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domingo, 17 de novembro de 2013

Dinossauros

Dinossauros

Os dinossauros dominaram a Terra durante toda a era Mesozoica. Até hoje há discussões e pesquisas acerca de sua evolução, reprodução e extinção.

Os dinossauros dominaram a Terra durante a era Mesozoica 
Os dinossauros dominaram a Terra durante a era Mesozoica

No início da era Mesozoica, mais precisamente no fim do período Triássico, há aproximadamente 208 e 245 milhões de anos, ocorreu o aparecimento de animais que dominaram a Terra durante toda essa era, osdinossauros.
Com espécies pequenas (de tamanho comparável ao de uma galinha) e outras que ultrapassavam os 10 metros de altura, os dinossauros tinham hábitos alimentares variados, sendo que algumas espécies eram herbívoras e outras carnívoras (se alimentavam de insetos, anfíbios e até mesmo de outros dinossauros).
Ainda não há comprovação científica, mas alguns estudiosos acreditam que algumas espécies de dinossauros eram endotérmicas, ou seja, tinham sangue quente, assim como as aves e os mamíferos atuais.
Aproximadamente há 65 milhões de anos, os dinossauros foram extintos de nosso planeta. A teoria mais aceita para esse extermínio é a de que um asteroide com cerca de 10 km de diâmetro tenha caído sobre a superfície terrestre, provocando colapso e consequente extinção de todos os organismos vivos que aqui habitavam.
Nos textos desta seção você poderá conhecer as teorias mais aceitas no mundo acadêmico sobre a reprodução, evolução e extinção desses animais que despertam a nossa curiosidade.

Por Paula Louredo
Graduada em Biologia

Artigos de "Dinossauros"

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cientistas acham osso de grande dinossauro carnívoro no interior de SP

 
 
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

O Brasil pré-histórico acaba de ficar um pouco mais aterrorizante. Nas rochas do interior de São Paulo, paleontólogos encontraram pela primeira vez um osso de um grande dino carnívoro, membro do grupo formado por alguns dos maiores predadores da Era dos Dinossauros.
Tais criaturas, conhecidas pelo indigesto nome de carcarodontossaurídeos, rivalizavam com o célebre Tyrannosaurus rex, chegando a medir 13 m de comprimento.
Até hoje a presença dos monstros em território nacional era inferida apenas pela presença de dentes isolados na Bacia Bauru, como é conhecido o conjunto geológico que abrange boa parte do interior paulista e de outros Estados (MG, PR, MS e GO).

Editoria de Arte/Folhapress
Agora, a equipe coordenada por Carlos Roberto Candeiro, da Universidade Federal de Uberlândia, e Lílian Paglarelli Bergqvist, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), começa a preencher essa lacuna com a descoberta de um pedaço de osso de 13 cm, parte do maxilar direito de um dos dinos do grupo.
O fragmento, que abriga ainda um dente, foi encontrado no município de Alfredo Marcondes, perto de Presidente Prudente, e tem idade estimada em torno de 70 milhões de anos.
"Com base no fragmento e no dente, conseguimos identificar com confiança a família do animal, mas não a espécie", explica Bergqvist.
Também é possível estimar o tamanho total do crânio do animal em vida --algo como 80 cm de comprimento--, embora seja mais difícil dizer que tamanho o bicho todo tinha. A julgar pelo crânio, no entanto, parece ser um dino menor que os representantes mais avantajados de seu grupo, talvez chegando aos 10 metros, afirma Candeiro.
Também de Alfredo Marcondes e de outro município da região, Flórida Paulista, vêm fragmentos de ossos de outros dinos carnívoros estudados pela equipe, cuja identificação em níveis mais específicos não foi possível.
O fato de esse material todo aparecer apenas na forma de cacos tem algo de misterioso. É que a Bacia Bauru é rica em outros fósseis de predadores dessa época. Em geral, são primos terrestres dos atuais crocodilos, pertencentes a uma grande variedade de espécies e, às vezes, com todo o esqueleto preservado.
"Ainda não há uma explicação para isso. A gente brinca que, na Bacia Bauru, os crocodilos são a praga do Cretáceo [período do qual datam os fósseis]", diz Bergqvist. "Há o mesmo problema com os mamíferos, que são muito difíceis de achar por lá."
O carcarodontossaurídeo paulista, aliás, viveu "só" alguns milhões de anos antes do sumiço dos dinos e do início da Era dos Mamíferos.
A equipe publicou a análise dos fósseis na revista científica "Cretaceous Research". Também assinam o estudo Rodrigo Azevedo, Felipe Simbras e Miguel Furtado.
INTERIOR SEMIDESÉRTICO
Os dados geológicos indicam que, no fim do período Cretáceo, boa parte do interior brasileiro era um imenso semideserto.
A alternância entre períodos de seca prolongada e chuvas torrenciais criava rios e lagoas temporárias, em cujas margens se refugiavam animais como tartarugas e crocodilos.
Alguns dos fósseis dessa época que chegaram até nós parecem ter sido preservados quando vários animais se enfiaram na lama para tentar suportar o calor.
Sabe-se que, apesar da seca, grandes dinossauros herbívoros de pescoço longo também viviam ali. (RJL) 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DINOSSAUROS


DINOSSAUROS  VOADORES
Ao mesmo tempo que os dinos deixavam suas pegadas no solo e os répteis nadadores vagavam nos mares, répteis voadores cruzavam os ares sem parar. Com os mais variados tamanhos e fromas, os pterossauros marcaram a presença na história da evolução como parentes distantes dos dinossauros. Alguns eram pequenos como araras, enquanto ouros ganhavam dimensões impressionantes, com asas do tamanho de um ônibus. O nome pterossauro, aliás, significa "lagarto com asas". Depois de estudar demoradamente alguns ossos de pterossauros, os cientitas concordaram: eles só podiam ter sidos animais voadores, pois notaram que os ossos eram finos e ocos.


DINOSSAUROS  HERBÍVOROS
Como o próprio nome já diz, dinossauros herbívoros tem como principal características a sua alimentação: mais variados tipos de planta, desde grama até flores de árvores, bem como folhas, brotos, raízes e caules. Eles eram, geralmente, o alvo mais constante dos dinossauros carnívoros pois, muitos dos herbívoros não possuíam defesa mas, enorme parte deles tinham algum tipo de defesa que eram, geralmente, chifres, cauda, garras, etc. Alguns tinham a capacidade de correr muitorápido ou nadar, o que também dificultava a ação dos predadores. Clique nos nomes abaixo para conhecer os principais dinossauros herbívoros:

brachiosaurusdicraeosaurusdiplodocusiguanodon
lambeosaurusmaiasauraparasaurolophusprotoceratops
stegocerasstegossaurosstruthiomimustriceratops



DINOSSAUROS   AQUÁTICOS
Enquanto os dinossauros povoavam as terras, os mares eram governados pelos mais ferozes répteis. Existia vida no mar centenas de milhões de anos antes que os dinos vagassem pelo planeta. As medusas e estrelas-do-mar surgiram há 600 milhões de anos. Centenas de séculos mais tarde, apareceu o primeiro peixe, bem como alguns animais anfíbios, os que podem viver na terra e na água. Nadadores habilidosos surgiram nos mares há cerca de 170 milhões de anos. Os grandes répteis carnívoros que viviam no mar, apresentavam também perigo aos dinossauros terrestres e voadores, pois quando um dino se posicionava em pedras perto do mar, esperando que um apetitoso peixe passasse, um enorme nadador podia aparecer repentinamente e abocanhar o dinossauro.
elasmosaurus


ichthysaurus



mosassaurus




nothosaurus





ophthalmosaurus


DINOSSAUROS  CARNÍVOROS
Quando ouvimos falar em dinossauros carnívoros, já pensamos em gigantes, maus e ferozes predadores pré-históricos. Esse tipo de dino se alimentava de carne de outros dinossauros. Alguns caçavam para conseguir seu alimento, outros se alimentavam de dinos já mortos, e outros roubavam ovos de outros dinossauros para comer os filhotes. Como você já viu na seção anterior, o principal alvo dos carnívoros é os herbívoros, pois muitos destes não possuíam armas como defesa, o que facilitava a ação destes predadores. Em sua grande maioria, os carnívoros eram Téropodes, grupo no qual se encaixa o famoso Tyrannosaurus Rex. Eles possuíam fileiras de dentes afiados e serrilhados, o que ajudava no corte e mastigação da carne. Clique nos nomes abaixo para conhecer cada dinossauro:
albertosaurusallosauruscarnotaurus
coelophysisdaspletosaurusdeinonychus
dimetrodonoviraptorspinosaurus
tyrannosaurus rexvelociraptor




sábado, 13 de outubro de 2012

Tiaraju: um animal pré-histórico brasileiro

Uma equipe de paleontólogos das Universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Federal do Piauí (UFPI) e de Witwatersrand (África do Sul) descobriram fósseis de um vertebrado herbívoro com dentes de sabre em Tiarajú, na região central do Rio Grande do Sul.

Segundo a UFRGS, o animal era um terápsido (antiga linhagem de vertebrados que deu origem aos mamíferos, ou não) que viveu no Período Permiano da Era Paleozoica pelo menos 260 milhões de anos atrás.  Este período foi sucedido pelo Mesozóico, quando os dinossauros apareceram.

 Tiajudens eccentricus, no Rio Grande do Sul.

Apesar de não ser muito grande (tinha o tamanho de uma anta), o espécime chama a tenção por seus dentes de 12 cm.  Os pesquisadores chegaram à conclusão de que era uma nova e estranha espécie e a nomearam de Tiarajudens eccentricus.  Seu nome se refere a Tiaraju,  distrito de São Gabriel no estado do Rio Grande do Sul.   Além da arcada dentária o Tiajudens contava com 26 dentes largos, semelhantes aos nossos molares, no céu da boca.  Acredita-se que eles servissem para mastigar folhas.

Eu achei esse bixinho simplesmente lindo! *-*

– “Os incisivos, posicionados na maxila, tinham serrilha para arrancar as plantas, muito parecidos com os que encontramos hoje nos ruminantes.  Os dentes do palato mastigavam, o que era uma novidade, porque proporcionava melhor digestão” — disse Juan Carlos Cisneros, paleontólogo da Univerdidade do Piauí.

Os pesquisadores destacam também que é o mais antigo registro de terápsido que tinha a capacidade de mastigar e o mais antigo de um herbívoro com dentes de sabre – característica comum em alguns carnívoros extintos, como o famoso tigre dentes de sabre, mas rara em herbívoros.

Os cientistas acreditam que os longos dentes eram usados em lutas entre membros da mesma espécie ou como defesa contra predadores. A descoberta está publicada na revista científica Science.

– ” Alguns estudos já haviam encontrado fósseis do Paleozóico no Pampas.  Por isso, resolvemos intensificar a pesquisa naquela região.  Foi assim que chegamoso ao Tiarajudens.  Além do crânio, encontramos vestígios de uma pata e de outras partes do corpo, que ainda estão sendo estudadas, e que permitirão, em breve, outras descobertas sobre a espécie.   Por enquanto sabemos que era um animal adulto, e provavelmente macho.  As fêmeas não deviam ter dentes de sabre ou então eles eram mais curtos.” – disse Cisneros.

Uma pena ele ter sido extinto... Porém se ainda estivesse vivo seria extinto pelos "seres humanos" que pensam que os animais são eternos... mas não SÃO e devemos cuidar melhor dos que existem hoje, e devem parar com a caça predatória das baleias, golfinhos, peixes (e outros frutos-do-mar).
E quando eles acabarem, o que faremos? Como vamos conseguir outros?
Uma perguntinha meio "impossível" de ser respondida...

TENHA CONSCIÊNCIA! =/
Fonte:http://avidadaterra.blogspot.com.br/

Animais pré-históricos raros!

Hoje em dia existem várias criaturas exóticas, mas o que poucas pessoas sabem é quão bizarros os animais eram antigamente. Confira a nossa lista de quinze estranhos animais pré-históricos, desde dinossauros até peixes. Todos eles são desconhecidos pelo homem moderno.

15. Dinotério

Este animal era uma espécie de elefante pré-histórico e podia chegar a até 4,5 metros de altura. Ele é considerado um dos maiores mamíferos que já habitaram a terra. Além do seu assustador tamanho, eles tinham presas na parte de baixo da face, que provavelmente eram utilizadas para revirar o solo atrás de raízes e vegetais para sua alimentação.

14. Therizinossauro

Esta família de estranhos terópodes tinha longos pescoços e grandes garras de foice. Diferentemente de outros terópodes, eles eram primordialmente herbívoros, e acredita-se que alguns tinham penas. Estes animais são conhecidos apenas por poucos fósseis, mas eles são famosos pelas garras, que podiam chegar a um metro de comprimento.

13. Epidexipteryx

Este dinossauro, semelhante a um pássaro, revela uma interessante parte da evolução destes animais. Ele não tinha penas para voo, e apenas apresentava quatro longas penas no rabo. Este animal viveu na China há aproximadamente 152 milhões de anos, e mostra evidências que as penas evoluíram milhões de anos antes dos pássaros desenvolverem o voo. O Epidexipteryx tinha aproximadamente o tamanho de um pombo.

12. Epidendrosaurus

Este outro dinossauro, que também era semelhante a um pássaro, pertencia à mesma família que o Epidexipteryx. Ele foi o primeiro dinossauro conhecido a se adaptar à vida em árvores, um importante momento na evolução dos pássaros. Uma de suas características mais bizarras era a presença de um terceiro dedo, muito mais comprido que os outros. Acredita-se que ele utilizava isto para procurar insetos em buracos.

11. Microraptor

Mais um dos dinossauros-pássaro, o Microraptor tinha quatro asas e um rabo com penas, mas não podia voar. Acredita-se que ele planava, como um esquilo voador. Cientistas acreditam que esta espécie é o mais recente ancestral comum entre pássaros e dinossauros, e que a sua habilidade para planar eventualmente se transformou no voo dos pássaros.

10. Longisquama

Esta curiosa criatura viveu durante o período Jurássico. O Longisquama era um animal pequeno, semelhante a um lagarto, e acredita-se que ele tinha longas penas nas costas. Por este motivo, alguns cientistas acreditam que os pássaros podem não ter evoluído a partir de terópodes, e sim de animais deste tipo.

9. Tanystropheus

Este enorme réptil tinha aproximadamente seis metros de comprimento, e três metros eram apenas do seu pescoço. Acredita-se que esses animais eram ao menos semi-aquáticos, e que a sua alimentação era a base de peixes, pois os fósseis da espécie foram encontrados em locais próximos à água.

8. Sharovipteryx


Este outro réptil se movia de modo semelhante ao Microraptor, mas tinha duas “asas” nas patas traseiras e duas pequenas “asas” nas da frente. Essas “asas” podem ter sido usadas para que o animal pulasse no chão.

7. Nictossauro
Este gênero de pterossauros é o único que não tem garras nas asas. Esta espécie foi descoberta em 2003, e tinha um enorme chifre, semelhante a uma crista.

6. Pterodaustro

 Este pterossauro tinha dentes bastante incomuns, semelhantes às barbas de baleias. placas flexíveis de queratina utilizadas pelas baleias para se alimentarem a partir da filtragem da água. Os cientistas acreditam que o Pterodaustro se alimentava de modo semelhante aos flamingos, que adquirem sua cor rosada a partir da água. Por este motivo, acredita-se que o dinossauro também tinha esta cor.

5. Dunkleosteus terreli
Este peixe foi uma das criaturas mais assustadoras a habitar o oceano. Ele chegava a ter quase dez metros de comprimento, e tinha uma face bastante sólida. Acredita-se que este peixe tinha uma das mordidas mais fortes de todos os animais, e ele utilizava a sua boca em forma de bico para devorar suas presas.

4. Stethacanthus

Os tubarões existem há mais de 400 milhões de anos, e, de acordo com registros fósseis, sofreram poucas modificações durante todo este tempo. Mesmo assim, existem alguns animais diferentes no meio, como o Stethacanthus, que tinha uma nadadeira dorsal no formato de bigorna, com pequenos espinhos. Um crescimento estranho, similar à nadadeira, também era presente na sua cabeça.

3. Helicoprion

Inicialmente os cientistas acreditavam que este animal era um amonite. espécie de moluscos. devido à sua concha circular. Entretanto, exames revelaram que o que se acreditava ser uma concha era, na realidade, um conjunto de dentes em espiral.

O tubarão Ornithoprion tem dentes deste tipo na mandíbula inferior, mas os cientistas ainda não têm certeza da exata localização dos dentes do Helicoprion. Ao colocar os dentes na mesma posição que do outro tubarão, o Helicoprion ficaria mais lento, levando os cientistas a acreditar que os dentes ficassem dentro da boca do animal.

2. Deinocheirus

O único fóssil conhecido deste dinossauro é um par de braços de quase 2,5 metros. o que pode significar duas coisas: ou o Deinocheirus era enorme, chegando a quase 12 metros, ou ele simplesmente tinha braços enormes para o tamanho do seu corpo. Existe muito debate sobre o uso dos braços deste animal: alguns cientistas acreditam que eram utilizados para atacar outros dinossauros, enquanto outros acreditam que eram apenas uma arma de defesa, não de ataque. Alguns especialistas chegam a crer que o animal usava os braços para escalar em árvores, mas a falta de corpo do fóssil deixa muitas perguntas sem respostas.

1. Amphicoelias fragillimus

O único fóssil encontrado deste animal é um único fragmento da vértebra do animal. Esta vértebra tem 1,5 metro, mas estima-se que ele pudesse ter até 2,5 metros se estivesse intacta. Compare isso com a sua vértebra. Pois é: cientistas acreditam que o animal pudesse ter quase 60 metros de comprimento, o que faria com que ele fosse o animal mais longo a caminhar sobre a Terra. Infelizmente, nenhum outro fragmento do seu corpo foi encontrado para comprovar esta teoria.
Fonte: http://avidadaterra.blogspot.com.br
Fonte: Listverse

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A Pegada de Dinossauro no Jardim do Goddard Space Flight Center da NASA



Aproximadamente a 110 milhões de anos atrás, um dinossauro do tamanho de um tanque conhecido como Nodossauro esmagou as folhas onde atualmente é o Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland. A imagem acima mostra uma pegada única da pata traseira esquerda desse dinossauro, que tem aproximadamente 30 cm de diâmetro, e que foi descoberta pelo extraordinário caçador de dinossauros Ray Stanford. Os Nodossauros passearam por onde é hoje Maryland no meio do Período Cretáceo, ocasionalmente deixando para trás suas marcas na lama. Esses herbívoros quadrupedes eram bem armados com saliências nodosas para ajudar a se defender de seus predadores dentuços que queriam muito saborear a carne macia que se localizava sob seus nós pontiagudos. E até interessante pensar que enquanto os astronautas do Goddard pesquisam o céu atrás de sistemas estelares localizados a milhões de anos-luz de distância da Terra, em seus pés estão pegadas de criaturas que passearam por ali a milhões de anos atrás. A foto acima foi feita no dia 17 de Agosto de 2012.




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Descoberto fóssil do maior dinossauro com penas

Com mais de uma tonelada e nove metros de comprimento, o 'Yutyrannus huali' era quarenta vezes maior que os outros dinossauros plumados

Imagem de espécie de dinossauros com penas 'Yutyrannus huali' ('belo tirano com penas'): as plumas tinham uma função isolante, já que o grande tamanho do dinossauro descarta totalmente a capacidade de voar (Brian Choo/EFE)
Foi anunciada nesta quarta-feira a descoberta do maior dinossauro com penas conhecido, um 'primo' do tiranossauro que podia pesar mais de uma tonelada e chegar a nove metros de comprimento.

Três esqueletos — um exemplar adulto e dois filhotes — foram encontrados na província de Liaoning, na China. Os animais viveram durante o período Cretáceo Inferior, informou a revista Nature.
Os cientistas chineses e canadenses que descobriram os fósseis batizaram a espécie de Yutyrannus huali ('belo tirano com penas'), numa mistura de latim e mandarim.
Os paleontólogos sabiam há mais de uma década que alguns pequenos dinossauros tiveram plumas semelhantes às dos pássaros, graças às descobertas de vários fósseis nesta região chinesa. Mas o achado anunciado nesta quarta-feira mostra que existiu pelo menos uma grande espécie que também tinha penas.
Os filhotes deveriam pesar cerca de meia tonelada, e o exemplar adulto pode ter alcançado 1.400 quilos e nove metros de comprimento, dimensões que o transformam no maior animal com penas que já existiu.
Seu tamanho era consideravelmente menor do que seu primo Tiranossauro Rex, mas quarenta vezes maior do que as espécies com penas conhecidas.
Engana-se, porém, quem pensa que as penas do Yutyrannus eram belas como as de alguns pássaros atuais. Sua plumagem era feita de "simples filamentos e se pareciam a de um pintinho", explicou Xu Xing, principal autor do artigo e pesquisador do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados de Pequim.
Os cientistas acreditam que as plumas tinham uma função térmica, já que sua escassez e o grande tamanho do dinossauro descartam totalmente a possibilidade de que servissem para o voo.
Ao contrário do tiranossauro, que viveu numa época quente, seu parente emplumado habitou a Terra em meados do Cretáceo Inferior, que se estendeu de 145 milhões de anos a 98 milhões de anos atrás, e no qual as temperaturas caíram. Por isso suas penas devem ter servido para proteção contra o frio. A descoberta, afirmou o Xu Xing, pode ser uma prova de que "as penas estavam muito mais disseminadas do que os cientistas pensavam até poucos anos, pelo menos entre os dinossauros carnívoros."

Saiba mais

CRETÁCEO INFERIOR
Intervalo da escala geológica que vai de 146 a 100 milhões de anos atrás. Foi marcado por temperaturas muito mais baixas que o restante do Cretáceo. As temperaturas eram de 10°C, em média, contra 18°C do final do período. Foi no período Cretáceo que os dinossauros foram extintos e surgiram as aves.
 
Fonte:  Agência EFE e Agência France-Presse