelas margens habituais. Define-se, na estação seca, um leito de estiagem, quando a falta de água faz emergir os sedimentos do leito menor.




Reflexão:

Os rios são correntes de águas superficiais cuja velocidade e área que cobrem (leito) variam com o regime das chuvas. O leito de cheia ocorre em situações de forte precipitação.
O rio principal com os seus afluentes e subafluentes formam a rede hidrográfica e a área drenada por esta rede constitui a bacia hidrográfica.
A actividade geológica de um rio compreende: a erosão, o transporte e a deposição de sedimentos. A acção erosiva é maior junto à nascente, onde os desníveis são maiores e o fluxo da água é maior. O transporte ocorre ao longo de todo o perfil longitudinal. A deposição acontece em maior escala em troços de menor energia das águas normalmente junto à foz.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bacia_hidrogr%C3%A1fica

Os fosseis

Os fosseis são considerados na actualidade restos ou vestígios de seres vivos que viveram à algum tempo atrás e que foram contemporâneos da génese da rocha que os contém.

A existência de partes duras nos organismos e a sua inclusão imediata em sedimentos finos são factores que favorecem a fossilização.

Os fósseis que permitem datar as rochas ou estratos em que estão presentes designam-se fósseis de idade. Os seres vivos habitaram a Terra durante um curto período de tempo e tiveram uma grande área de dispersão.

Quando os fósseis permitem a percepção do ambiente de formação da rocha em que se encontram, designam-se Fósseis de fácies.

O conjunto de processos que levam à preservação de restos ou vestígios de organismos nas rochas designa-se fossilização.

Processos de fossilização:

Mumificação: a matéria orgânica do ser vivo é conservada, devido à sua inclusão num meio asséptico, como, por exemplo, resina, gelo ou alcatrão. Ex.: insectos envolvidos em âmbar;



Mineralização:
 comum na fossilização de partes duras, como conchas e ossos. Neste processo ocorre substituição da matéria orgânica por matéria mineral. Ex.: troncos silicificados.



Incrustação: Ocorre quando substâncias trazidas pelas águas que se infiltram no subsolo depositam em torno do animal ou planta, revistindo-o, como por exemplo acontece em animais que morreram no interior das cavernas.
Os materiais mais comuns são:
  • Calcite
  • Pirite
  • Limonite
  • Silica

Moldagem/Impressão: o organismo é moldado pelos sedimentos que o envolvem, formando-se moldes internos e/ou externos. As estruturas do organismo podem desaparecer por completo, restando, apenas, os seus moldes. Quando a moldagem ocorre em estruturas finas, como as asas de insectos, o processo designa-se impressão. Ex.: moldes de conchas de amonite;



Marcas fósseis:
 são vestígios da actividade do organismo. A marca deixada pelo organismo é preservada, por moldagem, por exemplo. Ex.: pegadas de dinossauro.




Reflexão:

Podemos concluir que o estudo dos fósseis é bastante importante para conhecer o passado da história da Terra, bem como determinar a idade relativa de várias sequências estratigráficas.

Para o estabelecimento da idade relativa dos estratos são fundamentais determinados Princípios, como o princípio da sobreposição, o princípio da continuidade e o princípio da idade paleontológica.

Durante o século XIX e XX os geólogos organizaram uma escola do tempo geológico, considerando diferentes unidades temporais, que correspondem a determinadas formações estratigráficas.


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Minerais

Minerais


Minerais: são definidos como substâncias sólidas, inorgânicas, de formação natural, com composição que tanto pode ser fixa como variável em determinada amplitude e segundo uma estrutura atómica característica.



A composição característica e a estrutura atómica de um mineral são dadas pelas propriedades físicas, como forma cristalina, cor e brilho. Para identificar os minerais, é importante verificar o modo pelo qual os cristais são formados e definidos.






Mineralóides: São substâncias que por não serem inorgânicas ou homogéneas, cristalizadas ou naturais não são minerais.



O âmbar, a opala e o petróleo são alguns exemplos de mineralóides.
Reflexão:

Os minerais apresentam estruturas bastante peculiares porque podem ter a mesma composição química e serem minerais bastante diferentes. Isto deve-se à forma como estão organizados. Um exemplo desta situação é a grafite e o diamante.

Propriedades químicas dos minerais


A maioria das espécies minerais é constituída por dois ou mais elementos que se combinam entre si, de acordo com as suas afinidades químicas. Os minerais constituídos apenas por um elemento químico – elementos nativos– são raros. Estão neste caso o ouro, a prata, o diamante, o enxofre e o cobre.



A classificação de Dana e Hurlbut, de 1960, divide os minerais em oito grupos, de acordo com o anião dominante. O quadro abaixo esquematiza esta classificação evidenciando, ainda, a percentagem de espécies por grupo e a sua abundância na crosta terrestre.



Testes químicos que podem ser realizados para identificar os minerais.

  • Teste do sabor salgado para a determinação da presença da halite (NaCl).

  • Teste da efervescência pelo contacto com um ácido. Por exemplo, carbonatos como a calcite reagem com os ácidos libertando CO2, o que provoca efervescência. Este fenómeno ocorre a frio em determinados minerais e a quente noutros.

  • Teste do cheiro – por exemplo, o argilito e argilas cheiram a barro quando bafejados.







Reflexão:
Depois de determinadas as propriedades fisicas e quimicas dos minerais, podemos fazer a sua identificação utilizando chaves dicotómicas ou consultando tabelas, em que estão registadas as principais características dos diferentes minerais. Existem também programas de software que permitem a identificação de minerais, considerando as suas propriedades.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mineral
Cor dos minerais

A cor de um mineral deve ser observada numa superfície de fractura recente, à luz natural. A cor depende da absorção, pelos minerais, de certos comprimentos de onda do espectro solar quando este incide sobre eles.


Há minerais que apresentam sempre a mesma cor, qualquer que seja a amostra observada – minerais idiocromáticos – enquanto que outros, como o quartzo, podem apresentar diversas cores – minerais alocromáticos. A propriedade alocromática de alguns minerais deve-se à presença de elementos estranhos à sua composição.


Fig. 1 - Minerais com cor constante (idiocromáticos)


Fig. 2 - Mineral com cor variável, ou seja, não constante (alocromático).
Brilho

É o modo como o mineral reflecte a luz natural em superfícies não alteradas. É hábito considerar dois tipos de brilho: metálico e não metálico.

Por vezes usa-se o termo submetálico para designar o brilho de alguns minerais que têm brilho semelhante ao metálico, mas menos intenso.


Traço ou risca


O traço ou risca é a cor que um mineral apresenta quando reduzido a pó. Obtém-se normalmente por fricção sobre uma porcelana fosca que é muito dura. Em regra os minerais alocromáticos têm risca clara ou incolor e os minerais idiocromáticos não metálicos têm risca igual à sua cor; se forem minerais de brilho metálico a risca tende a ser negra. Esta propriedade é importante pois, mesmo que a cor do mineral varie, a risca, normalmente, mantém-se constante, podendo em certos casos, ser diferente da própria cor do mineral (ex. hematite).



Dureza 

A dureza (H) de um mineral é a resistência que ele oferece ao ser riscado por outro. A escala de dureza mais utilizada é a escala de Mohs, constituída por 10 termos.


A dureza de um mineral é igual à do mineral da escala, se se riscam mutuamente. Se o mineral em causa riscar determinado termo e não riscar o imediatamente a seguir, então a sua dureza estará compreendida entre os dois termos.




Clivagem 

A clivagem é uma propriedade física de um mineral que consiste em dividi-lo, por aplicação de uma força, segundo superfícies planas e brilhantes, de direcções bem definidas e constantes.

Os planos de clivagem correspondem a superfícies de fraqueza da estrutura cristalina dos minerais, daí que se possa afirmar que esta propriedade é uma consequência directa da geometria da malha espacial e das forças de ligação química.

Alguns minerais apresentam clivagem fácil como, por exemplo, a calcite e asmicas; outros dificilmente a manifestam. 




Densidade

A densidade (d) de um mineral depende da sua estrutura cristalina, nomeadamente da natureza dos seus constituintes e do seu arranjo, mais ou menos compacto.


Reflexão:
Estas características ajudam-nos a identificar os minerais e a classificá-los, mediante vários critérios. Estes dados têm um papel fundamental para uma melhor compreensão do Planeta Terra, mais especificamente da sua crusta.

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Meteorização das rochas

A meteorização física ou mecânica consiste na fragmentação da rocha em pedaços cada vez mais pequenos - sem que ocorram transformaçõesquímicas que alterem a sua composição.
A meteorização física predomina em zonas do Globo geladas e desérticas.

Exemplos da meteorização física:

Efeito do gelo - crioclastia
A água que penetra nos interstícios e poros da rocha, pode congelar, por abaixamento da temperatura, aumentando assim o seu volume. Exerce, consequentemente, uma pressão que provoca o alargamento das fissuras e a desagregação da rocha.




Actividade biológica
As sementes, germinam em fendas das rochas, originando plantas cujas raízes se instalam nessas fendas, abrindo-as cada vez mais e contribuindo para a separação dos blocos. Alguns animais cavam galerias nas rochas, favorecendo a desagregação.



Acção mecânica da água e do vento
As águas de escorrência deslocam os sedimentos mais finos, formando colunas que ficam protegidas pelos detritos maiores. Essas colunas chamam-se de chaminés-de-fadas. A água e o vento também transportam detritos que chocam com as rochas, acelerando desgaste.




Termoclastia
As variações de temperatura provocam dilatações e contracções alternadas dos minerais, que reagem de diferentes modos por terem diferentes coeficientes de dilatação.


Esfoliação - Alívio de pressão
As rochas formadas em profundidade, quando afloram à superfície, expandem-se formando diáclases paralelas que favorecem a separação do maciço rochoso.


Reflexão:
A meteorização química e física entreajudam-se, reforçando-se uma à outra. Quanto mais rápido for o decaimento, maior se torna o enfraquecimento dos fragmentos e mais susceptível a rocha é de se quebrar; quanto menores forem os fragmentos, maior a superfície disponível para o ataque químico e mais rápido se torna o decaimento.

16 DE MARÇO DE 2010

Meteorização química


Meteorização Química: consiste na transformação química dos minerais existentes numa rocha devido à acção da água e dos gases atmosféricos(oxigénio e dióxido de carbono), e por produtos da actividade dos seres vivos.

temperatura também é importante na alteração química, pois influencia a velocidade das reacções. Muitos dos minerais constituintes das rochas são estáveis no ambiente em que se formaram, mas tornam-se instáveis nas novas condições superficiais. Nessas condições os minerais transformam-se noutros mais estáveis, e noutros casos, são dissolvidos completamente deixando de fazer parte da constituição da rocha.



  • Hidrólise são reacções de alteração química que envolvem água. Leva à formação de novos minerais com desintegração do mineral original( ex.: feldspato dá lugar a minerais de argila);




  • Oxidação: ocorrem reacções de oxirredução nos minerais (ex.: aparecimento de ferrugem);


  • Carbonatação: as águas acidificadas (resultantes, por exemplo, da interacção da água com o dióxido de carbono atmosférico) podem reagir com minerais, formando produtos solúveis. No caso em que o ácido carbónico reage com o carbonato de cálcio, são removidos, em solução, iões cálcio e iões hidrogenocarbonato.


  • Erosão: após a meteorização, as partículas degradas vão ser removidas dos locais onde foram originadas pelos agentes erosivos, para depois sofrerem transporte.



Reflexão:
Os minerais não reagem do mesmo modo aos agentes de meteorização química, há minerais que se alteram e desaparecem rapidamente. As alterações químicas dependem também das condições ambientais, pois a meteorização química é muito mais rápida e intensa em regiões de clima quente e húmido.

Meteorização das rochas e erosão


Meteorização: processo de alteração e desagregação das rochas em resultado da acção de agentes da geodinâmica externa (água, vento, ar, mudanças de temperatura e seres vivos).Alguns aspectos estruturais das rochas podem favorecer a meteorização como a existência de diaclases ou superfícies de fractura, uma vez que as zonas da bordadura da rocha tornam-se mais frágeis. A fragmentação resultante aumenta a superfície exposta aos agentes de meteorização.





As rochas de um modo geral, expostas aos agentes da geodinâmica externa, experimentam, simultaneamente, dois tipos de transformações. Uma alteração química, designada por meteorização química, em que certos minerais dão lugar a outros mais estáveis em diferentes condições ambientais, e uma desagregação mecânica – meteorização física, que pode não estar necessariamente relacionada com a alteração mineralógica.

Reflexão:
Em consequência da meteorização, as rochas vão sendo desagregadas e alteradas. Os materiais resultantes da meteorização podem ser removidos do local, remoção essa denominada por erosão.

Rochas Sedimentares

A maior parte das rochas que recobre a crusta terrestre é de índole sedimentar. O processo de formação destas rochas é particular, conferindo às mesmas características que lhes atribuem uma importância acrescida na datação de formações geológicas e na reconstrução de paleoambientes.


A génese das rochas sedimentares implica duas etapas fundamentais:

  • Sedimentogénese: elaboração dos materiais que as vão constituir até à sua deposição;

  • Diagénese: evolução posterior dos sedimentos, conduzindo à formação de rochas consolidadas.





Negrito

Sedimentogénese:
  • Meteorização: As rochas pré-existentes são alteradas física e químicamente;

  • Erosão: Os sedimentos resultantes da meteorização são removidos;

  • Transporte: Os sedimentos resultantes da erosão são transportados a curta, média ou longa distância;

  • Deposição: Quando as condições do meio são propícias os sedimentos depositam-se.






Diagénese:




  • Compacção: Os sedimentos tornam-se mais compactos à medida que há deposição de sucessivas camadas, apresentando uma posição próxima da horizontal;

  • Cimentação: Os diferentes sedimentos ficam unidos formando uma rocha compacta.


Reflexão:
Cerca de 80% dos materiais que constituem as rochas sedimentares são provenientes de rochas pré-existentes, embora haja sedimentos com outras origens.
As rochas sedimentares cobrem 75% da superfície terrestre, no entanto, ocupam uma posição modesta na constituição da crustra terrestre, pois apresentam apenas 5% do volume.

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Classificação da Rochas Sedimentares 
Não é fácil classificar as rochas sedimentares devido à diversidade de materiais e de processos que intervêm na sua formação. No entanto podem-se considerar três tipos: as rochas detríticas, as quimiogénicas e as biogénicas.


Rochas Sedimentares detríticas
As rochas detríticas formam-se a partir de fragmentos sólidos, isto é, detritos obtidos a partir de outras rochas pré-existentes, por processos demeteorização e erosão.

As rochas detríticas distinguém-se atendendo ao tamanho dos detritos (estabelecendo-se por isso escalas granulométricas, como a de Udden eWentworth), atendendo à sua composição, distribuição e morfologia. A tabela seguinte sintetiza as características de algumas rochas detríticas.



Rochas Sedimentares Quimiogénicas
São rochas sedimentares resultantes de sedimentos químicos. São formadas, essencialmente, por minerais de neoformação resultantes da precipitação de substâncias em solução ou por evaporação do solvente (água).

A precipitação de materiais dissolvidos, pode ocorrer devido à evaporação da água ou devido à alteração de condições da solução, como por exemplo, a variação da pressão ou da temperatura.
As rochas formadas por cristais que precipitam durante a evaporação da água têm textura cristalina e designam-se por evaporitos.



Evaporitos

Podem surgir a partir de águas marinhas retidas em lagunas ou nos mares e em lagos no interior de áreas continentais áridas (elevadas taxas de evaporação).
Á medida que ocorre a evaporação, precipitam, em primeiro lugar, os sais menos solúveis e depois, sucessivamente os mais solúveis, formando-se sequencias de evaporitos.

Exemplos: gesso e sal-gema.



Rochas Carbonatadas
As rochas carbonatadas resultam da precipitação do carbonato de cálcio das águas gasocarbónicas, a partir do hidrogenocarbonato de cálcio nelas dissolvido.
CO2+H2O->H2CO3

Reacção do dióxido de carbono com água, formando ácido carbónico.
H2CO3+CaCO3->(HCO3)2Ca

Reacção da calcite (insolúvel) com a ácido carbónico, transformando-se num produto solúvel (hidrogenocarbonato de cálcio).
(HCO3)2Ca->CaCO3+CO3+CO2+H2O
Se a quantidade de dióxido de carbono baixar no meio a calcite precipita.

Rochas sedimentares biogénicas

Muitas rochas sedimentares resultam, total ou parcialmente, da actividade directa ou indirecta de organismos vegetais ou animais, sendo conhecidas por rochas biogénicas.Dentro das rochas biogénicas incluem-se os carvões, oscalcários biogénicos e os petróleos.
Carvões: resultam da decomposição lenta de restos de plantas superiores em ambientes aquáticos pouco profundos e pouco oxigenados.


Calcários biogénicos: formam-se pela precipitação provocada pela actividade dos seres vivos (ex. fotossintética) de carbonato de cálcio, com formação do mineral calcite. É o caso do calcário recife de coral e do calcário conquífero.

Reflexão: Assim, podemos concluir que o estudo das rochas biogénicas é muito importante, pois podem conter fósseis e, portanto, revelam-nos a história da terra a diferentes níveis. Além disso, fornecem-nos dados sobre os seus ambientes de formação e também sobre os vestígios de seres vivos que albergam.

http://sites.google.com/site/geologiaebiologia/rochas-sedimentares/classificao-das-rochas-sedimentares


Transporte e sedimentação



Transporte

Os materiais resultantes da meteorização das rochaspodem ficar acumulados no local de origem, formando depósitos residuais, mas na maior parte dos casos são transportados, principalmente,pela água e pelo vento para outros locais.


Modificações sofridas pelos sedimentos

Arredondamento: os detritos, devido ao choque entre eles, vão perdendo as arestas e vértices, ficando a superfície progressivamente lisa e curva. Pelo grau de arredondamento, pode analisar-se a duração do transporte.




Granosselecção: as partículas são seleccionadas e separadas consoante o seu tamanho, forma e densidade. Um sedimento considera-se bem calibrado quando os detritos têm, aproximadamente, o mesmo tamanho.




Sedimentação


Quando o agente transportador perde energia, os materiais, depositam-se, contribuindo, então, para a formação de sedimentos. O processo de deposição dos materiais designa-se de sedimentação.





A deposição dá-se em regra, segundo camadas sobrepostas, horizontais e paralelas, principalmente se a sedimentação ocorre em ambiente aquático.As diferentes camadas denominam-se estratos. As superfícies aproximadamente planas, que separam diferentes estratos denominam-se superfícies de estratificação. A superfície superior ao estrato denomina-se tecto e a que fica por baixo é chamada muro.

Reflexão:
Após o estudo, verificamos que o transporte dos materiais pode ocorrer em solução ou sob a forma de fragmentos sólidos de diferentes dimensões.
A sedimentação pode ocorrer em ambientes terrestres, mas ela é, principalmente, importante em ambientes aquáticos, nomeadamente nos cursos de água, nos lagos e nos mares. Os materiais transportados em soluçãosedimentam após a precipitação.
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Transporte e Sedimentação

Os materiais resultantes da meteorização das rochaspodem ficar acumulados no local de origem, formando depósitos residuais, mas na maior parte dos casos são transportados, principalmente,pela água e pelo vento para outros locais.


Modificações sofridas pelos sedimentos


Arredondamento: os detritos, devido ao choque entre eles, vão perdendo as arestas e vértices, ficando a superfície progressivamente lisa e curva. Pelo grau de arredondamento, pode analisar-se a duração do transporte.





Granosselecção: as partículas são seleccionadas e separadas consoante o seu tamanho, forma e densidade. Um sedimento considera-se bem calibrado quando os detritos têm, aproximadamente, o mesmo tamanho.





Sedimentação


Quando o agente transportador perde energia, os materiais, depositam-se, contribuindo, então, para a formação de sedimentos. O processo de deposição dos materiais designa-se de sedimentação.







A deposição dá-se em regra, segundo camadas sobrepostas, horizontais e paralelas, principalmente se a sedimentação ocorre em ambiente aquático.As diferentes camadas denominam-se estratos. As superfícies aproximadamente planas, que separam diferentes estratos denominam-se superfícies de estratificação. A superfície superior ao estrato denomina-se tecto e a que fica por baixo é chamada muro.

Reflexão:
Após o estudo, verificamos que o transporte dos materiais pode ocorrer em solução ou sob a forma de fragmentos sólidos de diferentes dimensões.
A sedimentação pode ocorrer em ambientes terrestres, mas ela é, principalmente, importante em ambientes aquáticos, nomeadamente nos cursos de água, nos lagos e nos mares. Os materiais transportados em soluçãosedimentam após a precipitação.
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Fonte: http://terra-online.blogspot.com.br