domingo, 17 de novembro de 2013

Evolução

Neodarwinismo

Neodarwinismo também é conhecido por Teoria Sintética da Evolução.

Questões não esclarecidas pelo darwinismo:
  • Como surge uma variação?
  • Como é transmitida uma variação hereditária?

Neodarwinismo – reformulação do darwinismo à luz dos conhecimentos da genética.


A teoria sintética da evolução admite que as populações constituem unidades evolutivas e apresentam variabilidade genética sobre a qual a selecção natural actua.


A variabilidade resulta das mutações e da recombinação genética (meiose e
fecundação).


Mutações - alterações bruscas do património genético, podendo ocorrer a nível dos genes – mutações génicas – ou envolver porções significativas de cromossomas – mutações cromossómicas.


Recombinação génica – é outra fonte da variabilidade genética e resulta de dois fenómenos: a meiose e a fecundação.


É principalmente a recombinação genética que cria a variabilidade, favorecendo o aparecimento de uma multiplicidade de diferentes combinações de genes.



Selecção natural e genética:

A selecção natural não actua sobre genes isoladamente mas sim sobre indivíduos com toda a sua carga genética.




As populações são formadas por indivíduos que podem ser, mais ou menos, semelhantes entre si. Quanto maior for a diversidade de indivíduos de uma determinada população, maior será a probabilidade de essa população sobreviver se ocorrerem alterações ambientais. Isto porque maior será a probabilidade de existirem indivíduos com características que os tornem mais aptos para esse novo ambiente.


Em oposição, as populações com uma baixa diversidade, embora possam estar muito bem adaptadas a um determinado ambiente, podem ser rapidamente eliminadas se ocorrerem modificações ambientais.


População - conjunto de indivíduos de uma espécie que vivem numa determinada área, num dado intervalo de tempo e que se cruzam entre si, partilhando o mesmo fundo genético.


Fundo genético – conjunto de todos os genes presentes numa população num dado momento.





população é a unidade evolutiva.


Factores que contribuem para a alteração do fundo genético:
  • Mutações;
  • Migrações;
  • Deriva genética;
  • Cruzamentos ao acaso;
  • Selecção natural

Todos estes factores podem actuar sobre o fundo genético de uma população, modificando-o. São capazes de produzir alterações significativas do fundo genético de forma a promover fenómenos evolutivos.


Reflexão:
A Teoria Sintética da Evolução ou Neodarwinismo foi formulada por vários pesquisadores durante anos de estudos, tomando como essência as noções de Darwin sobre a selecção natural e incorporando noções actuais de genética. A contribuição individual da genética mais importante, extraída dos trabalhos de Mendel, substituiu o conceito antigo de herança através da mistura de sangue pelo conceito de herança através de partículas: os genes.


http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/evolucao-dos-seres-vivos/teoria-sintetica-da-evolucao.php

10 DE JANEIRO DE 2010

Darwinismo



Darwinismo -
 teoria explicativa da biodiversidade baseada na actuação da selecção natural sobre a variabilidade dos indivíduos.

Darwin - Naturalista inglês, desenvolveu a teoria evolucionista mais credível para explicar a origem das espécies. Recolheu dados ao longo de mais de 20 anos, com destaque para a sua viagem à volta do mundo, a bordo de Beagle, com passagem pelas ilhas Galápagos, que lhe permitiram propor a selecção natural como o mecanismo essencial que dirige a evolução.


De acordo com o Darwinismo, os seres vivos mais aptos sobrevivem e reproduzem-se espalhando na Natureza os caracteres mais favoráveis. Visto que o ambiente não possui os recursos necessários para a sobrevivência de todos os indivíduos, deverá ocorrer uma luta pela sobrevivência durante a qual serão eliminados os menos aptos.



A teoria de Darwin pode ser resumida da seguinte forma: 

  • Os indivíduos de uma determinada espécie apresentam variabilidade das suas características (cor, forma, tamanho, etc.);

  • As populações têm tendência a crescer segundo uma progressão geométrica, produzindo mais descendentes do que aqueles que acabam por sobreviver;





  • Entre os indivíduos de uma determinada população estabelece-se uma luta pela sobrevivência, devido à competição pelo alimento, pelo espaço e outros factores ambientais. Assim, em cada geração, um número significativo de indivíduos é eliminado;

  • Alguns indivíduos apresentam características que são favoráveis à sua sobrevivência no meio em que se encontram. Os indivíduos que não apresentarem características vantajosas, resultantes da variação natural, vão sendo progressivamente eliminados. Assim, ao longo de gerações, a Natureza selecciona os indivíduos mais bem adaptados às condições ambientais, ocorrendo a sobrevivência dos mais aptos;




  • Os indivíduos detentores de variações favoráveis e por isso mais bem adaptados, vivem durante mais tempo, reproduzem-se mais e, assim, as suas características são transmitidas à geração seguinte;

  • A reprodução diferencial permite, assim, uma lenta acumulação de determinadas características que, ao fim de várias gerações, conduz ao aparecimento de novas espécies;

  • Darwin nunca conseguiu explicar a razão para as variações das características entre os indivíduos de uma população.


Contributos das diferentes áreas científicas na fundamentação e consolidação do conceito de evolução:


Dados da Anatomia Comparada: Animais aparentemente diferentes apresentam semelhanças anatómicas que sugerem a existência de um ancestral comum, com um plano estrutural idêntico ao apresentado por todos os seres vivos que dele terão derivado.


A Anatomia Comparada tem fornecido dados que apoiam o Evolucionismo, revelando a existência de:

  • Órgãos ou estruturas homólogas: a homologia é interpretada como resultado da selecção natural efectuada sobre indivíduos que conquistaram meios ambientais diferentes.

Ex.: asas dos morcegos e barbatanas das baleias.




  • Órgãos ou estruturas análogas: terão resultado de pressões selectivas idênticas sobre indivíduos de diferentes grupos, que conquistaram meios semelhantes.

Ex.: asas de aves e de insectos.

  • Órgãos ou estruturas vestigiais: são órgãos atrofiados, que não apresentam uma função evidente nem importância fisiológica num determinado grupo de seres vivos.

Ex.:
 Vestígios de bacia e pernas nos esqueletos de certas cobras.


Dados da Paleontologia: A Paleontologia estuda os fósseis (partes ou vestígios de seres vivos que viverem em épocas geológicas diferentes). A grande maioria dos seres vivos, quando morre, não sofre fossilização. Este processo só ocorre em condições excepcionais.




Deste modo, a Paleontologia depara-se com diversas limitações.


  • Dados da embriologia: A Embriologia diz-nos que para os mesmos estádios de desenvolvimento existem analogias entre os indivíduos. Logo, é provável que haja um ancestral comum entre eles. A partir de um padrão muito semelhante nos estados iniciais, vão-se formando estruturas características dos adultos de cada espécie. Nos indivíduos pertencentes a espécies mais complexas, esse padrão sofre, geralmente, um maior número de modificações (quanto mais complexo é o animal, mais tempo demora a adquirir a forma definitiva, partindo desse padrão comum inicial).



  • Dados da Biogeografia: A Biogeografia analisa a distribuição geográfica dos seres vivos. Esta ciência conclui que as espécies tendem a ser tanto mais semelhantes quanto maior é a sua proximidade física e, por outro lado, quanto mais isoladas, maiores são as diferenças entre si, mesmo que as condições ambientais sejam semelhantes.




  • Dados da Citologia: Pelo facto de se considerar que todos os organismos são constituídos por células, e que a célula é a sua unidade estrutural e funcional, isto remete para a ideia de que existe uma base comum para todos os seres vivos. Esta concepção de unidade funcional e estrutural entre os seres vivos, constitui, assim, uma prova fundamental a favor de uma origem comum e, consequentemente, da existência de um processo evolutivo.


Reflexão:
Segundo Darwin existe uma "luta pela sobrevivência", ou seja, todos querem chegar ao seu alimento mas só os que têm as características vantajosas, os mais aptos, é que sobrevivem. Segundo este, dentro de uma população as várias espécies apresentam diferentes características (biodiversidade intraespecífica). Assim há uma facil adaptação de certos seres vivos quando existir uma alteração de ambiente.

http://bionaturalife.blogspot.com/search/label/Teorias%20do%20Evolucionismo

14 DE DEZEMBRO DE 2009

O Mundo das Bactérias


As bactérias são seres de tamanho tão insignificante mas conseguem interferir de forma decisiva não só na vida humana, mas em toda a ecologia do planeta.



Elas surgiram aquando da formação da Terra e resistiram a todas as adversidades do planeta, até hoje.


Durante muito tempo só existiam em nosso planeta seres unicelulares, isto é, os formados por uma única célula. Os multicelulares deram origem aos animais, plantas e aos seres humanos.


Sabe-se, hoje, que metade da biomassa terrestre, ou seja, metade da soma das massas de todos os seres vivos existentes na Terra, é constituída por seres unicelulares.


As bactérias representam, então, o maior exemplo de sucesso ecológico na história da vida desse planeta. O número de bactérias que nos colonizam, especialmente na pele e no sistema digestivo, é muito superior ao número de células que constituem nosso corpo e sua diversidade é tanta que só conhecemos mais ou menos 50% delas.


Reflexão:

Posto isto, podemos afirmar que as bactérias merecem "respeito" porque, apesar do seu reduzido tamanho e grande simplicidade, são dos seres vivos mais resistentes. Elas existem "desde sempre" e com uma variabilidade genética incrível!


http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Bactérias

Vida de Darwin


Ainda durante a vida de Darwin, muitas espécies de seres vivos e elementos geográficos foram baptizados em sua homenagem, entre eles: o Monte Darwin, nos Andes, em celebração ao seu vigésimo quinto aniversário. No ano de 2009 comemoramos o segundo centenário do nascimento de Charles Darwin (1809-1882) e o sesquicentenário de publicação do livro “The origin of species” (1859).



Reflexão:
Este facto mostra-nos como Darwin foi importante para a descoberta da evolução da vida na Terra. Mesmo estando morto há tanto tempo, ainda hoje se reconhece o seu valor, celebrando o seu aniversário.

13 DE DEZEMBRO DE 2009

Fixismo vs Evolucionismo


Fixismo
  • Seres vivos são imutáveis;

  • Espécies originadas tal e qual como são na actualidade;
  • Espécies permanentes, perfeitas e não sofrem evolução;

A explicação para a origem das espécies radicava no Criacionismo segundo esta teoria, os seres vivos foram originados por criação divina, e como tal são perfeitas e estáveis, mantendo-se fixas ao longo dos tempos;

No final do séc. XVIII, o Criacionismo, começa a ser posto em causa.


Evolucionismo aparece em oposição ao Fixismo.





Evolucionismo 

O evolucionismo defende que os seres vivos que existem, actualmente, na Terra são o resultado da modificação de seres vivos que existiram no passado. As espécies dos seres vivos relacionam-se umas com as outras e alteram-se ao longo do tempo.


Catastrofismo - teoria que defendia que uma sucessão de catástrofes tinha ocorrido no decurso da História da Terra, conduzindo à destruição dos seres vivos. As áreas destruídas seriam repovoadas por seres vivos que migravam de outros locais. Deste modo, o catastrofismo explicava o surgimento de determinadas formas fósseis em alguns estratos, sem que houvesse continuidade dessas formas de vida nos estratos mais recentes.



Uniformitarismo - teoria que defende que o planeta era, e tinha sido sempre, dominado por forças terrestres, como os ventos, a chuva, a geada, responsáveis por fenómenos de erosão e sedimentação, bem como por fenómenos de fusão magmática. Ou seja, segundo esta teoria, os fenómenos geológicos existentes na actualidade são idênticos aos que ocorreram no passado.


Teorias evolucionistas

  • Lamarckismo

  • Darwinismo



    Lamarckismo - teoria evolucionista que explica a diversidade específica através da lei do uso e do desuso e da transmissão dos caracteres adquiridos.


    Lamarck defendeu ideias evolucionistas apresentando uma explicação coerente acerca da origem das espécies em 1809.




Este admitia uma progressão constante e gradual dos organismos mais simples para os mais complexos. Essa progressão ocorreria segundo dois princípios:

- A lei do uso e do desuso;
- A lei da transmissão dos caracteres adquiridos.



Causa responsável pela evolução dos seres vivos: ambiente e as necessidades dos indivíduos.

Lamarck admitia que os seres vivos têm um impulso interior que lhes permite adaptarem-se ao meio quando pressionados por alguma necessidade imposta pelo ambiente.

A necessidade de se adaptarem às condições ambientais conduziria ao desenvolvimento ou ao atrofio de determinados órgãos, dependendo do uso ou do desuso dos mesmos - lei do uso e do desuso.

Estas modificações permitiram aos indivíduos uma melhor adaptação ao meio, sendo transmitidas à descendência - lei da transmissão dos caracteres adquiridos.



Criticas ao Lamarckismo

  • Aspectos como “necessidade de adaptação” ou “procura de perfeição não se conseguem testar;

  • As modificações provenientes do uso e desuso dos órgãos são adaptações individuais.






Neste filme explica-se, muito genericamente o pensamento de Lamarck. Explica-se a evolução do mundo e as teorias que Lamarck defendeu e desenvolveu…

Reflexão:

A evolução das espécies foi um tema que despertou e desperta uma grande controvérsia na comunidade cientifica. Numa visão fixista, as espécies são unidades fixas e imutáveis que, num mundo igualmente estático, surgiram independentes umas das outras.

Por outro lado, de acordo com o evolucionismo, as espécies estão profundamente relacionadas entre si, partindo de um ancestral comum.

Hoje em dia, o evolucionismo prevalece, mas verifica-se que, muitas das suas teorias não se enquadram com o conhecimento que o Homem possui na actualidade.


http://www.notapositiva.com/resumos/biologia/fixismovsevolucionismo.htm

Unicelularidade e Multicelularidade


Origem da multicelularidade


O desenvolvimento de uma maior complexidade estrutural e metabólica foi conseguido através do desenvolvimento de organismos multicelulares. A cooperação e a divisão de tarefas, torna possível a exploração de recursos que uma célula isolada não pode utilizar.


Os ancestrais dos organismos multicelulares seriam simples agregados de seres unicelulares, que formavam estruturas designadas colónias ouagregados coloniais.


Inicialmente todas as células da colónia desempenhavam a mesma função. Ao longo do tempo algumas das células ter-se-ão especializado em determinadas funções.



diferenciação celular e consequente especialização, em que se verifica a interdependência estrutural e funcional das células, ter-se-á acentuado no decurso da evolução, originando seres multicelulares.




Vantagens da multicelularidade

  • Maiores dimensões, mantendo-se a relação área/volume, ideal para as trocas com o meio externo;

  • Grande diversidade de formas com adaptação a diferentes ambientes;
  • Aumento do tamanho sem comprometer a eficácia das trocas com o meio externo;

  • Maior especialização com proporcional eficácia na utilização da energia;

  • Maior independência em relação ao meio ambiente com manutenção das condições do meio externo;

  • A origem dos eucariontes e a evolução da multicelularidade estiveram na origem de uma explosão da diversidade biológica.





Reflexão:

Na formação de colónias há um aumento na complexidade e especialização celulares, uma diminuição da taxa metabólica (resultado da especialização celular, que permite uma utilização da energia de forma mais eficaz) e maior independência em relação ao meio ambiente, devido a uma eficaz homeostasia. Estas características terão permitido o desenvolvimento de colónias sucessivamente mais complexas e mais tarde de organismos multicelulares.


http://www.scribd.com/doc/1025632/Da-Unicelularidade-a-Multicelularidade

Da célula procariótica à eucariótica


A célula é a unidade básica da vida. É a unidade estrutural e funcional de todos os seres vivos.


Diversidade
Resulta de um longo processo evolutivo que origina seres vivos.


Os seres vivos, distinguem-se pela sua organização celular, e podem ser:

  • Procariontes - células procarióticas.

  • Eucariontes - células eucarióticas.

Células procarióticas: o DNA concentra-se numa região chamada nucleóide, que não está fisicamente separada do resto da célula.





Células eucarióticas: apresentam núcleo, individualizado pelo invólucro nuclear onde se localizam os cromossomas; possui também diversos organelos membranares.





As células eucarióticas podem ser encontradas em seres unicelulares e pluricelulares. São células complexas que se encontram nos animais, plantas e fungos.



Das células procarióticas às células eucarióticas


O aumento da actividade metabólica das células foi conseguido pela evolução das células eucarióticas a partir das células procarióticas e pela origem da multicelularidade.


Dois modelos permitem explicar a origem das células eucarióticas: o Modelo Autogénico e o Modelo Endossimbiótico.





Modelo Autogénico: a célula eucariótica surgiu a partir de seres procariontes, por invaginações sucessivas de porções da membrana plasmática seguidas de especialização.


Este modelo é apoiado pelo facto das membranas intercelulares das células eucarióticas manterem a mesma assimetria que se verifica na membrana citoplasmática - a face voltada para o interior dos compartimentos intracelulares é semelhante à face externa da membrana citoplasmática e a face voltada para o hialoplasma é semelhante à face interna da membrana citoplasmática.



Esta hipótese pressupõe que o material genético do núcleo e dos organelos (sobretudo das mitocôndrias e dos cloroplastos) tenha uma estrutura idêntica. Contudo, tal não se verifica. O material genético destes organelos apresenta, geralmente, uma maior semelhança com o das bactérias autónomas, do que com o material genético presente no núcleo.



Modelo Endossimbiótico: a célula eucariótica resultou da incorporação, por parte de certos seres procariontes, de outros procariontes livres.




Vantagens da associação da célula hospedeira (anaeróbia e heterotrófica) com os ancestrais das mitocôndrias e dos cloroplastos:

  • Maior capacidade de metabolismo aeróbio, num meio ambiente com a concentração de oxigénio livre a aumentar;
  • Maior facilidade em obter nutrientes, produzidos pelo endossimbionte autotrófico;
  • A interdependência entre hospedeiro e endossimbionte terá levado à formação de um único organismo.



Este modelo é apoiado pelas seguintes observações:

  • As relações de endossimbiose são relativamente comuns e verificam-se em organismos actuais;
  • As mitocôndrias e os cloroplastos assemelham-se aos procariontes actuais;



A semelhança entre mitocôndrias e cloroplastos é verificada através de vários aspectos, dos quais se salientam os seguintes:

- O tamanho e a forma são semelhantes aos dos procariontes;
- Dividem-se por um processo semelhante à bipartição das bactérias;

- Possuem duas membranas; na membrana interna, localizam-se enzimas e sistemas de transporte como aqueles que são encontrados na membrana citoplasmática dos actuais procariontes;
- Possuem um genoma que consiste numa molécula circular de DNA, sem histonas associadas, como acontece na maioria dos procariontes actuais;

- Possuem ribossomas que são mais semelhantes com os ribossomas das células procarióticas do que com os ribossomas da própria célula eucariótica a que pertencem;


Apesar de terem um genoma próprio, as mitocôndrias e os cloroplastos não são geneticamente auto-suficientes (alguns dos genes necessários para o seu funcionamento estão presentes no núcleo da célula eucariótica), o que poderia ser um argumento a favor do modelo autogénico.


Todos os organismos eucariontes possuem mitocôndrias, mas apenas os autotróficos têm cloroplastos, o que leva a supor que a endossimbiose com os ancestrais das mitocôndrias terá sido anterior à endossimbiose com os ancestrais dos cloroplastos.

Reflexão:
O modelo autogénico não esclarece a causa nem a forma como se processou a especialização das membranas invaginadas nas células procarióticas.


O modelo endossimbiótico, actualmente o mais aceite, admite que as células procarióticas primitivas teriam estabelecido entre si múltiplas associações num processo que conduziu ao aumento de complexidade estrutural e funcional das células. Por processos idênticos aos da fagocitose, algumas células procarióticas teriam englobado outras células procarióticas de menores dimensões com as quais passaram a estabelecer relações de simbiose.


http://disciplinex.wordpress.com/2009/02/01/origem-dos-seres-eucariontes/

Datação relativa das rochas e tempo geológico

Datação relativa das rochas


Para conseguir estabelecer a ordem cronológica pela qual as formações geológicas se constituíram é essencial conhecer a idade dos estratos e dos fósseis. Há séculos que os geólogos determinam a idade relativa das rochas, ou seja, se as rochas são mais velhas, mais novas ou da mesma idade, umas em relação às outras, aplicando princípios gerais da estratigrafia.

estratigrafia é, portanto, o ramo da Geologia que se ocupa do estudo das rochas sedimentares e das suas relações espaciais e temporais.



Princípio da sobreposição:
 numa sequência estratigráfica sedimentar não deformada, os estratos mais antigos são os que localizam por baixo e os mais recentes são os que se localizam por cima.




Princípio da continuidade lateral:
 um estrato sedimentar permanece lateralmente igual a si próprio ou varia de um modo contínuo.





Princípio da identidade paleontológica:
 admite que os grupos de fósseis aparecem numa ordem definida e que se pode reconhecer um período do tempo geológico pelas características dos fósseis. Estratos que apresentem fósseis idênticos são da mesma idade. Estes são fósseis de idade, correspondentes a seres vivos que viveram durante intervalos de tempo curtos e que tiveram uma grande área de dispersão.




Princípio da intersecção e princípio da inclusão:
 toda a estrutura que intersecta outra é mais recente do que ela.
















Reflexão:No final desta matéria, podemos concluir que podem ser utilizados diferentes principios para fazer a datação relativa de formações geológicas. Através de princípios básicos, os geólogos conseguem interpretar os estratos sedimentares e conhecer as histórias que estes albergam, nomeadamente sobre formas de vida do passado da Terra e também sobre os grandes conhecimentos geológicos!

http://pt.wikipedia.org/

Escala do tempo geológico


Combinando técnicas de datação absoluta e de datação relativa, os geólogos determinaram a sequência cronológica dos acontecimentos que marcaram, ao longo dos tempos, a história da Terra. A partir desta sequência construíram aescala de tempo geológico.

A escala dos tempos geológicos está organizada em quatro grandes categorias hierárquicas de unidades de tempo: eons, eras, períodos, e épocas, sendo o eon a unidade maior.



A escala do tempo geológico tem várias divisões com diferentes amplitudes. Entre essas divisões situam-se as Eras.

Os Eons encontram-se acima das Eras.
As Eras encontram-se divididas em unidades menores chamadas períodos, cujos se subdividem em épocas.



Reflexão:

Esta escala reúne o trabalho de várias gerações de geólogos, pois foi baseada essencialmente na datação relativa das rochas e informações recolhidas em afloramentos por todo o mundo. Assim, podemos afirmar que cada intervalo nesta escala está correlacionado com um conjunto de rochas e fósseis característicos.

http://pt.wikipedia.org/

Combustíveis fósseis


Os carvões e os hidrocarbonetos (betumes, petróleos e gás natural) são combustíveis fósseis pois foram originados a partir da decomposição de restos de seres que se acumularam, no passado, em determinados locais do planeta, devido às condições ambientais aí existentes. Isto porque, ao analisar estes materiais percebe-se que têm na sua constituição vestígios de plantas, concluindo-se que a matéria inicial foi, principalmente, proveniente de seres vivos fotossintéticos. Então, na combustão do carvão ou de produtos petrolíferos é utilizada a energia que foi armazenada pela fotossíntese há milhões de anos. Por isso se diz que estas substâncias são combustíveis fósseis, uma vez que representam a energia solar captada, transformada, armazenada e preservada durante milhões de anos.


Carvões
Resultaram da acumulação e posterior decomposição, em meios muito especiais que se caracterizam por condições anaeróbias e são ambientes lagunares costeiros ou meios lacustres. Podem ser:


Turfas:
Formam-se em ambientes continentais geralmente pantanosos, de difícil drenagem de água, permitindo a existência de um ambiente anaeróbio imprescindível para a degradação lenta dos restos de vegetais pelos decompositores anaeróbios.


Carvões húmicos:
 Carvão resultante da acumulação de plantas que durante a incarbonização passaram por uma fase húmica. Os carvões húmicos dividem-se em carvões de cutina, constituídos por restos de folhas, esporos e pólenes, e carvões lenho-celulósicos, constituídos a partir dos tecidos lenhosos e celulose. Os mais importantes destes tipos de carvões são a turfa, o lignite, carvões betominosos e o antracite.




Hidrocarbonetos
Os hidrocarbonetos podem apresentar-se no estado sólido (betumes), líquido (petróleo) e gasoso (gás natural).


Petróleo:
 já foi considerado uma rocha sedimentar biogénica, embora, actualmente, não seja classificado como tal. Forma-se a partir de matéria orgânica de origem aquática, em especial organismos microscópios.




A morte dos organismos aquáticos leva à deposição da matéria orgânica no fundo de um ambiente sedimentar onde sofre decomposição parcial, pelo facto de o ambiente ser anaeróbio ou do ambiente ser rapidamente coberto por sedimentos. A continuação da sedimentação leva ao afundimento da matéria orgânica que é sujeita ao aumento da temperatura e da pressão. Ao longo do tempo, as propriedades físicas e quimicas da matéria orgânica vão sendo alteradas e esta é convertida em hidrocarbonetos liquidos, como o petróleo, e alguns gasosos, como o gás natural.

A evolução descrita ocorre na rocha-mãe que é uma rocha de granulometria fina. A baixa densidade dos hidrocarbonetos faz com que migrem da rocha-mãe, acumulando-se numa rocha-armazém que é porosa permeável, argilosa ou salina, que impede a migração do petróleo até à superficie, mas não o consegue acumular, designando-se rocha-cobertura.



Armadilhas petrolíferas: são estruturas geológicas favoráveis à acumulação de petróleo, que impedem a sua migração até à superficie. Assim, o petróleo não é perdido e pode ser explorado de forma rentável. As armadilhas petroliferas podem ser estruturais ou estratigráficas. As primeiras são o resultado de movimentos de origem tectónica, como dobras ou falhas.



Reflexão:
Os combustíveis fósseis são considerados como uma fonte de energia não renovável, bastante poluidora para o meio ambiente. O impacto dos combustíveis fósseis no ambiente é prejudicial. A sua queima origina produtos de combustão, que poluem o ar anível local e regional, entre os quais o dióxido de carbono, que contribui para o efeito de estufa a nível global, o qual está na origem das alterações climáticas. Deste modo, devem ser tomadas medidas e desenvolvidas novas tecnologias, que se baseiem nas energias renováveis, tudo isto, deve ser acompanhado de uma mudança de mentalidade de todos.


http://www.netexplica.com/ via 
http://terra-online.blogspot.com.br/

Bacias Hidrográficas

A topografia de uma região, o clima e a força da gravidade são as principais condicionantes do trajecto dos cursos de água. A região em que a água das chuvas contribui para alimentar um rio constitui a bacia hidrográfica e os rios que a ocupam constituem a rede hidrográfica (conjunto de todos os cursos de água, mais ou menos organizado).




A água de precipitação, que cai na bacia hidrográfica, é recolhida pela rede hidrográfica, que a transporta de uns rios para outros até chegar ao rio principal, que a conduzirá ao mar. Há rios que transportam água todo o ano e possuem um caudal abundante, enquanto outros só têm água depois da época das chuvas, são os chamados rios sazonais.Os rios modelam a paisagem criando formas de relevo muito diferentes na superfície que atravessam.


No seu percurso, desde a nascente até à foz, o rio desenvolve um trabalho de desgaste dos terrenos por onde passa, de transporte dos materiais arrancados e de acumulação desses materiais em planícies aluviais. Este processo designa-se por erosão fluvial.


Os cursos de água tendem a correr em espaços mais ou menos bem determinados, que se designam por leitos. Os limites laterais do rio designam-se por margens e relacionam-se com o leito aparente. Tendo em consideração as características topográficas e a variação sazonal dos caudais, nos cursos de água das regiões temperadas podem distinguir-se, normalmente, várias secções ou leitos.





Na fase inicial ou no curso superior, os rios correm geralmente entre montanhas, o declive dos terrenos é muito acentuado e a força das águas é muito significativa. O desgaste na vertical é acentuado e os vales apresentam vertentes abruptas, os vales são em V fechado, nesta fase podem surgir cataratas e rápidos.


No curso médio, o declive do terreno não é tão acentuado, o desgaste faz-se na horizontal, alargando o leito do rio, formam-se vales mais abertos. Na fase final, no curso inferior, o rio perde velocidade e dá-se a deposição dos materiais (aluviões) que o rio transportou durante o seu percurso. Formam-se vales em caleira e as planícies aluviais. Quando o rio atravessa uma planície pode desenvolver curvas chamadas meandros. Estes surgem porque o rio desgasta as margens côncavas e acumula nas margens convexas.





Os deltas formam-se geralmente em locais onde as marés e as correntes marinhas têm pouca força. A escassa força das águas do mar faz com que a corrente vá depositando os aluviões junto à foz, construindo um depósito de sedimentos de forma triangular.





Os estuários formam-se em locais onde a força das marés e das correntes marítimas é intensa. A água arrasta os aluviões até zonas muito afastadas da foz e deposita-os no fundo do oceano. Como o estuário comunica abertamente com o mar ou com o oceano, produz-se nessas zonas uma mistura de águas e de sedimentos tornando-as ricas biologicamente.




É no troço terminal que se desenvolvem, em rios mais evoluídos, extensas planícies formadas pela acumulação de sedimentos depositados nesses rios ao longo da sua existência. Essas superfícies designam-se por planícies de inundação, porque se formam precisamente pela inundação das áreas correspondentes, devido ao transbordo das águas fluviais e consequente deposição de sedimentos.

As planícies de inundação definem um leito maior, de cheia, em contraste com um leito menor, normal, delimitado pelas margens habituais. Define-se, na estação seca, um leito de estiagem, quando a falta de água faz emergir os sedimentos do leito menor.




Reflexão:

Os rios são correntes de águas superficiais cuja velocidade e área que cobrem (leito) variam com o regime das chuvas. O leito de cheia ocorre em situações de forte precipitação.
O rio principal com os seus afluentes e subafluentes formam a rede hidrográfica e a área drenada por esta rede constitui a bacia hidrográfica.
A actividade geológica de um rio compreende: a erosão, o transporte e a deposição de sedimentos. A acção erosiva é maior junto à nascente, onde os desníveis são maiores e o fluxo da água é maior. O transporte ocorre ao longo de todo o perfil longitudinal. A deposição acontece em maior escala em troços de menor energia das águas normalmente junto à foz.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bacia_hidrogr%C3%A1fica

Os fosseis

Os fosseis são considerados na actualidade restos ou vestígios de seres vivos que viveram à algum tempo atrás e que foram contemporâneos da génese da rocha que os contém.

A existência de partes duras nos organismos e a sua inclusão imediata em sedimentos finos são factores que favorecem a fossilização.

Os fósseis que permitem datar as rochas ou estratos em que estão presentes designam-se fósseis de idade. Os seres vivos habitaram a Terra durante um curto período de tempo e tiveram uma grande área de dispersão.

Quando os fósseis permitem a percepção do ambiente de formação da rocha em que se encontram, designam-se Fósseis de fácies.

O conjunto de processos que levam à preservação de restos ou vestígios de organismos nas rochas designa-se fossilização.

Processos de fossilização:

Mumificação: a matéria orgânica do ser vivo é conservada, devido à sua inclusão num meio asséptico, como, por exemplo, resina, gelo ou alcatrão. Ex.: insectos envolvidos em âmbar;



Mineralização:
 comum na fossilização de partes duras, como conchas e ossos. Neste processo ocorre substituição da matéria orgânica por matéria mineral. Ex.: troncos silicificados.



Incrustação: Ocorre quando substâncias trazidas pelas águas que se infiltram no subsolo depositam em torno do animal ou planta, revistindo-o, como por exemplo acontece em animais que morreram no interior das cavernas.
Os materiais mais comuns são:
  • Calcite
  • Pirite
  • Limonite
  • Silica

Moldagem/Impressão: o organismo é moldado pelos sedimentos que o envolvem, formando-se moldes internos e/ou externos. As estruturas do organismo podem desaparecer por completo, restando, apenas, os seus moldes. Quando a moldagem ocorre em estruturas finas, como as asas de insectos, o processo designa-se impressão. Ex.: moldes de conchas de amonite;



Marcas fósseis:
 são vestígios da actividade do organismo. A marca deixada pelo organismo é preservada, por moldagem, por exemplo. Ex.: pegadas de dinossauro.




Reflexão:

Podemos concluir que o estudo dos fósseis é bastante importante para conhecer o passado da história da Terra, bem como determinar a idade relativa de várias sequências estratigráficas.

Para o estabelecimento da idade relativa dos estratos são fundamentais determinados Princípios, como o princípio da sobreposição, o princípio da continuidade e o princípio da idade paleontológica.

Durante o século XIX e XX os geólogos organizaram uma escola do tempo geológico, considerando diferentes unidades temporais, que correspondem a determinadas formações estratigráficas.


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Minerais

Minerais


Minerais: são definidos como substâncias sólidas, inorgânicas, de formação natural, com composição que tanto pode ser fixa como variável em determinada amplitude e segundo uma estrutura atómica característica.



A composição característica e a estrutura atómica de um mineral são dadas pelas propriedades físicas, como forma cristalina, cor e brilho. Para identificar os minerais, é importante verificar o modo pelo qual os cristais são formados e definidos.






Mineralóides: São substâncias que por não serem inorgânicas ou homogéneas, cristalizadas ou naturais não são minerais.



O âmbar, a opala e o petróleo são alguns exemplos de mineralóides.
Reflexão:

Os minerais apresentam estruturas bastante peculiares porque podem ter a mesma composição química e serem minerais bastante diferentes. Isto deve-se à forma como estão organizados. Um exemplo desta situação é a grafite e o diamante.

Propriedades químicas dos minerais


A maioria das espécies minerais é constituída por dois ou mais elementos que se combinam entre si, de acordo com as suas afinidades químicas. Os minerais constituídos apenas por um elemento químico – elementos nativos– são raros. Estão neste caso o ouro, a prata, o diamante, o enxofre e o cobre.



A classificação de Dana e Hurlbut, de 1960, divide os minerais em oito grupos, de acordo com o anião dominante. O quadro abaixo esquematiza esta classificação evidenciando, ainda, a percentagem de espécies por grupo e a sua abundância na crosta terrestre.



Testes químicos que podem ser realizados para identificar os minerais.

  • Teste do sabor salgado para a determinação da presença da halite (NaCl).

  • Teste da efervescência pelo contacto com um ácido. Por exemplo, carbonatos como a calcite reagem com os ácidos libertando CO2, o que provoca efervescência. Este fenómeno ocorre a frio em determinados minerais e a quente noutros.

  • Teste do cheiro – por exemplo, o argilito e argilas cheiram a barro quando bafejados.







Reflexão:
Depois de determinadas as propriedades fisicas e quimicas dos minerais, podemos fazer a sua identificação utilizando chaves dicotómicas ou consultando tabelas, em que estão registadas as principais características dos diferentes minerais. Existem também programas de software que permitem a identificação de minerais, considerando as suas propriedades.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mineral
Cor dos minerais

A cor de um mineral deve ser observada numa superfície de fractura recente, à luz natural. A cor depende da absorção, pelos minerais, de certos comprimentos de onda do espectro solar quando este incide sobre eles.


Há minerais que apresentam sempre a mesma cor, qualquer que seja a amostra observada – minerais idiocromáticos – enquanto que outros, como o quartzo, podem apresentar diversas cores – minerais alocromáticos. A propriedade alocromática de alguns minerais deve-se à presença de elementos estranhos à sua composição.


Fig. 1 - Minerais com cor constante (idiocromáticos)


Fig. 2 - Mineral com cor variável, ou seja, não constante (alocromático).
Brilho

É o modo como o mineral reflecte a luz natural em superfícies não alteradas. É hábito considerar dois tipos de brilho: metálico e não metálico.

Por vezes usa-se o termo submetálico para designar o brilho de alguns minerais que têm brilho semelhante ao metálico, mas menos intenso.


Traço ou risca


O traço ou risca é a cor que um mineral apresenta quando reduzido a pó. Obtém-se normalmente por fricção sobre uma porcelana fosca que é muito dura. Em regra os minerais alocromáticos têm risca clara ou incolor e os minerais idiocromáticos não metálicos têm risca igual à sua cor; se forem minerais de brilho metálico a risca tende a ser negra. Esta propriedade é importante pois, mesmo que a cor do mineral varie, a risca, normalmente, mantém-se constante, podendo em certos casos, ser diferente da própria cor do mineral (ex. hematite).



Dureza 

A dureza (H) de um mineral é a resistência que ele oferece ao ser riscado por outro. A escala de dureza mais utilizada é a escala de Mohs, constituída por 10 termos.


A dureza de um mineral é igual à do mineral da escala, se se riscam mutuamente. Se o mineral em causa riscar determinado termo e não riscar o imediatamente a seguir, então a sua dureza estará compreendida entre os dois termos.




Clivagem 

A clivagem é uma propriedade física de um mineral que consiste em dividi-lo, por aplicação de uma força, segundo superfícies planas e brilhantes, de direcções bem definidas e constantes.

Os planos de clivagem correspondem a superfícies de fraqueza da estrutura cristalina dos minerais, daí que se possa afirmar que esta propriedade é uma consequência directa da geometria da malha espacial e das forças de ligação química.

Alguns minerais apresentam clivagem fácil como, por exemplo, a calcite e asmicas; outros dificilmente a manifestam. 




Densidade

A densidade (d) de um mineral depende da sua estrutura cristalina, nomeadamente da natureza dos seus constituintes e do seu arranjo, mais ou menos compacto.


Reflexão:
Estas características ajudam-nos a identificar os minerais e a classificá-los, mediante vários critérios. Estes dados têm um papel fundamental para uma melhor compreensão do Planeta Terra, mais especificamente da sua crusta.

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Via http://terra-online.blogspot.com.br

Meteorização das rochas

A meteorização física ou mecânica consiste na fragmentação da rocha em pedaços cada vez mais pequenos - sem que ocorram transformaçõesquímicas que alterem a sua composição.
A meteorização física predomina em zonas do Globo geladas e desérticas.

Exemplos da meteorização física:

Efeito do gelo - crioclastia
A água que penetra nos interstícios e poros da rocha, pode congelar, por abaixamento da temperatura, aumentando assim o seu volume. Exerce, consequentemente, uma pressão que provoca o alargamento das fissuras e a desagregação da rocha.




Actividade biológica
As sementes, germinam em fendas das rochas, originando plantas cujas raízes se instalam nessas fendas, abrindo-as cada vez mais e contribuindo para a separação dos blocos. Alguns animais cavam galerias nas rochas, favorecendo a desagregação.



Acção mecânica da água e do vento
As águas de escorrência deslocam os sedimentos mais finos, formando colunas que ficam protegidas pelos detritos maiores. Essas colunas chamam-se de chaminés-de-fadas. A água e o vento também transportam detritos que chocam com as rochas, acelerando desgaste.




Termoclastia
As variações de temperatura provocam dilatações e contracções alternadas dos minerais, que reagem de diferentes modos por terem diferentes coeficientes de dilatação.


Esfoliação - Alívio de pressão
As rochas formadas em profundidade, quando afloram à superfície, expandem-se formando diáclases paralelas que favorecem a separação do maciço rochoso.


Reflexão:
A meteorização química e física entreajudam-se, reforçando-se uma à outra. Quanto mais rápido for o decaimento, maior se torna o enfraquecimento dos fragmentos e mais susceptível a rocha é de se quebrar; quanto menores forem os fragmentos, maior a superfície disponível para o ataque químico e mais rápido se torna o decaimento.

16 DE MARÇO DE 2010

Meteorização química


Meteorização Química: consiste na transformação química dos minerais existentes numa rocha devido à acção da água e dos gases atmosféricos(oxigénio e dióxido de carbono), e por produtos da actividade dos seres vivos.

temperatura também é importante na alteração química, pois influencia a velocidade das reacções. Muitos dos minerais constituintes das rochas são estáveis no ambiente em que se formaram, mas tornam-se instáveis nas novas condições superficiais. Nessas condições os minerais transformam-se noutros mais estáveis, e noutros casos, são dissolvidos completamente deixando de fazer parte da constituição da rocha.



  • Hidrólise são reacções de alteração química que envolvem água. Leva à formação de novos minerais com desintegração do mineral original( ex.: feldspato dá lugar a minerais de argila);




  • Oxidação: ocorrem reacções de oxirredução nos minerais (ex.: aparecimento de ferrugem);


  • Carbonatação: as águas acidificadas (resultantes, por exemplo, da interacção da água com o dióxido de carbono atmosférico) podem reagir com minerais, formando produtos solúveis. No caso em que o ácido carbónico reage com o carbonato de cálcio, são removidos, em solução, iões cálcio e iões hidrogenocarbonato.


  • Erosão: após a meteorização, as partículas degradas vão ser removidas dos locais onde foram originadas pelos agentes erosivos, para depois sofrerem transporte.



Reflexão:
Os minerais não reagem do mesmo modo aos agentes de meteorização química, há minerais que se alteram e desaparecem rapidamente. As alterações químicas dependem também das condições ambientais, pois a meteorização química é muito mais rápida e intensa em regiões de clima quente e húmido.

Meteorização das rochas e erosão


Meteorização: processo de alteração e desagregação das rochas em resultado da acção de agentes da geodinâmica externa (água, vento, ar, mudanças de temperatura e seres vivos).Alguns aspectos estruturais das rochas podem favorecer a meteorização como a existência de diaclases ou superfícies de fractura, uma vez que as zonas da bordadura da rocha tornam-se mais frágeis. A fragmentação resultante aumenta a superfície exposta aos agentes de meteorização.





As rochas de um modo geral, expostas aos agentes da geodinâmica externa, experimentam, simultaneamente, dois tipos de transformações. Uma alteração química, designada por meteorização química, em que certos minerais dão lugar a outros mais estáveis em diferentes condições ambientais, e uma desagregação mecânica – meteorização física, que pode não estar necessariamente relacionada com a alteração mineralógica.

Reflexão:
Em consequência da meteorização, as rochas vão sendo desagregadas e alteradas. Os materiais resultantes da meteorização podem ser removidos do local, remoção essa denominada por erosão.